- Crônicas
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Touchée
Dois velhos conhecidos encontram-se e trocam saberes sobre a vida.
- Da outra vez que nos encontramos eu ia perguntar da sua tartaruga, mas acabei me envolvendo tanto no nosso tema que me esqueci de fazê-lo.
- A Touchée? Está ótima. Grande, pesada, comilona.
- É uma tigre-d’água ou jabuti? Acho que você mencionou tigre-da-água.
- Isso. É uma tigre-da-água. Está comigo há 7 anos. Encontrei-a no parque Fontoura, recém-saída do ovo, ainda com vestígios do saco vitelino.
- E levou-a para casa. Como você fez para cuidar dela?
- Eu a coloquei num terrário com alguma água e um aquecedor. Dei-lhe uma ponta de faca de carne moída que ela devorou. Fui comprar ração própria.
- Você não tem receio de ter um animal silvestre em casa?
- Touchée é bem cuidada. Está vistosa. O terrário era um campo de futebol para ela, quando chegou. Hoje, o mesmo recipiente virou uma quitinete.
- O espaço não ficou pequeno demais para ela?
- Ficou, sim. Diariamente eu a tiro do terrário que virou aquário e solto-a pelo apartamento. Ela caminha pelos cômodos até encontrar um canto para ficar.
- E por quanto tempo ela fica fora da água aquecida?
- De 5 a 8 horas, dependendo da temperatura ambiente. Tenho que sifonar a água diariamente para remover todos os resíduos. Reponho 9 litros d’água.
- Pois dá trabalho, hein? E o que ela come?
- No momento, eu alterno três opções de alimentos: camarão congelado, mini camarões desidratados e tiras de patinho congeladas.
- E ração? Ela consome ração também?
- Ocasionalmente. Touchée gosta de variação diária no cardápio.
- Sua Touchée come melhor que muita gente. Quem cria, tem de cuidar!
Atualizado em: Sáb 30 Maio 2026
