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Grasso: A Próxima Geração 115 – Veneno AntiMonotonia
Sophia e Pamela estão tomando café da manhã na mesa, Edu e Jeferson entram na cozinha.
Edu corre animado.
— Último dia de aula, Aí vou eu.
Jeferson olha pra Sophia.
— Sophi, vamos deixar você e o Edu na escola ok. — Ele olha pra Pamela. — Você está pronta?
Ela olha pra ele.
— Já estou indo.
— Beleza.
Ele olha pra Edu.
— Edu me ajuda com as malas, por favor.
Edu nem responde e já pega uma mala.
Jeferson sorri e pega outra.
— Vamos, vamos.
Os dois saem animados.
Pamela e Sophia dão risada.
Pamela olha pra filha.
— Aqui esta o número do tio Fê, caso precisem de alguma coisa.
Sophia olha para a mãe.
— Pare de se preocupar. Edu e eu vamos focar bem, aproveite a viagem.
Pamela sorri.
— Só estou tentando ser uma boa mãe. — ela se ajeita na cadeira. — Certo, sobre hoje à noite...
— Eu sei, só dois amigos pra cada um e nada de festas, você já disse.
Pamela coloca a mão no ombro da filha.
— Obrigada por ser tão responsável.
Personagens Principais
Gaby Merino
Mateus Merino
Luiza Souza
John Doho
Stefy Prioste
Sophia Rodrigues
André Kimmich
Edu Mariano
JP Djanikian
Giovanna Kuhlmann
Rick dos Anjos
Daniel Fernandes
Gaby está em seu quarto, diante do espelho, terminando de se maquiar. Seu pai, Arthur, aparece na porta e bate de leve.
— Posso entrar, filha?
Ela olha para ele pelo espelho e dá um sorrisinho fraco.
— Claro, papai.
Arthur entra. Por alguns segundos, apenas observa a filha.
— Como você está?
Gaby suspira e volta a atenção para o espelho.
— Estou melhor.
Arthur percebe o jeito como ela evita olhar diretamente para ele e continua com um olhar preocupado.
— Tem certeza?
Gaby dá de ombros.
— Tenho. Quer dizer... estou tentando ficar.
Arthur faz um pequeno sorriso, como se aquela resposta já fosse alguma coisa.
Gaby coloca a maquiagem de lado e se vira para ele.
— Papai, e se eu faltasse à aula hoje? Aí nós dois poderíamos lavar o carro e depois sair para fotografar um pouco a cidade.
Ele segura uma risada.
— Seria uma ótima ideia... tirando a parte de você faltar à aula.
Gaby revira os olhos.
— Sabia que você ia falar isso.
Arthur se aproxima e se senta na ponta da cama.
— Mas eu tenho uma ideia melhor.
Gaby levanta uma sobrancelha.
— Qual?
Arthur olha para a porta.
— Pode entrar.
Gaby olha pra porta meio confusa.
Giulia, sua melhor amiga de São Paulo entra no quarto.
— Giulia?
Gaby levanta animada e abraça a amiga.
— O que você esta fazendo aqui?
As duas se afastam.
— Quando você me ligou e contou o que tinha acontecido eu sabia que tinha que esta aqui com você, ai falei com o seus pais, eles deixaram que eu ficasse alguns dias aqui.
Gaby sorri animada.
— Isso é ótimo. — Ela olha para o pai. — Então posso faltar na aula hoje?
Arthur olha pra filha.
— Não. Você vai pra aula a Giulia fica aqui, na hora do almoço vocês podem ir no Luca’s ou outro lugar próximo da escola, depois você volta pra escola e a tarde podem sair ou ficar aqui. Bem combinem alguma coisa.
Gaby balança a cabeça.
— Entendi papai.
Eles sorriem.
Arthur caminha até a porta.
— Vamos sair em cinco minutos.
Ele sai do quarto.
Gaby olha pra Giulia.
— Giulia que bom que você veio.
Giuliaolha pra Gaby.
— Gaby eu fiquei preocupada com você, você não parecia bem quando nos falávamos por chamada de vídeo.
Gaby da um sorrisinho.
— Você sempre cuidando de mim. Mas eu estou melhor agora.
Giulia se senta na cadeira ao lado da cama.
— Quer conversar?
Gaby se senta na cama.
— Ai Giulia… por que eu nunca aprendo? Já é a terceira vez que eu me apaixono por um garoto e termina tudo do mesmo jeito.
Giulia a observa com carinho antes de responder.
— Gaby, você só tem 14 anos. Não se cobra tanto assim. Se preocupa com os estudos… vai se divertir, viver como uma garota da sua idade.
Gaby desvia o olhar.
— Eu devia ter aprendido a lição na primeira vez.
Giulia balança a cabeça.
— Ei, já passou. Não fica presa nisso. Eu sei que dói, machuca… mas faz parte.
Gaby dá um sorriso de canto.
— É que… toda vez que eu me apaixono, parece que encontro alguém especial… e aí, de repente, eu bato de cara na parede.
Giulia olha para ela por um instante, sincera.
— Eu não sei. Queria ter uma resposta perfeita pra isso… mas não tenho. Eu só quero que você fique bem.
Gaby respira fundo e sorri um pouco mais.
— Eu vou ficar, mas agora tenho que ir pra escola. Nos vemos na hora do almoço.
Giulia sorri.
— Sim.
— Fique a vontade, meu quarto é seu quarto.
Gaby sai do quarto.
Na escola, o sino toca, marcando o fim da última aula do ano. A turma do oitavo ano já está inquieta, com alunos cochichando, guardando materiais e contando os segundos para serem liberados.
O professor Kimmich se levanta na frente da turma e bate palmas para chamar a atenção.
— Ei, ei… calma aí. Antes de saírem correndo como se essa escola estivesse pegando fogo, eu quero falar uma coisa.
A turma ri e vai se acalmando.
Kimmich olha para todos com um sorriso sincero.
— Primeiro… eu quero dizer que estou muito orgulhoso de vocês.
Alguns alunos se entreolham, curiosos.
— Esse ano não foi fácil. Teve prova, trabalho, drama, confusão… Mas, falando sério… ninguém dessa turma reprovou.
Por um segundo, a sala fica em silêncio… e então explode em comemoração.
Kimmich ergue a voz para ser ouvido.
— Ei, calma! Ainda não terminei!
A turma vai se acalmando, mas vários alunos ainda estão sorrindo e cochichando animados.
O professor respira fundo e continua.
— Parabéns, de verdade. Cada um de vocês chegou até aqui por mérito próprio. Então aproveitem isso.
Ele cruza os braços.
— Curtam as férias, durmam até tarde, viajem, façam o que quiserem… E eu espero ver todos vocês de volta no próximo ano… um pouco mais maduros.
A turma faz cara de dúvida.
Kimmich pega sua pasta e faz sua última observação.
— E, por favor… juízo nas férias.
Kimmich aponta para a porta.
— Agora podem ir.
A sala explode em comemoração. Mochilas são jogadas nas costas, cadeiras arrastam pelo chão, e vários alunos começam a se despedir, já sentindo a energia de fim de ano.
Gaby olha em volta por um instante, observando toda aquela bagunça feliz. Mesmo ainda triste por dentro, não consegue evitar um pequeno sorriso.
As férias finalmente começaram.
Mais tarde, os alunos começam a organizar e limpar seus armários. O corredor está cheio de caixas, mochilas e papéis.
Sophia e Giovanna estão próximas aos seus armários, conversando enquanto organizam suas coisas.
Giovanna fecha a porta do armário e olha para Sophia.
— Então quer dizer que você terá a casa só para você neste fim de semana?
Sophia coloca alguns cadernos dentro da mochila.
— É.
Giovanna abre um sorriso.
— E o que você vai falar para o John quando ele descobrir?
Antes que Giovanna possa responder, uma voz surge atrás delas.
— Descobrir o quê?
Sophia olha pra trás. John está parado perto delas.
Sophia se apressa para responder.
— Minha mãe e o Jefferson viajaram. A casa vai ficar só para mim neste fim de semana, mas eu só posso levar a Gaby e a Stefy.
John sorri
— Ah. Tudo bem.
Regras são regras, né?
Ele se afasta pelo corredor.
Giovanna acompanha John com os olhos por alguns segundos antes de voltar a olhar para Sophia.
— Só a Gaby e a Stefy? Se eu também estiver lá, a gente vai se divertir de verdade.
Sophia dá um pequeno sorriso e balança a cabeça.
— Se você realmente quiser ir, pode ir. Tanto faz.
Ela sai.
Giovanna fica olhando para ela por alguns segundos. Então, um sorriso aparece em seu rosto.
Luiza e Manu descem a escada conversando e chegam ao hall de entrada. Assim que passam pelo último degrau, Edu e JP se aproximam delas.
JP sorri animado.
— E aí, qual é o plano de vocês para hoje à noite?
Luiza olha para Manu e depois para JP, com um sorriso.
— Noite das garotas na minha casa. O que significa. Sem meninos.
Em seguida, Edu e JP estão limpando seus armários quando JP fecha o próprio armário e olha para o amigo.
— Você precisa convencer a Manu e a Luiza a irem para a sua casa hoje à noite.
Edu faz uma careta.
— Elas não vão querer ir.
— Por quê?
— Porque elas nem são amigas da Sophia, da Gaby e da Stefy.
JP cruza os braços, pensativo.
— Então você precisa de uma estratégia nova.
Nesse momento Rick passa pelo corredor.
— Ei, Rick! — JP chamou.
Rick para e se aproxima.
JP aponta para Edu.
— O Edu vai reunir uns meninos na casa dele hoje à noite. A gente vai jogar cartas, conversar, falar de garotas, coisas de menino... Você quer ir?
Rick dá um sorriso debochado.
— Não.
Ele se vira e continuar andando.
— A Gaby vai estar lá — disse JP.
Rick para na mesma hora.
— A Gaby?
JP sorri.
— Sim.
— Eu vou.
Rick começa a andar novamente e segue pelo corredor.
Edu olha para JP, completamente confuso.
— Você ficou doido?
JP dá de ombros, como se tudo estivesse perfeitamente sob controle.
— Agora só falta chamar o Mateus, se ele for, a Luiza também vai. E você vai ter uma chance de conversar com ela. É o momento propício.
Edu faz uma careta, sem entender.
— O quê?
— Só confia em mim.
Stefy, Sophia e Gaby caminham pelo corredor, que já está quase vazio.
— Hoje à noite vai ser perfeita — disse Sophia, sorrindo.
Gaby olha para ela por alguns segundos.
— Sophia, sobre hoje à noite...
Sophia percebe a hesitação da amiga e diminui o passo.
— Ei... você vai, né?
Gaby desvia o olhar evitando encarar as duas.
— Sim, eu vou. Mas... posso levar uma amiga?
Sophia franze a testa, surpresa.
— Que amiga?
— A Giulia. Ela veio de São Paulo e vai passar as férias na minha casa.
Sophia abre um sorriso.
— Claro que pode, Gaby. Vamos adorar conhecer sua amiga.
Stefy também sorri.
— É. Quanto mais gente, melhor.
Gaby finalmente olha para as duas, visivelmente mais tranquila.
Ela solta o ar devagar. Dessa vez, porém, um pequeno sorriso aparece em seu rosto.
Mais tarde, na casa de Sophia, as meninas estão reunidas no quintal. Gaby está sentada em uma cadeira enquanto Giulia, Sophia e Stefy, estão pintando algumas mechas de seu cabelo de rosa.
Giulia observa o resultado e sorri.
— Ficou lindo.
Stefy concorda.
— Ficou mesmo. Seus pais são muito legais, Gaby. Meu pai nunca ia me deixar fazer mexas rosas no cabelo.
Nesse momento, Giovanna e Leila chegam, Sophia olha pra Leila.
Giovanna começa a falar.
— Antes de você dizer alguma coisa. Eu sei das regras dos seus pais, mas eu tinha me esquecido que eu e a Leila tínhamos planos pra hoje à noite, não achei que seria um problema ela vir.
— Não tudo bem — disse Sophia.
De repente, Edu e JP saem da cozinha e chegam ao quintal.
Edu para por um instante ao ver todas as garotas reunidas.
— O que é isso?
Sophia se levanta, já percebendo o problema.
— Eu sei que minha mãe e o Jefferson disseram que eu só podia chamar duas amigas, mas...
JP coloca a mão no peito e interrompe, com um sorriso exageradamente educado.
— É um prazer compartilhar esta bela noite com jovens tão adoráveis.
Ele pisca para Giovanna.
Giovanna arregala os olhos, surpresa.
Edu fecha os olhos por um instante, como se já estivesse arrependido de ter trazido JP.
Ele segura JP pelo braço e começa a puxá-lo de volta para dentro.
Os dois desaparecem pela porta da cozinha.
Giovanna fica olhando para o lugar onde JP estava.
Depois, olha para as meninas.
— Aquela coisa piscou para mim?
As meninas começam a rir, enquanto Gaby volta a mexer no cabelo, tentando não entrar na conversa.
Um tempo depois, as meninas estão espalhadas pela sala, assistindo a um filme de terror. A luz está baixa e todas estão concentradas na televisão.
Em uma cena mais assustadora, Stefy cobre o rosto com as mãos.
Giovanna olha para ela.
— Você está falando sério? Está com medo disso?
Sophia olha pra Giovanna.
— Você está estragando o filme.
Giullia olha para Gaby e revira os olhos.
Gaby dá um sorrisinho.
Antes que alguém possa falar alguma coisa, a campainha toca.
Sophia olha imediatamente para Giovanna.
Giovanna arregala os olhos.
— Eu não chamei mais ninguém.
Sophia se levanta e vai até o portão. Quando abre, encontra Rick do outro lado.
Ela fica alguns segundos olhando para ele, sem entender.
— Rick? O que você está fazendo aqui?
Rick aponta para dentro da casa.
— O Edu me convidou.
Sophia revira os olhos.
— Claro que convidou.
Ela abre o portão.
— Ele está lá em cima.
Rick começa a entrar.
Sophia percebe imediatamente que ele pode acabar encontrando Gaby e muda de ideia.
— Espera.
Rick para e olha para ela.
— O quê?
— Entra pela cozinha.
— Tá.
Rick começa a seguir em direção à entrada da cozinha, enquanto Sophia vai atrás dele.
Ela olha rapidamente para a sala, certificando-se de que Gaby não viu quem chegou.
No quarto de Edu, os três estão sentados no chão, em volta de uma pequena mesa, jogando cartas.
JP olha para Rick por alguns segundos, pensando em alguma coisa.
— Já que você está aqui, podia compartilhar suas experiências com garotas.
Rick ergue os olhos das cartas, confuso.
— O quê?
— Você sabe se dar bem com garotas.
Rick olha para ele como se a pergunta não fizesse sentido.
Rick solta um suspiro e pega outra carta.
— Eu não tenho nada para ensinar.
JP se inclina para a frente.
— O que você faz?
— Nada. Só ajo como eu mesmo.
JP fica alguns segundos em silêncio, tentando entender.
Rick coloca uma carta sobre a mesa.
— Por que você quer tanto saber?
Edu, que estava prestando atenção no jogo, interrompe:
— Vocês vão jogar ou vão ficar conversando a noite inteira?
Rick olha para JP.
— A Gaby sabe que eu estou aqui?
JP responde naturalmente:
— Sabe.
Rick ergue uma sobrancelha.
— E ela está bem com isso?
— Está.
Edu para de mexer nas cartas e olha seriamente para JP.
Rick volta a olhar para as próprias cartas, mas fica pensativo por alguns segundos.
JP ri e abre a mochila.
— Tá, tá… mas eu trouxe um presentinho.
Rick franze a testa.
JP tira uma pílula de ecstasy de dentro da mochila, mostrando discretamente.
JP abre um sorriso.
— Meu primo me vendeu.
Rick olha na hora, o rosto fechando.
— Você só pode estar brincando.
JP dá de ombros, tentando parecer despreocupado, mas claramente curioso.
— Êxtase é a droga do amor, né? Tem um monte de garotas lá embaixo precisando de amor.…
Rick levanta na hora, irritado.
— Você nem sabe direito o que está fazendo!
JP cruza os braços.
— Nossa, calma aí. Achei que você fosse menos chato.
Rick fica em silêncio por um instante.
JP ri.
— Então você tá dentro?
Ele pensa rápido e tem uma ideia.
— Me dá aqui, vou na cozinha dividir pra nós três.
Rick pega a pílula da mão deles, mas sua expressão não é de empolgação.
Ele sai do quarto em silêncio.
Edu olha pra JP.
— Isso vai da ruim.
Na cozinha, Rick entra ainda com a expressão fechada, segurando a pílula na mão.
Sophia está encostada na bancada, preparando bebidas pras meninas.
Ela olha para ele e arqueia a sobrancelha.
— O que foi?
Rick mostra discretamente o que está segurando.
— O JP aprontando.
Sophia arregala os olhos.
— Meu Deus… ele trouxe isso?
Rick revira os olhos.
— JP sendo JP.
Sophia solta uma risada curta.
— Isso é muito idiota.
Rick balança a cabeça.
— Eles acham que isso vai deixar a festa mais divertida. Se eu der outra coisa pra eles, não vão nem perceber. Pelo menos não fazem essa besteira.
Sophia acaba rindo.
— Ok… isso foi meio responsável da sua parte.
Rick entrega a droga para ela.
— Joga isso fora.
Sophia pega, olhando para o pequeno objeto na palma da mão e depois olha para Rick.
— Espere.
Ela abre o armário, pega um pote de vitamina abre e tira uma.
— Entrega isso pra eles.
Rick pega a vitamina olha pra Sophia ele pega uma faca, um prato e divide a vitamina em três partes, enche três copos com água e sai levando tudo em uma bandeja.
Rick volta para o quarto segurando a bandeja.
JP e Edu se viram na hora, curiosos.
— E aí? — JP perguntou, animado.
Rick entrega sem muita paciência.
— Mastiga devagar e engole com água.
JP pega o prato com um sorriso exagerado e toma a pílula.
Edu olha para a pílula em sua mão e toma.
Rick só observa os dois por um instante.
Antes de Sophia sair da cozinha, Giovanna aparece na porta.
— A Stefy quer colocar outro filme, e isso está muito chato. Até a amiga da Gaby já quer ir embora.
Sophia olha para ela, surpresa.
— E o que você quer que eu faça?
Giovanna cruza os braços e sorri.
— Chama o John e faz uma festa de verdade. Para de ser chata! Você pode quebrar uma regra pelo menos uma vez na vida.
Giovanna dá meia-volta e sai da cozinha.
Sophia permanece parada por alguns segundos. Então pega o celular e desbloqueia a tela.
Ela procura o contato de John, aperta o botão para gravar um áudio e respira fundo.
— Oi, John... Se você estiver livre, pode vir para cá. A gente está aqui em casa. Acho que vai ser divertido.
Sophia envia o áudio e fica olhando para a tela do celular, esperando uma resposta.
O ambiente fica em silêncio.
Sophia olha para a própria mão e aperta o comprimido entre os dedos.
Seu olhar muda.
Ela olha para a lixeira… depois para a porta da cozinha.
Ninguém está vendo.
Sophia respira fundo, claramente hesitante.
Mas toma uma decisão impulsiva.
Sem pensar nas consequências, ela coloca a droga na boca e engole.
No quarto, JP está jogado na cama, olhando para o teto com um sorriso estranho, enquanto Edu está sentado no chão, rindo de coisas sem muito sentido.
Rick observa os dois de braços cruzados, e começa a rir deles.
JP abre os braços dramaticamente.
— Edu… eu tô… sei lá… muito estranho.
Edu começa a rir, mas sua fala sai meio confusa.
— Eu também.
JP olha para o teto como se estivesse tentando entender alguma coisa.
— Cara… isso tá muito esquisito.
Ele vira para Edu, falando rápido demais.
— Você não tá sentindo? Tipo… alguma coisa estranha? Como você não tá surtando com isso?
Edu ri de novo, mas agora parece mais nervoso do que realmente achando graça.
— Eu não sei, eu só… tô me sentindo estranho também.
Rick balança a cabeça.
Do lado de fora, John aparece com Mateus e Urso, que está segurando uma melancia enorme nos braços como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
Atrás deles, vários alunos, entre eles, Luiza, Manu e Kamilly.
Urso entra na casa, ainda segurando a melancia.
— A diversão chegou galera!
John entra logo depois, olhando ao redor como se estivesse avaliando o lugar.
— Até que não tá ruim.
Do outro lado da sala, Sophia vê John chegar.
Ela já está um pouco diferente.
Seu sorriso está mais solto do que o normal, seu jeito menos controlado. Há algo estranho no modo como ela se move, embora à primeira vista pareça apenas mais animada.
Sem pensar muito, ela vai até ele.
— John!
John olha para ela, surpreso.
— Sophia?
Ela sorri de um jeito quase exagerado.
— Você veio.
John dá um sorriso.
— Ué… você me chamou, não chamou?
Sophia ri, mas a risada parece um pouco fora de tempo.
— Eu sei, mas… sei lá. Tô feliz que você tá aqui.
John franze a testa por um segundo.
Aquilo não parecia muito com a Sophia de sempre.
Ela geralmente era mais contida, mais calculada.
Giovanna, passando perto, percebe a cena e lança um olhar curioso.
Sophia se aproxima mais de John, claramente sem o filtro que normalmente teria.
— Tipo… de verdade. Muito feliz. — Ela pega o celular. — Vou colocar uma música, festa tem que ter música não é?
John dá um sorriso de canto, mas agora parece levemente confuso.
Sophia anda pela casa e vê Camilly.
Camilly! Eu não te convidei! Como você sabia?! Eu estava emitindo vibrações psíquicas?”
— O Edu me chamou.
Sophia começa a rir.
— Aproveite a festa Kami-lly-lly.
Kamilly olha confusa.
Sophia começa a rir.
— Vou subir. Vou beber um pouco de água... do vaso sanitário.
Mateus entra na casa e observa tudo por um segundo, mas logo ele vê Luiza e Manu conversando.
Ele vai até elas.
Luiza olha para ele e sorri de leve.
— Mateus.
Manu acena, um pouco tímida.
— Oi.
Mateus abre os braços, brincando.
— O que vocês duas estão fazendo aqui no meio desse caos?
Luiza cruza os braços.
— Aparentemente, tomando decisões questionáveis.
Manu se aproxima animada.
— Se meu pai descobrir que estou aqui, ele me deixa de castigo até o meu casamento.
Mateus ri.
Ele vê Gaby sentada no sofá.
— Meninas, me deem licença, vou falar com a Gaby.
Ele sai e se aproxima da irmã.
— Ok… isso aqui tá muito mais lotado do que eu imaginei.
Gaby olha pra ele.
— É… acho que a Sophia resolveu aproveitar a viagem dos pais pra dar uma festa. — Gaby se levanta. — Eu preciso ir ao banheiro. Me espera aqui que já volto.
No andar de cima, Gaby caminha pelo corredor em silêncio.
A música da festa parece mais abafada ali, distante.
Ela ainda está distraída, procurando o banheiro, quando passa em frente ao quarto de Edu.
Nesse momento, a porta se abre.
Rick sai.
Os dois congelam no mesmo instante.
Gaby se vira sem dizer uma palavra e começa a andar pelo corredor.
Rick vai atrás dela.
— Gaby, espera!
Ela continua andando.
— Gaby! — disse ele, mais uma vez.
Dessa vez, ela para e se vira.
— Me deixa em paz, Rick.
Ele para a alguns passos dela.
— Só quero conversar.
— Não temos nada para conversar. Acabou.
Ela se vira novamente e tenta abrir a porta do banheiro, mas ela está trancada.
Rick se aproxima um pouco.
— Gaby, por favor.
Gaby desce as escadas.
Rick senta na escada e começa a chorar.
Sophia sai do banheiro e encontra Rick sentado no topo, chorando em silêncio.
Ela para por um instante, surpresa ao vê-lo daquele jeito, e fica ao lado dele.
— Rick… o que foi?
Ele olha para ela, os olhos vermelhos.
— Eu estraguei tudo com a Gaby.
Sophia franze a testa.
— Eu fiquei sabendo do que aconteceu… você empurrou ela, mas foi sem querer, não foi?
Rick abaixa a cabeça.
— Foi… mas… — Ele passa a mão no rosto, tentando se recompor. — Você não viu o jeito que ela olhou pra mim. — Sua voz falha. — Acho que ela nunca vai me perdoar.
Sophia fica em silêncio por um instante, olhando para ele.
Mas seu jeito já não está totalmente normal.
Ela parece mais impulsiva, mais sem filtro.
Se aproxima um pouco mais.
— Eu acho que a Gaby tá sendo idiota.
Rick levanta a cabeça na hora, confuso.
— O quê?
Sophia dá de ombros, falando rápido demais.
— Porque ela é igual ao John.
Rick franze a testa.
— Como assim?
Sophia encara o corredor por um instante, como se estivesse perdida nos próprios pensamentos.
— Ela só vê…
Rick completa, num tom amargo:
— O que ela quer ver.
Sophia vira para ele rapidamente.
— Exatamente.
Ela olha para o rosto dele, ainda cheio de lágrimas.
— Rick… não chora.
Sophia leva a mão até o rosto dele e enxuga suas lágrimas.
Rick não reage de imediato.
Sophia fala quase sem pensar:
— Eu sempre gostei de você… desde que te conheci.
Rick a encara, claramente pego de surpresa.
Por um segundo, nenhum dos dois parece entender direito o que está acontecendo.
Sophia segura a mão dele e o puxa para se levantar.
Ela o leva em direção ao seu quarto.
No corredor, a música da festa continua alta lá embaixo.
Mas naquele momento, tudo parecia confuso demais, decisões impulsivas, sentimentos misturados e pessoas agindo sem realmente pensar nas consequências.
Um tempo depois, todos estão se divertindo na festa, Edu desce as escadas encontra John.
— Você viu a Sophia? — John perguntou.
Edu balança a cabeça.
— Não, vê se ela esta no quarto dela.
John sobe as escadas rapidamente.
Ao chegar ao corredor, ele para de repente.
A porta do quarto de Sophia se abre.
Rick sai primeiro.
Ele desce as escadas sem dizer uma palavra, sumindo no andar de baixo.
Logo depois, Sophia aparece na porta.
Seu cabelo está bagunçado, sua expressão estranha, claramente fora do normal.
John olha para Sophia e entende na hora o que aconteceu.
Ele não diz nada.
Gaby está sentada sozinha em uma cadeira no quintal, olhando para o chão. Ela tenta segurar as lágrimas, mas seus olhos já estão vermelhos.
Giulia sai da casa e olha ao redor até encontrá-la.
— Te achei. — Ela se aproxima — O que você está fazendo aqui fora sozinha?
Gaby abre a boca para responder, mas não consegue dizer nada.
Antes que ela consiga falar, Rick sai da casa, apressado.
Ele para ao ver Gaby.
Por alguns segundos, os dois ficam se encarando em silêncio.
Gaby desvia o olhar.
Rick não diz nada e sai pelo portão.
Os olhos de Gaby se enchem de lágrimas. Ela abaixa a cabeça e começa a chorar.
Giullia se aproxima imediatamente e a abraça.
— Ei... vem cá.
Gaby segura o braço da amiga e respira fundo, tentando se recompor.
— Vamos sair daqui.
Giulia se afasta um pouco e olha para ela, preocupada.
— E o Mateus?
Gaby enxuga as lágrimas rapidamente.
— Deixa ele aí. Ele está se divertindo.
Giulia percebe que Gaby não quer discutir sobre aquilo e apenas assente.
— Tá bom.
As duas saem juntas pelo portão.
No andar de cima, John encara Sophia, cada vez mais preocupado.
Agora já não era só o jeito estranho dela.
Ela claramente não estava bem.
Sophia ri de uma coisa sem sentido, mas logo sua expressão muda, como se estivesse tentando se concentrar.
John segura os ombros dela com cuidado.
— Sophia… olha pra mim.
Ela levanta os olhos devagar.
— O quê?
John franze a testa.
— O que você tomou?
Sophia demora um segundo para responder.
Então dá um sorriso estranho, como se aquilo não fosse grande coisa.
— Ecstasy.
John congela.
— O quê?!
Sophia dá de ombros, claramente fora do normal.
— Relaxa…
John olha para ela, agora em choque de verdade.
— Onde você conseguiu isso?
Sophia fala rápido, atropelando as palavras.
— Era do Edu… mas o Rick trocou e deu outra coisa pra eles.
John franze a testa, tentando acompanhar.
— Espera… o quê?
Sophia aponta sem muito sentido.
— Rick me deu pra jogar fora… — Ela ri, mas a risada não combina com o momento. — Só que eu tomei.
John a encara, incrédulo.
Sophia balança a cabeça, como se aquilo fosse engraçado.
Nesse momento, passos ecoam no corredor.
Edu aparece na porta do quarto dele.
Ele olha para os dois, confuso.
— O que tá acontecendo?
John se vira na mesma hora.
Seu rosto endurece.
— Ah, aí está você.
Edu franze a testa.
— O quê?
John aponta para ele, furioso.
— Onde você conseguiu ecstasy?
Edu arregala os olhos.
— Por que você se importa se eu usei ecstasy?
John dá um passo à frente.
— Porque você não usou. Foi a Sophia. Ela disse que pegou de você. Você tem noção da besteira que fez
Edu olha para Sophia e seu rosto perde a cor.
— Não… não, não, não…
Ele balança a cabeça.
— Ela não tomou.
John encara ele.
— Pois é. Tomou. Agora precisamos resolver isso.
Enquanto isso, a festa continua. A música está alta, e JP dança no meio da sala, tentando animar todo mundo.
Giovanna, Leila e Urso riem e começam a dançar com ele. Por alguns minutos, parece que todos estão se divertindo.
John se aproxima de Urso e olha ao redor.
— Você viu o Rick?
Urso olha pra John.
— Relaxa. Ele saiu faz uns dois minutos.
John olha em direção à porta.
Ele começa a caminhar, mas Sophia segura seu braço.
— John, espera.
Ele para e olha para ela.
Sophia sorri, mas seu olhar parece distante.
— Eu sei que você está chateado, mas... eu estou tendo a melhor experiência da minha vida!
Ela começa a rir de maneira exagerada.
Algumas pessoas param de dançar e olham para ela.
John franze a testa.
— Sophia, você não sabe nem o que está falando.
— Sei, sim!
Sophia começa a dançar sozinha e estende a mão para ele.
— Vem dançar comigo.
John recua.
— Não.
Sophia para de dançar e o encara.
— Você é muito sem graça. É exatamente por isso que eu fiquei com o Rick.
O ambiente fica silencioso.
John olha para ela, incrédulo.
Sophia cruza os braços.
— Ele me entende. Você nunca entendeu.
John balança a cabeça, decepcionado, e começa a se afastar.
Stefy se aproxima rapidamente de Sophia.
— Sophia, calma. Vamos conversar um pouco.
Sophia olha para ela e, de repente, muda completamente de assunto.
— Stefy, sua camisa é linda. — Sophia toca de leve no tecido da camisa dela. — É tão brilhante... parece que tem estrelas.
Stefy olha para Giovanna, sem saber o que fazer.
John continua andando em direção à porta.
Sophia olha para ele e grita:
— Eu devia ter terminado com você no seu aniversário!
John para por um instante, mas não se vira.
Sophia continua:
— Eu já estava planejando fazer isso!
Giovanna se aproxima de Sophia, irritada.
— Você é uma bruxa, Sophia.
Sophia vira o rosto lentamente para ela.
— Ah, Giovanna… você quer falar de bruxa? Você é bruxa em dois sentidos. Na personalidade… e sinceramente? Às vezes no jeito de agir também.
Giovanna perde a paciência.
— O quê?! Quer saber? Dane-se!
Ela se vira e sai da casa, empurrando a porta com força.
Leila vai atrás dela.
Sophia volta a olhar para John.
— Você simplesmente não tem o que o Rick tem.
John finalmente se vira.
Sophia continua:
— E nunca vai ter. Desculpa.
John a encara, magoado.
Ela começa a rir.
— Você não é suficiente para mim.
O silêncio toma conta da sala.
Um por um, os alunos começam a sair, deixando para trás uma sala bagunçada e uma festa que terminou muito antes do que qualquer um esperava.
Na manhã seguinte…
A casa de Sophia está em silêncio.
Copos espalhados, almofadas no chão, restos de comida na mesa.
O caos da festa ainda está ali… só que agora sem música, sem risadas, sem energia.
No sofá da sala, Sophia está sentada, abraçada a uma almofada.
Seu cabelo está preso de qualquer jeito, os olhos inchados, a maquiagem borrada da noite anterior ainda mal removida.
Ela parece péssima.
Edu aparece na cozinha com uma caneca de café.
Ele se aproxima em silêncio e entrega para ela.
Sophia pega com as mãos trêmulas.
— Obrigada.
Edu apenas faz que sim com a cabeça.
Não parece saber o que dizer.
Nem ela.
Ele se afasta devagar, deixando Sophia sozinha com Stefy.
Stefy está sentada ao lado dela, inquieta, mexendo nas mãos.
Por alguns segundos, nenhuma das duas fala.
Até que Stefy respira fundo.
— Sophia…
Sophia já entende o que ela quer perguntar.
Sem nem olhar para a amiga, responde:
— Não.
Stefy pisca.
— Não?
Sophia balança a cabeça, encarando o café.
— Não aconteceu nada.
Sua voz sai baixa, cheia de vergonha.
— Eu e o Rick... A gente só… se beijou.
Stefy fica em silêncio.
Sophia fecha os olhos por um instante.
— O que já é horrível o suficiente.
Ela aperta a caneca com mais força.
Sua voz falha.
— Eu espero que o John me perdoe. — Ela engole em seco. — E a Giovanna…
Stefy olha para ela com pena, mas decide ser honesta.
— Sophia…
Sophia levanta os olhos.
Stefy hesita por um segundo.
— A Giovanna não quer falar com você.
A frase pesa no ar.
Sophia abaixa o olhar na mesma hora.
Stefy continua, mais baixa:
— E você acha mesmo que o John vai querer?
Sophia não responde.
Só fica olhando para o café, como se quisesse desaparecer.
Nesse instante…
A campainha toca.
Sophia levanta a cabeça na hora.
Seu rosto muda.
Uma esperança desesperada surge no olhar.
— É o John.
Ela se levanta rápido demais, quase derrubando a caneca.
Stefy observa, sem dizer nada.
Sophia vai até portão e o abre.
Mas não é John.
É Urso.
Parado, segurando uma caixa com algumas coisas.
Sophia para na hora.
A esperança no rosto dela morre em segundos.
Urso muda o peso de um pé para o outro, claramente desconfortável.
— Oi…
Sophia olha para a caixa.
— O que é isso?
Urso engole em seco.
— O John pediu pra eu trazer.
Sophia pega a caixa devagar.
Dentro, estão algumas coisas dela que estavam na casa de John.
Uma blusa.
Algumas fotos.
Pequenos objetos…
E, por cima de tudo, a pulseira que ela havia dado a ele no aniversário de namoro.
Sophia congela.
Suas mãos começam a tremer.
— Não…
Urso abaixa o olhar.
Claramente não queria estar ali.
— Ele também pediu pra te dar um recado.
Sophia levanta os olhos devagar.
Já sabendo.
Mas sem querer ouvir.
Urso respira fundo.
— Ele disse que acabou.
Silêncio.
Ninguém se mexe.
Sophia olha para a pulseira.
Depois para Urso.
Mas parece que não está realmente vendo nada.
Urso passa a mão na nuca, desconfortável.
— Foi mal.
Sophia não responde.
Urso espera um segundo… mas não há nada mais a dizer.
Então ele apenas vai embora.
O portão fica aberto.
Stefy se levanta devagar.
Sophia continua parada.
Segurando a caixa.
Olhos fixos na pulseira.
Até que suas pernas finalmente cedem.
A caixa escorrega de suas mãos, caindo no chão.
Sophia se encosta na parede, deslizando até se sentar no chão.
E começa a chorar.
Não um choro bonito.
Não um choro silencioso.
Um choro quebrado.
Daqueles que saem quando a pessoa finalmente percebe que perdeu tudo ao mesmo tempo.
Stefy corre até ela e se ajoelha ao seu lado.
— Sophia…
Sophia só balança a cabeça, chorando ainda mais.
Stefy a abraça.
Mas nem isso parece suficiente.
Gaby e Giulia caminham pela rua, tomando sorvete.
Giulia olha para o próprio copinho e sorri.
— Esse sorvete é muito gostoso.
Gaby balança a cabeça, concordando.
— Verdade. É ótimo para esquecer os problemas... e a amiga falsa que fica com o nosso ex.
Giulia olha para ela, segurando uma risada.
— Falando nisso, você deveria escolher melhor suas amizades.
Gaby suspira.
— Quando eu conheci a Stefy, ela me apresentou à Sophia. A gente acabou virando amiga. Eu nunca imaginei que a Sophia faria uma coisa dessas.
— A gente nunca imagina. — Giulia dá de ombros. — Mas e a Stefy? Vocês são tão diferentes. Você é estilosa, legal... Ela...
Gaby olha para a amiga, já sabendo onde aquela conversa vai parar.
— A Stefy é legal.
— Só se veste mal — Giulia completou, sem conseguir se segurar.
Gaby ri.
— Giulia!
— Ué, é verdade! — ela disse, rindo também. — Mas eu entendo que ela seja uma boa amiga. Você podia dar umas dicas de moda para ela.
Gaby sorri e balança a cabeça.
— Talvez.
As duas continuam andando pela calçada.
Elas viram a esquina.
Alguns carros estão estacionados ao longo da calçada.
Giulia olha para um carro parado mais à frente.
— Parece o carro do seu pai.
Gaby olha na direção do veículo.
— Não parece. É o carro dele.
Ela reconhece a placa e começa a caminhar até o veículo.
— Estranho. O que ele está fazendo aqui?
Gaby dá mais alguns passos.
Seu sorriso desaparece.
Por alguns segundos, Gaby fica completamente imóvel.
Arthur está dentro do carro, beijando uma mulher.
E ela não é Raquel.
Gaby sente as pernas tremerem.
Arthur levanta os olhos e a vê.
Seu rosto muda imediatamente.
Gaby fica imóvel olhando para o pai.
Este episódio compartilha seu título com o álbum de 1997, Veneno AntiMonotonia, de Cássia Eller.
Custe o que custar, eu sei que eu vou conseguir; se eu lutar, eu sei que posso passar por isso, ser o melhor, o melhor que eu posso ser.
Ninguém disse que seria fácil ser criança, mas crescer é difícil quando você pensa nas coisas que fez.
Todo mundo está sempre tentando te mostrar o caminho e te dizendo para trabalhar, enquanto tudo o que você quer fazer é se divertir.
Seus amigos saem e se divertem muito, rindo e brincando.
Você quer sair, se divertir e relaxar, sentado com seus amigos e ouvindo suas músicas favoritas. Às vezes, a vida é um lugar que não conseguimos entender.
Seja livre, a vida é um caderno vazio; vá em frente e preencha como quiser. Nem sempre entendemos a vida, você tem que arriscar e fazer uma aposta.
Às vezes, parece que as coisas estão meio confusas, mas espere e não se estresse; apenas respire, porque depende de você.
As pessoas vêm e vão; faz parte do jogo, mas seus verdadeiros amigos sempre permanecerão os mesmos.
E adivinha só...
Eu sei que vou conseguir, custe o que custar.
Atualizado em: Seg 21 Set 2026
