- O Fazer Literatura
- Postado em
Convite à união
A literatura brasileira ainda existe?
Segundo a história que nos ensinam na escola, as primeiras histórias que foram contadas e assim delas sabemos por terem sido registradas em desenhos ou mesmo com letras, são epoéias, histórias de mitos e lendas como a de Gigamesh, Odisséia e assim vai... ou seja, do exterior do homem como deuses e maldições... e na medida em que foram-se atravessando os séculos, assim como todo pensamento humano, a literatura apareceu já de uma forma que procura cavar seu ser interno, numa descoberta escavatória, ou seja: da superfície para o interior, de fora para dentro; primeiro com o teatro de Gil Vicente, e suas formas de demostrar o comportamento humano pessoal e não mais coletivo, e depois temos os romancistas alemães, franceses e ingleses como Goethe, Balzac e depois Proust que daí por diante lançaram o Romance como o principal Gênero literário fora do folhetim.
Sabemos que a tal Literatura Brasileira teve sua primeira linhagem com os grandes mestres: José de Alencar; Casimiro Castelo Branco e seus contemporâneos, que tiveram uma educação, uma formação européia e, conhecendo o Romance alemão, o francês e o também já português, decidiram fazer aqui no Brasil uma literatura diferente, que se pudesse dizer: “Literatura Brasileira” e fizeram isso muito bem, ao retratar os índios e a vida na floresta: Naturalismo: com os clássicos: O Guarany e Iracema; Ou com a vida já nas primeiras cidades, o Urbanismo Colonial, com os clássicos: O Cortiço e Memórias de um Sargento de Milícias... e assim vai.
Na segunda fase, tivemos os mestres: Machado de Assis e Raul Pompéia, com seus: Memórias Póstumas de Brás Cubas, e O Ateneu, que, respectivamente, marcaram época e também esta segunda fase; seguida já pelos Modernistas: Oswald de Andrade e Guimarães Rosa... depois Graciliano Ramos e tantos outros; e daí temos já a outra geração, com Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade; Lima Barreto, Rubem Braga e tantos outros... e essa Literatura Brasileira vem com isso, de 1790 até 1989... sendo assim, temos que encontrar mais alguns nomes de 89 para cá... e sei que temos sim, mas se formos mesmo pensar, a Literatura Brasileira caiu, sofreu um tombo desta época para hoje, porque ela teve uma mudança em sua realidade.
Que mudança?: Antigamente, e em todos os lugares em que o Romance veio caminhando sobre os séculos, existia o que chamamos de “centros artísticos, e assim: literários”, como: Nova York; Viena; o subúrbio de Londres; o Le Atrée de Paris; a Praça Dellone em Milão, na Itália... e aqui no Brasil: o A corte Carioca da rua do Ouvidor, e depois: a região do Pátio do Colégio, em São Paulo... e tendo estes lugares a característica em comum de reunirem vários artistas, e sobretudo escritores, para a troca de idéias e a fundação de tendências e pensamentos, era que cada um escritor voltava para seu canto, sua máquina de escrever, com uma base, uma fonte com que expôr suas idéias. Isso acabou depois de 1989, e daí a literatura deixou de ser um círculo fechado, ela passou, como tudo no pós-modernismo, por uma individualização, e depois: por uma singularização globalizada, e quem fez isso foram as Agências Literárias, que isolaram os escritores, em castelos de marfim, assim como Ernest Hemingway, Stephen King... e até o nosso Paulo Coelho... e com isso, não existe mais o dizer: Literatura Brasileira, tanto, porque ninguém consome só a literatura regional, como também que um escritor, se tiver meios, pode escrever para todo o mundo... se, tiver meios, é claro! E os que não têm estes meios? Bem... responda comigo: se, antigamente, quem não tinha meios, se juntava em rodinhas de escritores que se fortaleciam pela criatividade coletiva que faziam as gerações, as turmas... hoje em dia, com esse lance de cada escritor por si e suas agências literárias e assessores por todos, como fazemos os que não podem ter isso? Bem... eles vêm para o escritores.com.br, que é muito bom, e reúne aqui o que eu disse de turma, de grupo... que se põe à disposição para lermos seus escritos de graça... mas, por que ninguém fala de nós na televisão? Por que dizem que não representamos a Literatura Brasileira, e sim que o Paulo Coelho é quem representa? Sim... falta barulho! Falta sairmos deste site de mãos dadas e irmos nos mostrar como uma geração de escritores, e isso temos que fazer, trazendo quem noticia, quem está com as vitrines acesas para lá nos colocar... jornalistas e jornais que tratam de literatura... mas temos que fazer isso juntos! Um só ao ir lá, será só “um do site do autores.com.br” e não: “os escritores do site”.
Temos um bom exemplo disso com a Literatura Marginal, que hoje, pode até ser reconhecido como o único movimento literário-artístico no Brasil atual... mas, me diga: você faz Literatura Marginal? Se vocêr faz, parabéns, eu te respeito por sua criatividade e expressividade com que trata da marginalização de onde mora, os sofrimentos e batalhas diárias... mas se não faz parte, você faz parte do quê? De nada? Se não faz parte de nada... o que é esta Literatura Brasileira? Uma defunta que morreu em 1989?.
Hoje vim aqui nesta coluna chamado O FAZER LITERATURA, para colocar um motivo para fazermos literatura meus senhores e minhas senhoras, senhoritas escritoras e escritores, amadores e amadoras... só somos o que somos porque queremos... a Literatura Brasileira hoje pede a vocês para contarem uma história... eu sei que o tal mercado editorial quer professores com vinte faculdades, jornalistas com cem anos de profissão, quer até prostitutas e empresários que saíram antes na televisão em polêmicas... e nem querem ouvir falar em gente simples com uma caneta na mão e uma idéia na cabeça... mas unidos podemos ser algo, e não só alguém... o Paulo Coelho é o vértice da Literatura Brasileira porque é isso o que os jornais mostram, mas ele não cobre toda a explicação mínima do que é Literatura Brasileira... ele pode somente representar a dele, a literatura que ele faz... e não a de nós todos... e por isso, temos que aparecer, temos que parar de escrever nossas histórias, publicá-las no site e ir dormir esperando os escritores surgirem por milagre... temos que nos unir, juntar contatos... seja de um padeiro com um marceneiro... um carteiro com faxineiro... temos que nos unir, e desse grupo, temos que fazer um título, uma característica, uma cara, um rosto, um nome que explique o que somos... se não, a Literatura Brasileira já era, já foi o que tinha de ser... e assim, os escritores vão sendo desvalorizados, e em última instância: vai ficando cada vez mais impossível viver de literatura... sempre foi, sempre os escritores se apoiaram no jornalismo, com suas crônicas... mas hoje, precisamos fazer uma cara, uma marca de escritores que todo o público possa reconhecer nas livrarias e ser fã... só assim eu vejo solução para a Literatura Brasileira... porque se não é isso, ser escritor de hoje para frente será jogo de sorte, ou até quem sabe: de investimento em si, de ser rico e se lançar na carreira artística... e sabemos que quando isso acontecer mesmo, teremos vinte mil escritores que escrevem, para somente dois famosos e bem vendidos nas livrarias... o que já está acontecendo... sabe, ano passado foram registrados mais de 4.000 títulos, só de Romances, na Fundação Biblioteca Nacional, mas só foram publicados 126 Títulos por editoras que não cobram dos escritores para publicar.
Tenho que lembrar que é verdade que é muito escritor para pouca editora... mas é menos leitor ainda para tantas editoras... veja que os best selers são internacionais... veja que não temos leitores de Literatura Brasileira... e isso, porque não existem nomes nela, e não me diga que falta investimento e oportunidade... porque se nos juntarmos, eles terão que nos abrir as portas se acaso quiserem vender.
Então... coloco de novo aqui: Temos de nos juntar para o futuro da Literatura Brasileira! E o principal motivo de fazermos literatura, tem de ser coletivo agora, e não só o pessoal e individual... temos que colocar nossas letras, cada um de nós, nesta história da literatura se acaso quisermos continuar sendo escritores, e passar de amadores para profissionais, pois esta passagem só é possível se todos ajudarem, se um juntar forças, contactos, idéias, conceitos e aprendizados com os outros, e formarmos um grupo de pessoas com o mesmo objetivo a renovação da Literatura Brasileira: esse tem de ser nosso motivo primordial para escrevermos!
Escritores de todos os cantos, rincões e agrestes, regiões, atitudes e pensamentos... Uni-vos!
Segundo a história que nos ensinam na escola, as primeiras histórias que foram contadas e assim delas sabemos por terem sido registradas em desenhos ou mesmo com letras, são epoéias, histórias de mitos e lendas como a de Gigamesh, Odisséia e assim vai... ou seja, do exterior do homem como deuses e maldições... e na medida em que foram-se atravessando os séculos, assim como todo pensamento humano, a literatura apareceu já de uma forma que procura cavar seu ser interno, numa descoberta escavatória, ou seja: da superfície para o interior, de fora para dentro; primeiro com o teatro de Gil Vicente, e suas formas de demostrar o comportamento humano pessoal e não mais coletivo, e depois temos os romancistas alemães, franceses e ingleses como Goethe, Balzac e depois Proust que daí por diante lançaram o Romance como o principal Gênero literário fora do folhetim.
Sabemos que a tal Literatura Brasileira teve sua primeira linhagem com os grandes mestres: José de Alencar; Casimiro Castelo Branco e seus contemporâneos, que tiveram uma educação, uma formação européia e, conhecendo o Romance alemão, o francês e o também já português, decidiram fazer aqui no Brasil uma literatura diferente, que se pudesse dizer: “Literatura Brasileira” e fizeram isso muito bem, ao retratar os índios e a vida na floresta: Naturalismo: com os clássicos: O Guarany e Iracema; Ou com a vida já nas primeiras cidades, o Urbanismo Colonial, com os clássicos: O Cortiço e Memórias de um Sargento de Milícias... e assim vai.
Na segunda fase, tivemos os mestres: Machado de Assis e Raul Pompéia, com seus: Memórias Póstumas de Brás Cubas, e O Ateneu, que, respectivamente, marcaram época e também esta segunda fase; seguida já pelos Modernistas: Oswald de Andrade e Guimarães Rosa... depois Graciliano Ramos e tantos outros; e daí temos já a outra geração, com Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade; Lima Barreto, Rubem Braga e tantos outros... e essa Literatura Brasileira vem com isso, de 1790 até 1989... sendo assim, temos que encontrar mais alguns nomes de 89 para cá... e sei que temos sim, mas se formos mesmo pensar, a Literatura Brasileira caiu, sofreu um tombo desta época para hoje, porque ela teve uma mudança em sua realidade.
Que mudança?: Antigamente, e em todos os lugares em que o Romance veio caminhando sobre os séculos, existia o que chamamos de “centros artísticos, e assim: literários”, como: Nova York; Viena; o subúrbio de Londres; o Le Atrée de Paris; a Praça Dellone em Milão, na Itália... e aqui no Brasil: o A corte Carioca da rua do Ouvidor, e depois: a região do Pátio do Colégio, em São Paulo... e tendo estes lugares a característica em comum de reunirem vários artistas, e sobretudo escritores, para a troca de idéias e a fundação de tendências e pensamentos, era que cada um escritor voltava para seu canto, sua máquina de escrever, com uma base, uma fonte com que expôr suas idéias. Isso acabou depois de 1989, e daí a literatura deixou de ser um círculo fechado, ela passou, como tudo no pós-modernismo, por uma individualização, e depois: por uma singularização globalizada, e quem fez isso foram as Agências Literárias, que isolaram os escritores, em castelos de marfim, assim como Ernest Hemingway, Stephen King... e até o nosso Paulo Coelho... e com isso, não existe mais o dizer: Literatura Brasileira, tanto, porque ninguém consome só a literatura regional, como também que um escritor, se tiver meios, pode escrever para todo o mundo... se, tiver meios, é claro! E os que não têm estes meios? Bem... responda comigo: se, antigamente, quem não tinha meios, se juntava em rodinhas de escritores que se fortaleciam pela criatividade coletiva que faziam as gerações, as turmas... hoje em dia, com esse lance de cada escritor por si e suas agências literárias e assessores por todos, como fazemos os que não podem ter isso? Bem... eles vêm para o escritores.com.br, que é muito bom, e reúne aqui o que eu disse de turma, de grupo... que se põe à disposição para lermos seus escritos de graça... mas, por que ninguém fala de nós na televisão? Por que dizem que não representamos a Literatura Brasileira, e sim que o Paulo Coelho é quem representa? Sim... falta barulho! Falta sairmos deste site de mãos dadas e irmos nos mostrar como uma geração de escritores, e isso temos que fazer, trazendo quem noticia, quem está com as vitrines acesas para lá nos colocar... jornalistas e jornais que tratam de literatura... mas temos que fazer isso juntos! Um só ao ir lá, será só “um do site do autores.com.br” e não: “os escritores do site”.
Temos um bom exemplo disso com a Literatura Marginal, que hoje, pode até ser reconhecido como o único movimento literário-artístico no Brasil atual... mas, me diga: você faz Literatura Marginal? Se vocêr faz, parabéns, eu te respeito por sua criatividade e expressividade com que trata da marginalização de onde mora, os sofrimentos e batalhas diárias... mas se não faz parte, você faz parte do quê? De nada? Se não faz parte de nada... o que é esta Literatura Brasileira? Uma defunta que morreu em 1989?.
Hoje vim aqui nesta coluna chamado O FAZER LITERATURA, para colocar um motivo para fazermos literatura meus senhores e minhas senhoras, senhoritas escritoras e escritores, amadores e amadoras... só somos o que somos porque queremos... a Literatura Brasileira hoje pede a vocês para contarem uma história... eu sei que o tal mercado editorial quer professores com vinte faculdades, jornalistas com cem anos de profissão, quer até prostitutas e empresários que saíram antes na televisão em polêmicas... e nem querem ouvir falar em gente simples com uma caneta na mão e uma idéia na cabeça... mas unidos podemos ser algo, e não só alguém... o Paulo Coelho é o vértice da Literatura Brasileira porque é isso o que os jornais mostram, mas ele não cobre toda a explicação mínima do que é Literatura Brasileira... ele pode somente representar a dele, a literatura que ele faz... e não a de nós todos... e por isso, temos que aparecer, temos que parar de escrever nossas histórias, publicá-las no site e ir dormir esperando os escritores surgirem por milagre... temos que nos unir, juntar contatos... seja de um padeiro com um marceneiro... um carteiro com faxineiro... temos que nos unir, e desse grupo, temos que fazer um título, uma característica, uma cara, um rosto, um nome que explique o que somos... se não, a Literatura Brasileira já era, já foi o que tinha de ser... e assim, os escritores vão sendo desvalorizados, e em última instância: vai ficando cada vez mais impossível viver de literatura... sempre foi, sempre os escritores se apoiaram no jornalismo, com suas crônicas... mas hoje, precisamos fazer uma cara, uma marca de escritores que todo o público possa reconhecer nas livrarias e ser fã... só assim eu vejo solução para a Literatura Brasileira... porque se não é isso, ser escritor de hoje para frente será jogo de sorte, ou até quem sabe: de investimento em si, de ser rico e se lançar na carreira artística... e sabemos que quando isso acontecer mesmo, teremos vinte mil escritores que escrevem, para somente dois famosos e bem vendidos nas livrarias... o que já está acontecendo... sabe, ano passado foram registrados mais de 4.000 títulos, só de Romances, na Fundação Biblioteca Nacional, mas só foram publicados 126 Títulos por editoras que não cobram dos escritores para publicar.
Tenho que lembrar que é verdade que é muito escritor para pouca editora... mas é menos leitor ainda para tantas editoras... veja que os best selers são internacionais... veja que não temos leitores de Literatura Brasileira... e isso, porque não existem nomes nela, e não me diga que falta investimento e oportunidade... porque se nos juntarmos, eles terão que nos abrir as portas se acaso quiserem vender.
Então... coloco de novo aqui: Temos de nos juntar para o futuro da Literatura Brasileira! E o principal motivo de fazermos literatura, tem de ser coletivo agora, e não só o pessoal e individual... temos que colocar nossas letras, cada um de nós, nesta história da literatura se acaso quisermos continuar sendo escritores, e passar de amadores para profissionais, pois esta passagem só é possível se todos ajudarem, se um juntar forças, contactos, idéias, conceitos e aprendizados com os outros, e formarmos um grupo de pessoas com o mesmo objetivo a renovação da Literatura Brasileira: esse tem de ser nosso motivo primordial para escrevermos!
Escritores de todos os cantos, rincões e agrestes, regiões, atitudes e pensamentos... Uni-vos!
Atualizado em: Seg 27 Out 2008
