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O Fazer Literário: Prosa poética... ou poesia?
Uma prosa que versa é poesia?
Se o poema diz ao leitor, não é prosa?
Por que ficar definindo o que é um e outro?
O que é poeticidade?
Tese: “A poesia é e está em tudo, pois em si, nada mais é do que uma visão --- e, a melhor --- que o homem pode ter da vida.” [Charles-Pierre Baudelere, poeta francês e um dos propulsores do verso livre].
Antítese: “A prosa poética é como um diálogo apaixonado interessado, endereçado e declarado a alguém; na poesia não há este alguém, somente a impressão de quem lê.” [Thomas Stearns Eliot, poeta britânico-norte-americano e um dos propulsores do simbolismo poético].
Opinião: Antes que eu venha com meu tom denso, definamos que o poetar não é nada além do que um expressar-se sobre algo ou alguém no extremo da subjetividade que se possa alcançar, usando ao máximo da capacidade de combinação entre o conhecimento e o sentimentalismo, capacidade esta que é própria de cada poeta.
Depois, digo que a prosa poética não é um gênero literário, e sim: uma forma de se fazer poesia como se fosse diretamente à pessoa a qual ela foi endereçada... endereçada por: comentar, se refereir e se relacionar íntima, e por isso: diretamente ao assunto da tal prosa poetante em questão; prosa, que não necessarimante precisa dizer a alguém, de alguém, ou de algo que realmente exista, mas que em suma: trate de um diálogo com o leitor, interrogando a atenção e os sentimentos expressos, como se fossem postos à discussão, à opnião do receptor.
Uma poesia que não é prosa, prosea descrevendo tal coisa ou sentimento em si, sem deixar claro que há uma voz, um eu-lírico dentro do poema... quase assim, como se o poeta tentasse dar voz ao que está descrevendo.
Escrevi, de 2003 a 2007, em 5 livros: 565 “Prosas Que Versam... e as vezes rimam”; prosa poética sim, mas a princípio: pura e legítima poesia, por se tratarem já dos fatores estéticos e linguísticos: metafóricos, eufemísticos, prosopopéicos e metonímeos, e nem tanto métricos de cada um dos poemas lá encontrados.
O Verso Livre: sem métrica nem rima, como Baudelere em referência.
O Verso Branco: sem rima, mas com métrica, como Homero em referência.
O Verso Alexandrino, o Parnasiano, o Oitavado, o Sept e o Hectavado, o Redondilhado, o Sonantado, o Terçário, Quatenário, Binário, Monário... e todos os outros... são somente ferramentas, como se cada um fosse um tipo de caneta para o poeta escrever numa cor diferente. A poesia vai muito além da forma, e, qualquer poetante que se diz poeta por se apoiar em um só tipo de poesia (dizendo-se: neo-barroco, realista, simbolista, surrealista, modernista, cubista, transgrassista, pessimista, alegrista, etc.), está sendo ingênuo ou falso, pois não não vejo como versar limitando-se, quando a poesia por si já é uma libertação, tanto das formas de expressão como de construção da expressão. Portanto, se quisermos ter consciência do que é a literatura, como já um registro escrito da expressão do homem, devemos ver, antes das regras, e em primeiro plano: a busca da livre e total expressão, e não restrição das idéias pelas formas, que, a princípio, foram feitas exatamente para aprimorar a tal da expressão, e não para limitar. A exemplo da crítica de Lessing ao teatro francês do século XIX.
Espero sua opinião a este artigo. Obrigado por visitar esta coluna.
Se o poema diz ao leitor, não é prosa?
Por que ficar definindo o que é um e outro?
O que é poeticidade?
Tese: “A poesia é e está em tudo, pois em si, nada mais é do que uma visão --- e, a melhor --- que o homem pode ter da vida.” [Charles-Pierre Baudelere, poeta francês e um dos propulsores do verso livre].
Antítese: “A prosa poética é como um diálogo apaixonado interessado, endereçado e declarado a alguém; na poesia não há este alguém, somente a impressão de quem lê.” [Thomas Stearns Eliot, poeta britânico-norte-americano e um dos propulsores do simbolismo poético].
Opinião: Antes que eu venha com meu tom denso, definamos que o poetar não é nada além do que um expressar-se sobre algo ou alguém no extremo da subjetividade que se possa alcançar, usando ao máximo da capacidade de combinação entre o conhecimento e o sentimentalismo, capacidade esta que é própria de cada poeta.
Depois, digo que a prosa poética não é um gênero literário, e sim: uma forma de se fazer poesia como se fosse diretamente à pessoa a qual ela foi endereçada... endereçada por: comentar, se refereir e se relacionar íntima, e por isso: diretamente ao assunto da tal prosa poetante em questão; prosa, que não necessarimante precisa dizer a alguém, de alguém, ou de algo que realmente exista, mas que em suma: trate de um diálogo com o leitor, interrogando a atenção e os sentimentos expressos, como se fossem postos à discussão, à opnião do receptor.
Uma poesia que não é prosa, prosea descrevendo tal coisa ou sentimento em si, sem deixar claro que há uma voz, um eu-lírico dentro do poema... quase assim, como se o poeta tentasse dar voz ao que está descrevendo.
Escrevi, de 2003 a 2007, em 5 livros: 565 “Prosas Que Versam... e as vezes rimam”; prosa poética sim, mas a princípio: pura e legítima poesia, por se tratarem já dos fatores estéticos e linguísticos: metafóricos, eufemísticos, prosopopéicos e metonímeos, e nem tanto métricos de cada um dos poemas lá encontrados.
O Verso Livre: sem métrica nem rima, como Baudelere em referência.
O Verso Branco: sem rima, mas com métrica, como Homero em referência.
O Verso Alexandrino, o Parnasiano, o Oitavado, o Sept e o Hectavado, o Redondilhado, o Sonantado, o Terçário, Quatenário, Binário, Monário... e todos os outros... são somente ferramentas, como se cada um fosse um tipo de caneta para o poeta escrever numa cor diferente. A poesia vai muito além da forma, e, qualquer poetante que se diz poeta por se apoiar em um só tipo de poesia (dizendo-se: neo-barroco, realista, simbolista, surrealista, modernista, cubista, transgrassista, pessimista, alegrista, etc.), está sendo ingênuo ou falso, pois não não vejo como versar limitando-se, quando a poesia por si já é uma libertação, tanto das formas de expressão como de construção da expressão. Portanto, se quisermos ter consciência do que é a literatura, como já um registro escrito da expressão do homem, devemos ver, antes das regras, e em primeiro plano: a busca da livre e total expressão, e não restrição das idéias pelas formas, que, a princípio, foram feitas exatamente para aprimorar a tal da expressão, e não para limitar. A exemplo da crítica de Lessing ao teatro francês do século XIX.
Espero sua opinião a este artigo. Obrigado por visitar esta coluna.
Atualizado em: Ter 10 Fev 2009
