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Questionando o coração.
Dize-me a razão do absurdo pelo qual afliges a noite, em claro,
Absorvendo a insônia que debilita o corpo,
Deixando as marcas em cicatrizes visíveis ao olhar de um observador,
E que sangra a alma angustiada e abatida, refletida apenas em um olhar vazio.
Dize-me se por ventura não podes ser tu cauteloso?
Não deixar-te abater pelos fatos que já não podem ser mudados.
Por que angustias a alma com tão vivacidade?
Esqueces o corpo frágil que tens, e que obténs sensibilidades em ti?
Quisera eu poder comandar este coração, agir com a razão!
Forçar-te a fechar os olhos, e não, mas ver, ouvir, sentir as sensações,
Sensações, que submerge o sorriso a alegria e o encanto da palavra felicidade.
Quisera eu me sobrepor a ti!
Ajustar-te organizar tuas idéias e conceitos, sem suplementos desnecessários!
Aqueles que enlouquecem, e atrai para si lagrimas de descontentamento.
Quisera eu ser mais volúvel, obrigar-te a obedecer meu comando.
Quisera eu expelir dos meus pensamentos aquilo que produz incerteza,
E que se achega a mim através de recordações impostas por tua fragilidade,
Mas lutar contra ti é nadar contar a maré, é tentar agarrar com as mãos o vento,
É sonhar acordada sem perceber que a realidade nunca será fantasiosa.
