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Questionando o coração.

Dize-me a razão do absurdo pelo qual afliges a noite, em claro,

Absorvendo a insônia que debilita o corpo,

Deixando as marcas em cicatrizes visíveis ao olhar de um observador,

E que sangra a alma angustiada e abatida, refletida apenas em um olhar vazio.

Dize-me se por ventura não podes ser tu cauteloso?

Não deixar-te abater pelos fatos que já não podem ser mudados.

Por que angustias a alma com tão vivacidade?

Esqueces o corpo frágil que tens, e que obténs sensibilidades em ti?

Quisera eu poder comandar este coração, agir com a razão!

Forçar-te a fechar os olhos, e não, mas ver, ouvir, sentir as sensações,

Sensações, que submerge o sorriso a alegria e o encanto da palavra felicidade.

Quisera eu me sobrepor a ti!

Ajustar-te organizar tuas idéias e conceitos, sem suplementos desnecessários!

Aqueles que enlouquecem, e atrai para si lagrimas de descontentamento.

Quisera eu ser mais volúvel, obrigar-te a obedecer meu comando.

Quisera eu expelir dos meus pensamentos aquilo que produz incerteza,

E que  se achega a mim através de recordações impostas por tua fragilidade,

Mas lutar contra ti é nadar contar a maré, é tentar agarrar com as mãos o vento,

É sonhar acordada sem perceber que a realidade nunca será fantasiosa.

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Atualizado em: Sex 8 Jan 2010

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