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Monólogo do AMOR.
Meu puro e verdadeiro amor,
Estar ou não contigo,
não importa,
eu sempre estou.
Você vive em cada célula minha,
todas te amam.
Todas estão com você o tempo todo,
em todos os lugares.
Sei que você existe,
então existe metade de alguém.
Porque só sou inteira sendo eu e você.
Sei disso porque te olho nos olhos
e me vejo inteira dentro de ti,
mergulho na tua alma,
me perco no teu ser,
sinto todo amor e pureza do mundo,
sei que somos um,
sempre fomos e sempre seremos.
E agora até entendo
o tão grande sofrimento
é o de procurar
em outros olhos por você,
beijar outras bocas
querendo achar a sua,
pegar outras mãos,
querendo que fossem as suas.
Quanta dor....
é me trair no afã de te encontrar.
Hoje, nunca tenho medo
de ser traída ou ter ciúmes,
porque sei que nosso amor transborda
e não existe espaço para mais ninguém
nesse nosso enorme ser.
Eu amo todos os seres,
eu amo você também,
Você ama todos os seres,
você ama a mim também.
Mas nosso amor entre almas gêmeas,
é intransponível a todos os outros,
e permissível a todos os seres.
Vou te amar pela eternidade,
só vou voltar a ser Deus
se entrar nesta luz
de mãos dadas com você.
Talvez seja o único modo
de me fundir
totalmente a você.
Nos fundindo ao Todo.
Sabe o quanto é sofrido
Viver nos sansaras das vidas
Te perdendo e te achando
Te achando e te perdendo.
Na verdade “eternamente” procurando por nós.
Agora seu corpo físico é morto,
E o meu me prende a nossa missão.
Vivemos sempre em comunhão de almas,
E talvez até seja mais fácil viver agora com você o tempo todo.
Talvez até vá morar num hospício,
Porque desejo estar fora deste corpo
e caminhar com você, o tempo todo,
entre os jardins de Kuan Yin.
Mas como fazer isso se temos tanto a fazer...
Vamos a luta meu Nós...
Vou prá rua... pintar o cabelo de azul!
