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ATO XI- VIÉS DE MIRAGEM, da Poética do fingimento
O ator como uma miragem
faz do seu corpo uma ilusão,
e quem pensa ver a mensagem
vê neste engano o coração.
E se neste viés de miragem
o ator cuida entreter o coração
de quem o vê. A mensagem
que se lê: É pura ilusão!
O ator domina a linguagem
do corpo. E o silêncio se traduz
num gesto trágico de passagem
entre a mais densa sombra e a luz.
E se na fantasia desta imagem
procuram a vera face do ator,
nada encontram além da estiagem,
enquanto no peito do ator é calor!
Atualizado em: Sáb 10 Abr 2010
