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Philips Morgan 2
Ano: 1928
Philips Morgan estava em casa naquele início de bela tarde. Ele estava de férias. Dava graças a Deus por isso. O sol brilhava forte do lado de fora. Philips saiu colocando seu chapéu.
A cidade, por um milagre, não estava tão movimentada. Ele só pensava em uma única coisa. A jovem Alice. Ela estava no parque, ele tinha certeza. Apesar de não conhecê-la perfeitamente, ele sentia que ela estava lá. Era algo estranho! Philips começou a andar com passos apressados. Estava louco para chegar ao belo parque da cidade. No belo parque onde as rosas vermelhas, amarelas e brancas chamavam atenção. Eram as rosas mais lindas!
- Senhor Morgan! - Disse um garoto sorridente. - Como está?
- Bem... - Respondeu Philips com certa aspereza na voz.
Ele atravessou a rua com a cabeça baixa e assim que a ergueu, pode ver ela, Alice. Ela estava sentada num banco perto de algumas rosas amarelas e brancas. Ela usava um vestido azul claro, uma cor que combinava perfeitamente com ela.
"Eu devo falar com ela?" Philips perguntava-se ansioso. Como mágica ele finalmente teve uma reação de pura coragem. Atravessou o parque e foi até a jovem de cabelos loiros. Ela, séria, o encarou curiosa. Parecia que nunca tinha o visto ali.
Philips sentiu um aperto. Era como se ele fosse apenas poeira... Algo que não importa.
Baixou a cabeça, cabisbaixo.
- Tudo bem? - Alice perguntou com uma voz calma e reconfortante.
- Hãn... Sim! - Philips sorriu mostrando seus belos dentes. - Eu... Eu...
- Você...?
- Eu... Queria perguntar como... Como você está... Na verdade nós... Nunca conversamos antes... Eu então decidi vir aqui...
- Sei... - Alice sorriu. - Eu estou bem sim! Como é o seu nome?
- Philips... - Ele respondeu mudando de humor.
- Prazer em conhecê-lo. Eu sou A...
- Alice... - Disse completando.
- É... Isso mesmo. Como sabe?
- Eu sempre soube! Desde quando você veio para essa cidade! Desde quando você tinha doze anos.
- Ah... Desculpe-me. Apenas eu não me lembrava de você... Sinto muito.
- Hãn... Tudo... Bem!
Philips sorriu fraco e apenas saiu.
Alice o fitou por alguns segundos. O achava um sujeito bonito, mas ao mesmo tempo estranho. Era o seu comportamento que o deixava com essa imagem.
Ele chegou a sua casa, irritado. Estava bravo consigo mesmo. Queria ter prosseguido aquela conversa, mas não teve coragem.
Eram cinco horas. O sol ainda estava lá e Philips estava sentado na varanda.
Alice atravessou a rua e o enxergou. Apenas acenou como ato de educação. Philips sorriu, mas aquela felicidade durou muito pouco. Alice abraçou outro rapaz que a esperava. Era Mike! Era o seu vizinho!
- O que? - Philips sussurrou triste.
Mike a beijou e os dois seguiram de mãos dadas.
Era como se tudo desabasse. Era como se o fim do mundo fosse acontecer ali, naquele momento. Philips levantou e entrou fechando a porta. Ele olhou para o retrato de sua mãe na parede e depois sentou no sofá de cabeça baixa.
