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QUEM EU SOU
Um homem maduro,
Puro demais para viver no escuro,
Mostrar uma face que não e minha
Viver a sombra e sem caminho.
Valente o suficiente
Para não me dobrar a mente,
Mas pago o custo da ignorância
Do pouco da minha insignificância.
Viver tem sido uma arte
De me defender dos amigos de sempre.
Aos inimigos declarados de visão
Não há rosto nem diálogos sãos.
Difícil e mais difícil é a compreensão,
E se erras na luta por um tris, és infeliz.
Condenado aos olhos de quem nem tem
Flores e amor como reféns.
Olhares engessados sobre ti
E tribunais se estabelecem em cada canto
Diferente e indiferente de outros prantos
Que acolhi no seio dos meus encantos.
Vasto e longo é o tempo que se foi
Não vejo pelo canto do retrovisor alguém
Capaz de colher um pouco da poeira que fiz
Fui e sempre seria do vento
A vida não é um lamento
É o tormento de nos mesmos,
É o nó que damos sem querer
E apertamos quem nos faz sofrer...
