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QUE TENS...

Que tens a falar, homem insano do andar. Se és superior, falas demais...

Que avenida linda de lodo cobre a obra e a vara dos discursos repetidos e teimosos...

De ladrões, nobres ladrões da coisa alheia, mas nem por isso sem recursos...

A farda se esconde pra não morrer. Recebe ordens de recolher...

E a família...Ah!, eles são de carne e osso. Brutos, mas também...

Povo miraculoso, obstruído nos dois olhos esbugalhados.

Um de malandragem, outro de pobreza...

Você que chega perto e deixa a alma no teu lugar...

Vais voltar e não imaginas como é o meu sertão, sem furacão.

Pois o sangue jorra por dentro. No grito do silencio... No erro do momento...

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Atualizado em: Qui 12 Set 2013

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