- Poesias
- Postado em
Ciano
O céu de uma madrugada fria
A brisa gélida de uma noite
Aos prantos, ele sofria
Mas tua alma já estava longe...
Como nuvens à espreita
Num céu nublado, além, além
Cada gota, uma agulha
Cada céu, um infinito
Você deve viver
Receba o sopro da vida
Assopre, Assopre, Assopre
Sinta voar, sinta o toque
Nem tudo é pra sempre
Como Cássia mesmo nos diz
"O pra sempre sempre acaba"
As incertezas serão eternas
Ciano, como teus profundos olhos
Em meu coração resta apenas ciano
Me lembro do dia em que você sorriu
Entre rimas e entrelinhas, lhe toquei piano
Talvez você rirá um dia
Banhará minha vida com um suspiro apaixonado
Se o pra sempre acaba, seremos o fim
Seremos exceção, seremos ciano
A vida passa
Como vagões de trem
Passando pelas colinas
Em um céu azul, ciano
Em meu coração há o molhado de sua alma
Há as lágrimas que não cessam
A emoção
As cores...
O morno outono
Como uma lareira recém apagada
O fundo do mar me causa náuseas
Mas o quarto está escuro demais.
Você vai me achar um dia?
Pois as vendas doem minha face
As lágrimas cortam minhas bochechas
E todo o ciano se esvai.
Ciano
Como o céu de seus olhos
O céu de sua boca
O frio de seu corpo
O oceano de seu coração
Ciano
Como aveludado pó vermelho
Como bebida quente no fim do dia
Como o altar dos deuses em prantos
Como minhas lágrimas que caem, junto de sua alma no corrimão...
Ciano.
Atualizado em: Qua 6 Out 2021
