- Prosa Poética
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A avó que não conheci.
Eu não me recordo dela, se não por uns poucos quadrados de sentidos breves. Texturas em sepia.
Entre a cor de sua blusa, o bege dos azulejos da cozinha e o marrom dos móveis, existem cafés com leite e requeijão, bolachas água e sal e cabelos repartidos.
Minha avó usava blusão, quase uma regata enorme.
Era azul?
Provavelmente com diversas bolinhas, deveras velho...
Todas as memórias de alguém que você não conheceu, são puras verdades e descaradas ficções. Afinal, são memórias borradas, beges e que estão por acabar.
Porém persiste o "rememorar", que é sentir, um último momento uma última vez.
Atualizado em: Qui 16 Mar 2023
