person_outline



search

CHORUME

E quando acharem os meus destroços,

a caixa-preta não dirá apenas

da tragédia que são os não poemas

ou filigranas que foram a óbito,


dirá dos truques, das obsolescências

— do desdém, do medo e desses códigos

salientes, rasos e mentirosos

em que pus o amor, entre correntes.


Haverá sinais de entorpecentes,

do corpo e alma fantasmagóricos,

de quem nunca teve fé e enforca

a poesia desde a nascente.


E quando acharem os meus destroços,

serei o fedor que sobe dos ossos.

Pin It
Atualizado em: Qua 14 Ago 2024

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br