- Poesias
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CHORUME
E quando acharem os meus destroços,
a caixa-preta não dirá apenas
da tragédia que são os não poemas
ou filigranas que foram a óbito,
dirá dos truques, das obsolescências
— do desdém, do medo e desses códigos
salientes, rasos e mentirosos
em que pus o amor, entre correntes.
Haverá sinais de entorpecentes,
do corpo e alma fantasmagóricos,
de quem nunca teve fé e enforca
a poesia desde a nascente.
E quando acharem os meus destroços,
serei o fedor que sobe dos ossos.
Atualizado em: Qua 14 Ago 2024
