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As flores sorriram para mim
Riam-se para mim
curiosas de um jeito interessantíssimo
tão lindas, as flores
Amarelas, juntinhas
Riam-se para mim
Me sentia a mais bela da humanidade
Admirada, por flores
Mas que espanto, as flores, seres celestiais
Delicadas, amarelas, puro sol
Olhavam para mim, só para mim
O ato mais digno a se fazer era escrever
Escrever por gratidão e devoção recíproca
Elas não me exigiam nada
Pareciam cantar uma canção feita só para mim
E eu, atenta, ouvia cada melodia
Cada arranjo, cada respiro e cada nota
Numa cadência criada especialmente para mim
Uma canção etérea e eterna
Do encontro da natureza com a natureza
Do celeste com o celestial
É na natureza e só na natureza
Que a felicidade plena me alcança
Quando não tenho que a perseguir
É quando ela vem
Natural e despretensiosamente
O momento em que a alma encontra morada
Fora da sua morada
Caótica, paranoica e desvairada
A paz de só existir por existir
Pelo agora
A paz de fazer flores sorrirem por admiração
Quando Deus sou eu
Quando me dissolvo no tudo e no agora
A paz instantânea e consciente de estar vivo
E só por isso
É preciso ser feliz
Atualizado em: Seg 2 Jun 2025
