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Bem vindo ao ano três mil

Este final de dois mil vinte e dois acendeu uma luz muito promissora para receber o ano de dois mil vinte e três. Vê-se esta irremovível esperança brotar na face de superadores da Covid-19, quando comemoram as festividades natalinas com um novo ar de felicidade.
Realmente aquele sentimento positivo da coletividade em estágio de dormência para sufocar percalços climáticos, endêmicos e políticos devem ser enterrados no passado e renascer com este novo governo programado, que traz a herança de um novo sangue, a força de uma nova ideia, um novo programa para avançar e acelerar o crescimento do desenvolvimento econômico do povo brasileiro.
Devemos pagar a imensa dívida de gratidão acendendo velas para engrandecer todos os santos que nos ajudaram, além de ajoelharmos diante da bondade da majestade do Senhor Jesus Cristo, este irmão presente na alegria e na tristeza, enfim louvar ao Santíssimo Pai Eterno que nos conservou a vida no corpo sobre a terra.
Quem agradece, mais graça recebe.
Lógico que este mundo feito de terra e água é cheio de vida e nos provoca, como viventes, preparar-se para manter o benefício de se colocar de pé e vencermos as dificuldades que a individualidade carece.
Como existe este pavilhão dentro do qual todos nós devemos passar uma temporada de personificação do nosso ser, enfim vencer tal etapa como um sujeito eficiente, procurado para administrar uma ocupação dentro de uma boa obra, como um excelente construtor, muitos superam a forja, mesmo que pisem num terreno ardiloso ou movediço, para receber o diploma de capacitação bem ativa na transformação de ideias em projetos concretos, que beneficiem a sociedade.
Há os que passam por fora de tal aprimoramento e seguem em frente puxados pela corrente do próprio destino, isto é, também vão ter a possibilidade de gerir recursos vindos de lá e de cá, pois quem abre as portas para tal graça não escolhe pessoa, basta tal abençoado entrar com força e abraçar a oportunidade com toda gana que um grande projeto exige para ir adiante e mostrar a qualidade do privilegiado da vez.
Mas não se consegue um sucesso antes de muita luta, para que esteja alicerçado no tempo duradouro.
Coloque um bastão na mão de quem não lutou por ele e não o verá mais.
Logo confie num incauto.
Pois Cido de Curitiba confiou num inconsequente.
E foi mastigar frutos da noite.
Em certa esquina de rua encontrou tal árvore.
Era o lugar de um belo pomar.
Onde se pode escolher uma copa para trepar.
Mas cada fruta colhida tem o preço de um espinho na carne.
Enfim, tal doçura esconde a dor na pele.
Com isso, a herança maldita é levada para casa.
E o tempo leveda, azeda e desanda este mau costume.
Então o presente depositado na carne se reproduz, ainda traz afronta para laminar o corpo, entortar a alma e envergonhar o espírito.
Tal desonra causa muito mau para um bom sujeito que caiu diante da perdição e carrega o trauma maldito, mas ainda está na fila de espera por uma oportunidade de descarregar a carga da promisquidade do passado.
Só um bom sono para afugentar esta peça de castigo catinguento, então fui dormir e deitei com o peso do corpo sobre o lado esquerdo e comprimi o coração dentro da caixa toráxica, isto libertou o meu espírito para tomar um destino bem surpreso, avançou no tempo e ancorou no ano três mil.
Uma época e um espaço bem futurístico.
A história atual coloca a população ativa com um milhão de homens humanos, doze milhões de mulheres e duzentos milhões de homens mundanos.
Logo, folheando a papelada do documentário sobre a evolução do povo, já no cabeçário estava escrito o acontecimento de uma certa guerra dos sem noção.
Acrescentava o comentário sobre as constantes disputas, os terríveis exageros das ideias no campo político, as muitas necessidades dos homens de se atirarem em diversas aventuras mortais e as longas rixas perenes alimentadas entre homens e mulheres foram as causas da quase dizimação dos homens humanos sobre a terra.
Tal comportamento não recomendado por esta parte dos elementos da sociedade causou uma ação devastadora para raspar estes confundidos de cima da terra, aí surgiu uma profunda falta de mão de obra masculina para a transformação industrial, então as mulheres ocuparam o lugar vago e assumiram todo o poder administrativo sobre as causas do povo.
A progressiva inteligência feminina, sempre atuante com a preocupação da pacificação coletiva, rendeu um monstruoso progresso no campo da produção industrial.
Inventaram a construção do homem mundano para executar a tarefa do trabalho geral.
Um feito todo equipado a partir dos derivados da cana de açúcar.
Extraíram a celulose do vegetal já transgenizado com genes do tecido humano e transformaram a matéria num certo produto granulado, cujo teor suave continha alto poder de plasticidade, assim introduzido no sofisticado maquinário de formatação, dava origem a um corpo humano, sendo que, dentro da barriga colocaram um tanque para armazenar o líquido do etanol, combustível que alimenta uma engrenagem específica de movimentação de circuitos internos que dão vida ao ser.
Nasceu um servidor nato.
A corrente e a alavanca do progresso da nação é manuseada através da força da mão deste invento.
Toda empresa precisa e qualquer empreendedora quer. 
Está sempre disposto para realizar trabalhos para a patroa. E é autossuficiente com independência dentro do seu estímulo de movimentação do esqueleto de sustentação; um objeto volátil, com desenvoltura própria, que se abastece das necessidades gerais dentro de seu próprio pedido, então tem locomoção rápida ou lenta, para realizar qualquer serviço da vez, sem auxílio de nenhuma habilitação externa, enfim se faz capaz de cortar uma grama no jardim, operar uma máquina industrial, além de ser habilitado para façanhas aéreas.
Isto mesmo, possui o sistema de sustentação do esqueleto ocado, com isto pode ser inflado com a quantia de ar comprimido disponível para mantê-lo na altura pedida para realização do voo e confirmar a tarefa encomendada.
É uma criatura bem ativa e próxima da capacitação humana, acrescida de justeza própria, tem perfil para se ajeitar na realização de qualquer serviço, tudo dentro de sua própria independência para manutenção, isto é, pode tombar e escorregar por qualquer barranceira, atolar em lameira, que se desvencilhar da mais custosa situação através da força própria, logo causou ciumeira na turma do robô, pois possuíam um instrumento de produção bem eficiente, mas sua pecável mobilidade para longa distância dependia de forças externas.
Imediatamente o homem mundano afogou a onda reinante do robô e estourou um enorme agitamento, ali pelo ano dois mil oitocentos e cinquenta, para ser declarada a guerra dos sem noção.
As mulheres mostraram seu lado instintivo de levantar uma tormenta destruidora contra os homens sem noção, que se rebelaram e queriam esconder o invento feminino bem sucedido, então elas colocaram as máquinas abastecidas de material humano, homens mundanos, para atacar os revoltosos e o céu ficou coberto de perigo esvoaçante, através dos voos dos volantes servidores inflados para o combate, que lançaram língua de fogo e barras de gelo sobre os caras, isto é, quem não foi tocado pela brasa ficou pelado no meio do gelo, até o tempo de cobrir a terra de cadáver.
Agora as vencedoras comandam a coletividade, sendo que homens mundanos são servidores e homens humanos, estes sobreviventes, são objeto de escravos mantidos para o interesse das comandantes.
Está aí para ver e vai vendo o sistema de governo colocado na vigente planilha das interventoras, agora legalizado.
Só há mulher no comando.
Todo o poder é gerido por elas.
É mulher presidente.
É mulher senadora.
É mulher deputada.
É mulher juíza.
É mulher empresária.
É mulher agricultora.
É mulher médica.
É mulher comerciante.
Toda cargo de submissão ficou para turma masculina.
É homem mundano no trabalho braçal e geral.
É homem humano dentro da prisão.
E não há diálogo entre as partes.
As crianças estão recolhidas num lugar à parte.
É meninos à parte.
É meninas à parte.
Enfim, o sistema de vigilância é todo focado na manutenção ordeira imposta ao comportamento dos homens da prisão.
O restante dos membros da sociedade é de olhar pacífico.
As soldadas do batalhão da guarda feminina, mantido pela administração pública, é composto por agentes escolhidas lá no grau purificado da elite de mulheres esclarecidas, não dadas sedução masculina, já superadas daquele papo sentimentalista, duras durante o castigo da vez e competentes no momento de busca e apreensão de homens foragidos.
Pode crer e acreditar no valor minguado do objeto homem humano da prisão, fonte do material insumo para a área de pesquisa e geração de nova vida humana.
Quem era valorizado é a mulher que teria a obrigação de gerar um filho do próprio ventre, pois cada criança depositada na barriga, depois de nascida, dava-lhe o direito de adquirir doze homens mundanos para suprir a necessidade de mão de obra industrial, comercial e rural da empreendedora. Mas não havia a possibilidade de procurar um homem in natura para efetivar a obra, teria de se locomover até o centro de pesquisa para obter tal insumo salvador. Porém mulheres mais descoladas utilizavam aquele brilhante método de arrumar barriga de aluguel, contratavam moças vagas para o percurso itinerante, assim aumentavam a produtividade da barriga e ter acesso a um número maior de servidor, isto é, aplicavam uma rasteira nas mulheres da massa não posta, colocando as na fila da sala de espera pela vez de receber o benefício da gratuidade do insumo, que, ao longo de muita espera, talvez lá pelas tantas da vida corrida poderia dar a luz a um filho, assim sendo, se fosse do sexo feminino poderiar acompanhar o desenvolvimento da filha naquele lugar de observação coletiva reservado à parte, já se fosse do sexo masculino seria privado tal sorte, pois era propriedade do estado e teria de continuar aos cuidados do estado.
Deus às vezes reserva esta surpresa para a gente.
Não podemos reclamar da obra de Deus.
Deus deu a liberdade para o homem agir, agora é cada um que cava a própria cova.
Agora aguenta esta surpresa.
Nesta oportunidade de ver o futuro, eu fui dotado da força suficiente para me locomover entre esta gente e desenvolver um trabalho interessante de investigar o comportamento das pessoas da época. E me vi atraído pela seriedade das agentes do poder, mulheres trajadas com um modelo de roupa único, sendo que a peça de cima, blusa destacada pela cobertura de camisa padrão masculina, toda enquadrada na cor padrão tipo cinza claro, que lhas escondiam o corpo até metade do talo do pescoço e, na parte inferior a calça com a mesma tonalidade se estendia até cobrir o tornozelo, onde entregava a cobertura corporal para o sapato de couro preto bem lustrado, isto é, toda esta roupagem bem uniforme que cobria o corpo da mulherada, destacava-se como um fardamento único visto sobre o corpo delas durante as movimentações pelas ruas, pelas casas de comércio, pelas praças públicas e outras repartições sociais, então onde se formasse um grande ajuntamento delas, logo mostram o cenário de componentes de um exército da força universal, dentre as quais as guardas formalizadas não se destacavam, tornavam-se conhecidas através do acréscimo do armamento específico e necessário para intimidar os homens humanos la da prisão.
Esta área do frenezi, da busca, do leva e da procura das pessoas que movem a moenda livre, notava-se o agitado deslocamento dos homens mundanos, uns desciam as ruas sinuosas, outros subiam-as na mão contrária, sem que nenhum acenasse a mão para o outro, apenas transportavam seu instrumento de trabalho livre, uma mochila invencilhada na costa, onde se estocava objetos para serem entregues e realizarem o estendido trabalho de servidor. Logo me acomodei entre os tais, já vi uma moça feita das qualidades de uma mulher, cujo cabelo escorrido da cabeça estava bem aparado, mostrava o coro da orelha e a pele da cabeça em todo o redor.
Ela veio e sentou numa bancada disponível na beira do descanso público, que estava vago e logo me aproximei do encanto revelado no local, sentei na outra ponta do banco.
Estava bem do lado de uma mulher.
Sentia o cheiro de uma mulher.
Tal criatura nem notou minha presença.
Mas já imaginava ter um filho da época.
Quando pude observar o fruto do tipo.
Era armação para a ilusão da tal.
Era uma máquina feminina feita para isca.
Era um tipo de sistema atuante colocado na engrenagem externa do ambiente para a vigilância de maus procedimentos dos homens mundanos. Isto é, estes servidores natos utilizados pelas mulheres na execução de todo e qualquer trabalho pendente na manutenção do lar de sua dona, como nas indústrias, nos comércios, nas áreas rurais, nas repartições públicas sempre tiveram relações de serviço próximo com as mulheres e, dado o longo tempo de cooperativismo entre este e aquela, o servidor produziu a tal enzima atrativa para perceber o tato íntimo feminino e acabou beijando a patroa.
Tal acontecido denunciado rendeu um enorme escândalo que levou o infrator para a fogueira. E tal castigo intitulou o modelo mortal para infrator do tipo, de qualquer mundano pego diante do mesmo delito. Ainda provocou a abertura de um novo processo de investigação diante das ameaças, e as patroas mais instruídas do centro do poder, que tinham filhas dentro de casa e possuíam patrimônio valioso, esticaram vigilância sobre as filhas, dado uma barriga familiar dar direito ao dobro de servidores do que uma outra alugada, então desenvolveram uma estrutura corporal feminina bem chamativa, tipo uma cópia fiel e ambulante da filha e colocaram a encrenca para se locomover pelas ruas, então pescar o poder olfativo carente dos homens mundanos, logo o ambiente público externo foi tomado pela movimentação de máquinas humanas.
Ainda bem que abri o olho clínico para enxergar o tamanho do laço armado em plena praça pública, onde poderia estar acabado, se tivesse tocado no corpo feminino reservado em minha frente e que possuía lábios com teor saboroso para beijar, logo ser filmado e condenado para ser jogado dentro da fogueira.
Mais uma vez salvo pela força lá de cima.
Ainda pude continuar observando o progresso na área do desenvolvimento social, cultural e industrial alcançado pelas companheiras.
Uma economia firme e pujante alicerçado no ramo da produção do etanol, que expandiu com o desenvolvimento da pesquisa científica desta energia renovável em que as mulheres colocaram a mão tecnológica modernizada para conseguirem a resposta com produção deste ouro verde, desta comódice vegetal, cana de açúcar, que tomou conta do verde sobre as terras coletivas, fertilizadas com recursos da união. Então via-se esta força do trabalho conjunto dentro da produção da zona rural, que se beneficiava com novíssimo maquinário de beneficiamento do produto disputado, que se valeu da curiosidade instintiva de gente espremida na camada urbana, onde sempre havia uma nova história de um aproveitável invento, até nascer esta ideia da nova fórmula de produzir o combustível etanol, que dia a dia vinha preenchendo o vácuo deixado pela quase extinção da fonte primitiva de energia. E foi este novo cenário de transição do modelo energético, cuja escassez da fonte de combustão para os autos motorizados, pedia tal pressa do novo modelo de produzir o etanol, surgiu a brilhante ideia de formar uma estrutura molecular do etanol na máquina de produzir novas células, a partir da célula original; então o recurso ultra moderno adaptado para multiplicar o insumo embutido trouxe esta alta evolução do aumento consideravelmente suficiente para abastecer o mercado do produto. Logo a estocagem de regulação do mercado de consumo obteve trilhões de metros cúbicos na reserva, enfim conseguimos estocar esta fonte energética capaz de suprir a demanda de combustível mundial e o mundo motorizado continuou salvo.
Estendeu-se os parabéns para os avaliadores de moedas que andavam com a cesta de cálculos monetários enganchada no braço, onde colocavam dez moedas do Dólar para tirar uma de um Real.
Logo quem quisesse enxergar uma destas mulheres maravilhosas teria de olhar para cima, talvez enxergasse um centímetro do rosto já embrulhado dentro da tecnologia, isto é, passavam sobre a gente montadas sobre motos voadoras, sentadas em poltronas lustrosas de automóveis aéreos, que, ao lado dos jatinhos, ilustravam uma potente beleza visual do espaço sempre ocupado do vislumbrante material constituído.
O espaço aéreo abençoado como a casa de Deus ficou ainda mais belo com a movimentação da presença de promotoras públicas e filhas, cujo estado de devoção era o sinal da busca da prosperidade.
Já os homens humanos estavam dentro da prisão.
Os homens mundanos eram servidores natos.
E Deus dava risada; e dizia:
_ Criei o mundo para os homens, mas quem mais aproveitou a oportunidade foram as mulheres.
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Atualizado em: Seg 9 Jun 2025

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