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  • Calidoscópio

    para tia Francisca Miriam

    Do outro lado    odal ortuo oD

    Ohlepse on ameop o    o poema no espelhO

    Não esconde nada    adan ednocse oãN

    Sarvalap sa euqrop    porque as palavraS

    São apenas um jogo    ogoj mu sanepa oãS

    Oãça-snegami ed    de imagens-açãO

     

     

     

     

     

     

     

     





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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 192.
  • Calidoscópio

    Para Tia Francisca Miriam


     
                 Do Outro Lado    odaL ortuO oD

     ohlepsE oN ameoP O    O Poema No Espelho

        Não Esconde Nada     adaN ednocsE oãN

        sarvalaP sA euqroP    Porque As Palavras

    São Apenas Um Jogo     ogoJ mU sanepA oãS

          oãçA-snegamI eD     De Imagens-Ação
     
     
     

     

  • Caminho com jah

    Sigo meu caminho não atrapalho  ninguém 
    Quem pode me  julgar  é só Deus eu sei .guerreiro  eu sei que sou  vencedor de batalhas,um leão  por dia  não interfere   em mais nada 
    A força vem de dentro  está no seu interior 
    A justiça só cabe a Ele não duvide  por favor 
    Tudo que Deus toca vira ouro e joia rara
    Sigo meu caminho  não temo a nada 
    Sigo meu caminho sabendo que com Jah  nunca estarei sozinho.
  • Cansei

    Eu já vou avisando antes de tudo que o conteúdo do texto não vai além de um desabafo, por mais que este seja algo clichê não é de algum assunto clichê.
      Bom, a minha vida sempre foi ótima... Cof Cof... Não, vamos começar direito: desde sempre vivi no caos, eram os meus pais brigando ali, minha avó aqui, tios e tias de um lado, etc e tal; Ao começar 2° ano (sim, eu disse segundo, pulei o primeiro) era a mais baixinha, gordinha e até nerd da sala e infelizmente isso gerou uma grade bagunça na minha cabeça pois dali pra frente eu teria diversos apelidos tipo jacaré, Mônica, entre outros. aquilo não me afetava, "batia" em quem me chamava assim, só que ao crescer eu meio que entendi qual o sentido das palavras dirigidas a mim, do 6° ano pra frente além da família péssima ainda havia d lidar com a baixa estima que morava dentro de mim, apenas me corroendo, dentro e escondida.
      Nesse mesmo ano mudei de colégio, meus pais tinham problemas financeiros, estavam separados e precisavam me trocar de escola, foi uma ótima mudança, já que conheci muitas pessoas novas e amigos, mas havia um problema: ainda não consequia lidar com os xingamentos que antes não me afetavam. Chorava todods os dias nas aulas e ninguém ligava, virou rotina, até que lá pro 8° ano me mudaram de escola novamente...
      Não sabiam de nada, porém conseguiram uma bolsa de estudos pra mim em uma boa escola, como eu era até uma boa aluna foi fácil. Neste novo colégio ganhei um apelido comum que vai de acordo com a aparência de uma cantora e sua semelhança com a minha, até aí tudo bem né? NÃO, no meio tempo 6 à 8 série estava presa num inferno, foram seis ou sete tentativas de suicídio da minha querida e amada mãe (com tom de irônia por favor), não só era muito difícil de conviver com a pessoa como ainda é, mas vou deixar isso de fora um pouquinho. Voltando no período anterior brigávamos todo dia; Na escola era um pouco melhor, de pouco em pouco fui me adaptando com os novos professores e colegas, com problemas emocionais a única coisa que sabia era chingar. Me arrependo muito de não ter sido mais calma e pacífica essa epóca.
      Aqui estou eu, no 9 ano, acordando todo dia sem nem animo pra viver. Se há uma coisa que me anima é nada; o dia todo, todo dia, fazendo a mesma coisa e me culpando por machucar todos que passam por mim (isso acontece mesmo); Será que no fundo eu tenho mesmo boa intenção ou é tudo manipulação? Me conheço bem e disso eu tenho certeza, entretando não consigo me entender. É de mais querer ficar sozinha um tempo? é de mais querer espaço? ou pior, é de mais pensar em mim de vez em quando? Porque depois de tudo (o que está aqui de forma super resumida) eu cansei de me importar com os outros e o que eles esperam de mim, cansei de matar pra tirar 80% nas provas e ficar insatisfeita com 79%, não sei se é errado ou se estou sozinha nessa, só sei que cansei.
  • CARMOND - CAPÍTULO II

    O convite para ir à Carmond chegou um ano após Augusto ter retornado da Europa, onde havia se formando em medicina. E talvez tenha sido isso a causa de seus amigos colocarem tantos empecilhos na sua decisão de aceitar a proposta. Na certa, queriam aproveitar mais a convivência, uma vez que haviam passado tanto tempo distantes.
    _ Você não pode está falando sério que aceitou ir para aquele fim de mundo. Só pode ser uma brincadeira e, convenhamos, de muito mau gosto. O Silva falou enquanto eles dividiam uma cerveja num bar qualquer no centro da cidade.
    _ Porque todo esse espanto, Silva? Serão só alguns meses. É só o tempo do velho ficar bom ou...
    O Silva acabava de virar o último gole do copo e enquanto falava, voltou a enchê-lo.
    _ Você sabe muito bem da fama daquele vilarejo, Augusto. As histórias que chegam de lá são horripilantes.
    _ Como assim? Eu não sei do que está falando?
    _ Não se faça de desentendido, meu amigo. Sabes tão bem quanto eu que pouquíssimas pessoas viajam para aquele lugar e é ainda menor o número que retorna de lá.
    Nesse momento, Augusto não conseguiu conter o riso e isso pareceu deixar o Silva um pouco irritado.
    _ Vais rindo, doutor Augusto, depois não adiantará dizer que não o avisei. Como já diz o bom e velho ditado: Quem avisa amigo é.
    _ Não podemos acreditar em tudo que essa gente diz, meu amigo. Essas histórias são tão verdadeiras quanto o coelho da páscoa ou o papai Noel.
    _ Bom, eu como acredito que tudo é possível nesse mundão de meu Deus, se estivesse no seu lugar, não iria.
    No instante em que Augusto iria dar continuidade à conversa, os dois foram surpreendidos com a chegada de César e Rafael, ambos, amigos de longa data.
    _ Que maravilhosa coincidência! Veja que sortudos que somos! Quatro amigos se encontrando casualmente para tomarem cerveja e jogar conversa fora.
    O Silva, ouvindo as palavras de César, foi logo adiantando:
    _ É bom aproveitar mesmo este momento. Pode ser um dos últimos que passamos assim: os quatro juntos.
    _ Não entendi, alguém aqui irá morrer?
    _ Não leve a sério as palavras do Silva, meus caros. Ele já bebeu um pouco além da conta.
    Todos já estavam acomodados ao redor da mesa e o garçom, com uma competência invejável, servia cerveja aos recém chegados.
    _ Não estou bêbedo coisa nenhuma, rapazes. A verdade é que nosso amigo doutor acabou de fazer uma das maiores burradas da sua vida.
    _ Não seja exagerado, Silva. Desse jeito eles irão achar que eu engravidei alguma daquelas donzelas que visitam meu consultório semanalmente.
    Enquanto César e Rafael sorriam curiosos, Silva continuou com uma expressão de desaprovação e retomou a conversa:
    _ Antes fosse isso. Um filho com uma daquelas donzelas seria muito melhor que se enterrar naquele maldito vilarejo.
    A última palavra proferida por Silva ficou vagando no ar entre os quatro rapazes por um breve instante, enquanto os dois últimos a chegarem encaravam Augusto, espantados.
    _ Vilarejo? Isso quer dizer...
    Antes que completasse a pergunta, Silva adiantou-se:
    _ Isso mesmo: VI-LA-RE-JO, disse pausadamente, enfatizando cada sílaba. _ Augusto acaba de aceitar a proposta de ir para Carmond, tratar de um velho, que segundo informações, já deveria ter partido dessa pra melhor há muito tempo.
    César e Augusto, que até então estavam acreditando que tudo não passava dos dramas habituais do Silva, agora pareciam estar totalmente de acordo com ele.
    _ Sou obrigado a concordar com o Silva. Você só pode estar louco para aceitar ir para aquele lugar. Um vilarejo que fica a não sei quantos mil quilômetros, que só passa trem a cada quinze dias... Não! Você só pode estar de brincadeira.
    _ Calma, meus caros! Vocês estão fazendo confusão num mísero copo d’água, ou melhor, de cerveja. Sorriu e continuou. _ É verdade sim que eu irei até Carmond tratar da saúde de um velho que está a padecer. Ponto. É só isso. É o tempo de ir, tratar do enfermo e estarei de volta ao meu consultório, as minhas fiéis pacientes e aos meus amigos medrosos e queridos.
    Os três ainda continuaram questionando e listando o quanto ele perderia se afastando da cidade naquele momento. César apressou em dizer que ele mal havia aberto as portas do consultório que o pai, com tanto zelo, havia o dado de presente assim que Augusto retornou da Europa.
    Rafael alertou que as donzelas procurariam outros consultórios, e aí quando ele retornasse, se retornasse, não teria mais pacientes lindas e calientes implorando para serem consultadas.
    E por fim, o Silva, que já não encontrava mais argumentos, continuou insistindo na história de que o vilarejo era mal assombrado e que quem viajava até lá, dificilmente retornava.
    Porém, mesmo com todos esses argumentos, Augusto não se deixou persuadir, e dois dias após aquele encontro no bar, despedia-se dos amigos e da família, e embarcava no trem com destino à longínqua e misteriosa Carmond.
    Passadas algumas horas do embarque, uma chuva torrencial começara a cair, e quando o trem parou num lugar qualquer da estrada deixando Augusto, sozinho, esperando pelo motorista que lhe fora prometido na carta, o jovem médico começou a refletir se os amigos não estavam, de fato, com razão.
  • Carta de Despedida

    Adeus a todos, principalmente aos que não se importam. Adeus aos que não lerão, aos que fingiram se importar enquanto ainda havia tempo e aos que acharam que se importavam. Adeus aos que por uma pressão biossociológica se viram obrigados a se importar, vocês não têm mais este fardo agora.

    Adeus até mesmo para mim que por pura esperança e ingenuidade fui quem mais se importou. Adeus par ao bom senso que me arremeteu em meia vida para enfim aceitar a triste realidade que a maioria não se importa. Adeus a todos personagens variantes de mim que muitas vezes criei só para que estes pudessem afastar a dura carga de ser eu.

    Bem-vinda covardia, que me impede de criar coragem para dizer o definitivo e verdadeiro adeus, que me prende ao sofrimento e que me ajudar a interpretar o sorriso falso de todos os dias. Covardia ó minha fiel companheira como me agradaria lhe dizer adeus, mas estás em mim tão penetrada que de mim já faz parte.
  • CARTA DE UMA MAEDRASTA

    Eu não acordei um dia achando que seria uma madrasta, pelo contrário, eu sonhava em ser mãe, eu brincava de ninar meu bebe e nunca de madrasta e filhinho (que não é meu). Porém, nossas escolhas no decorrer da vida nos levam a desígnios e propósitos diferentes. É um combo e vem tudo junto. Você pode ter sido uma pessoa espetacular, porém ao se relacionar com um homem que tenha filhos vai ao automático e pelo relato do Google você tornou-se a pessoa má e incapaz de sentimentos amorosos (madrasta-bruxa-má).
    Entretanto, não se pode ler um livro somente pelo título na capa, não se pode julgar sem conhecer os dois lados da moeda, não se pode saber a essência do perfume com a tampa fechada e não se podem mensurar sentimentos. Madrasta significa apenas mulher do pai e não tem nada a ver com má. Perguntam-me: - “Como pode amar tanto um filho que não é seu?” e respondo: - “da mesma maneira que uma mulher adota uma criança, que se dedica em tempo integral a esse ser humano indefeso, que transborda amor em meio a uma realidade difícil de abandono, e da mesma maneira que me sinto amada pela minha família e por Deus”.
    O papel de mãe pela sociedade é lindo. É uma dádiva divina. É nobre. É pura alegria. É reconhecido. E, porque ser madrasta deveria ser sombra de algo obscuro. Os conceitos estão distorcidos, a sociedade está à beira da falência de sentimentos bons, haja vista, os atos de vandalismos dos cidadãos e falta de respeito pelo próximo. A família tradicional tornou-se um leque e quem é você para julgar qualquer ato de amor. Os adultos se relacionam, se magoam e isso precisa ser resolvido apenas entre eles. A separação pode não ter sido amigável e talvez você nunca tenha paz, contudo, o foco precisa ser sempre o bem-estar da criança envolvida e a construção dessa relação tão difícil.
    Sim! Sou a madrasta como a sociedade queira dizer, mas em algumas visões diferentes sou a Boadrasta, a Maedrasta e/ou, simplesmente, a Tia Rafa. Quando me relacionei com meu marido a minha enteada já estava sendo formada e tive um prazer imensurável de fazer o primeiro ato carinhoso de muitos que estariam por vir que foi escolher o enxoval dela nos mínimos detalhes, a partir daí, algo dentro de mim só foi crescendo e transbordando como o amor e as responsabilidades. O zelo de cuidar de uma criança que não nasceu do seu ventre, mas que está sendo gerada no seu coração é ainda maior. O medo de errar é constante porque como meu esposo diz tornei-me uma referência para minha enteada, no que faço ou falo. Porém, tenho a certeza absoluta que é a sensação mais incrível do mundo e que me faz amadurecer a cada dia.
    Eu não tive aula de inteligência emocional na escola e não sou expert em como lidar com a mãe da minha enteada, mas eu aprendi a cuidar primeiro do meu bem maior que é a vida da minha enteada. Não estou aqui para competir papel nenhum ou sentimento, estou aqui para fazer a diferença porque isso é uma vida saudável, a qual, eu almejo todos os dias. Acho que uma pessoa que não consegui respeitar o sentimento mais nobre de todos os outros que é o Amor, não sabe ser amado. Sendo assim, por qual motivo pessoas ainda questionam o amor de uma madrasta. A escolha é minha e a relação é apenas de nós duas. Se todos soubesse que amor é um remédio infalível para as frustrações diárias, que cura sentimento sombrio, que apaga passados obscuros e que gera perdão. Ah, meu amigo, o mundo seria bem melhor! E, eu posso afirmar que o meu lar é constituído de oração, amor, afeto e cuidado.
    Não consigo descrever em palavras o que sinto durante essa jornada. Como disse tudo começou com o primeiro enxoval e foi só aumentando as responsabilidades. Que honra eu tenho de poder ser amiga da minha enteada; de ter uma filha de coração para transbordar amor e carinho; estudar e poder tirar todas as dúvidas do colégio que ela tenha; participar de todos os eventos importantes do colégio mesmo por trás dos bastidores; incentivá-la ao melhor nos estudos como uma simples competição de matemática ou em sua primeira prova de concurso pro Colégio Pedro II; e ajudá-la a desenvolver seus dons artísticos do Jazz. Orarmos juntas com a sensação de paz; acompanhá-la nas consultas médicas e odontológicas; saber que fez sua transição da fase de criança para mocinha e poder desbravar com ela o mundo da primeira consulta ginecológica; cuidar dos cachinhos de anjinho dela; receber ligações dela sobre qualquer assunto ou pedido porque ela sabe que pode contar comigo para tudo e isso é gratificante (acho que estou indo no caminho certo). Eu saio para trabalhar e ter a certeza que estou indo atrás de uma melhor qualidade de vida para ela; utilizo a tabelinha da super-nani na nossa casa apenas para educá-la ou ansiar presenteá-la, pois ela fez por merecer em seus esforços diários; assim como auxiliá-la em seu primeiro desafio empresarial que foi fazer e vender trufas almejando sua economia financeira foi gratificante. Ou precisar assistir às séries da netflix (A barraca do beijo, Stranger Things e Riverdale) só pra conhecer o mundo que tem chamado atenção dela; e cozinhar com amor o canelonni de frango com queijo e molho especial da Tia Rafa associado a sobremesa de beijinho com uva verde preferida dela. Ah... são tantos momentos nossos que eu ficaria escrevendo horas e horas.
    Como nem tudo são flores, eu também choro com os medos dela, com os confrontos pessoais dela, eu vivo as dores dela, eu engulo sapos e sorrisos forçados e, às vezes, preciso direcionar algumas decisões para o pai e pra mãe por não querer decepcioná-la. Eu suporto egos feridos, para a felicidade de um serzinho que não tem a cor dos meus olhos ou o meu gene em seu DNA. Tenho inseguranças, mas a esperança predomina. Na nossa relação existe muita permissividade e disciplina positiva. E, isso faz com que os pré-julgamentos de algumas pessoas que acreditam que seus filhos nunca precisarão conviver com outra mulher, na condição de esposa de seu pai não interfira em absolutamente em nada na magia contagiante de amor que transmitimos uma a outra. Eu sou constantemente bombardeada com frases, tipo: “Deixa de ser boba, ela não vai te valorizar no futuro.”; “Guarde forças para quando você tiver seu filho.” e “Você não precisa passar por isso, ela não é sua filha”. Mas lhes digo que eu seria criticada se fosse mãe cedo ou tarde; se não fosse mãe – aquela que gera em seu ventre - como ainda não sou, mas tenho sonhos que se encaixam nessa perspectiva. Então, não me importo em ser criticada por ter escolhido ser madrasta.
    Relaxa! Eu faço feliz quem me faz muito feliz! Cada um dá segundo as suas capacidades! O tio do Homem-Aranha disse: - “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.
    GRATIDÃO pelo prazer de ser super poderosa, madrasta!
  • Casa VS Lar

       Costumamos achar que por conta das memórias construídas numa casa, sentiremos saudade dela. Mas se tirarmos todos os móveis, guardarmos tudo, veremos que não é o ambiente, ele é só um mínimo detalhe, o que nos alegrava ali eram as pessoas, a música, a alegria que havia sido concebida por um mínimo motivo, os nossos animais de estimação, as conversas confrontadoras e até vergonhosas.
        Essa é a diferença entre uma casa de tijolos e cimentos e um lar, com amor, felicidade e parceria. Podemos fazer de pessoas nosso lar, de histórias nosso lar e várias outras coisas que decidimos colocar em nosso coração.
       Então,  lembre-se: O ambiente não é o nosso lar, mas sim as coisas boas que decidimos extrair dele!
  • Casamentos em extinção?

    Palavras me encantam. Crônicas, então, parecem me atrair. Talvez porque eu seja um ser estranho, gosto de ler e observar tudo. Aliás, esses dias li em um texto de uma aluninha minha a característica da personagem dela. Ao criar um conto de mistério, a personagem central da narrativa era vista por todos como estranha porque gostava de ler. Ri muito, mas depois fiquei preocupada. Meu Deus! Sou um ser estranho, adoro ler! A que mundo chegamos! Mas, enfim, crônicas me atraem porque posso escrever sobre aquilo que é invisível para muitos e refletir a respeito.
    Esses dias, ao adentrar o elevador, vi uma mulher chorando. Fiquei inquieta, é banal, eu sei, mas como boa vizinha e cidadã perguntei se estava bem e se poderia ajudar. “Pode criar um homem perfeito? Acabo de me separar. Odeio casamentos. Eles estão em extinção! ” Saiu na próxima parada do elevador. Que pessoa estressada! Foi meu primeiro pensamento. Homens perfeitos requerem mulheres perfeitas! Então, meu segundo pensamento foi questionar-me se eu era a mulher perfeita, se meu marido era o homem perfeito.
    Como um filme rodando assim estava minha cabeça a caminho do trabalho. Fiquei me lembrando de alguns dias que chego em casa e encontro os chinelos no corredor de entrada, e não são os meus! A porta do guarda-roupa aberta, na verdade, deveria tê-lo comprado sem porque ela me custou caro e não tem serventia. O pijama está na poltrona do quarto e, o clássico, a tampa da privada levantada. Cenário completo: homem imperfeito: divórcio!
    Casamento é isso? Liguei para ele mais tarde. Precisávamos, sem dúvidas, discutir a relação. Disse-         -me que estava em reunião. Ah, claro! Estou como minha vizinha do elevador. Tudo errado! Certamente nós duas estaríamos, dali a poucos dias, em um bar, lamentando a criação humana masculina.
    Então, ao chegar do serviço, deparo-me com uma mesa linda! O jantar estava pronto. Lá estava ele, o homem imperfeito, apresentando o cardápio que havia me preparado porque sabia que chegaria cansada e com fome. Deixei a discussão da relação para mais tarde, assim como a limpeza da pia que estava um desastre. Naquele momento, queria deleitar-me de tudo que a vida havia me dado e que meus olhos não apreciavam. Se eu me senti culpada por desejar o homem perfeito? Sim. Como posso observar os detalhes da vida para escrever e não reconhecer os mistérios da alma humana?
    Descobri que não são os casamentos que estão em extinção. O que está faltando é olhar para o outro e encontrar a essência dessa relação. A intolerância e arrogância humana estão suplantando relações amorosas. Casas arrumadas e perfeitas não existem nem são funcionais, tampouco homens e mulheres perfeitos. Saibamos aproveitar o melhor que a vida nos oferece. Isso sim está em extinção nas pessoas.
  • Ciclo

    — Temos mesmo que ir? Eu estou com medo, mamãe.
    — Estarei bem do seu lado, além disso, não podemos resistir, filhinho.
    O vento empurrou com força. Não conseguiram mais segurar. Caíram.
    Com a descida cada vez mais rápida, sentiram antes mesmo de acontecer, que se separavam.
    Lá vinha o telhado. Como poderia ser tão aterrorizante? Uma telha era tão grande assim? Seria muito dura?
    Descobriu mais cedo do que imaginava. Bateu na telha, rolou por ela e caiu outra vez.
    Foi aterrissar em algo macio; perfumado; alaranjado. Parecia uma cama.
    Enrolou-se como em um cobertor e dormiu. Esqueceu do medo.
    Acordou com uma sacodida violenta. O medo voltou! Escorregou pelo caule e foi para o chão.
    Um buraquinho na terra com outras conhecidas.
    — Mamãe! Te encontrei!
    — Blin! Você está bem! Eu nem acredito.
    O sol brilhou e Blin sentiu-se estranho.
    — Mamãe, o que está acontecendo? Estou desaparecendo! Me ajuda!
    Viraram vapor juntos e foram subindo para o céu outra vez.
    Blin não queria ir. Tinha medo de altura.
  • Colina - TEOMAKIA Prólogo

    O trato era mútuo: Caio ajudaria Maria a encontrar pistas sobre o passado de seu mestre enquanto ela o ajudaria a fazer o mesmo com relação ao seu. Era tarefa difícil mas, desde que foram nomeados para suas Cátedras, receberam permissão do próprio imperador para agir conforme lhes parecesse melhor. Desde que, é claro, não colocassem em risco a vida de terceiros. Seus mestres eram os dois ex-catedráticos mais misteriosos da geração passada. Quando perguntados, os outros dois se limitaram ao mínimo, dizendo que eles eram poderosos, tinham um entrosamento fora do comum e surpreendiam os inimigos sempre. Até o dia em que os surpreenderam a todos.Aidan, então catedrático do fogo, foi primeiro a nomear alguém completamente fora do padrão para sua sucessão. O paladino Éolo, catedrático do ar, foi primeiro a desertar e matar um companheiro.

    Hoje estavam atrás de pistas sobre Aidan. Sua mãe residia na casa grande atrás da antiga colina, 3 léguas a noroeste, seguindo a estrada do verão desde o portão leste. Após saírem pelos portões, ainda por meia légua havia a periferia da cidade. Apenas a estrada principal era calçada com pés de moleque¹, sendo as demais ruas, finas e tortuosas, de terra batida. Crianças descalças dividiam as poças de lama com porcos, cães, galinhas e patos, brincando e correndo. Foi assim por alguns minutos até que os dois catedráticos, montados em seus jovens garranos, finalmente encontraram a estrada rural, ladeada por chácaras pequenas. Do lado norte-nordeste as propriedades se estendiam até uma alta cadeia de montanhas. Do lado sul-sudoeste, as pastagens e pequenas plantações se perdiam de vista até o horizonte distante. A medida que avançavam, distanciavam-se das montanhas e adentravam mais na planície do grande Rio dos Bois.


    Uma estrada de terra numa região acidentada. Montes com vegetação verdejante ao fundo.

    Seguiram conversando sobre seus antecessores. Ambos estavam órfãos de mestre desde a mesma data. Num fatídico dia, dois anos antes, os dois haviam protagonizado uma luta totalmente improvável. A dupla, até então, era considerada a esperança de vitória na guerra. Sempre encontravam solução para qualquer crise, vencia batalhas impossíveis, realizavam verdadeiros milagres. Mas a fatalidade ocorreu, e até hoje ninguém soube explicar o motivo.


    Maria e Caio tinham um certo entrosamento também. Tinham idades semelhantes, dezessete anos, e gostavam de conversar sobre livros e idéias. Contudo, muito por conta do ocorrido entre seus antecessores, os dois não eram assim tão próximos. Sempre pairou sobre eles o fantasma da insegurança, que os impedia de se aproximarem um do outro sem imaginar que isso poderia acabar como acabou antes.


    Aliás, diferente dos outros dois catedráticos, eles viviam a sombra de seus mestres. Caio era visto com desconfiança por todos, por ter aprendido por anos a arte da guerra com um homem que traiu o Império e passou a servir os deuses pagãos. Maria, de uma forma completamente diferente, também amargava um destino semelhante. Nunca antes uma mulher, cabocla² e plebeia havia sido escolhida como Catedrática. Presente de Aidan, o homem que admirava, e que lançava sobre ela uma sombra gigantesca. Ela tinha que mostrar valor para provar que podia ser sucessora de um Dragão, mas não qualquer Dragão. Era Aidan, o "herói improvável", o sucessor indesejado. Ele tinha uma aura tão mitológica que nem parecia que esteve com Maria durante anos.

    Um calor abrasador, logo após o final de uma chuva pela manhã, dava o tom quente e úmido daquele dia. As pedras escorregadias da estrada logo deram espaço a uma via sem pavimento, com lama e terra batida. Ao longo do caminho, encontraram algumas pessoas, para as quais sempre perguntavam se estavam no caminho certo. Primeiro, um pai com três filhos numa carroça de leite, lhes disse que estavam próximos da antiga colina, que ela ficaria a direita da estrada após a próxima subida. Durante a subida, um homem com uma enxada e chapéu de palha que caminhava e cruzou com eles lhes disse o mesmo. Quando chegaram ao topo encontraram um casal com dois filhos pequenos, uma menina mais velha e um de colo. O homem mostrou a casa atrás da colina, mas não havia colina. Na verdade haviam dois pequenos declives que acabavam num descampado plano e redondo onde deveria haver uma. A mulher confirmou que era isso mesmo. Não souberam dizer o que houve com a colina, mas insistiram que ela existiu.

    Ao entrarem pela estrada de cascalho, após atravessarem uma porteira e mais um mata-burro a frente, chegaram a porta da casa. Era um edifício relativamente novo, em arquitetura colonial clássica, com dois andares, portas grandes de madeira vermelha e duas janelas da mesma cor de cada lado. Encima, uma varanda de fora a fora. Tinha um curral pequeno próximo e parecia ter uma horta nos fundos. Aparentemente não haviam escravos. Era um tanto modesto, levando em consideração que já foi a casa de um dos generais do império.

    Bateram na porta. Caio e Maria estavam vestidos mais informalmente, para não passar estranheza. Logo, dona Maria José, ultima integrante da família Silva, abriu a porta. Era uma mulher triste, muito abatida, de baixa estatura. A maioria dos cabelos já brancos e presos, óculos simples sobre seus olhos de um profundo negro, tão tristes como uma mãe que acabou de perder seu único filho poderia ter. Ver ela assim partiu o coração de Maria, que ficou profundamente abalada. Caio ficou mudo, todo sem jeito. Talvez fosse melhor assim, já que ele era irreverente demais. A voz dela, fraquinha, deu até um nó na garganta da menina.

    - Boa tarde meus filhos, vamos entrar, tomar um cafezinho?! - aparentemente dona Maria reconheceu os dois. Isso encurtava a parte das apresentações, o que era bom, ainda mais naquelas circunstâncias. Abraçou os dois com toda a força que nem aparentava mais ter. - Estou tão feliz de ver vocês bem. Seu olhar me lembra do meu filho. Os olhos vermelhos lhe caem bem também. - Boa tarde dona Maria. Obrigada. - respondeu a jovem. - A senhora está bem?

    Após um cumprimento tímido de Caio, a conversa prosseguiu. Foi melhor ele ser mais discreto mesmo. Se o olhar da catedrática lembrava o de seu mestre, o olhar do companheiro certamente a lembraria do que o matou. Não tinham pensado nisso antes, agora esperavam que isso não piorasse as coisas. Vendo que não seria um problema, Maria perguntou a dona Maria José se poderiam entrar num assunto mais delicado. Ela já imaginava o que era, consentiu com a cabeça. - Eu queria saber mais sobre seu filho. Como ele era? como a senhora o via? - Ele era meu filhinho. Foi uma criança ativa, mas educada e bem comportada. Seu pai faleceu na guerra quando ele tinha 6 anos, e acabou deixando para ele tanto o título de Barão quanto a cátedra, já que acabou sobrando como único homem chefe da família Silva vivo. Por conta disso, foi atrás de aprender com um tutor na Marca Oriental. Eu tive que aceitar, era o ultimo pedido do pai dele. Por isso, por quase 10 anos em que ele foi criado como irmão daquele homem, eu tive pouco contato com meu menino. E mesmo depois que voltou, ele sempre se referia a aquele bandido como irmão dele.

    - Senhora, me desculpe por perguntar sobre isso, mas eu preciso saber mais sobre meu mestre. Sei que dói muito perder alguém importante. Afinal, ele também era importante para mim. Mas sei que para a senhora foi uma perda muito pior.

    - Menina, a gente cria o filho é pro mundo. Eu sabia que um dia ia ter que deixar ele ir, mesmo que eu nunca tenha querido isso. Mas perder um filho pra vida é normal. Perder pra morte? A dor é grande demais! Não é justo que uma mãe enterre um filho. Ele tinha que viver muito depois que eu me fosse. Eu devia ter poder de protegê-lo a minha vida toda.

    Era algo muito pesado de ouvir, quanto mais deveria ser, de sentir. Maria entendia a dor de perder alguém, que era amado com tanta força por ela, mas não podia imaginar o que era para uma mãe perder um filho. Entretanto o que mais impressionava era a forma como a mãe via o filho. Maria já tinha ouvido todo tipo de história sobre seu mestre, mas nunca que ele tivesse sido dócil, tímido, frágil ou comportado. Educado era, mas quando tratava com desconhecidos e quando era necessário. Quando estava sério confrontava aqueles de quem discordava com energia. Quando não, fazia chacota com tudo e com todos, passava raiva nos adversários, humilhava opositores, fazia piadas de duplo sentido. Nunca viu ele realmente nervoso, mas ouviu falar que era uma cena atemorizante. Já ouviu histórias de que asters ou até mesmo deuses foram orientados a abandonar o campo de batalha se ele estivesse presente. Gostava de lutar, sorria sempre que estava em combate e preferia estar em desvantagem. Mas agora estava ouvindo sobre a outra face desse mito. E, por incrível que pareça, conseguia imaginar. Com ela ele já havia sido gentil, humilde, tímido e até mesmo tinha demonstrado insegurança. Cruzar esses fatos fazia dele uma pessoa de verdade. E dava uma saudade dele grande por demais.

    Para os colegas de cátedra, ele era um palhaço, mas quase sempre a certeza de uma vitória, já que era o mais poderoso deles. Para os novos catedráticos, ele fazia medo, parecia ser imprevisível e um tanto desequilibrado psicologicamente. Para os inimigos, o apelido que o deram, Flagelo dos Santos, diz muito. Eles o consideravam a arma suprema da Igreja dos Santos para eliminar os deuses, dando a entender que o próprio rei dos deuses deveria ter cuidado com ele. Mas, para essa mãe, ele era simplesmente seu menino.

    Por fim, antes de ir embora, Maria perguntou sobre a suposta colina que haveria em frente a casa. Era uma história comprida, mas resumindo, os deuses haviam descoberto sobre a família de Aidan, 12 anos atrás. Naquela época os Asters faziam incursões profundas dentro do Império, e pela vastidão do território, eles conseguiam chegar perto da capital sem muita dificuldade, antes de serem interceptados por cavaleiros de elite. Ocorreu, então, que um grupo de dezenas de Asters cercou aquela casa. Pela época e pela quantidade, certamente era o Destacamento Dourado do Carneiro. Quando eles começaram a atear fogo entorno da propriedade, de alguma maneira que ela não soube explicar, Aidan caiu do céu, controlou as chamas, as fez atear-se nos inimigos e se colocou a frente da casa. Dona Maria José, mesmo muito preocupada, conseguiu apenas olhar para o que estava acontecendo.

    Aquele que parecia ser o capitão do destacamento, provavelmente Hamal, Aster Capital Major, que estava sobre a colina que havia ali, começou a descer em disparada. Quando ele estava a meio caminho, Aidan encheu o peito e cuspiu uma rajada de fogo. Após um forte estrondo, muita fumaça e poeira, sobraram inimigos mortos nas duas laterais e atrás da casa. Porém, onde estava o grosso do destacamento e seu capitão, nem a colina sobrou. O incêndio do outro lado da estrada só foi ser controlado no dia seguinte, com a ajuda do exército imperial. Desde esse dia nenhuma incursão foi vista dentro do império novamente sem ao menos um deus no meio e a guerra passou a ser majoritariamente do outro lado da fronteira. Tempos depois, passou a ser conhecido como Flagelo dos Santos. Apenas uma coisa não mudou: a mãe continuou a ver seu filho como um menino frágil e dócil. Somente ela, no entanto.


    ¹ pés de moleque: um tipo de calçamento de estradas e ruas caracterizado por pedras irregulares encaixadas, que com o tempo tendiam a ficar pretas e lisas. Foi um método bastante utilizado durante o Brasil Império.

    ² caboclo: mestiço de indígena com branco europeu.

  • CONVERSAR COM DEUS

    Tem dias que da vontade de largar tudo e todos, e chorar até não aguentar mais certo? Quantas vezes você olhou para o céu e pediu a Deus, que te desse forças, ou respostas por algo que talvez não estava se saindo bem em um determinado momento?
       Deus é maravilhoso em tudo o que ele faz, e sempre que você precisar de um tempo para expressar algum sentimento, agradecer por algo ou fazer um pedido de proteção a alguém que está passando por um momento difícil na vida, Ele vai atender as tuas preces com muito carinho, e a partir daí que quando você põe tudo o que sente para fora, seu corpo se sente mais leve e sua mente fica mais calma. Fique em silêncio, ajoelhe-se, clame a Deus, não tenha medo do que virá e sempre seja uma pessoa humilde em todos os teus atos na sociedade.
         Ele conhece-nos muito bem em cada gesto, jamais irá te julgar, te ofender, ou excluir por ser de um jeito e não de outro, pois Ele te ama e só quer o teu bem. Orar é a chave que abre  milhares e milhares de portas na sua vida, basta você seguir os caminhos corretos e ser um ser humano honesto. A partir do momento em que tudo começar a dar certo, e tudo sair como você sempre planejou, vai ver que não foi questão de sorte, é Deus, é o tempo de Deus! 
               -JESUS CRISTO TE AMA ❤
  • Copacabana - Cap. 1

    Luiza Mello, 39 anos. Luiza é uma jornalista de pretigio e é dona de um grande jornal brasileiro: Diário Metropolitano. Ela é solteira e cuida da mãe, Marilia. Marilia tem diabetes e prescisa de cuidados. Também moram na casa, Laura, sua irmã. Luiza banca Laura em tudo: calçados, roupas, joias etc... Laura é desocupada e só fica vendo revista de fofoca, tv e cuidando dos seus animais domésticos: um Gato amarelo e um Coelho. Essas são as únicas coisas que ela sabe fazer. Laura já tentou ser modelo, atriz, mais nunca deu certo. Ela prejudica a irmã em tudo. Laura já vendeu joias de Luiza para comprar roupas e já vendeu fotos intimas de Luiza para paparazzis. Luiza nunca soube disso.
    Gustavo Ryan, um cantor que agora se dedica a outros empreendimentos, tinha laços empresariais com a empresa de Luiza. Mas um dia, em um acordo que daria a divisão de lucros entre publicidade e o jornal fracassou. Nisso Gustavo cancelou os laços da sua empresa, Costa e Silva com o jornal.
    Luiza: ''Não... Divisão? Não, claro que não!''
    Gustavo: ''Luiza... é uma simples divisão, metade metade!''
    Luiza: ''Mas é muito dinheiro... Se fosse mais pra mim...'' -  Gustavo a interrompe
    Gustavo: ''Peraí... Você quer mais?... Cacete, isso é pouco? Meio a meio!''
    Luiza: ''Não... esse eu não aceito!''
    Gustavo: ''Ta bom... Sem acordo, sem vinculo empresarial...''
    Luiza: ''Mas Gustavo... Eu presciso dos teus serviços!...''
    Gustavo: ''Decide!''
    Luiza: ''Ta bom!... Encerramento do vinculo empresarial da Costa e Silva e da Diário Metropolitano'' - Luiza avisa o seu assistente Marcos - ''Marcos, faz a papelada... pra ontem.... Rápido por favor!!

    Andaraí, Rio de Janeiro. Vive José e Paola, pai e filha. Paola que quer sair do buraco com ela mesmo diz, José um paraplégico que sobrevive vendendo jornais na sua banca improvisada. Paola quer sair da probreza:
    Paola: ''José... Eu vou tirar a gente dessa miséria, eu juro...''
    José: ''Minha filha... Todo o dia a gente toma café, almoça e janta sem prescisar de ninguém.''
    Paola: ''Pai... A mamãe morreu por causa que a gente não tinha dinheiro pra pagar um hospital.''

    Leblon, Rio de Janeiro. Vive César, João e Marina, filho e seus pais respectivamente. João de 42 anos é representante comercial de uma fábrica de móveis e Marina o ajuda com uma especie de ''secretária''. Ela é vaidosa demais e só compra vestidos carissímos. César pede a Marina se ela autoriza ele ir a uma festa. César tem 16 anos. Ao chegar na festa que era do seu amigo, Italo, ele encontra bebidas alcoólicas, pois alguns convidados eram maiores de 18. Nisso ele encontra uma garota, também de 16 anos, Montserrat. Eles ficam conversando até que rola um clima com eles:
    César: ''Sei lá... Eu tive pensando se você quer ir a um lugar mais afastado daqui...''
    Montserrat: ''Claro... Bora ir pro quarto do Italo... Fala com ele se a gente pode ir pra lá...''
    César fala com Italo e o mesmo libera o quarto pros dois...
    Italo: ''Tá vai... Olha a camisinha hein... (risos)''
    César fica sem graça, mais ele vai com Montserrat para o quarto.
    Montserrat puxa assunto sobre namoro, e César se interresa ainda mais por ela. Ambos se conhecem melhor e eles se beijam e a noite esquenta...

    Como já era de noite, Luiza vai ver sua mãe. Ela está passando mal e a leva para o hospital São Jorge, também em Copacabana. Ela descobre que sua mãe está com um tumor no cerebro e ela deve fazer uma cirurgia. Luiza faz o orçamento e paga os tratamentos e etc... A cirurgia está marcada para o dia seguinte.

    Paola, antes de dormir, olha a internet e pesquisa sobre ''Simpátias para ficar rica'' e encontra diversos. Uma das simpáticas, diz que é para pegar uma nota de 5 reais e joga-la na água com sal. Paola faz e depois percebe que os cinco reais do seu pai era para comprar café no dia seguinte, pois a banca estava fechada pois tinha quebrado um suporte dos jornais. José prescisava para comprar o pão do dia seguinte e comprar parafusos, pois não deu tempo de comprar no dia que está indo embora.

    César e Montserrat estão deitados na cama:
    Montserrat: ''Gostou?''
    César: ''Claro!... Quero que a gente se encontre mais vezes...''
    Montserrat: ''Amanhã vai eu, a minha irmã e o namorado dela no shopping... Quer ir?''
    César: ''Tá... Tá bom...''
    Horas depois, César chega a sua casa e sua mãe está no sofá vendo filme com seu pai.
    Marina: ''Como foi filho?''
    César: ''Ah.. foi bom... foi legal!... Posso ir amanhã com uma amiga nova?''
    Marina: ''Amiga... Sei... Tá bom... Pode ir...''

    No dia seguinte. Laura vai até o quarto de Luiza, mais não vê ela. Ela andando pelo quarto encontra uma foto de Luiza com seu ex. Laura pega a foto e leva té seu quarto e tira cópia. Ela liga para um paparazzi que ela é amiga, Fernando. Fernando marca com Laura numa sorveteria para a troca da foto por dinheiro.

    José acorda e vai tomar banho. Depois ele olha na carteira e não encontra nada. Ele vai até o quarto de Paola e a indaga sobre o dinheiro. Paola nega ter pegado e gastado em algo mais. Ele fala para ela que eles vão ficar sem café da manhã por que o dinheiro sumiu. José vai para a sala e Paola vai até ele:
    Paola: ''Pai... Vai ficar com raiva?''
    José: ''Paola...'' - Paola o interrompe.
    Paola: ''Fui eu... Eu vi uma simpátia e...'' - José a interrompe.
    José: ''O que?... Não... e agora?..'' - José fica pensativo após isso.
    Paola tem a ideia de ir com Vanderlei, um amigo deles que faz concerto de sapatos, para emprestar 10 reais. Ela vai até lá e empresta. Nisso ela vai até a padaria, compra pão e volta para sua casa. Ela dá o troco para José que vai até uma loja de ferramentas comprar os parafusos. Ela olha uma matéria sobre Luiza. E fica om a vontade de ter dinheiro como ela.

    Continua...
  • Coração apertado

    Esqueci de dizer que o amava... Saiu para fazer as entregas e não sei ao certo se sabe o quanto é importante para nós, principalmente para mim. Foram tantas discussões antes de ficarmos isolados que não lembro de ter dito. Fico lembrando as coisas bonitas que fizemos e planejamos. Aqui, serão apenas as mais belas recordações. De ruim, já basta o que estamos vivenciando. 
    Mas, realmente, não recordo se disse o quanto ficava bonito quando estava bravo ao reclamar dos clientes ricos, mal-educados, cheios de privilégios; que, ao acordar, o cabelo dele é lindo. Ultimamente, foram só discussões, poucos foram os dias que sentamos e rimos um para o outro. 
    Estamos com as contas apertadas e mal temos comida. As crianças não estão indo à escola e, com isso, ficou muito difícil continuar trabalhando. Meu menino mais novo perguntou porque estou chorando. São muitas preocupações com a possibilidade de não dar conta de tudo isso. Será que falei o quanto o amava? Saiu cedo, hoje, pela manhã, foi entregar as encomendas. Sempre me dava um beijo e desejava um bom dia. Até agora, não ligou, nem enviou mensagem. Esqueci de dizer que o amava... 
    Quero que saiba: os seus beijos são doces, os abraços são quentes e reconfortantes. Sem ele não serei a mesma. Estávamos bem antes de chegar esse vírus e matar milhares de pessoas pelo mundo. A empresa onde trabalhava, há seis anos, teve que reduzir o número de funcionários e justo ele mandaram embora, o primeiro da lista. Sempre se dedicou à empresa, nunca faltou ou colocou atestado. Estamos nos virando para sobreviver. As quentinhas têm salvado os nossos dias. 
    Lembro quando o conheci. Estávamos numa festa, era o homem mais lindo, me encantei assim que o vi. Sorrimos e trocamos olhares e, sem pestanejar, tirou-me para dançar. No tocar das mãos, senti algo diferente, meu coração queria saltar pela boca. Seu perfume me fez lembrar de coisas boas. Sua voz no meu ouvido, falando o quanto estava bonita. Propôs sairmos daquele lugar e continuar a noite na sua casa. Até hoje, não houve arrependimento, aquela noite foi a melhor que tivemos. Depois de tantas outras noites ruins, com pessoas vazias e sem conexão, essa teria sido a que mais nos conectamos. Uma entrega de corpo e alma. 
    Era difícil de acreditar no que estava acontecendo naquele momento. Para uma mulher negra, conhecer um homem que a tratasse como uma princesa... isso não existia. Nasceu um amor verdadeiro, e os nossos dias nunca mais foram os mesmos. Nós nos casamos e tivemos três filhos lindos. Nós nos esforçamos para eles terem o melhor e nunca lhes faltar nada. Até agora. 
    O mais velho tem dezesseis anos, formou-se e vai tentar o vestibular e o Enem, quer prestar para Direito. Com a suspensão das aulas presenciais, tem ido estudar com o seu colega que mora na Zona Sul. Eu fico com o coração apertado, mas aqui na vila é muito difícil estudar. Os vizinhos ligam o som alto a qualquer hora; outros brigam, batem nas suas companheiras, nas crianças; sem contar os cachorros, que latem o tempo todo. 
    Não é fácil, para um jovem negro, da periferia, querer alcançar um lugar na universidade, tem de ralar e muito. Atravessar a cidade para estudar, nem quero pensar no que pode 
    acontecer. Mas ele está tomando as medidas necessárias para ir e voltar bem. Os pais do colega dele foram muito queridos, e ele tem ficado durante a semana e retornado nos finais de semanas para casa. Assim, fico mais tranquila. Ainda existem pessoas boas neste mundo. Só não estão no poder. 
    Meu auxílio ainda está em análise. Dois meses já se passaram e nada de eu receber essa ajuda do governo. O telefone tocou, mas não era ele. Passa das 12 horas, sinto que algo estranho aconteceu. E até agora não lembro se disse o quanto o amava. Quero ter mais uma chance e poder dizer que tudo isso vai passar e vamos voltar às nossas vidas de antes. Sinto um aperto no peito. Já liguei várias vezes e ele não retornou. 
    O nosso povo está morrendo, todos os dias recebemos uma notícia de que crianças, jovens negros estão sendo mortos, assassinados, e ninguém está fazendo nada. Ficar em casa e não ter notícias de nossa gente é horrível. Ficamos apreensivas, e é uma luta diária. Devemos lutar por dias melhores. Nenhum ser humano deveria viver assim, sem saber se irá voltar vivo para a sua família. 
    Ligo a TV. No jornal está passando que, na Zona Leste, teve uma perseguição com policiais e bandidos numa moto. Não quero pensar o pior, eu só peço ao Orixá proteção e que guie meu marido com segurança de volta ao seu lar, para junto de sua família. Quero poder dizer que o amo muito e agradecer por tudo o que tem feito por nós. 
    São 18 horas. E continuo sem receber notícias do Carlos, ligo desesperada para a minha cunhada e, logo que ela atende a ligação, Carlos entra em casa, aos prantos, dizendo que teve de socorrer o filho da vizinha, que foi confundido com um bandido. Sem deixa-lo concluir ou tirar a roupa, corro para seus braços, também aos prantos, com um choro de desespero e alívio, dizendo que o ama muito e queria que voltasse para casa vivo. 
  • Costurando as lembranças de uma vida

    O ser humano é excepcional em muitas coisas. A construção de uma vida cria eventos e armazena memórias em um indivíduo. A memória é algo fluído, pois nasce do jogo do lembrar-esquecer. Lembramos o que fica marcado em nossa memória. Fixar depende muitas vezes de uma grande dose de amor e afeto, ou outra coisa ainda maior. Mas em relação a memória é certo, quando entrelaçada a outros, se torna mais forte.
                A autora e poetisa Margarida Maria de Souza, através desse livro de memórias autobiográficas, nos revela o quanto as memórias podem ser poderosas, dramáticas, e por vezes sublimes! No seu livro Memórias Entrelaçadas, ele retoma não apenas os seus passos, mas o de toa sua família. É com nostalgia e reverência que ela começa a narrativa nos longínquos anos de 1939, com o seu pai Teodoro e a sua mãe Raquel.
                Filho de sertanejos originais de Uauá e Tucano, respectivamente, como bem gosta de frisar, a escritora vai construindo com fontes e relatos e reconstruindo com a afetividade aquela vida sofrida, mas prazerosa de tempos idos. O pai, homem honesto e respeitável, fará de tudo o possível para suster sua numerosa família. A mãe, batalhadora e de sonhos generosos para com os seus filhos, lhe será o braço direito nessa empreitada.
                Margarida faz das suas memórias interconectadas com a de seus familiares ou parentes um túnel do tempo, e cada época e lugar ocupa um lugar diferente a ser visitado, revisitado e admirado por quem lê. É graças ela que sabemos da proximidade da presidência Varguista com os funcionários públicos, da demora nos pagamentos dos salários, da difícil tarefa de erradicar a peste bubônica no interior da Bahia.
                Muitas das histórias contidas no livro trazem tons de uma alegria juvenil, outras, de uma obscura lembrança maculada pelo racismo, da misoginia e preconceito quanto a sua origem humilde. Tudo que essa mulher conquistou em sua vida foi através de lutas diárias e sobre-humanas, onde as esperanças em dias melhores eram alimentadas com orações a Deus e promessas aos santos de sua devoção.
                Como não se alegrar quando suas filhas e filhos se formam no Ensino Superior, casam ou lhes dão netos? Como não se irritar quando sofre no casamento por causa de seu marido, lhes fecham portas que deveriam estar sempre abertas ou ao acordar e lhe acontecer um acidente quando sai as ruas? O livro nos conquista a cada virada de página. É num verso que se constrói um poema de uma vida, e é com as más lembranças que forjamos a vitórias de anos de luta.
                O livro é mais que um registro memorial de uma mulher, mais que o patrimônio de uma família numerosa, é um testemunho vivo de que dias ruins não nos privam de sonhos maravilhosos. Margarida é um exemplo de ser humano e de artista. Suas conquistas lhes serão eternas, e só com muita ingratidão dos que a conheceram há de ser esquecida, e quem incorrerá nesse pecado?
                O livro é indicado para todas as idades. Nele veremos como uma mulher não apenas edifica a sua casa com sucesso, mas também parte de uma sociedade, pois sendo a família eixo da sociedade, educar filhos e manter o seu equilíbrio e estabilidade é uma função social. Determinação que Margarida cumpriu muito bem com todos os anos de estudo e trabalho duro.
                É com muita generosidade e honestidade que ela divide suas memórias entrelaçadas, pois são tão suas quanto as de sua família. O livro é publicado pela Scortecci Editora e tem mais de 434 páginas, orelha de Osmar Pereira de Souza e prefácio de Walter Pereira de Souza. O tomo tem um extenso catálogo de fotos, que são um charme à parte. São muito bonitas, e mostra bem as transformações que a escritora e sua prole sofreram ao longo dos anos.
                Apesar da ótima capa formada com colagens de fotografias da família de Margarida, o nome da autora não consta na capa! Na contracapa do livro, tem outro erro grave, a autora faz parte da Casa do Poeta de Alagoinhas (CASPAL) e não da Casa de Cultura de Alagoinhas, instituição essa que não sei se existe. Embora seja a 2ª edição do livro, a revisão foi muito falha em pontuações, apostos e nomes em caixa alta para destaques, não achei necessários, todos os personagens aqui são destacáveis naturalmente.
    O livro custa R$ 50,00, tem 400 páginas e orelhas.
    Você pode adquirir o livro entrando com contato com a autora:
  • Cyber Athena I

    Em um futuro totalmente distópico, uma expedição à lua trouxe consigo uma vírus tecnorgânico, esse vírus ficou conhecida como cybe. O governo dos Estados Unidos começou a estudar o vírus e fazer testes em humanos.

    Quando o vírus entrava em contato com o corpo humano, ele se fundia com as células, dando uma propriedade bastante interessante. As células danificadas do corpo, eram regeneradas fazendo nascer novos membros altamente tecnológico, o governo americano viu aí uma grande oportunidade, criando assim um nova leva de super-soldados. Então eles deram início ao projeto Cybers.

    Os Cybers de primeira geração, eram pessoas sem braços, paraplégico, sem pernas, pessoas que tiveram morte cerebral... Isso porque o vírus entra em contato  com todo o sistema nervoso do seu hospedeiro, trabalhando em conjunto com o cérebro, os membros regenerados altamente tecnológico, se transforma em qualquer coisa que o hospedeiro pensasse, em armas, escudos espadas, qualquer coisa.

    Os Cybers de segunda geração, já tinha o vírus mais evoluído, a onde a reação do vírus era mais rápida do que o próprio sistema nervoso do seu hospedeiro. Antes mesmos de pensar o vírus ja se adaptava no que era preciso. Durante o período de pesquisa da terceira geração de Cybers, uma guerra estourou, entre os Estados Unidos é a Coreia do norte. Os Estados Unidos tinha a oportunidade de usar pela primeira vez seus Cybers.

    Durante a guerra, a terceira geração de Cybers foi desenvolvida, mas desta vez o vírus não afetava só o sistema nervoso mas todo o cérebro. Agora os Cybers tenham força, velocidade, um fator de cura ligeiramente rápida. O hospedeiro mal sentia dor ,porque as células se regeneram rápido de mais. Toda essa tecnologia e poder dos Cybers  deu aos Estudantes Unidos a vitória. Mas, metade do globo foi destruído, devastado com essa guerra.

    De um lado tinha os Cybers criados para serem armas de guerra e do outro bombas não núcleo com um poder imenso de destruição, o mundo que conhecíamosnao não era mais o mesmo. Depois da guerra os pais que sobraram foi, Inglaterra, Japão e Estados Unidos; após vários anos esses países se juntaram e criaram os 3 clãs. O clã ZEUS ( Estados Unidos), o clã HADES (Japão) e o clã POSEIDON (Inglaterra). Dois desses clãs fizeram  um acordo, o acordo de anti-cybers.

    Esse acordo foi feito para caçar todos os Cybers criados na era da guerra, todos os Cybers de primeira, segunda e terceira geração seriam caçados. Então surgiu a união, que tinha como líder um Cyber de primeira geração chamado Hermes.

    ( Continua... )
  • De mãos dadas

    Pequenas coisas, ditas ou feitas
    Percebidas, perfeitas.
    Pequenas coisas, como mãos dadas
    Vidas entrelaçadas, idéias pensadas,
    Sorrisos, saudade sendo saciada.
    Se você pode beijar, beije.
    Se você podê abraçar, abrace.
    Antes que as paginas virem
    Antes que sua vida passe.
    Corra atrás do seu sol, mesmo que não alcance.
    Se o dia for de chuva, então dance!
    Um Beijo, um abraço, mãos dadas, a noite é uma criança.
    E tudo vai dar certo, no bater das alianças.

    Dedico a você, realmente forte.
  • DECISÃO FINAL

    Oito horas da manhã de uma sexta-feira de primavera, 29 de setembro de 2019, em um bairro de classe média da cidade de Campo Limpo Paulista, SP. Teria sido um dia como qualquer outro, mas não foi. O sol estava morno e havia muitas nuvens no céu. Diante da casa do professor de Língua Portuguesa e Literatura, Lucas Fortunato de Paiva, um aglomerado enorme de pessoas se juntava. Veículos passavam na rua e os motoristas paravam para perguntar o que estava acontecendo. Uma ambulância do SAMU estava estacionada na porta da casa. Ouvia-se o ruído característico de pessoas falando e se lamentando. Mas afinal o que estava acontecendo? É que o professor, homem bom, de setenta e poucos anos, simplesmente jazia morto em sua cama, onde, um dia antes, pouco mais das 23 horas, havia se recolhido juntamente com sua esposa, uma senhora de pouco menos de 70 anos. No criado, à esquerda da cama, foi encontrada uma pequena porção de chumbinho granulado e meio copo de suco de uva.

    Os socorristas do SAMU, tendo sido convocados, e examinado o homem, concluíram que se tratava de um cadáver. Provavelmente fora envenenado pelo chumbinho, adquirido pelo falecido, de forma clandestina, em algum lugar da cidade. A esposa, Lindaura Francisca de Paiva, estava transtornada. Vizinhos tentavam acalmá-la a todo custo. Os três filhos não moravam com os pais. Ainda não haviam chegado, apesar de já terem sido comunicados.
    O médico do SAMU, após fazer algumas anotações em um impresso anexado a uma prancheta, informou que o corpo do professor deveria ser encaminhado ao Instituto Médico Legal a fim de que fosse feita a necropsia, identificando, assim, a causa-mortis. Apesar de que estava claro que se tratava de um suicídio.
    As providências cabíveis foram tomadas tão logo chegaram à casa, transtornados, dois filhos do casal. O filho do meio, Vladimir , não compareceu ao local. Não se sabe se ele não quis aparecer ou por algum outro motivo, não fora possível. Sabia-se que ele andava por caminhos tortuosos e tinha brigado ferrenhamente com o pai.
    Num clima de muita consternação e muito choro, o rito normal foi seguido e, no outro dia, às 10 horas da manhã, o corpo do professor foi sepultado em um jazigo da família, na mesma cidade.

    Passados alguns dias, a viúva, muito consternada, após ter guardado com muito cuidado uma folha de papel, encontrada debaixo do travesseiro do marido, sentando-se à cabeceira da mesa de jantar, disse aos dois filhos, César e Rômulo, que estava de posse de uma carta escrita e assinada pelo marido, datada um dia antes do acontecimento tão sinistro. O filho do meio não compareceu em nenhum momento, mesmo no dia do sepultamento do pai. Na folha de papel de cor rosa, havia a seguinte mensagem:
    “Querida esposa, queridos filhos, netos, sobrinhos e amigos!
    Nunca imaginei que fosse ter coragem de cometer este ato tão insano. Tirar minha própria vida. Já faz algum tempo que
    minha cabeça não conseguia mais raciocinar de forma adequada. Perdi totalmente a lucidez. Considero-me um homem que colecionou derrotas. A vontade de viver e a coragem para enfrentar os problemas tão graves não prevaleceram. Resultado de tantas decisões equivocadas, desde a minha juventude, culminaram com tantas desgraças em minha vida que, certamente, atingiram cada um dessa família que poderia ser feliz. As derrotas, as quais fiz referência e provocaram um descontrole em minha vida se devem a: Insegurança, indecisão, omissão, medo, falta de coragem para solucionar problemas urgentes e graves, submissão, excesso de humildade etc. etc.
    Peço perdão, principalmente aos membros de minha família, por ter sido tão fraco e ter deixado acontecer tantos dissabores. Não se perturbem. Levem a vida com paz e tranquilidade. Não quero que essa decisão prejudique a rotina de vida de vocês. Acredito que Deus, com Sua infinita misericórdia, possa me receber com carinho e perdoar-me pelo que fiz.
    Não posso deixar de registrar que, apesar dos fracassos sofridos, ainda permanece um legado positivo. Tentei e consegui construir pontes importantes. Tenho o respeito de muitas pessoas, a beleza e a inteligência de meus filhos e netos, e o amor que foi a tônica de meu comportamento. Amei com abundância todos os membros de minha família. Nunca trabalhei para prejudicar ninguém. Acho que precisava de dizer "não" mais vezes. Uma coisa não posso deixar de dizer: se errei, não foi proposital. Minha intenção era acertar.
    Um abraço carinhoso de quem vai embora, porém, onde estiver estará cuidando de vocês. Perdoem-me, mais uma vez, por tudo que os fiz sofrer.
    Assinado: Lucas Fortunato de Paiva. Aos 28 de setembro de 2019."

    Lida a carta, todos se emocionaram e um choro coletivo tomou conta do local. A viúva, pessoa muito católica, pediu que todos dessem as mãos e pronunciassem a oração do PAI NOSSO.

    As providências seguintes, a partir do falecimento do patriarca, deveriam ser tomadas pela família. Infelizmente tiveram que sofrer e viver o luto.
    OBSERVAÇÃO - Este é um texto de ficção. Não se trata de um fato real. Qualquer semelhança é pura coincidência.
     
  • Deixe o Karl Cair - 10

    I. Amar denovo
    Não lembro a data e hora da primeira vez em que vi o Kaio, mas lembro perfeitamente o cheiro do seu perfume.
     Kaio era um completo estranho para mim: não havia estudado comigo nem frequentado os mesmos lugares. Tudo indicava que nossos círculos de amizade também não se cruzavam.
     Você pode se perguntar o por quê de eu ter me aproximado 
    repentinamente de um desconhecido, certo? Ele tinha duas coisas muito 
    peculiares: uma coragem insana e um passado misterioso (para mim que não conhecia).
     Praticidade fez parte dos nossos encontros... inclusive, marcamos esse primeiro contato na tarde anterior. Não tínhamos conversado mais do que um 
    "Oi, tudo bem?" , "Quem é você?" , "Legal e tu?" . 
     Foi tudo muito rápido então lá estava eu sentada no banco de uma praça muito ampla e arborizada, com o vapor do sol dos meio dia lutando para tirar   
    A primeira coisa que eu achei bem estranha foi que ele se atrasou mais do que eu. Quando ele chegou eu entendi o por quê: estava bem mais arrumado (desnecessariamente) que a personagem que vos narra.
     Vou descrever para vocês, tô tentando não rir disso, mesmo mesmo... 
     Assim que o vi, parecia gótico, vestindo preto dos pés a cabeça. A única coisa com cor ali era o cabelo dele no sol, que por sinal estava grande, do tamanho do meu para mais. Depois de uma breve conversa, entendi o "style".
     Perguntei-o várias coisas, que de fato eram respondidas rapidamente - 
    tramontina, corte rápido - Ele era sincero, muito sincero. Não demorou muito até que estivéssemos longe dali em um canto mais tranquilo e vazio.
     Eu conhecia aquele bairro e sua vizinhança como a palma da minha mão, por mais que eu tentasse me perder, alguém ia me achar. Foi dito e feito, sentamos em frente a um apartamento em que havia uma curiosa senhora nos observando do terceiro andar. 
     Ela ficava de minuto em minuto entrando e saindo para a sacada, parecia desesperada como se tivesse visto um fantasma.
     Avisei o Kaio que era melhor a gente parar de conversar para ver o que ela iria fazer. Ele quis saber o motivo, então eu disse: fica calado e senta direito que eu acho que ela vai descer para o térreo.
     A senhorinha depois de alguns minutos desceu para o térreo e começou a checar ansiosamente uma pequena bolsinha que carregava na mão direita. 
     Vendo ela assim mais de perto, percebi que era muito parecida com o meu professor de química: se ele fosse uns 20 anos mais velho e uns 15 centímetros mais baixo. 
     O que realmente me fez perceber quem ela era, foi o cabelo cor de fogo que tinha. Não sou muito de reparar em cores, mas que, na iluminação certa, posso ver outras.
     Kaio diferentemente de mim não perde tempo, perguntou se ela era professora. 
    A velhinha riu e disse que tinha sido professora, mas que havia se aposentado há muito tempo (provavelmente antes de eu nascer e com certeza do Kaio também). 
     Quando a senhora perguntou o por quê, respondi que suas feições me lembravam alguém, mas não era nada demais, me despedi dela antes que o Kaio ousasse fazer mais perguntas: a mulher já estava visivelmente incomodada

    II. Vinicius o retorno

    Já fazia três anos que eu não conversava direito com o Vinicius. Eu tinha inventado a maldita ideia de sempre parabenizá-lo em seus aniversários.
    Queria dar parabéns para ele por ter aguentado mais um ano, mas também queria dar um soco na cara dele e chamá-lo de idiota.
     Não sou boa com datas, de verdade. Datas e nomes somem da minha mente numa rapidez impressionante. Já a minha memória fotográfica é ótima, até porque lembrar de nomes parecidos tipo: Mariana, Maria, Mariano, Mariane, Marrie... é difícil. 
     E tem mais: Mateus, Matheus, Marcelo, Miguel, Michel, Manoel (ou Manuel ou Emanuel)...
     O que sobra de criatividade nos pais na hora de escolher o nome do filho, falta na minha capacidade de lembrar tantos nomes parecidos.
    Triângulos amorosos são o tema mais clichê que existe em histórias de romance - colegial - ficção e seus relacionados.
     Agora cá estamos, a personagem principal e dois garotos completamente diferentes (inclusive de idades diferentes, o Vini tinha 20 e o Kaio 17) e a decisão final recaiu sobre quem? ---
     Obrigada vida, por suas consequências e cobranças.
    ** Oh mama oh la oh la, 
    Don't know what this is
    Oh mama oh la oh la,
    What do I do know? **
     Fui encontrar o dito cujo "só o pó da rabiola"*
    * - cansada, exausta, de ressaca.
     Se eu dormi 5 horas foi muito. Me meti em confusão e dessa vez nem tinha sido eu a causadora.
     Só respirei fundo e fui dar de cara com o passado.
     Enquanto eu enterrava tudo, os sentimentos renasciam nele. Injusto, não? 
    KARMA, kar-ma. Não tinha para onde eu correr: ele estava parado em frente a porta do colégio.
    (Vinicius tinha estudado lá também, não sei se vocês estão lembrados). 
     É como se após ter assinado a carta de alforria, um escravo quisesse voltar a estaca zero e libertar outro. *
     * * Nota do autor
    Claro que isso é um tremendo exagero, porém o melodrama está aí para ser vivido.
    Fim da nota do autor * * 
     Disse que havia passado para uma Universidade Estadual com tudo incluso, uma das melhores do país.
     Nossa, fiquei super feliz! Apesar dos apesares eu tinha presenciado cada esforço da parte dele para chegar até esse momento.
     Os olhos dele brilhavam de emoção, os meus também.
     Opa opa, não pode rolar beijo aqui, vamos com calma _ disse a voz da consciência. 
    meus parabéns, disse que agora não precisaria mais aguenta-lo. 
     Detesto despedidas, com todas as minhas forças. Aquele momento definitivamente era um adeus.
     Dei as costas para ele, entrei na portaria, virei em direção ao campo de futebol e 
    meu celular apitou.
     Abri para ver de quem era, adivinha de quem? Só tinha três palavras escritas: 
    Eu quero você. 
     Ele estava se declarando para mim, tudo que eu queria era aceitar tudo isso. 
     "(...) mas foram tantos sim, que agora digo não. Porque a vida é louca mano, a vida é louca." Iza





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    Capítulo 12
    O que você fez comigo Kaio?
  • Desabafo de Alguém

    Meu nome é Alguém, eu sempre fui Alguém dinâmico e sempre acreditei que conquistaria o mundo, sempre acreditei que iria mais longe do que as pessoas imaginavam. Coisas difíceis sempre me atraíram, mas coisas difíceis que, não me compreendam mal, eram possíveis de serem alcançadas. Isso me levou a desejar corresponder com as expectativas das outras pessoas, seja como algum filho ou filha exemplar, Alguém estudante exemplar, Algum irmão ou irmã amoroso, Alguém marido, Alguém humano! Mas tudo isso, não retornou à altura de tudo o que eu havia investido ao longo da vida.

    Meus planos sempre foram muito bem definidos, casaria aos 24, teria um filho até os 28, trabalharia na área numa área do meu interesse e se sentiria realizado fazendo exatamente o que gostava. Teria um bom emprego, seria respeitado por minhas contribuições, se é que já não possuísse minha própria empresa, pois as aspirações de Alguém não permitiriam menos do que isso. Todas as áreas da vida estariam sob o controle de Alguém e tudo seria fácil e simples de ser resolvido até que, nada disso aconteceu!

    Alguém se sente velho, desmotivado, tomado por uma tristeza insana e desconhecida. Já faz um certo tempo que tudo na vida de Alguém está em um tom de degrade de cinza, passando pela janela da vida de Alguém e não há que se possa fazer. Em algum lugar Alguém se perdeu dentro de mim mesmo, ou esqueceu de como veio parar onde está hoje, será Alguém foi negligente? Condescendente ou irresponsável? Onde foi que Alguém se perdeu, para onde foi que Alguém, que convenceu tantos de que alcançaria seus planos fracassou? O que aconteceu com Alguém? Quando as coisas se tornaram tão difíceis de serem resolvidas por Alguém? Cadê as respostas, onde está o ancião dos filmes e histórias de fantasia com todas as resposta ou os oráculos divinos para satisfazer Alguém com respostas? Alguém se sente atormentado, vivendo a vida se como se fosse um hipócrita mentiroso, Alguém que falava mais, mais do que possuía, Alguém que se iludiu com o mundo e a vida, assim como todos os outros humanos perdidos em suas tristes realidades, vitimas das consequência de sua existência vazia e insignificante. Alguém se tornou como os outros desesperados tentando ser mais ou melhores do que aquilo que jamais poderão ser.

    Alguém está cansando de desse jogo de mascaras, de ficar mostrando essa personalidade segura e firme, quando tudo isso está corroendo e ferindo por dentro, cansado de corresponder com as expectativas do mundo. Alguém está em busca de uma vida simples, colorida, a qual, um dia viveu, que lhe foi tão prazerosa. Alguém quer voltar a se encontrar com aquele que um dia ele foi. Quer se livrar das amarras que o prendem ao futuro, impedindo de voltar ao passado onde Alguém era feliz, onde os momentos eram felizes e a alegria era parte do cotidiano.

    O que mais incomoda Alguém é a obrigação de ter que fazer, de ter que decidir, de ter que tomar uma atitude, quando na verdade todos os outros estão assistindo de braços cruzados enquanto Alguém faz tudo. Alguém não compreende o por que se sente com tanta raiva, ou por que está tão insatisfeito? Será que Alguém se tornou prisioneiro da própria mente? Todos os dias são iguais, rotinas intermináveis de infrutíferas ações e decisões que não levam a nada, que enriquecem quem já está entorpecido pela ganância e pelo poder, ou simplesmente para continuar na mesmice de uma sobrevivência sem esperança de melhoras no amanhã mais difícil que o hoje. Do algo mais que só existe nos sonhos.

    Alguém pode ser você! Alguém pode ser eu. Alguém pode ser quem você ama, quem poderá ajudar Alguém? Alguém em qualquer lugar aguarda sua mão amiga, seu abraço carinhoso, sua piedade sem julgamento, seu afeto sem interesse. Alguém espera por você! Você está disposto a fazer a diferença na vida de Alguém?!
  • Desabafos de uma Ana

    Tem um momento da vida que você tem que parar para refleti sobre tudo o que você fez,que quer fazer é que está fazendo. Esse momento tem que acontecer não apenas uma vez,mas várias. Até hoje tento realizar as coisas com racionalidade, mas será que é o suficiente? Mágoas do passado não são simplesmente apagadas de uma hora para outra,ou até mesmo perdoadas,ainda mais quando são pessoas que você menos quer se magoa. Pedir perdão de um dia para o outro não resolve nada, inventar mentiras também não, e aquele tempo todo que passou sem falar um palavra se quer comigo? E aqueles momentos que mais precisei ou mais felizes da minha vida que foi perdido por um mero orgulho? Hoje percebo que toda mágoa que quardava não valia a pena, não existe volta para o que não quer ser concertado,não existe perdão para quem não admite o erro,não existe aproximação para quem não tenta. E pensando nesse momento,todo o tempo perdido valeu a pena?Sim,porque pude percebe a cada segundo quem realmente quis estar comigo resolvia o problema na hora,não deixava o orgulho vencer e reconhecia que estava errado. E se era eu a errada,me mostrava isso,não apenas sumia. Então reveja o seu julgamento de quem está certo ou errado,pois se despender de mim,vai continuar sendo apenas mais uma pessoa que passou pela minha vida.
  • Diferenças

    Certa vez um deficiente conquistou vaga em uma empresa. O discurso do gestor para seus colaboradores foi aquele protocolar, ou seja havia exigência de cotas. As atividades eram operacionais com isso estava vetado sobrecarregar com demandas complexas seu mais novo contratado. A pessoa chegou e iniciou sua jornada, em pouco tempo se viu o quanto era especial mas não pelo que a empresa atribuíra a esse adjetivo. Com uma perna e braço debilitados se desdobrava mas concluía qualquer missão. Sinceramente foi esquecido por todos as questões físicas do rapaz. Moral da história, tratando as pessoas como iguais as diferenças ficam de lado.

    Um homem negro, de origem humilde, nascido e criado na favela estudou com afinco a vida toda. Graças aos esforços da mãe nunca transitou por caminhos obscuros. Se formou e iniciou trajetória em uma grande multinacional. Foram anos de trabalho, dedicação e empenho. No entanto mesmo tendo as qualificações a sonhada promoção não chegava. Mal sabia ele, a cúpula formada por burgueses jamais admitiria alguém de sua origem em cargos na parte de cima. Foi quando receberam uma inusitada visita. Diretores da matriz foram inspecionar a filial, passaram meses checando, observando, etc. Ao final resolveram que duas pessoas mereciam um curso de aprimoramento fora do país e ao retornarem uma nova vaga estaria a sua espera. Um dos escolhidos foi aquele homem negro, de origem humilde e vindo da favela. A análise foi em cima de performances, esquecendo qualquer atributo físico, de classe social ou outro qualquer.

    Hoje existem diversos movimentos contra formas de preconceito, qual o motivo de tanta segregação ? No intuito de objetivar causas nobres essas iniciativas em muitos casos fomentam mais violência e ódio na sociedade, por que ? Cada grupo propaga a sua verdade e acredita ser a absoluta não respeitando outros pensamentos. A referência de beleza tem quer ser a da top model. O mocinho da novela tem que ser o branquinho de olhos azuis. O melhor local de se morar tem que ser a zona sul do Rio de Janeiro. Enfim, se for diferente não serve, é ruim, não presta!

    Os seres quando jovens, em formação, não possuem a semente chamada diferença. É nessa hora que devemos influenciar corretamente. Mas não se preocupando apenas em pagar altos valores em instituições de ensino e sim dando bons exemplos. Nossos jovens são esponjas a absorver tudo seja bom ou ruim. Os hábitos dos pais, familiares em geral, professores etc tudo é armazenado em suas mentes que estão a se desenvolver.  Seria bonito de ver um adulto com a mente aberta. Alheio a preconceitos ou conceitos unilaterais. Respeitando as diferenças quaisquer que sejam, e se posicionando corretamente junto a sociedade. Basta ao racismo, feminismo, homofobia, preconceito de classe, etc. O que são esses movimentos ?  Que palhaçada é essa ? Perdoem o termo! Se todos fossem tratados como iguais nada disso precisaria existir.

    LUTE E NÃO DESISTA !
  • Ditos antigos... Sal

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    Estava eu e mãe num dia a jogar sal ao redor da casa, mas não para espantar demônios e sim por causas de caramujos, em época de chuva como agora eles aparecem de montão.
    Lá estava eu jogando sal e joguei para trás por sobre o ombro e minha mãe gritou comigo:
    -Não faça isto! Um caramujo espinoteou assustado e eu perguntei:
    Por que não devo jogar sal por sobre os ombros?
    -Faz mal a família! Mãe respondeu sem dar detalhes.
    -Esta certa, não jogo mais.
    Só numa conversa com minha vó é que eu realmente entendi:
    -Vó porque não se deve jogar sal para trás por sobre os ombros?
    -Íh, isto é do meu tempo mesmo. Iniciou e eu ouvia atento ela continuar: - É que se se joga sal como você disse esta se desejando mal sem querer a um ente querido!
    -Já não faço mais! Eu disse e a ouvir encerrar sobre risos:
    -É de muito tempo, tempos antigos, ditos antigos, bons tempos. Onde ainda se tinha medo de lobisomens.5709b4a2d12191.73997234werewolfeye
    Meu pai tinha medo de lobisomens e me contou que uma vez para andar na rua se enrolou numa linha com varias latas pendurada nela, para fazer barulho, com isto espantar lobisomens e saiu correndo ao anoitecer para casa de um amigo e voltou de lá da mesma forma. No dia seguinte os boatos eram que o lobisomem tinha agitado garrafas pela rua para assustar a população.
    Eu não acredito em lobisomens, mas não mais jogo sal por sobre o ombro, minha mãe aprendeu com minha vó e sabe das coisas.
  • Divórcio com civilidade - Quarta parte: Quando meu advogado sugere um acordo durante o divórcio, isso significa desinteresse pela minha causa?

    Quando seu advogado sugere fazer uma tentativa de acordo durante o processo de divórcio, isso não deve ser interpretado como desinteresse pela sua causa. Na verdade, essa é uma estratégia comum e recomendada na prática jurídica, refletindo um profundo conhecimento das leis e um desejo de resolver o caso da maneira mais eficiente e benéfica possível.
    Fundamentação Jurídica e Vantagens do Acordo:
    1. Base Legal: O Código de Processo Civil brasileiro incentiva a resolução consensual de conflitos. O Artigo 3º, §3º e art  6º do CPC estabelece que "a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos devem ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial". Isso demonstra a importância que o ordenamento jurídico dá para as soluções amigáveis.
    2. Redução de Custos e Tempo: Um acordo pode significativamente reduzir o tempo e os custos associados ao processo de divórcio. Processos judiciais podem ser longos e onerosos, consumindo recursos financeiros e emocionais. Ao optar por um acordo, as partes podem evitar a prolongada exposição a litígios estressantes e dispendiosos.
    3. Controle sobre o Resultado: Em um litígio, o resultado final é decidido pelo juiz, o que pode gerar incertezas e resultados inesperados para ambas as partes. Com um acordo, no entanto, ambos têm a oportunidade de negociar termos que sejam mutuamente aceitáveis e adaptados às suas necessidades específicas.
    4. Preservação de Relacionamentos: Especialmente importante em casos onde há filhos envolvidos, um acordo pode ajudar a preservar uma relação cordial entre as partes. Isso é crucial para a coparentalidade efetiva após o divórcio.
    5. Confidencialidade: Diferentemente dos julgamentos que são públicos, um acordo permite que as questões sejam resolvidas de forma privada, protegendo a privacidade das partes envolvidas.
    Portanto, a sugestão de buscar um acordo reflete uma abordagem pragmática e estratégica para o seu caso, visando a obtenção de um resultado que atenda aos interesses de ambas as partes de forma eficaz e eficiente. Ao considerar um acordo, seu advogado está demonstrando não só conhecimento da lei, mas também um compromisso com a obtenção do melhor resultado possível para você no quadro geral do processo de divórcio.
  • Divórcio com civilidade - Quinta parte: O casamento garante indenização ao cônjuge no final do relacionamento?

    Ao abordar a questão do divórcio e a partilha de dívidas e patrimônio, é crucial entender que o casamento, sob o ponto de vista legal, não funciona como um seguro ou previdência que garanta uma indenização ao cônjuge ao final do relacionamento. Em vez disso, o objetivo do direito de família é tratar da divisão equitativa de bens e responsabilidades adquiridos durante a união, conforme os princípios do regime de bens escolhido.
    Indenização no Contexto do Divórcio - A indenização, seja por danos morais ou patrimoniais, pressupõe a existência de um prejuízo efetivo que necessita reparação. No contexto de um divórcio, ações de indenização podem ser consideradas se um dos cônjuges sofreu danos significativos devido a ações do outro, como agressão a personalidade e dignidade humana ou difamação. Entretanto, esses casos são distintos da partilha de bens ou dívidas.
    Implicações da Falta de Patrimônio - Se um cônjuge buscar reparação por danos e o outro não possuir bens suficientes, a sentença que determina a indenização pode, de fato, ser juridicamente válida, mas sua execução prática torna-se complicada. A inexistência de bens torna difícil ou mesmo impossível cumprir a obrigação de pagar a indenização. Nesse cenário, mesmo que o juiz julgue procedente a ação de reparação, a falta de recursos do devedor pode impedir a efetiva compensação financeira ao cônjuge prejudicado.
    Regimes de Bens e Divisão de Dívidas - Voltando à questão das dívidas no divórcio, conforme mencionado anteriormente, a divisão depende do regime de bens adotado:
    Comunhão Parcial de Bens: Dívidas contraídas por um ou ambos os cônjuges durante o casamento para benefício do casal ou manutenção da família são geralmente divididas igualmente.
    Comunhão Universal de Bens: Todos os bens e dívidas do casal são compartilhados igualmente.
    Separação de Bens: Cada cônjuge é responsável pelas próprias dívidas, a menos que seja provado que contribuíram para o benefício mútuo.
    Essas regras refletem a intenção de tratar justamente as questões financeiras em um divórcio, mas não garantem nenhum tipo de "indenização" automática ao final do casamento. Portanto, é essencial para qualquer pessoa que esteja passando por um divórcio consultar um advogado especializado para entender plenamente seus direitos e obrigações dentro da lei.

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