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bagunça

  • Desabafo

    Recentemente baixei um aplicativo para ajudar na ansiedade. Minha ansiedade não é tão forte a ponto de se manifestar fisicamente de forma muito evidente (exceto por uma pequena mania automutiladora e insônia antes de algum evento importante), mas mesmo assim incomoda. Esse aplicativo disse que escrever pode ajudar a organizar os pensamentos, por isso estou escrevendo isso. Quando era criança sempre tentei ter diários, mas nunca consegui escrever todos os dias. Sempre fui assim, não sou muito boa em começar e terminar coisas. Geralmente começo e digo que um dia termino. Acaba que eu tenho pelo menos cinco livros que comecei a escrever e não acabei, além de um livro de poesias em que só falta terminar os desenhos (que sou eu quem faço, por isso faz um ano que está atrasado). Tem várias outras coisas que comecei e não terminei, mas não vêm ao caso.
    Ultimamente parece que o mundo está tentando me cobrar uma resposta acerca de uma coisa. Eu gosto de cantar e tocar violão. Um sonho que eu tinha quando criança era ser cantora igual a Avril Lavigne. Já participei de festivais, tentei fazer uma banda e a minha tentativa mais recente foi uma dupla com meu namorado. Dos três festivais que participei, ganhei um (acredito que ganhei por falta de concorrência, embora tentem me dizer o contrário), a banda não deu muito certo também. Eu quis dar um tempo para a nossa dupla faz quase um ano. Fizemos só uma apresentação, que foi uma participação no show de um amigo. Acho que as pessoas gostaram. Mesmo assim, tenho problemas para enxergar que somos bons nisso. Meu namorado disse que é coisa da minha cabeça, porque às vezes eu acho que está muito ruim e ele diz que isso fica maior do que parece pra mim. Gosto de tocar e cantar com ele, embora eu fique meio ranzinza quando ensaiamos, e dependendo do lugar que ensaiamos eu começo a ficar incomodada. Se for um lugar onde passa muita gente, eu começo a achar que as pessoas não estão gostando ou estão rindo da gente, aí eu começo a ficar triste. Parece que o mundo quer saber de mim se eu vou ou não continuar nisso. Apesar do meu medo, eu adoraria cantar pras pessoas e saber que elas gostam do que eu faço. Só que minha cabeça não para de me dizer o contrário.
    Eu faço faculdade de manhã e vou pra lá de van, porque meu pai não pode me levar e é mais tranquilo. Além de mim, tem um pessoal que está no ensino médio que também vai comigo. Eles são legais na maioria, mas tem tido um problema essa semana que me incomodou, mas acho melhor não falar disso. Acho que vou ficar irritada. Só queria dizer que está me incomodando e estou desanimada de ir nessa van. 
    Meus pais também estão me deixando meio maluca. Eu sei que se você que está lendo tiver mais ou menos minha idade, vai concordar com isso, e que se não, vai dizer que é uma fase. Eles não me deixam maluca porque não gosto deles. Pelo contrário. Eles me deixam assim porque eu gosto muito deles, então eu fico em dúvida se devo fazer o que eu quero ou o que eles querem. Sei que eles querem o melhor pra mim, mas porque eu iria querer o contrário? Acho que nesse ponto vejo o mundo mais simplificado do que eles. Pais sempre pensam no pior que poderia acontecer, enquanto nós pensamos nas coisas boas. Eu tenho quase 18 anos e tenho medo de continuar com essa dúvida. Principalmente meu namorado, porque o que está nos atrapalhando um pouco é o fato de eles não quererem que eu namore agora (ou até minha formatura (ou até eu ter 30 anos)) e ele está muito incomodado com isso. Tudo isso me deixa muito chateada. Não gosto de ter que escolher entre meus pais e meu namorado. Não deve ser tão difícil assim ter os dois. Acho que as coisas estão se complicando além do necessário.
    Agora que já acabei de incomodar você que está lendo, pode continuar a ler outros textos. Eu precisava desabafar e foi bom contar com você para ler. Desculpe se essa leitura não te agregou conhecimento útil ou diversão. Mesmo assim, obrigada por ler.
  • Desejando e Desejando

    Tudo em você me encanta, profundamente, ao ponto de meus pensamentos se confundirem quando colidem com seu sorriso suave, ao ponto dos meus ossos reverberarem por causa de tanta alegria e alívio, ao ponto de que enxergar só vale a pena se for para ver você, ao ponto de que ouvir só vale a pena se for para te escutar.
    Chegando em tal ponto de que eu seria capaz de considerar deixar tudo de lado por você, sendo capaz de deixar minhas origens e raízes de lado por conta sua.
    Desejando e desejando, em tal ponto, de tamanha vontade, que você nunca viesse a existir para mim, porque então, assim, eu não teria que lidar com os motivos mais difíceis e prazerosos pela qual continuar a viver.
  • Desintoxicação.

    Eu preciso me desintoxicar de você, do seu toque, do seu cheiro, de cada célula sua que encostou na minha, eu preciso esquecer o seu sorriso, sua gargalhada e o modo que suas sobrancelhas se juntavam quando ficava bravo, eu preciso tirar do meu sistema cada momento compartilhado, as mais doces memórias que com a sua partida não são mais tão doces, são amargas assim como as lágrimas que insistem em cair mesmo eu sabendo que você já seguiu em frente, já provou outra boca, já elogiou outras pintas ate mesmo já segurou outra nos braços alguém que não era eu, seria egoísmo da minha parte pensar que seria diferente, mas o sentimento não me machuca menos por isso, parando pra pensar eu preciso te deletar de mim, o calor das suas mãos entrelaçadas nas minhas, do seu olhar, do seu abraço no momento de crise, e do nosso último beijo, que foi tão perfeito e lembrar dele faz meu coração perder uma batida, não deveria, o seu com certeza não o faz, a única pessoa que se perdeu fui eu, que se jogou em um rio com uma correnteza perigosa, achando que poderia controlar meu barwhinhb nas suas águas tempestuosas, me deixei levar, e provei da adrenalina do sentir, essa mesma que o meu organismo implora as 4 da manhã, não deveria, já deveria estar saindo, cada vestígio seu, todos eles deveriam ter partido... Junto contigo.
  • Diferenças

    Certa vez um deficiente conquistou vaga em uma empresa. O discurso do gestor para seus colaboradores foi aquele protocolar, ou seja havia exigência de cotas. As atividades eram operacionais com isso estava vetado sobrecarregar com demandas complexas seu mais novo contratado. A pessoa chegou e iniciou sua jornada, em pouco tempo se viu o quanto era especial mas não pelo que a empresa atribuíra a esse adjetivo. Com uma perna e braço debilitados se desdobrava mas concluía qualquer missão. Sinceramente foi esquecido por todos as questões físicas do rapaz. Moral da história, tratando as pessoas como iguais as diferenças ficam de lado.

    Um homem negro, de origem humilde, nascido e criado na favela estudou com afinco a vida toda. Graças aos esforços da mãe nunca transitou por caminhos obscuros. Se formou e iniciou trajetória em uma grande multinacional. Foram anos de trabalho, dedicação e empenho. No entanto mesmo tendo as qualificações a sonhada promoção não chegava. Mal sabia ele, a cúpula formada por burgueses jamais admitiria alguém de sua origem em cargos na parte de cima. Foi quando receberam uma inusitada visita. Diretores da matriz foram inspecionar a filial, passaram meses checando, observando, etc. Ao final resolveram que duas pessoas mereciam um curso de aprimoramento fora do país e ao retornarem uma nova vaga estaria a sua espera. Um dos escolhidos foi aquele homem negro, de origem humilde e vindo da favela. A análise foi em cima de performances, esquecendo qualquer atributo físico, de classe social ou outro qualquer.

    Hoje existem diversos movimentos contra formas de preconceito, qual o motivo de tanta segregação ? No intuito de objetivar causas nobres essas iniciativas em muitos casos fomentam mais violência e ódio na sociedade, por que ? Cada grupo propaga a sua verdade e acredita ser a absoluta não respeitando outros pensamentos. A referência de beleza tem quer ser a da top model. O mocinho da novela tem que ser o branquinho de olhos azuis. O melhor local de se morar tem que ser a zona sul do Rio de Janeiro. Enfim, se for diferente não serve, é ruim, não presta!

    Os seres quando jovens, em formação, não possuem a semente chamada diferença. É nessa hora que devemos influenciar corretamente. Mas não se preocupando apenas em pagar altos valores em instituições de ensino e sim dando bons exemplos. Nossos jovens são esponjas a absorver tudo seja bom ou ruim. Os hábitos dos pais, familiares em geral, professores etc tudo é armazenado em suas mentes que estão a se desenvolver.  Seria bonito de ver um adulto com a mente aberta. Alheio a preconceitos ou conceitos unilaterais. Respeitando as diferenças quaisquer que sejam, e se posicionando corretamente junto a sociedade. Basta ao racismo, feminismo, homofobia, preconceito de classe, etc. O que são esses movimentos ?  Que palhaçada é essa ? Perdoem o termo! Se todos fossem tratados como iguais nada disso precisaria existir.

    LUTE E NÃO DESISTA !
  • Dores da Alma.

    Sem ar
    Não se perca
    Ou tente se encontrar
    Respira
    Expira
    Não pira
    Ou grite sem fim
    Segura o choro
    Seja forte
    Ou se jogue no chão
    Talvez não seja agora
    Talvez não seja depois
    Mas essa agonia?
    Essa que queima seus ossos
    E paralisa seus músculos?
    Resista
    Lute de volta
    Mande-a embora
    Se não for possível
    Deite e chore
    Não sinta culpado
    Até o mais forte dos seres
    Sucumbem as dores da alma
  • Duvida cruel

    Cada dia que se passa eu me pergunto. Por que de a vida ser como ela é? Será que nós somos eternos? ou somos apenas passageiros? Tantas questões e indagaçõe que se parar para pensar ficamos loucos.  Sabendo a resposta não é diferente disso. Que nem no dia que piramos ao pensar no fim de tudo,mas ele está tão distante é tão perto ao mesmo tempo que sinto como se minha pele estivesse a se desintegrar. 
    Cada pedaço de mim,e daqueles que sabem o que muitos não sabem. Mas qual o sentido de ficar assim ao invés de seguir a vida feliz? Essa é a grande dúvida. Assim como é aquela dúvida do amor,será que estou apaixonado apenas por sentir aquela pele tão macia na minha,apenas por sentir o cheiro maravilhoso de seu perfume e ouvir suas lamurias por uma única noite.Será? 
    Nos nunca sabemos pois se soubéssemos não tinha dificuldade nenhuma na vida,por isso a dúvida, por isso a dor, por isso as noites em claro pensando e pensando apenas isso. Mas não é isso que acaba com a gente,o que acaba e ver que muitos que não tem a resposta que querem acabam se destruindo com todo tipo de coisa ruim que o mundo nos proporciona. Dai vem a preocupação,dai vem a dor eterna que não sai do peito machucado de alguém que mesmo jovem já passou e viu muitas coisas.
    Por isso mesmo não tendo esperança mais, aqui estou eu,me expressando de uma forma nunca antes feita por mim para ver se eu alcanço aqueles que precisam ouvir algo que os façam pensar,o que estão fazendo de suas vidas,pois o ser que somos nós,é algo eterno então não tenham duvida de que essa vida e só mais um caminho,o último, para cessar as duvidas e trazer a paz para aqueles que se indagam assim como eu.
  • Ego Virtual

    Comidas, cachorros, viagens.
    Praias, bares, mares.
    Segunda, quarta, sexta-feira.
    Apenas querem ser vistos
    Bebidas, copos na mão, noite.

    Parques, praças, hotéis.
    De dia, de tarde, de noite.
    Café, almoço, jantar.
    Quer apenas ver, os que querem ser vistos.

    Rindo, chorando, cantando, dançando.
    No carro, no ônibus, trabalhando.
    No cinema, no baile, bailando.
    Os que veem, também querem ser vistos.

    Fingem que são não são.
    São, mas fingem que não são.
    Tudo falso, tudo mentira.
    Só querem alimentar o ego
    Vivem assim
    Para isso, em torno disso.

    Está tudo errado, estranho, esquisito.
    É o mundo atual, o mundo moderno, vivem disso.
    Elas apenas estão vendo e querendo ser vistos
    Eu sou estranho, diferente.
    Ás vezes, me descuido, participando de tudo isso
    Por um impulso, fico iludido, com o falso encanto de tudo isso.
    Mas no fundo, não quero ver, nem ser visto.

    Só quero fugir de tudo isso
  • Ele

    Ele cansou. Está exausto de correr atrás do presente. Cansou do cheiro de coisas novas e preferiu usar o tato para encontrar conforto. Ele engoliu litros e mais litros de gritos acorrentados que hoje pesam dentro de seu estômago. Ele está tentando evitar essa ânsia que bate em sua porta todos os dias. Ele sobe as escadas até o vigésimo andar só pra olhar pela janela e assistir o presente visto de cima. Ele caiu na inércia. Entrou em piloto automático. Ele adotou o padrão e expulsou os devaneios da sua própria boca. Ele quebrou os próprios dedos pra não conseguir escrever sobre o peso dos gritos que arranham suas pregas vocais. Ele ficou diante de todos os caminhos e vendou os olhos para entrar no mais dolorido. Ele não está aqui. Ele está no seu próprio mundinho pedindo socorro por dentro e forçando um sorriso por fora. Ele pediu ajuda aos remédios e se viu com um punhado de fragmentos da própria morte em suas mãos. Pensou em por pra dentro também. Mas os gritos ocuparam todo o espaço. Cheio. Transbordando. Fechado.
  • Emulação

    Estive pensando em formas de amar, de usufruir desse lugar.
    Nem sempre foi o que quis, ou ao menos o que almejei, mas foi a decisão que tomei.
    Mentiras e desafios, promessas e risadas,
    Mares de beijos, casei me ao nada.
    Terei de descobrir
    O que acontece comigo, quando o mundo acaba.
  • Entre Lobos - cap. 7 (conto-romance)

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    Não se sinta perdido...LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura e Obrogado a a tenção!!
    Katherine estava em seu quarto no segundo andar quando de sua janela os viu chegar. Não soube ao certo o que estava acontecendo afinal de contas Mark não os visitava com frequência, mas o que a deixou incomodada foi a presença de Derek.
    — Mark querido! – sua tia os recebeu. — Mas que ótima surpresa!
    — Olá titia! – a cumprimentou.
    — Mas o que o trás aqui a essa hora? – já era final de tarde. — Espero que nada...
    — Não, não! Eu vim por que...bem... – fitou Derek ao seu lado. — Precisamos...
    — Gostaria de falar com a senhora e o seu marido. – Derek interveio.
    Mark o mirou surpreso, de fato, não imaginava que seu amigo estivesse disposto a “encarrar” aquela situação de forma tão decidida.
    — Você é...? – a mulher então o fitou. – Oh, claro! – lembrou-se do almoço de outro dia. — O amigo de Mark.
    – Derek! – apresentou-se estendendo a mão para a senhora que respondeu ao gesto.
    — Derek, isso! – ela falou ainda recordando do assunto que envolveu ambos aquele dia. — Sim! Alan está na sala, mas o que há? – perguntou buscando a face dos dois a sua frente.
    — Gostaria de falar com vocês sobre Katy. – Derek respondeu.
    Ainda antes que acabasse de falar veio a voz rouca do homem de dentro da casa indo em direção a saída.
    — Mas que conversaria é essa afinal de contas? – falou e em seguida surgiu ao lado da mulher ao escancarar ainda mais a passagem. — Mark? O que está acontecendo?
    A mulher, com o olhar pedido sobre Deck, ainda tentava entender qual era a situação.
    — Esse rapaz – então voltou dizendo. — Veio nos falar sobre Katy. – sem tirar o olhar de cima dele foi direto ao ponto.
    — Katherine? – soltou franzindo a testa e quase que instantaneamente flechando Derek com um olhar desgostoso.
    — Sim! – ele posicionou-se.
    — E oque exatamente você teria para dizer sobre nossa filha? – adiantou-se colocando-se a frente de sua esposa que recuou obrigando-se a observar a conversa por um espaço que lhe sobrara.
    Nenhum deles havia reparado, mas não muito distante de onde estavam, Katherine, atrás de um pilar os observava com atenção. Assim que ela percebeu ser a razão daquela visita sentiu um certo desconforto, seu coração acelerar como nunca antes. Sim, a verdade é que reprovara Derek no primeiro instante em que o conheceu... Sua rebeldia, suas roupas desgastadas, aqueles olhares audaciosos, intrometido sobre ela, mas reconhecia também que algo havia mudado com a aproximação que tiveram outro dia no parque. Agora ele estava ali, falando com seus pais e ao mesmo tempo em que aquilo lhe parecia um absurdo, foi algo que mexeu ainda mais com seus sentimentos.
    — Espera. O que você está me dizendo?! – Alan. — Sentimentos por Katherine?
    — Não quero que o senhor me entenda mal – Derek se explicando. — Tenho as melhores intenções por Katherine e acredito que ela...
    — Filho! – Alan intrometeu-se e depois deu uma pausa fechando a porta para que ele e os dois rapazes ficassem a sós na varanda.
    Assim que viu a entrada ser fechada, Katherine resolveu deixar a sala, foi então que sua mãe a enxergou.
    — Querida! O que está fazendo aqui? Achei que estivesse em seu quarto. – aproximou-se de sua filha.
    — Ouvi, o que estavam, dizendo. – Katherine respondeu pausadamente.
    — Oh, sim! Mas não se preocupe, está bem? Seu pai vai resolver tudo. Esses jovens rapazes sempre confusos com as ideias. – concluiu sorridente em quando seguia com ela para o segundo andar.
    Do lado de fora.
    — Você não sabe o que está dizendo e eu entendo, afinal de contas você não deve imaginar o que realmente se passa com Katy, então vou ser franco com você.
    — Pelo contrário! Sei exatamente o que está acontecendo e isso não interfere no que sinto por ela, Senhor.
    — Você sabe?! – fitou Mark. — Então entende que já temos muito com o que nos preocupar aqui e não precisamos ainda ter que sondar um relacionamento que certamente não tem possibilidade de ir muito longe – pausa. — Talvez, sim, você tenha boas intenções... Derek, não é mesmo? – puxou o nome da memória. — Mas Katy não tem que passar por esse tipo de decepção.
    — O senhor me desculpe! Entendo que queira mantê-la segura, mas como pode ter tanta certeza de que não teremos um ótimo relacionamento? Acredito no amor que sinto por ela se Katherine estiver disposta a...
    — Amor! – Alan repetiu a palavra com certo desdém. — Acredite filho. Não é exatamente o “AMOR” que mantém um relacionamento ou até mesmo um casamento por anos. Em condições normais temos que saber provir a família de tantas formas que você ainda – o fitou por completo. — Desconhece. Com a condição de Katy a situação é ainda mais exigente.
    — Não estou descartando dificuldades Sr. Alan, mas tenho certeza de que Katherine e eu nos ajustaríamos a nossa maneira.
    — E que maneira seria essa?! – o homem então disse em um tom mais duro. — Levá-la para suas farras onde vocês brigam e bebem a noite inteira? – ficou Mark que mirava um canto qualquer enquanto ouvia. — Minha filha não vai ser mais uma de suas diversões, rapaz!
    — Mas senhor... – Derek insistiu.
    — Não há mais o que ser discutido sobre isso! – o homem concluiu. — Katherine está bem do jeito que está e espero que não se aproxime dela. – estendeu a mão indicando o caminho da estrada. — E você, Mark, faça o favor de não ficar instigando essa bobagem.
    — O senhor está errado! – Derek segui falando mesmo com seu amigo o empurrando para fora da varanda. — Todos vocês estão errados! Estão sufocando ela. Impedindo que ela tenha a própria vida!
    Sem dar atenção Alan fechou a porta.
    Já no andar de cima, da janela, Katherine viu seu primo e o amigo embarcarem em suas motos. Ainda antes de dar partida Derek a viu entre as brechas da cortina e foi embora.
  • Entre Lobos (conto-romance) 3/9

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    Não sinta-se perdido LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura!

          Mary e Katherine vinham caminhando sobre a calçada quando viram, surpresas, seu primo alçando voo de dentro de um estabelecimento poucos metros a sua frente. O rapaz caiu completamente desengonçado e por esse motivo tiveram razões o suficiente para crer que ele não teria condições de erguer-se novamente, mas ainda mais incrédulas, viram ele, ainda meio zonzo, pôr-se em pé. Correram dar-lhe suporte.

    — Mark! – Mary assustada sem entender o que estava acontecendo. — Meu Deus! O que foi isso?! – o investigava de cima a baixo como se buscasse a certeza de que não lhe faltava qualquer pedaço.

    — Varsóvia! – o outro disse ofegante apoiando-se sobre os joelhos. — Maldito desgraçado! – soltou usando o restante do fôlego.

    — O que?! – no primeiro instante a única coisa que conseguiu pensar foi que se ele estivesse bêbado ou  provavelmente estava delirando por causa da queda.

    — Varsóvia foi rendida – continuou falando. — E aquele filho da mãe – mirou para dentro do bar. — Acha que está seguro. – sacudiu a cabeça negativamente. — Não hoje!

    — Mas do que você está falando?

    — Cuidado! – então advertiu afasto-as da entrada antes que fossem atropeladas pelos dois rapazes que agora saíam porta a fora socando-se.

    Sobre a calçada, depois de apartarem-se, Derek e o grandalhão passaram a se espreitar, um estudava o outro esperando o primeiro equívoco, um simples deslize para aquele embate chegar ao fim.

    — Nem sei bem ao certo o porquê de estarmos fazendo isso, cara! – Derek de punhos cerrados, fixo no oponente.

    — É um bom motivo pra você se arrepender de ter entrado nessa, então! – o outro respondeu.

    Então, todos ouviram a sirene soar e a viatura policial encostar rente a calçada.

    — Mas o que está havendo aqui? – o oficial falou sem deixar o veículo.

    Ambos se recompuseram, mas ainda se encarando.

    — Desculpa, chefe. – Mark adiantou-se. — Foi só um desentendimento entre... amigos. – buscou o semblante de Derek e o outro.

    — Mas olhem só... – o policial reconheceu Derek. — Parece que a confusão da noite passada não foi o suficiente, hein rapaz! Por que não me admira que você esteja no meio desse tumulto?

    — Eu...

    — Foi por minha causa! – Mark novamente. — Me desentendi com o... amigo – indicou com a face o grandalhão. — E... cá estamos nós. – soltou sem de fato explicar a situação. — Mas não foi nada de mais, já estamos... resolvidos, certo? – fitou o rapaz novamente que não respondeu, apenas ergueu mais o rosto mostrando superioridade.

    — Então é melhor que todos se acalmem. – o oficial falou com autoridade. — Ou vão acabar encrencados de verdade! Todos vocês. – completou antes de dar partida na viatura.

    O grandalhão passou uma das mãos sobre o lábio e sentiu o gosto do próprio sague. Sorriu.

    — Nada mal! – começou a recuar lentamente e por fim dando as costas para todos e indo embora.

    — Mas afinal de contas o que foi tudo isso?! – Mary completamente confusa. — Não acredito que você anda se envolvendo em confusão, Mark! – reprovou. — Titia não iria gostar nem um pouco de saber que...

    — Não se preocupe. – disse num tom calmo. — A propósito esse é Derek! – apresentou o amigo. — E obrigado, cara. – agradeceu em seguida.

    — Por ter levado uns socos por você? – o outro descontraiu. — Como eu poderia ter recusado!

    — Bem, me parece que os dois valentões estão satisfeitos, não? – Mary ainda tentou repreende-los.

    — Não muito! – Mark. — Ser jogado daquela forma foi humilhante. – completou vendo o sorriso machucado do amigo. — Me senti menosprezado, droga!

    Derek se ria ouvindo o amigo desgostoso quando passou a reparar na demasiada indiferença de uma das moças sobre tudo o que estava acontecendo. De fato, a garota ser quer havia dito uma única palavra desde que elas apareceram por lá. Talvez fosse tímida ou simplesmente, assim mostrou seu delicado e refinado modo de se vestir, ele a enojava. A verdade é que dificilmente se saberia ao certo e, de qualquer forma, aquele rosto doce com olhos claros lembrando dois diamantes azuis sutilmente lapidados, já havia aguçado a atenção dele. Como provavelmente aconteceria, a moça percebeu o olhar descarado e persistente sobre ela. Tentou desvencilhar-se buscando pontos que o tirassem de sua mira, mas obtinha sucesso por poucos segundos. Não demorou muito para que Mary reparasse no que estava acontecendo.

    — Bem... – Mary continuou. — Eu e Katy já estamos indo e aconselho a você a ir para casa também antes que arrume mais confusão. – sugeriu.

    — Estamos bem. – Mark declarou. — Foi só um imprevisto. – completou.

    — Você não tem mais jeito mesmo, Mark! – adiantou-se dando passagem para Katherine. — Não tem! – reforçou.

    Derek encontrava-se com as ideias distantes.

    — Ei! – Mark chamava o amigo. — Dek! – próximo a entrada do estabelecimento chamava o amigo. — Acho que merecemos tomarmos outra, não?

    — Por que nunca me falou sobre ela? – Derek então soltou.

    — O que? – voltou-se para o amigo.

    — Nunca me falou sobre essa sua prima... Kathy, não é?

    — Não! Não, não, não. Esquece! – o outro já cortando o assunto. — Nem pense nisso, cara. Vai encontrar problemas, ali!

    — E acaso não estou acostumado com isso? – abriu os braços mostrando sua situação. — Maldita hora que resolvi me envolver na tua confusão Mark! Ela deve estar me achando um animal.

    — Coisa que você não é, certo? – o amigo debochando.

    — Pro inferno! – cruzou por ele. — Você me deve essa e sabe disso! – deixou claro.

    — Pois bem! – Mark seguiu dizendo vendo o amigo entrar no bar. — Te pago uma cerveja, então!

    — Não! Não é o suficiente. – voltou a sentar-se de aonde havia saído. — Mas já é um começo. – acomodou-se dizendo por fim.
  • Entre Lobos (conto-romance) 4/9

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    Naquela manhã de sábado Mark ligara para Derek pedindo para que o amigo viesse dar uma olhada na sua Formosa, apelido carinhoso que dera a sua motocicleta. Ainda perto do meio dia, ele apareceu por lá. Mark já o esperava disposto a dar cabo de tudo sozinho.

    — Ela não liga, Dek. – adiantou o problema. — Não está dando partida. – explicou ainda.
    — Vamos ver. – o outro disse depois de aproximar-se e cumprimentar o amigo que se mostrava preocupado com a situação.

    Já haviam se passado alguns minutos desde que Derek procurara desvendar o problema quando um automóvel escuro estacionou sobre o gramado em frente a casa. Sem dar atenção, ele continuou fixo no que estava fazendo, diferente de Mark que ao perceber quem chegara lgo  foi recepciona-los.

    — Mãe! – disse indo em direção ao carro. — Eles chegaram. – avisou.
    — Mark! – um senhor falou depois de desembarcar Do vveículo. 
    — Tio. – cumprimentou o homem com aperto de mão e um abraço.
     
    Em seguida uma mulher desembarcou acompanhada de suas duas filhas.

    — Ajude sua tia, sim. – sugeriu ao sobrinho. — Trouxemos algo para o almoço.
    Mark contornou o veículo e deu auxílio a Dna. May.

    — Deixe que eu levou tia. – adiantou-se pegando uma bandeja larga. — Olá Mary... Katy. – cumprimentou suas primas também.

    Então, Derek, voltou-se para trás e viu Katherine deixar o veículo. Mark, acompanhado pelos demais veio em direção a residência.

    — O que houve? – o homem parou por um segundo ao ver o que estava acontecendo.
    — Minha princesa não está bem. – Mark respondeu pelo amigo. — E esse é meu anjo da guarda – referiu-se ao amigo agachado — Dek esse é meu tio Alan e tio Alan esse é Dek. – os apresentou.
    — Me desculpe, senhor. – Derek pôs-se em pé. — Eu o cumprimentaria, mas... – estendeu as mãos mostrando o quanto estavam sujas.

    O rapaz não soube se seria muito educado cumprimentar o senhor daquela forma. Deixou de ter dúvidas quando percebeu que o homem lhe estendera a mão. “É o melhor.” Ouviu Mark falar logo ao lado do senhor.

    — Deixe disso, rapaz. – o homem disse. — Mãos como essas representam o progresso.

    A poucos passos as costas dos dois cruzou Katherine que o fitou discretamente. Mary o ignorou completamente assim como Dna. May. Na entrada da casa surgiu Sofya, mãe de Mark, uma mulher simpática e sorridente que agora as esperava calorosamente. Mark, juntamente com seu tio, seguiu para dentro de casa.

    — Já volto, Dek. – avisou e a verdade é que realmente não levou muito tempo até que estivesse de volta. — E então... como está indo? – pediu com certa preocupação.

     Sem responder, Derek prendeu novamente a mangueira a uma pequena saída do motor e pediu para que o outro tentasse dar partida novamente. Como por um milagre, a motocicleta respondeu imediatamente.

    — Eu sabia! – Mark contente. — Você daria um jeito, Dek!
    — Coisa simples...
    — Bem... Como minhas economias andam...escassas. – agora o outro explicava-se. — Não tenho como te pagar, mas – desligou a moto. — O que acha de almoçar com nós.
    — Não acho que seja uma boa ideia. – respondeu. — Me parece uma reunião íntima. – referiu-se ao encontro dele com os familiares.
    — Não, não! Deixa disso! – o convidou com um movimento de mão. — Meu tio provavelmente te interrogue, mas é uma boa pessoa. Pelo visto ele gostou de você.
    — E isso é bom?
    – Depende do quanto você corresponda as expectativas dele. – riu-se.

    Percebendo que não existiria uma maneira de impedir que aquele convite se desfizesse seguiu o amigo para dentro da residência.

    Derek sentiu-se um pouco acuado sentado à mesa. Diferente dos demais, ele usava uma vestimenta mais informal. Até mesmo Mark que entre todos era o que mais se assemelhava a ele, estava ou lhe pareceu aquele momento, especialmente bem alinhado.

    — E então... Derek. – o senhor dirigiu-se a ele. — Tem dom para concerto?

    Mark, então, o fitou como se lhe dissesse “Falei que isso podia acontecer”.

    — Bem... Trabalho na oficina de meu pai. – explicou objetivamente. — Ajudo a...resolver algumas coisas.
    — E vejo que se sai muito bem, não. – referiu-se a moto do sobrinho.
    — Obrig...
    — Ainda que se evolva em problemas nas horas vagas. – Mary soltou num sussurro, mas que claramente pode ser ouvido por todos.
    Mark posicionou-se.
    — Aquele dia foi apenas um... Equívoco.
    — Chame como quiser, Mark. – Mary. — A meus olhos vocês não passavam de dois baderneiros.

    Então, estalou-se um certo desconforto a mesa. Derek arrependeu-se no mesmo instante em ter aceitado aquele convite. Não tinha sido o suficiente ter passado a impressão errada na primeira vez, ainda teria que ser exposto ante a família inteira de Katherine, que tanto quanto a última vez, mantinha-se calada. Tanto ele quanto Mark foram envolvidos pelas desaprovações de todos.

    — Mas Dek não teve culpa. – Mark esclareceu. — Tudo o que fez foi ajudar.
    — Uma confusão sempre será uma confusão! – o homem colocou fitando os dois. — E não tolero baderneiros, Mark! São um atraso. E em respeito a memória do grande homem que foi teu pai, não vou tolerar ou permitir que você se torne um. – completou apoiado por sua irmã Sofya.
    — Obrigado, Mary. – então Mark dirigiu a prima. — Finalmente estou conseguindo ser visto como um delinquente. – debochou ao mesmo tempo em que abocanhava um pedaço de carne.

    Ela apenas ergueu as sobrancelhas lembrando algo do tipo “Não há de que”.
  • Era falta de ar

    A angústia me exaspera
    Faz-me querer afundar
    Num ritmo que acelera
    Faz-me querer gritar

    Meu coração não mais tolera
    Sua voz a me instigar
    Saudade de mim se apodera
    Sua voz a me molestar

    Espero que essa era
    Venha logo a se cerrar
    Tudo volte ao que era
    Venha logo me buscar
  • Escola Grasso 114 - Escândalo

    Na mansão Moretti, Franci está tomando café da manhã com Peter, Howard e Luciano. Eles estão rindo alegremente.
    — Sério, papai, seu discurso para o Fórum da Tecnologia está horrível — disse Francine, brincando.
    Todos riem.
    — Talvez eu devesse demitir a Andrea e contratar você como minha assistente — respondeu Luciano, brincando.
    — Com todo o meu trabalho no Fórum da Tecnologia de hoje, eu não o culparia — respondeu Andreia.
    Luciano ri.
    — Bem, eu vou indo. Howard, você vem comigo? — perguntou Luciano.
    — Vou sim, pai — respondeu Howard, se levantando da mesa.
    Luciano e Howard saem da mesa e vão para dentro com Andrea. Peter olha para Francine.
    — Franci, você enganou o pai, mas não a mim.
    — Eu não sei do que você está falando, Peter — disse Franci, fingindo não saber do que ele estava falando.
    — Sobre sua foto. Franci, eu te conheço há quatorze anos e conheço bem sua cara de mentirosa.
    — A Zara tirou e postou a foto sem meu consentimento.
    — Você não aprendeu nada com o pai; tudo o que você precisa é de um bode expiatório. É melhor você fazer algo logo, pois se a imprensa descobrir será um escândalo para a família.

    Personagens regulares (ordenados alfabeticamente por sobrenome)
    Michelle Boaventura
    Maju Braga
    Bella Carvalho
    Lara Carvalho
    Zara Fernandes
    Lila Antonela Fontán
    Ellie Goes
    Adryan Gomes
    Joana Hart
    Di Katsutani
    Franci Moretti
    Howard Moretti
    Peter Moretti
    Helena Moura
    Liv Oliveira
    Vitor Ramos
    Gui Silva

    Ellie está em sua casa, sentada no sofá com Esther e comendo bombons de chocolate.
    — Você está falando sério? A Lara fez aquele desenho? — perguntou Esther.
    — Hã-hã.
    — Por essa eu não esperava.
    — Nem eu. Mas não conta pra ninguém, não quero que ela fique com mais raiva de mim ainda — disse Ellie à irmã.
    Esther olha para Ellie.
    — Você vai levar a culpa por ela?
    — Eu não... Vou dizer à Michelle que não encontrei a pessoa — respondeu Ellie.
    — Você não muda mesmo, Ellie, sempre muito boazinha.
    — Obrigada pela caixa de chocolate — Ellie agradeceu à irmã.
    — De nada. Bom, eu comprei pra nós duas, mas enfim. Voltando ao assunto: o semestre está acabando e eu estava pensando, o que você está pensando em fazer em relação à suspensão?
    — Não faço ideia. Não quero entregar a Lara, porque o pai dela ficaria bravo. Mas não quero arruinar minha chance na Academy of Art.
    — Entendi.
    — Não sei o que fazer. Ela não quer falar comigo. Me ignorou o tempo todo no ônibus, não respondeu nenhuma mensagem... Como vou desenhar meu momento mais feliz quando estou no momento mais triste que já estive?
    — Ellie, as coisas vão melhorar. Ela vai mudar de ideia. Só tem que dar um tempo pra ela. É assim que funciona.
    — Você não viu como ela me olhou, Esther — falou Ellie.
    — Eu sei, mas essas coisas acontecem. Você faz sofrer, você sofre e tudo mais. A vida é assim. Só relaxe; no fim das contas, a Lara vai ouvir o que você tá dizendo.
    Ellie limpa uma lágrima escorrendo de seus olhos.
    — Isso é horrível.
    — É sim, um horror! Aff, sei bem o que é isso, mas no final a gente supera.
    — Obrigada por ser minha irmã, Esther.
    — Eu só não quero que você se machuque de novo, Ellie.
    Ellie deita com a cabeça no colo de Esther.
    — Eu vou ficar bem, Esther.
    No dia seguinte na escola, Vitor e Gui estão em uma mesa de apoio quando algumas alunas da escola se aproximam.
    — Olá, meninas! Temos algumas vagas para a oficina de dança para vocês — disse Vitor.
    Gui se levanta, todo sem jeito.
    — Eu sou o Gui.
    As meninas pegam a ficha de inscrição e saem.
    Vitor olha para Gui e sorri.
    Maju e Helena se aproximam.
    — O que vocês estão fazendo como voluntários? — perguntou Helena, sorrindo.
    — Só estamos ajudando as meninas a se inscreverem para a oficina de dança — disse Gui.
    — E fazendo amizades — completou Vitor.
    — Fazendo amizade? Sério? — questionou Maju.
    — Vocês estão flertando com elas — disse Helena, provocando os dois.
    — O Vitor está afim de uma líder de torcida — disse Gui.
    — Quem? — perguntou Helena.
    — A Laura Alencar.
    — Ela é do terceiro ano e não sai com garotos mais novos, mas tenta conseguir o número dela. Mas se você não conseguir, terá que se vestir como uma líder de torcida e se apresentar em público — sugeriu Helena.
    Vitor estende a mão para Helena.
    — Combinado!
    Helena aperta a mão de Vitor, selando o acordo.
    Ellie está na escola, fazendo um desenho em um caderno. Ela olha para uma mesa mais à frente e vê Lara sentada lendo um livro. Lara percebe Ellie olhando para ela, se levanta e vai embora.
    Ellie olha seus desenhos e começa a se lembrar dos momentos que passou com Lara nos últimos dias. Ela então decide falar com Lara e resolver as coisas entre elas de uma vez por todas.
    Franci e Di andam pelo corredor da escola e veem um policial interrogando Liv.
    — Os policiais estão aqui por causa do desvio de dinheiro? — perguntou Franci.
    — Estão fazendo perguntas para investigar o time de vôlei — respondeu Di.
    Franci abaixa a cabeça, chateada; Di olha pra ela.
    — Achei que você ficaria feliz por isso.
    Franci suspira.
    — Sim, acho que estou nervosa pelo Fórum da Tecnologia hoje. Meu pai nunca me colocou no comando de algo tão grande.
    — Você pode fazer qualquer coisa — falou Di, beijando Franci em seguida.
    Di sai andando pelo corredor, o sinal toca e ela entra na sala de aula, onde Lila e Joana estão sentadas fazendo anotações em seus cadernos. Franci olha para elas.
    — Vocês foram interrogadas pela polícia?
    Lila olha pra ela.
    — Eu me fiz de boba, mas não sei por quanto tempo posso continuar assim.
    — Querem nos expulsar do estadual — disse Joana.
    — Por causa do dinheiro desviado? — perguntou Franci.
    — Por causa da sua foto! Estão achando que o time de vôlei vazou.
    — Vocês merecem isso — disse Francine.
    Lila e Joana se olham.
    — Desculpe, deixamos a Zara te expulsar do time.
    — Foi ela quem tirou minha foto e foi ela quem postou! Se pudéssemos provar isso e que ela desviou o dinheiro do time, ela poderia pagar por isso — disse Franci.
    — E o chantagista? Ele tem provas de que a Zara roubou o dinheiro e pode ter provas de que ela vazou sua foto também — disse Joana.
    — Mas não sabemos quem ele é, então primeiro temos que fazer a Zara confessar — Franci sugeriu.
    As três continuam conversando.
    Enquanto isso, Michelle está em uma reunião com o conselho da Grasso para explicar sobre o desvio do dinheiro e a foto da Zara.
    — Primeiro tem o desvio de dinheiro e depois a foto nua da filha do principal investidor da escola cai na internet. Isso é péssimo para a escola, Michelle — disse um membro do conselho.
    — Eu sei, e é por isso que estamos investigando; vamos descobrir os culpados e garanto isso a vocês — disse Michelle.
    O membro do conselho olha sério para Michelle.
    — Ótimo, porque se não descobrirem quem são os culpados, quem vai cair é você, Michelle.
    Michelle olha preocupada.
    No horário do almoço, Vitor está no refeitório da escola, com uma camisa regata e seus braços definidos à mostra, quando ele vê Laura Alencar com outras líderes de torcida. Laura está segurando uma bandeja com o almoço dela. Vitor tem uma ideia e sorri.
    Ele vai na direção de Laura, que está andando, e tromba propositalmente nela, derrubando a bandeja e sujando a regata dele.
    — Oh, me desculpe! — disse Laura.
    Vitor olha para sua camisa manchada e finge estar irritado.
    — Deixa-me ajudá-lo — disse Laura, se aproximando de Vitor.
    — Você deveria estar ensaiando.
    — Deixa eu cuidar disso, ok? — disse Laura, sorrindo.
    Vitor sorri.
    — Ok, isso é muito legal da sua parte.
    Vitor tira sua camiseta ali mesmo no refeitório e entrega para Laura. Ela sai do refeitório e Vitor a segue. Helena e Maju olham de longe, incrédulas pelo que acabaram de ver.
    Ellie vê Lara entrando na sala de cópias e percebe que esse é o momento perfeito para falar com ela. Ellie entra na sala.
    — Oi. — disse Ellie.
    — O que está fazendo? — perguntou Lara.
    — Você vai me ignorar para sempre?
    — Faz só três dias.
    — É, mas cada dia que passa é como se fosse um ano — falou Ellie.
    — Não exagera. Você treinou comigo porque foi obrigada. Mas me usou pra chegar na Bella e achar quem desenhou na parede da escola.
    — Você poderia ter me contado. — disse Ellie.
    — Ah, já que você foi tão honesta? — Lara perguntou com um tom de ironia.
    Ellie faz uma pausa.
    — Tá, essa eu mereci... Mas você não falou a verdade também.
    — Eu queria te contar...
    Um aluno entra na sala e interrompe.
    — Vocês não têm outro lugar pra namorar?
    — Não estamos fazendo isso. — disse Lara, brava. Ela olha para Ellie. — Eu queria te contar que eu fiz o desenho. Queria dizer como me sentia, como pensava em você o tempo todo, que quando olho pra você, sinto meu coração literalmente batendo em meu ouvido. E quando você fica nervosa, eu também fico, porque é a coisa mais idiota e fofa que já vi. Talvez por isso eu não te contei. Porque eu sabia que era bom demais pra ser verdade. A gente não escolhe por quem se apaixona, agora eu sei.
    Lara se vira querendo sair da sala.
    — Lara, olhe pra mim. — Ellie pediu com um olhar ansioso.
    Lara se vira de volta para Ellie.
    — Eu gosto de você. — disse Ellie.
    Lara olha sério para Ellie.
    — Eu não quero ser a segunda opção.
    Lara sai e deixa Ellie sozinha.
    — Eu... — Ellie tenta dizer algo, mas Lara já está longe.
    Enquanto isso, Franci reúne o resto do time para se voltarem contra Zara.
    — E você deve confessar e assumir total responsabilidade pelo desvio do dinheiro e pela foto de Francine. — disse Joana.
    — Eu não posso fazer isso, não fui eu quem fez isso — disse Zara, com um semblante de choro.
    — Zara, se você não fizer isso, todas nós seremos consideradas culpadas, seremos expulsas do estadual e até da escola. Como capitã, você deve se sacrificar pelo time — falou Lila.
    Zara respira fundo.
    — Certo, eu vou fazer isso por vocês, meninas, e mostrar como eu me importo com vocês.
    Ellie, Liv e Adryan estão no pátio da escola.
    — Ô, Senhora Presidenta, não esquece de preparar um discurso pra sexta, hein? — disse Adryan para Liv.
    — Com quem você acha que está falando? Meu discurso já está pronto e revisado, meu bem.
    Ellie está do lado, olhando o celular.
    — Ela não posta nada há 12 horas. Isso é muito estranho?
    — Relaxa, Ellie. — disse Lívia.
    — Você está odiando não saber o que ela está pensando, né? — disse Adryan.
    Ellie suspira.
    — Eu não vou responder isso. Eu só sei na encrenca que vai dar pra Lara se eu dedurar ela. Eu não sei o que fazer.
    — Você pode fugir? — disse Liv.
    Ellie sorri.
    — E por isso que votei em você, Liv. — disse Ellie, saindo em seguida.
    — Obrigada. — respondeu Liv.
    Liv e Ellie saem, e Adryan fica olhando com cara de bobo.
    — Espera aí. Você não votou em mim, Ellie?
    Adryan vai atrás delas.
    Franci encontra Di no corredor.
    — Por favor, me diga que os crachás dos participantes estão prontos.
    Di entrega os crachás a Franci. Ela o beija e, sorrindo, começa a olhar os crachás.
    — Deus, eu amo seu sorriso — falou Di. — Por isso que odeio ter que te mostrar isso.
    Di entrega seu tablet para Franci com uma página do Facebook aberta.
    Franci começa a ler.
    — Isso foi postado há alguns minutos atrás — disse Franci. — Diz que fui eu que peguei o dinheiro do time.
    — Isso é um absurdo — falou Di.
    — Se meu pai ver isso... — Francine olha para Di. — Você acha que foi o chantagista? — perguntou Francine.
    — Eu tenho certeza de que não foi ele — respondeu Di.
    — Mas ele postou aquelas coisas sobre a Zara.
    — Mas não foi ele — disse Di com convicção.
    — Como você pode ter tanta certeza? — perguntou Francine.
    Di apenas olha pra ela em silêncio.
    — Você é o chantagista? — perguntou Francine, saindo e se afastando de Di, que vai atrás dela.
    — Eu só estava tentando ajudar.
    — Ajudar? Sem você, ninguém saberia do roubo, e eu não estaria passando por isso.
    — Eu não queria que isso acontecesse.
    — Mas aconteceu, Di! Você não pensou nas consequências disso!
    — Me desculpe, Franci. Eu só fiquei com raiva depois que vi como você ficou depois de ser expulsa do time. Eu queria fazer a Zara desistir e você poder tomar o lugar dela.
    — Como você pode fazer isso comigo? — questionou Franci, irritada.
    — Eu fiz isso por você — respondeu Di. — O que aconteceu com você foi totalmente injusto; eu sou um super-herói.
    — Não! Você não é um super-herói; você é um garoto idiota que fez uma coisa idiota e agora meu pai vai me odiar para sempre! — Francine olha para o tablet. — E agora eu tenho que dar um jeito de sumir com isso antes que alguém veja.
    — Beleza, então deixa eu te ajudar.
    — Não. Você já fez o suficiente.
    Di olha para Franci e vai embora chateado.
    Vitor está com Laura, que está limpando a camiseta dele, enquanto ele está em pé em frente a ela, exibindo seus músculos disfarçadamente.
    — Obrigado por isso! Eu estaria tão perdido se não fosse você — disse Vitor, tentando fazer uma voz sedutora.
    — Eu sempre levo um kit anti manchas comigo. Tudo tem que estar perfeito pra mim — disse Laura, sorrindo.
    Ela se levanta.
    — Bem, esta pronta — disse Laura, entregando a camiseta limpa para Vitor, que a veste lentamente. Ela o ajuda a vestir.
    — Eu tenho que ir agora — falou Laura.
    — Espere — disse Vitor. — Antes de você ir, posso tirar uma selfie com minha heroína?
    Laura sorri e concorda. Eles tiram uma selfie.
    — Perfeito! Posso ter seu número? Vou te mandar a foto.
    — Claro! Estou surpresa como você é diferente do que eu pensava.
    Vitor faz uma expressão confusa.
    — Como assim?
    — Você é amigo da Zara. Aquela menina é uma ladra idiota e metida.
    — Isso não foi provado — disse Vitor, com uma expressão séria.
    — Não, mas tenho certeza que foi ela.
    — Ei, não fale assim dela. Você não sabe o que ela já passou.
    — Ah, claro! Vai defender a amiguinha, né?
    — Ela é uma pessoa muito melhor do que você — disse Vitor, saindo da sala em seguida.
    Franci encontra Zara em uma sala de aula e a confronta.
    — Zara, por que você fez aquela página no Facebook?
    — Como você sabe que fui eu?
    — Eu apenas sei.
    Zara sorri.
    — Sim, fui eu.
    — Você falou que ia assumir a culpa por tudo — disse Franci.
    — Sim, mas eu pensei melhor; com o seu pai rico, nada vai acontecer com você.
    Franci olha incrédula para Zara.
    — Você é uma falsa, Zara! Uma pessoa ruim e amargurada, que machuca as pessoas pra conseguir o que quer. Você vai acabar ficando sozinha e sem amigos.
    Franci sai da sala.
    Enquanto isso, Bella está na sala do treinador Miguel Rodrigues.
    — Meus uniformes e os da Lara.
    — Obrigado, Bella. Coloca aí.
    Bella sai da sala; em seguida, Ellie, Liv e Adryan entram para entregarem seus uniformes.
    — Ah, Ellie, a Michelle quer falar com você.
    — Eu sei, já estou indo lá.
    Luciano está terminando seu discurso no Fórum da Tecnologia
    — Mas, para mim, vocês são o futuro. Obrigado.
    Todos aplaudem.
    — Obrigado, obrigado. Bem, eu também quero agradecer à minha querida filha Francine, porque ela ajudou a organizar este evento.
    A plateia aplaude e Franci, que está ao fundo com Howard, acena agradecendo.
    Luciano continua falando.
    — Antes de responder às perguntas...
    Enquanto isso, Franci se vira para Howard.
    — Não há algum lugar onde você possa reclamar para derrubar isso?
    — Eu estou tentando, Franci.
    — Você não pode hackear isso?
    — Eu estou tentando isso também, mas está muito difícil.
    — Então me diga o que posso fazer?
    — Você pode contar ao pai antes que ele descubra pela imprensa.
    — Eu não posso fazer isso; ele vai me odiar. Além de atrapalhar as coisas pra ele.
    Uma jornalista levanta a mão.
    — Eu tenho uma pergunta. Como você pode controlar uma empresa se você não pode controlar seus filhos?
    Luciano sorri ironicamente.
    — Presumo que haja alguma notícia nova sobre meu filho Peter que eu não estou sabendo.
    — Não é Peter; sua filha foi desmascarada como autora do desvio de dinheiro do time de vôlei da escola.
    Luciano olha desapontado para a filha, que olha assustada para o pai.
    — Tarde demais — disse Howard à irmã.
    Os olhos de Franci se enchem de lágrimas enquanto ela olha para o pai.
    Na escola, Ellie entra na diretoria.
    — Bem, vamos acabar logo com isso. Fui eu quem fez o desenho. Aceito as consequências e vou enfrentá-las.
    — Ellie, senta aí — disse Michelle seriamente.
    Ellie senta.
    — A Lara Carvalho veio agora há pouco aqui e confessou.
    — O quê?
    — Sim, eu suspendi ela e, se você quiser, eu suspendo você também, é só me falar.
    — Você suspendeu ela?
    — Sim, ela veio aqui, me deu todas as provas necessárias e ela vai poder voltar no próximo semestre.
    — Próximo semestre?
    — Sim, próximo semestre. Porque, espanto, o semestre já acabou. Agora pode sair que tenho muitas coisas pra fazer.
    — Tá beleza, estou indo.
    Ellie está no corredor da escola pensativa. Então ela tem uma grande ideia e sai andando mais apressada.
    No refeitório da escola, Vitor está sentado quando Gui, Maju e Helena chegam.
    — E aí, Vitor, já conseguiu o número da Laura? — perguntou Gui.
    — Na verdade, eu decidi não pegar o número dela. Ela falou mal da Zara.
    — Eu não quero nem saber — disse Helena.
    Ela entrega a eles uma sacola contendo as roupas de líderes de torcida.
    Enquanto isso, no pátio da escola, Liv e Adryan estão se beijando.
    Ellie aparece de repente.
    — Me ajuda, Liv, ligue pra Bella.
    Os dois olham sérios para ela.
    — Você tá brincando, né? — Adryan olha para Liv. — Ela está tendo uma recaída.
    — Não estou! Vamos, eu explico tudo no caminho. Vamos logo! — Ellie sai correndo.
    Liv e Adryan se levantam e pagam suas coisas.
    — Tá indo pra onde? — perguntou Liv.
    — Espere, Ellie! — Adryan gritou.
    Na mansão Moretti, Luciano e Franci conversam.
    — Pai, não fui eu quem roubou o dinheiro.
    — Você vai falar com a empresa e assumir a responsabilidade pelo que fez.
    — Mas pai...
    Luciano sai irritado da sala.
    Vitor está na escola vestido de líder de torcida.
    — Vamos lá, Vitor, bem animado — disse Helena.
    Ela dá o play na música e Vitor começa a dançar enquanto Helena, Gui e Maju riem. Outros alunos chegam e observam Vitor dançando.
    Zara se aproxima de Vitor.
    — Então é isso? Você está tirando sarro de mim?
    Vitor olha e para de dançar.
    — Não, Zara, eu nunca faria isso e não me importo com o que estão falando de você. Eu sei que você é uma boa pessoa.
    Zara sorri.
    — Use essa roupa no próximo jogo do time de vôlei amanhã.
    Vitor sorri, acena com a cabeça e continua dançando.
    Quando chega a hora da coletiva de Franci, ela não está em lugar nenhum.
    Peter entra na sala.
    — Pete, você viu a Francine? — perguntou Luciano.
    Peter olha confuso e responde:
    — Não, o que está acontecendo?
    — Crise familiar. Surpresa! Pela primeira vez, você não é responsável.
    Depois que Luciano diz isso, Peter parece desconfortável.
    Howard aparece.
    — A Franci não está no quarto dela.
    Luciano bate as mãos na perna, claramente irritado.
    Longe dali, Franci anda pela rua, visivelmente chateada com o que aconteceu. Ela se encontra com Di.
    — Me ajude, Di. Vamos fazer a Zara pagar pelo que ela fez.

    Personagens Recorrentes (ordenados alfabeticamente por sobrenome)
    Esther Goes
    Luciano Moretti
    Miguel Rodrigues
  • Essa cidade

    Desde que vc foi embora, não consigo mais passar em frente aquele ponto de ônibus e não lembrar de vc, não consigo fazer o caminho de casa por entre aqueles becos escuros e assustadores, que me atormentam com o som de sua voz, não posso nem passar em minha rua mais sem lembrar vir a tona sua sua lembrança, e tbm não posso andar pela cidade, pq até os lugares em que nos nunca estivemos me lembra vc, as avenidas que não passamos, os cafés que não tomamos, os bares aos quais nós nunca nem se quer entramos, peças que não assistimos, museus que nunca frequentamos, a sua memória ressurge sem ser chamada, sem razão motivo ou circunstância, e a cor dos teus olhos é da tua pele está presente em cada maldito lugar dessa cidade, em cada rua ou estabelecimento, poderíamos ter vivido momentos incríveis, mas vc optou por deixar isso só em minha imaginação 
  • Estátua Humana

    Sou uma estátua humana
    Inerte e estática, mas ainda humana
    E, sendo humana, tenho sentimentos
    Mas todos se parecem iguais

    Até mesmo as novidades não mudam isso
    Talvez porque toda novidade não é uma novidade
    Algo ruim aconteceu, mesmo que tenha sido planejado para ser bom

    Mas como toda boa estátua humana, sigo
    Talvez esperando uma boa novidade ou um bom sentimento
    Para que assim possa sair da inércia e me movimentar um pouco
    Deixando por um segundo de ser a porra
    De uma
    Estátua
    Humana.
  • Eu não sigo a ordem das Páginas

    Eu parei de escrever. Cansei de pausar a vida e vomitar palavras doloridas. Eu parei de escrever porque eu parei de tirar de mim letras agudas que machucam minha alma. Eu parei de escrever porque é só isso que sai das minhas mãos.
    Eu parei de tentar forçar um gosto doce em uma fruta azeda. Parei de puxar um prédio na direção do abismo. 
    Eu parei. 
    Parei pra respirar e esqueci de voltar.
    Eu parei de acreditar.
    Eu parei e continuo parado, sem nem pensar em voltar.
    Eu não sei se quero voltar.
    Mas essas letras que arranham minha carne por dentro continuam gritando na minha garganta.
    Eu parei de querer controlar.
    EU NÃO SIGO A ORDEM DAS PÁGINAS DO MEU LIVRO FAVORITO.
    Eu não mereço ter que seguir uma linha na qual eu não acredito e não me encaixo. Eu mereço desenhar a minha própria linha, isso se eu quiser desenhar.
    Eu mereço.
    Eu me mereço.
    E eu voltei a escrever.
    Porque eu voltei a vomitar o que está dentro de mim.
    Porque eu acredito que esse vômito um dia vai acabar e só vai sobrar
    flores.
  • Eu Queria Saber Me Despedir de Você, Mas...

    Não dá pra viver apenas com lembranças suas...
      Quando acho que estou livre uma lembrança sua me prende novamente. Porque foi motivos de muitas poesias, e teus olhos cor de mel são todo o açúcar que eu quero beber. Na teoria não quero você, mas na prática tudo se torna diferente. Não poderia doer mais ver você sofrer. O sentimento de impotência não é algo que sinto com frequência, mas é você que me faz sentir isso. De olhos vendados sem ver nada, sentindo afundar tudo o que eu sempre quis. 
      Essa é uma carta de despedida minha pra você. Eu não sabia me despedir, mas tenho que aprender. Porque choro por mais motivos seus do que você chora por si mesmo. 
    Se não dar pra viver apenas com lembranças suas...vou ter que aprender a viver sem nada sobre você.
  • Eu Sou A Cura

    É porque todo dia eu converso sozinha;
    Todo dia eu danço sozinha;
    Todo dia eu canto sozinha;
    Porque eu me consolei;
    Porque eu me aconselhei;
    Eu apaguei a luz e eu a acendi;
    Porque eu cuidei de mim;
    Eu tenho orgulho do que eu fiz;
    Porque eu me abracei;
    Porque eu estava lá, eu vi, eu chorei, eu ri, eu morri, eu renasci de mim, e por isso eu tenho orgulho...porque eu me dei a facada e eu me curei;
    Sozinha;
    E eu me curei sozinha...
  • Eu Te Amo Tanto

    Quando eu te vi pela primeira vez, era numa tarde ensolarada, eu estava dentro do ônibus e você subiu. Me encontrei parlisada por alguns segundos quando bati o olho em você, senti minhas mãos frias e eu não sabia o porquê disso, desde então, eu não parei mais de te procurar em todos os rostos que eu via.
    Foi assim por uns longos anos, até que tivemos nossa primeira conversa através de um amigo em comum, eu logo me senti conectada, nossas ideias sempre bateram, nossas idiotices faziam os dois darem gargalhadas gostosas juntos.
    Foi então que depois de alguns meses tivemos o nosso primeiro beijo, sinto a sensação até hoje. Meu Deus! não poderia ser melhor. Foi dali que comecei a sentir que era você.
    Assim que nossos lábios se tocaram eu senti uma coisa surpreendente vindo de dentro de mim, é uma mistura de sentimentos, todos sentimentos bons possíveis que um ser humano pode ter, uma coisa tão louca que eu não sei explicar, mas que sinto toda vez que nossos lábios se encontram novamente.
    Toda vez que bato os olhos em você, andando, sorrindo, distraído, de qualquer forma, eu fico maravilhada, como se fosse a primeira vez que eu te vi.
    É como se eu me apaixonasse por você toda vez que eu te encontro em algum lugar, como se fosse a primeira vez novamente, e eu amo isso.
    Aliás, eu amo tudo em você: amo seu jeito distraído, amo como sua risada soa, amo as curvas do seu sorriso, amo suas mãos, amo seus dedos tortos, amo seu timbre, amo seus olhos, amo seu nariz, amo o seu carinho, amo toda sua personalidade, amo suas olheiras escuras e profundas, assim como meu sentimento por você é: profundo! Tão profundo que eu quase me perco nele, de tão grandioso que consegue ser. Tão profundo que as vezes eu não sei como demonstrar ele, e eu tento de todas as formas botar ele pra fora pra você saber o quão amado é! 
    Eu te amo tanto.
    Por mais que eu queira que nós dois dessemos certo, a minha prioridade é te ver feliz, mesmo que nos braços de outra, minha prioridade é você está bem.
    Mas... Eu te amo tanto.
  • FELICIDADE NA DOR: PARTE 1

    Flávio estava deitado no sofá de casa assistindo uma partida de futebol. Seu time em noite inspirada vencia e convencia. Em dado momento a campainha tocou, aborrecido por desgrudar os olhos do jogo foi atender. Era a sogra Carmen, alinhara com Julia de lhe aguardar pós trabalho. O casal havia se mudado a pouco e a moça aceitou a ajuda da mãe para arrumar alguns objetos. Notou de imediato o clima festivo, pois seus olhos brilhavam eufóricos, a recepcionou com um abraço e não querendo  incomodar tratou de ir para a cozinha.  As tarefas pareciam óbvias afinal eram copos, talheres dentre outros utensílios necessitando de arrumação.

    Eram vinte e duas horas e trinta minutos, enquanto organizava as coisas Carmen ouvia os gritos do genro alucinado.  A vizinhança colaborava afinal o time era popular na cidade. A exibição de gala merecia gritos, xingamentos e toda espécie de desabafo. Talvez aquela não fosse a ocasião propícia, olhou para a bolsa trazida a tira colo e buscava decidir se faria ou não aquilo. Os pensamentos a levaram, momentos inesquecíveis e não teria volta.

    O time fez mais um gol, necessário para classificar a próxima etapa do torneio. Eram fogos de artificio, buzinas de carro e todo tipo de som para comemorar. Flávio embalado seguia em puro êxtase e a rouquidão tomou conta. Carmen a cada explosão sentia o corpo flamejar, as mãos tremulas, suor e mente desgovernada. Foi quando levantou da cadeira, pegou a bolsa e foi até a sala. A aproximação foi notada e ao virar-se percebeu a sogra tirando algo, era uma arma calibre trinta e oito. Foi tudo muito rápido e quando menos esperou já havia recebido três tiros no peito. A atiradora chegou perto e observara o corpo estirado. Ele sussurrava por socorro, o medo estampado no olhar enquanto dava os últimos respiros.  E a sogra ali, com certo prazer, feliz, mesmo observando dor.

    CONTINUA...
  • FELICIDADE NA DOR: PARTE 3

    Julia estava cansada, o plantão de vinte e quatro horas fora acirrado. Para complicar a cidade de pernas para o ar atrasou seu retorno. Por conta disso contactou a mãe para desmarcar sua visita mas o celular teimoso em caixa postal. Eram vinte e três horas e cinquenta e oito minutos e aquela altura pensava apenas em relaxar.

    A moça estava na rua de casa, muitas pessoas circulavam e pelo horário chamava a atenção. Visualizou carros de polícia e ao se aproximar pareciam estar em frente a sua residência. O temor concretizou-se, coração disparado e pernas trêmulas. Policiais adentravam, uma área isolada demarcada e curiosos ao redor. Parecia filme mas era verdade.

    Julia quiz entrar e foi impedida, transtornada se apresentou como dona da casa e uma confusão teve início. A investida surtiu efeito, adentrara e a imagem chocante. Uma enorme poça de sangue e no chão, sem vida, o marido Flávio.  A moça caiu em prantos, tudo girava, seria pesadelo ou alucinação, assim imaginava. Os policiais a ampararam e mesmo sem condições psicológicas inúmeras perguntas começaram.
    A jovem mulher não sabia onde estava. Em poucos minutos seu rosto inchado devido ao choro ilustravam o cenário estarrecedor. Por estar sem condições os oficiais entraram em contato com sua família e expuseram o  fato ocorrido. Janete foi a escolhida, mesmo em pedaços a moça não quis envolver os pais para dar de imediato a notícia.

    Naquela hora Carmen chegava em casa e pensava se fez a escolha certa. Imaginava a dor da filha e isso lhe cortava o coração. Mas decidiu ligar para as autoridades e agora restava esperar e não levaria muito tempo, precisava correr.

    CONTINUA...
  • Galeria de espelhos

    Não vejo; e por não ver, tenho medo.
    Não do mundo, ele eu domino um pouco mais cada dia.
    Medo daquela moça no espelho.
    Ela mora no depois, ela ainda não chegou.
    Eu vejo tantas versões que não sei em quem acreditar.

    Não tento; e por não tentar, nunca saberei.
    Então o espelho quebrou, e ela veio me falar.
    Para não temer, ou isso me faria perder de fato.

    Não esito; e por não esitar, conquistei tanto.
    Uma casa, um noivo, minha escrita.
    Tantas versões de mim,
    E finalmente algum sentido.

    Não temo; e por não temer eu tento.
    E por tentar, eu cresço.
    E ao crescer, aprendo.
    Ao aprender, eu venço.
  • Guia Politicamente Incorreto da Terra Plana

    Livro: Guia Politicamente Incorreto da Terra Plana

    Autor: Óvulo de Cavalo

    Editora: Não Cogito

    Biografia do autor: Óvulo de Cavalo nasceu em Taubaté (SP), mas passou muitos veraneios em Atibaia. Reza a lenda que ele abandonou o Ensino Superior por razões intelectuais. Dizem que o seu cérebro é tão grande que quando espirra, sai uma teoria. É graduado em Histeria, mestre em Histeria Social, e possui doutorado em Histeria Coletiva com a tese Tudo que você não deve saber para continuar um idiota completo. Bacharel em Filosofada na FDP. Mestre em Parapsicologia pela Universidade Tautológica das Falácias Agudas (UTFA). Especialista em Ciência Apolítica. Especialista em Egolatria. Especialista em Enpistemologia da Histeria. A bibliografia do autor é muito vasta, mas indicamos os seguintes livros O que é Pseudocrítica Cultural?, Democracia do Discurso Único, Enpistemologia Histérica, Defesa do Criancionismo, A Terra é um Beiju de Tapioca e outros ensaios, Sejamos todos Terra-planistas!.

    Fonte: Wikifake

  • Hannya the last


    Um sábio uma vez disse:Não importa quantas vezes eu perca, Tudo o que tenho a fazer é ganhar uma vez no finalNo fim, todo mundo mais cedo ou mais tarde Senta-se para um banquete de consequências 
    Então me diga o porquêQue viemos a nos aproximarE ao longo do tempo nos machucar Eu preciso saber! Por quê?!
    Fui tomado por um sentimentoIntenso que me fez ter uma combustão Descobri que no fim Tudo não passava de uma ilusão
    Abandonado nesse mar,Aqui estou tentando te encontrar Nesse grande mar, como um pirata Em busca do tesouro genuínovou prosseguir até achar!
    Sei que talvez contigoNão possa seguir,Mas mesmo assim...Enfim, sinto que achei
    Querendo melhorar Melhorei! No fimSoube que me enganei Mas por que o tesouroMe leva sempre a você?

    Afinal, labareda se esvaiu,Esvaindo como água Mas continuo a sentirAlgo por você? Talvez Por quê?! Por quê?!
    Cansei!Quantas vezes tive afastar?!Me afastei!Quantas vezes me martirizei?!Lamentei!Sinto que ansiei...Desejei!Me empenhei, mas aindaAssim fracassei!

    Enfim,Eu agi como se não fosse grande coisa, Quando realmente estava machucando Meu coração...
    Em tempos de outrora navegaraPela beldade do teu sorriso, Não só em outrora,No presente também naveguei...She's so crazy I love her!
    Acho que eu não sou forte o bastantePra cortar nossos laços...Afinal eu sei, sinto que falhei...A luta que eu mais percoÉ contra mim mesmo!
    Meu esforço Não fez o menor sentidoJá que eu não acreditei em mim mesmo!
    Há um pássaro no céu,Livre!Mas distante de tiÉ quem eu souIsso eu posso sentir!Não venha mentirNo fim, você sabe que 
    Procurei o meu lugar,Não achei... Logo dianteO mundo... desbravei! Superei? Superei!Acho que logo me exaltei 
    Um sentimento nostálgico urgia Das profundezas do meu âmagoQuando eu te encontrei,Por quê? Não seiO mesmo de antes, não sou, mas haja o que houverItinerante errante, vaga em busca de...
    Sabendo que:Todos ou tesouros nos levam a cometer erros,Mas o tesouro genuíno faz-nos cometer os mais ridículosPode ser difícil agora Porém eu vou ficar bem, afinalSinto que sou o mais forte aquiNão sou anjo, tampouco demônio, Apenas um mero humano  Incapaz de demonstrar Emoções, ações e sentimentos 
    Nietzsche diz queAmamos o que Idealizamos Mas mesmo sem idealizarAmei por completoSua existência, seu ser...
    Você, continua A me encantarQuando cantaNão só cantando,Sendo você mesmaLinda, tão pouco mansaSorriso resplandecenteAscendente no meu corazónNo fim pude te encontrar, Lótus:Lakshmi; Látom!

    13/06/2022

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