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Os Guardiões 3ª parte

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Os Guardiões - Capitulo 1 - 3ª PARTE

Cena 06-dentro do vaticano/Roma/Aposentos do padre Françoa - Interna. Dia

Algum tempo depois, os dois estão no dormitório de Françoa examinando as cópias dos manuscritos encontrados pelo padre Luide, no ano de 1955. Junto estava à carta enviada pelo seu tio, que relatava toda sua preocupação. Padre Albertini com ela em mãos começava a lê-la.

FRANÇOA – Esta é a carta que meu tio me enviou no inicio de meu seminário. Após Ler esta carta, finalmente decidi que deveria me tornar um padre. Leia esta segunda folha. (entregando duas folhas da carta de seu tio)

ALBERTINI- (Pegando e lendo a carta)... Seu conteúdo é muito importante, e não deve revelá-lo a ninguém por hora. Até que voce termine a tradução. Levei muito tempo descobrindo maneiras de efetuar a tradução para não me equivocar. E isso me tomou um tempo precioso e por isso não consegui terminar a tempo, mas até onde pude traduzir tratasse de uma profecia, escrita por um anjo de Deus, um anjo chamado Neuzelan. O conteúdo do manuscrito me assombrou completamente, pela riqueza de detalhes. A primeira parte da profecia diz que quando o mal for libertado, a luz se transformará em trevas, a terra se abrira, e dela fluirá os demônios e a escuridão. Eles invadiram os céus manchando os salões celestiais de sangue. Os clarões serão vistos por todos os seres vivos e não vivos, os mundos serão mergulhados na infinita noite. E finalmente o mal, que outrora viveu preso e silenciado por eras, reinara absoluto profanando todos os reinos de Deus. A segunda parte fala que as criaturas amaldiçoadas e banidas dos salões celestial, os chamados entes das trevas, os anjos caídos, escaparão de sua prisão, conhecida como o cativeiro da “redenção”... Bem meu querido Françoa foi até onde pude traduzir. Pois a doença retirou todas as minhas forças. Tudo que precisa para continuar a tradução segue em anexo a esta carta. Entrego a você a possibilidade de salvar o mundo. Sem mais, e esperançoso num futuro melhor, assinado Luide Trevian.

Françoa pegava uma pasta na escrivaninha que estava repleta de documentos e retirava uma das muitas folhas e entregava ao padre Albertini.

FRANÇOA – Então terminei o que meu tio havia começado Albertini.

ALBERTINI – (pegando o documento e pondo-se para ler)... E eles serão liderados pela rainha em pessoa, e sob seu comando encontrarão o artefato sagrado da santa aliança com os homens, resgatarão as chaves dos portões do inferno, e libertarão o que outrora viveu preso, a essência do mal, e ele lançara sobre os mundos vivos a pior de todas as guerras, intitulada de o dia do juízo final.

FRANÇOA - A profecia é muito clara Albertini. Ela até cita com precisão à aparição dos anticristos, que o príncipe do mal já enviou sobre esta terra. Um deles em especial sacrificou Judeus em nome deste demônio, e já naquela época Hitler procurava secretamente este misterioso artefato sagrado a pedido de seu mestre.

ALBERTINI - (Balança a cabeça estupefato e olhando para Françoa) Por Deus Françoa, se isso tudo for verdade... Você acredita que isso possa mesmo acontecer Françoa?

Dizia assustado mesmo antes de terminar a carta o padre Albertini, enquanto Françoa separava os documentos na mesa.

FRANÇOA - A guerra é verdadeira Albertini. Os manuscritos são ricos em detalhes.

ALBERTINI – Por Nossa senhora... Isso é muito serio Françoa. Há como provar a veracidade da profecia?

FRANÇOA – Há vários presságios descritos na profecia, tais como o Tsunami da Ásia, os tornados de Los Angeles, a doença viral dos animais que ocorreu em todo o mundo, o vírus da AIDS que contagiou muitos em todo planeta, o terremoto do México, o atentado às duas torres gêmeas nos Estados Unidos, entre outras citações... Esta tudo aqui. O anjo queria ter certeza que quem achasse os manuscritos tivesse convicção que tudo que está escrito nele é verossímil.

ALBERTINI – (olhando os documentos) E o que diz o arcebispo Manoel? Diante de todos esses fatos.

FRANÇOA - Simplesmente ele diz que tudo não passa de loucura, que tais manuscritos são uma heresia feita por adoradores do demônio para instalar o caos junto à igreja.

Padre Françoa dizia isso enquanto levantava-se e dava uma volta entorno de padre Albertini, que tinha seus olhos arregalados. Era notório toda frustração de Françoa com a igreja

FRANÇOA - E você meu amigo o que acha?

ALBERTINI - Deus não nos daria acesso a tais informações, se não desejasse que fizéssemos alguma coisa a respeito. Deve haver uma maneira de evitar está profecia?

FRANÇOA - Foi isso que mostrei ao arcebispo Manoel. Eu traduzi todos os manuscritos. (sentava-se novamente mexendo nas copias sobre a mesa) No entanto não tenho a parte final da profecia. Falta uma das paginas. Mas até onde traduzi, depois da descrição da destruição, o anjo Neuzelan fala com tom de esperança sobre um grupo dentre os inúmeros guerreiros enviados pelo grande pai celestial, que se uniram por vários motivos. Diz também que do chão desta terra, um guerreiro renascera com as forças dos dois mundos. O escolhido dentre todos pelo seu poder e seu amor, e este os guiara entre as flechas e a escuridão. A um pedaço em letras avermelhadas que fala de uma espada celeste... Afirmando que para vencer o mal absoluto ela devera ser encontrada.

ALBERTINI – Espada celeste... Que tipo de espada será essa? Será ela a espada de Deus?

FRANÇOA - Não há muito sobre ela... Infelizmente o resto da profecia está perdido. Logo o futuro é incerto, mas a esperança existe Albertini.

ALBERTINI – Mas a profecia nos contempla com a data que esses eventos de guerra acontecerão?

FRANÇOA - A guerra já começou. (lendo) “E eis que eles aparecerão para o mundo na semana da páscoa do ano de 2009, a guerra então será declarada. E a pior guerra jamais vista incidirá”. Há uma mensagem no manuscrito que não consigo traduzir, mas o anjo Neuzelan me conforta dizendo que esta parte está reservada ao escolhido. Por isso é necessário encontrá-lo meu amigo Albertini

Albertini tira seus óculos e o limpa com seu lenço que havia retirado de seu bolso, e depois coloca os óculos novamente, guardando o lenço, e

Depois encara seu amigo por alguns momentos. Ele se vira e anda até o fim do quarto, e para de frente a uma parede pintada num tom de branco gelo onde uma cruz de madeira envelhecida estava pendurada. Ele a fita com certo brilho no olhar e sorri. Padre Françoa que esta as suas costas, nada vê e fica apreensivo e resolve questioná-lo.

FRANÇOA - O que me diz meu amigo?

ALBERTINI - Estou junto com você Françoa. Não me tornei padre para ficar atrás de uma mesa fazendo somente serviços burocráticos, mas para ajudar os homens a serviço de Deus, e se ele nos conclama para esta empreitada, farei tudo ao meu alcance para que o mundo dos homens não mergulhe nas trevas. (dizia isso se aproximando de Françoa e lhe dando um abraço afetivo)

FRANÇOA - Preciso lhe por a par de outros fatos Albertini. Fatos esses que determinam à periculosidade que este manuscrito nos impõe. Na primeira pagina da carta há uma informação sobre o arqueólogo responsável da expedição que morreu misteriosamente, como todos que estiveram ligados com a escavação.

ALBERTINI – Entendo. Mas se este é o risco para livrar a humanidade de um grande mal. Vale à pena Françoa, somos serviçais de Deus. Mas ainda não entendi porque preciso ser seus olhos aqui dentro? Tens desconfiança de alguém?

FRANÇOA – Não Albertini, apenas um inquietante pressentimento. Preciso que você se torne meus olhos aqui dentro, e também minha voz meu amigo. Precisamos comprovar a veracidade desta profecia junto ao Vaticano e não será nada fácil, e temos que agir muito rapidamente antes que seja tarde demais. Como disse a guerra já começou, devemos nos preparar para dias negros meu amigo, e se não conseguirmos devemos nos preparar para anos infindáveis de trevas.

ALBERTINI – Tenha fé meu nobre amigo. (Repousando a Mao sobre o ombro de Françoa) Nós conseguiremos, tenho certeza disso, sinto isso em meu coração.

FRANÇOA – É a única coisa que me mantém na trilha meu velho amigo. Fé.

ALBERTINI – Mas para aonde ira Françoa, e como achara este grupo de guerreiros que o manuscrito descreve?

FRANÇOA – Devo ir ao centro dos eventos, neste local encontrarei o grupo a qual o manuscrito se refere tal como o escolhido da profecia. Não será uma tarefa fácil Albertini mais preciso tentar.

ALBERTINI - Como saberá a localização do centro dos eventos? Entendo que as catástrofes registram a veracidade do documento, que ocorre como uma precisão espantosa. Mas como encontrara esse grupo de guerreiros a que a profecia se refere como o ícone de salvação?

FRANÇOA - A profecia detalha que haverá batalhas em todas as partes do mundo. Mas ela acontecera com maior intensidade num lugar especifico, pois se não for pelo artefato sagrado será pelo crepitar, e o crepitar esta no sudoeste do Brasil segundo o manuscrito. Os indícios de violência urbana só vêm aumentando nesta região, acredito que lá repousa a passagem que uni os dois mundos para aparição do mal.

ALBERTINI - O que mais posso dizer meu amigo a não ser boa sorte, e se precisar da minha presença não hesite em me chamar. (tom) A propósito aonde pretende ficar Françoa?

FRANÇOA - Tenho um grande amigo no Brasil, que desistiu do seminário, e abriu uma pensão, e que de certa forma não largou os ensinamentos de nosso senhor. A muito mantenho contato com ele, será um valioso aliado na minha empreitada em achar os guerreiros da profecia.

ALBERTINI - Então que Deus esteja convosco meu amigo.

FRANÇOA - Ele esta entre nós.

Cena 07-Fabrica abandonada/frente/São Paulo - Externa. Noite

Enquanto isso na cidade de São Paulo. Uma fabrica abandonada esta cercada por inúmeros carros da policia, peritos adentram e saem a todo instante da fabrica. Enquanto outros policiais vão cercando e lacrando a cena do crime. Luiza Manelli, detetive conceituada, de um corpo atlético que sempre estava com um rabo de cavalo, raramente soltava seus cabelos, chegava com seu carro mostrando sua identificação para furar o bloqueio. Após alguns metros Luiza para seu carro, e pega um maço de cigarros no porta luva, lentamente ela puxa o cigarro e o leva até a boca. Logo depois ela o retira e olha para a foto presa no tampa sol, que era a foto da sua filha.

LUIZA - Eu sei que prometi para de fumar filha. Tudo bem que seja hoje, tinha que começar em algum dia, e é hoje. Te amo meu amor, (tocando na foto) To com muita saudade. (tom) Vai ser uma longa noite outra vez.

Luiza havia prometido a sua filha Jéssica que pararia de fumar, mas precisava dar o primeiro passo. Ela então joga o cigarro e o maço pela janela. Para depôs pegar uma goma de mascar no bolso de sua jaqueta preta, e sai do carro desembrulhando-a. O detive Macedo da divisão de homicídio havia chegado mais cedo e se aproximava de Luiza para colocá-la a par dos fatos enquanto caminhavam em direção ao interior da fabrica.

LUIZA - O que esta fazendo por aqui Macedo. Você não é responsável pelo caso do guerreiro mascarado?

MACEDO – Bem. Eu era Luiza. Mas o delegado Álvaro que todo departamento neste caso. O guerreiro mascarado que espere ele disse.

LUIZA – Na verdade ele até nos ajuda. Mesmo fazendo justiça com as próprias mãos.

MACEDO – Ele deve ter assistido muitos filmes do Batman. Deve ser um fã dele em potencial.

LUIZA – O que houve aqui Macedo?

MACEDO - (puxando um bloco de anotações) Os 12 corpos lá dentro foram encontrados por um catador de latas. Ele foi detido para interrogatório. Segundo suas informações, ele entrou na fabrica abandonada com intuito de descansar por volta das 23h45min, quando se deparou com a cena do crime, assustado correu até o posto policial mais próximo. De acordo com o guarda do posto policial a hora informada confere. O primeiro relatório dos peritos indica que se trata de mais um crime do nosso famoso caso das sombras.

LUIZA - Alguém da imprensa no local?

MACEDO - Não. Já tomei as devidas providencias. Mandei ampliarem a área de restrição para evitar bisbilhoteiros.

Os dois param no meio do caminho.

LUIZA - Muito bom Macedo. Porque isso esta começando a fugir do nosso controle. Como se não bastasse à guerra dos traficantes, agora temos estas mortes sem sentido algum. Não sei por quanto tempo o delegado Álvaro vai abafar este caso junto à imprensa. Ainda mais colocando a culpa na guerra do narcotráfico.

MACEDO - Já não sei Luiza, se esconder isso do publico é viável, as mortes estão aumentando cada vez mais, e em intervalos mais curtos. Parece que uma nova guerra paralela ao trafico de drogas esta acontecendo em nossa cidade. Depois de meses ainda não descobrimos nada, ao contrario estamos cada vez mais perdidos, melhor diria, totalmente perdidos.

LUIZA - Se isso for aberto ao grande publico Macedo, imagine o caos que se instalaria na cidade. O povo já não aguenta mais a violência dos traficantes. Se este caso vir à tona imagine o tamanho das especulações, a histeria generalizada que esta cidade viveria.

MACEDO - Talvez Luiza, mas ainda acho que se as pessoas soubessem o que esta acontecendo verdadeiramente nas ruas elas se tornariam mais alerta.

Retomando a caminhada para o interior da fabrica.

LUIZA – Entendo seu ponto de vista Macedo. Mas é assim que o delegado Álvaro quer e assim será feito. A propósito o delegado já fez contato?

MACEDO - Sim, a mais ou menos meia hora. Como sempre, quando lhe disse que se tratava de vitimas de um possível caso das sombras, ele enlouqueceu no telefone e me soltou os cachorros.

LUIZA – Imagino como foi. Mas não é nada pessoal. Ele esta sendo pressionado pelo prefeito, que exige explicações imediatas de tudo que esta acontecendo. Quer a todo custo saber quem é o autor destas quantidades de mortes na sua região. Não é a toa que colocou todo o efetivo da policia na rua.

Continua...

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Atualizado em: Seg 8 Mar 2010

Comentários  

+1 #1 Abreu 06-03-2010 08:27
Aguardando novo texto...

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