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O SOFRIMENTO (Sátira as novelas mexicanas)

Uma Novela de:Adelmo Carneiro Neto

O SOFRIMENTO    1º CAPÍTULO

CENA 1/MANSÃO DOS CARVALHOS/EXT/DIA

Legenda: RIO DE JANEIRO 1987. Stock-Shot.

CENA 2 /MANSÃO DOS CARVALHOS /INT /DIA

MARTA /MAURO/ANTÔNIA/CIÇA

O Cenário com coisas da época o que a direção imaginar e uma imagem especial para flash-back a resolver com a direção. Mauro e a mãe Antônia estão na sala conversando sobre a gravidez da nora. Uma geral no cenário e corta para Ciça a empregada que vem para servir o chá. Voltamos para Antônia e Mauro que estão converMãe eu estou muito feliz
Eu vou ser pai o que mais
Eu queria vai se realizar!

ANTÔNIA
Vai... Meu filho, mas eu sou sincera você sabe que o que eu penso falo na
Hora...
Eu preferia que
Esse filho fosse com Célia...
Essa criança vai ser sem graça... Mas se você ama a Marta eu vou tentar compreender... Vou me esforçar...

MAURO
Mãe tente entender eu não
Amava Célia entenda isso... Mãe...
E respeite seu neto!

Ciça chega servindo o chá.

CIÇA
Com licença aqui está o chá!

ANTÔNIA
Obrigada Ciça pode se retirar!

CIÇA
Com licença!

Ciça volta para a cozinha. Full Shot em Marta que está grávida e vem descendo as escadas, mas antes que desça as escadas completamente ela sente dores a bolsa estoura.

MARTA
(DORES) Mauro já é hora
A criança vai nascer...
A bolsa estourou vamos pra maternidade (EMOCIONADA) ô meu Deus que essa criança venha com saúde proteja Meus Deus...

Câmera percorre, Mauro corre até as escadas para ajudar a esposa.

MAURO
Vamos o carro já está pronto, pois eu ia sair.
E não fui...
Meu filho vai nascer...

ANTÔNIA
Eu também vou com você filho!
Ciça olha para eles.
CIÇA
Deus que proteja vocês!

CORTA PARA.

CENA 3 /CARRO. AVENIDA/INT.EXT./DIA.NOITE

MARTA /MAURO/ANTÔNIA/CIÇA

Os três estão no carro indo para a maternidade Mauro dirige velozmente, Stock-Shot no veículo e começa uma chuva torrencial Helena está sentindo fortes dores Mauro está no volante nervoso Antônia está no banco de trás pensativa e mal humorada. Nisso corta Ângulo alto,corta para imagens de arquivo do dia até anoitecer,corta para o interior do carro.

MARTA
Mauro está sentindo muita dor
Não to suportando mais!

MAURO
Calma Marta calma agüenta...
Vai dar tudo certo viu
Confie (TEMEROSO) Ô Senhor abençoa essa criança meu pai... Meu filho meu Deus...

Marta sentido fortes dores se esforça e olha para a Sogra.

MARTA
Olha Antônia embora não goste
Do seu neto ele ou ela vai nascer e com saúde...

ANTÔNIA
Magina querida é impressão sua
A criança será bem vinda será uma alegria
Pro nosso lar...

CORTA PARA.

CENA 4/HOSPITAL. RECEPÇÃO. CORREDOR/INT/NOITE

MAUROS/ANTÔNIA/MARTA/FIGURANTES/ENFERMEIROS

Hospital movimentado três ou quatro atendentes na recepção atendendo algumas pessoas, Câmera mostra algumas pessoas pedindo informações às enfermeiras, um pouco mais ao fundo o medico dando algumas informações algumas pessoas chorando com seus familiares. Nisso entra Mauro desesperado pedindo para ajudar sua esposa.

MAURO
Por Favor alguém para ajudar minha mulher... Por favor, alguém aí para ajudar... Depressa por favor... Depressa... Rápido...

Nisso alguém da recepção pega o telefone e liga pra algum ramal do hospital pedindo que venha alguma ajuda, Logo chega de dois a três enfermeiros para ajudar Marta, eles vão até o lado de fora, em seguida entram com Marta deitada na maca e Antônia entra com Mauro. Muita tensão, os enfermeiros acalmam Marta. Câmera segue Mauro conversa com Marta.

MAURO
Calma meu amor vai dar tudo certo... Calma... Muita calma nessa hora... Meu amor tenha fé... Vai dar tudo certo...

Marta segura a mão de Mauro.

MARTA
(EMOCIONADA) Sim... Sim vai dar tudo certo... Nosso bebê vai nascer saudável...

Nisso Antônia fica por ali só olhando, logo chega à sala de parto.

ENFERMEIRA
Desculpem-me, mas vocês têm que voltar daqui por gentileza dirijam-se a sala de espera, por favor... (A MAURO) A não ser Senhor que queira assistir o parto...

Nisso os outros enfermeiros já tem levado Marta para sala.

MAURO
Não... Não esperarei na sala de espera... Muito Obrigado (A ANTÔNIA) Vamos mãe...

Mauro e Antônia vão em direção à sala de espera, câmera abre música cobrindo.

CORTA PARA.

CENA 5/HOSPITAL. SALA DE ESPERA. CORREDOR. QUARTO/INT/NOITE

MAURO/ANTÔNIA/AURÉLIA/INACIO/ENFERMEIRA/FIGURANTES

Câmera mostra alguns figurantes ali na sala de espera pessoas nas mais diversas situações Chorando, se abraçando com familiares etc. Nisso corta para Mauro e Antônia que entram na sala de espera e sentam-se.

MAURO
Como será que Marta está mamãe e a criança... Espero que dê tudo certo...

ANTÕNIA
Não se preocupe meu filho... Seu filho vai nascer saudável... Não se preocupe... Eu estou aqui para te apoiar no que precisar...

Mauro se abraça com a mãe.

MAURO
Obrigado mãe... Muito obrigado...

Nisso entra Aurélia e Inácio.

AURÉLIA
Mãe vim assim que soube que Marta esta dando a luz... (A MAURO) Ô meu irmão tenha muita calma viu vai acontecer tudo as mil maravilhas.

MAURO
Obrigado Aurélia...

INACIO
Mauro desejo a você sorte...

Mauro fica ali conversando com Inácio, nisso quando Aurélia abre a boca pra conversar com Antônia ela interrompe.

ANTÔNIA
Filha... Daqui a pouco você diz o que quer dizer, mas vou ao toalete... Fique aqui eu volto logo...

Antônia sai e Aurélia fica só observando. ELIPSE. Mauro e Inácio não estão na sala de espera estão em algum lugar do hospital, Aurélia percebe que sua mãe demora, ela se levanta e vai olhar pela janela que da a visão do corredor e vê sua mãe conversando com uma enfermeira, um pouco mais afastado uma pessoa toda coberta em pé, em seguida Antônia entra na sala de espera meio nervosa.

AURÉLIA
O que foi mãe que a senhora está tão nervosa?... Aconteceu alguma coisa... Diz mãe?...

ANTÔNIA
(DISFARÇA) Não filha não é nada... É que eu vi ali fora uma pessoa que entrou tão doente que me assustei fiquei pasma com o que vi...

AURÉLIA
Agora entendi... É em hospital aparece de tudo... É admirável essa profissão dos médicos e Enfermeiros...

Em seguida entra à enfermeira.

ENFERMEIRA
Senhor Mauro Carvalho...

MAURO
(NERVOSO) Sim sou eu... Aconteceu alguma coisa com a criança ou com minha esposa?

ENFERMEIRA
Senhor... Com a sua esposa está tudo bem... Mas... Mas... Seu filho não resistiu e... Acabou morrendo...

O desespero toma conta de Mauro ela segura a enfermeira pelos braços e grita.

MAURO
(CHORANDO) Isso não é verdade... Eu não posso aceitar me diga... Me diga que foi um erro... Não meu Deus isso não pode ter acontecido comigo... Eu tenho que dizer a Marta o que houve...

Corta para o quarto onde Marta se recupera. Marta está apenas descansando, Mauro entra tentando ser forte.

MARTA
Oi meu amor... Como está?

MAURO
Eu estou bem... Graças a Deus...

Mauro fica em silêncio olhando pra algum lugar do quarto.

MARTA
Mauro tá tudo bem mesmo... Me diz Mauro... (PREOCUPA) Diz logo você está me deixando aflita...

MAURO
Meu amor eu nem sei como te dizer... Acontece que... Acontece...

MARTA
Acontece o que? Mauro... Ô meu Deus do céu... Fala Mauro...

MAURO
(AS LAGRIMAS) Nosso bebê... Nosso bebê... Foi embora... Tá no céu... Perto de Deus...

MARTA
Você quer dizer que... Nosso filho morreu é Isso?

Marta não agüenta e desaba a chorar. Um tempo. Música cobrindo, Os dois se abraçam. Em seguida olha nos olhos.

MAURO
Eu não acreditei quando... Recebi a noticia...

MARTA
Não... Meu Deus... Mauro... Isso não pode ter acontecido... Isso não é justo comigo... Eu desejava tanto essa criança... Nós fazíamos tantos planos... Meu Deus acabou tudo que eu tinha planejado...

Marta desaba as lagrimas novamente. Câmera abre.

CORTA PARA.
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1° INTERVALO COMERCIAL
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CENA 6/SÃO PAULO/EXT/DIA

STOCK-SHOT Com a legenda 22 ANOS DEPOIS

CENA 7/JARDIM DA MANSÃO DA FAMÍLIA CASTRO/EXT/DIA

JOYCE/NORDESTINO/HELENA

Joyce está no jardim apreciando a beleza da criação divina, olhando algumas flores e cheirando outras flores, andando pelo jardim a procura de mais flores, e cantando sua música preferida.

JOYCE
(CANTANDO) Se você vê estrela demais, lembre que o sonho não volta atrás chega perto e diz anjo bem mais perto e diz anjo se uma coisa louca cai do seu olhar fique em silêncio deixa o amor entrar...

Joyce interrompe sua cantoria, plano subjetivo, olha para uma flor vê sua beleza tenta colocar um nome.

JOYCE
Que bela é natureza... A Maravilha que Deus criou... Se as pessoas a preservassem... Que nome eu coloco nessa flor...

Vem aproximando Nordestino o motorista da casa.

NORDESTINO
Ô menina o quê tu ta fazendo hein?
Rezando num é... Oia
Tu havia aí que Dona Helena quer falar contigo vice...
Num me pergunte que eu num seio o que é...

Derrepente Joyce se levanta como num salto e grita.

JOYCE
Já sei Vitória... O nome é Vitória, Nordestino cuide bem de Vitória!

Antes que Joyce saia ao encontro da mãe Helena chega sorrindo.

HELENA
Joyce minha filha o que você está fazendo aqui?

JOYCE
Ah! Mãe eu estava contemplando Deus através de sua criação

NORDESTINO
Olhe Dona Helena eu num entendi nada compreende... Eu tava aqui dizendo o que a senhora me pediu pra dizer aí ela grita o nome Vitória... Essa sua filha Dona Helena...

HELENA
Mais filha porque o nome de Vitória?

JOYCE
Sabe mãe ao viver neste mundo onde existe o rancor o ódio à perseguição a falta de amor, também neste mundo de violência de guerra sobreviver mãe é uma vitória... Também é um milagre por isso o nome dessa flor é Vitória...

NORDESTINO
Olhe eu fiquei agora arrepiado com as palavras da menina Joyce...
Oia os meus braço, vixe Maria...

Nordestino mostra os braços que estão arrepiados. Em Seguida Helena emocionada se próxima da filha pega nas mãos olha nos olhos de Joyce.

HELENA
Filha que lindo eu nunca ouvi você falar assim dessa maneira você tem toda a razão minha querida toda a razão nós vivemos em mundo assim até de mães que dão seus filhos não tem coração...

CORTA PARA.

CENA 8/PRAÇA NO RIO DE JANEIRO/EXT/DIA

MARTA/CRIANÇA (VITÓRIA LUZ) /FIGURANTES

Um close em Marta que está às lágrimas ela se aproxima da criança que está brincando distraidamente fica a olhar em seguida faz um gesto com a mão direita como se estivesse fazendo um carinho na criança

MARTA
Como será que está a minha
Filha ou filho que há vinte anos não vejo?
Será que tem o meu jeito essa criança Meu Deus faça com que apareça
Senhor... Na verdade eu nunca conheci essa criança...

Nisso a criança aos poucos começa a se aproximar de Marta. Que está chorando.

CRIANÇA
Oi porque ta chorando?

MARTA
Ô meu amor... É que tenho uma criança um filho ou uma filha que já teve sua idade, mas faz tempo que não vejo, qual é o seu nome linda?

CRIANÇA
Meu nome é Vitória Luz...

MARTA
Que nome lindo...

CRIANÇA
Olha moça tenha fé sua filha ou filho vai aparecer... Espera com paciência em Deus...

Uma musica a resolver com a direção qual será cobrindo. Marta cai às lágrimas novamente. Um close em Marta ao olhar para a criança percebe que ela não está mais. Só um papel um Zoom no papel com o nome ESPERANÇA um tempo em Marta que está chorando.

CORTA PARA.

CENA 9/SALA DA MANSÃO DA FAMÍLIA CARVALHO/INT/DIA

MAURO/ANTÔNIA/AURELIA/

AURELIA
Onde está a Marta... Olha mãe vou dizer uma coisa depois que ela perdeu a criança ela ficou diferente... Estranha se ela vê alguma criançinha ela chora de se acabar...

ANTÔNIA
Aurélia minha filha bom o que aconteceu com o filho dela eu não sei... Mas eu acho que ela sempre foi assim filha alias eu acho não... Tenho a mais absoluta certeza que ela sempre foi assim...

AURELIA
Pensando melhor mãe a Senhora tem razão... Ela sempre foi sem sal uma pessoa que aonde pisa a grama morre...

ANTÔNIA
Filha eu sempre tenho razão, mas se o Mauro quis casar com ela quem sou eu pra dizer que não tenho que aceitar não é?

Mauro entra preocupado com Marta que não chegou.

MAURO
Vocês viram Marta?
Até agora ela não chegou onde será que ela está...

AURELIA
Sua querida esposa deu uma saída foi até a cidade depois que ela perdeu o filho não é mais a mesma...

Mauro fica nervoso de preocupação, bufa passa a mão nos cabelos, anda pra lá e pra cá.

MAURO
Eu vou procura-lá nós temos um evento pra irmos e a homenagem é pra ela...

Aurélia olha para o irmão faz um gesto de que não gosta da cunhada, mas logo disfarça.

AURELIA
Vá meu irmão vá procura sua esposinha querida confesso que eu estou preocupada também...

Antônia olha pra o filho se aproxima dele segura nas mãos e olha nos olhos.

ANTÔNIA
Eu também filho estou preocupada e. (CHORA) eu prometi a seu avô que cuidaria da família e se algo acontecer com ela eu serei a culpada...

Antônia se abraça com o filho. A câmera vai fechando aos poucos a imagem no rosto de Antônia, ela faz um gesto com rosto de que está gostando de toda a perturbação da nora.

MAURO
Não mãe isso não vai acontecer à senhora tem se esforçado o máximo pra manter a nossa família unida...

Mauro beija o rosto da mãe e da irmã e sai.

ANTÔNIA
Coitado do meu filho está sofrendo tanto...

AURÉLIA
(LEMBRA) Que cabeça minha tenho que ir em casa vê como Laura está ela só vive doente mãe... Depois eu volto pra vê como está a situação aqui...

Antônia se levanta da poltrona e começa a andar pelo quarto, mexe em um objeto olha outro, se olha no espelho Ajeita o cabelo.

ANTÔNIA
Ah! Martinha eu sou a sogra que você vai pedir a Deus para se livrar, Sua vida vai piorar eu vou acabar com você minha querida aos poucos...
(ÓDIO) Sua imbecil ordinária você acabou com a união da minha família e está fazendo meu filho sofrer... Ah! Sua pilantra de marca maior eu vou pisar em você quero te ver sofrer... Eu vou ser a fera em pele de cordeiro...

Antônia bate em algum lugar. E continua a destilar seu veneno.
ANTÔNIA
Prepare-se minha querida norinha prepare-se você vai lembra de mim por muito tempo...

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2° INTERVALO COMERCIAL
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CENA 10/VILA TANIA CASTELLO/EXT/DIA

STOCK-SHOT

CENA 11/SALA MANSÃO DA FAMILÍA CASTRO/INT/DIA

HELENA /JOYCE

Uma música cobrindo. Helena está na sala pensativa andando pela sala. Logo em seguida começa a chover torrencialmente e ela começa a chorar. Um tempo nela.Em seguida Helena vai até a janela e começa a vê a paisagem que apesar de chover torrencialmente é linda Helena começa chorar mais.Em segundo plano está Joyce que aos poucos se aproxima da mãe depois abraça.

JOYCE
Mãe porque está chorando assim? Me conta o que foi que aconteceu? Eu estou aqui para ajudar mãe...

Helena olha nos olhos da filha.

HELENA
Ô minha filha querida... Não foi nada... Eu sou assim emotiva mesmo...

JOYCE
Está bem mãe eu sei disso...

HELENA
Agora vou descansar! E não se preocupe comigo é coisa sem importância... Eu sou assim mesmo...

Joyce senta no sofá e faz um gesto de que não entendeu a atitude da mãe. Mas não se preocupa.

CORTA PARA.

CENA 12/ SALA DE JANTAR/INT/DIA

ANTÔNIA / MARTA /MAURO/ AURÉLIA / LAURA / BETO / CIÇA /ALANA / JUDITE / BARBARA / LUIZA

Plano de Seqüência. Todos estão reunidos almoçando, Corta para Ciça à empregada está servindo a mesa junto com Alana.

ANTÔNIA
Que maravilha é poder vê toda a família reunida...

LAURA
Vovó a Senhora me desculpe mais ainda ta faltando o tio Agenor, aquele se acha... Só ele quer está certo quando dá opinião e tia Marinalva também depois que ela foi embora pra Santa Catarina só vem aqui um ano sim vinte não, ah! Também...

Aurélia interrompe.

AURÉLIA
Chega Laura ta bom né...
Essa quando fala não quer calar mais...

Em seguida o celular de Beto toca quatro vezes.

BETO
Oi Amor da minha vida...

Ouvimos o áudio de Judite que está no outro lado da linha.

JUDITE
(BRAVA) Beto onde porcaria você se meteu hein? Eu já disse pra você que se fosse pra ficar comigo tinha que esquecer sua família não disse?
E pelo jeito você está aí com sua família não é?

BETO
Eu sei Judite...
Mais foi motivo de causa maior...

JUDITE
(BRAVA) Força maior uma ova Beto você sabe que eu sou exigente em minhas decisões e que minha opinião é lei fui clara...

BETO
Foi Judite... Foi Clara...

Laura olha para o irmão e para os outros da família e começa a zombar do próprio irmão dando uma gargalhada.

LAURA
Vó o nome da minha cunhada é Judite...

MAURO
Laura por favor, pare com isso... Dê um tempo com suas piadas... Que é melhor...

Bárbara critica Laura.

BARBARA
(ENFASE) Essa família
Não é mais a mesma depois que o vô morreu essa família virou de pernas pro ar... Quando o Vô vivia... (BATE LEVEMENTE NA MESA) aí sim ele colocava essa família no eixo... (A ANTÔNIA) Mas essa que eu conheço como minha avó passa a mão na cabeça da netinha querida dela...

Laura se levanta e bate na mesa e olha nos olhos de Bárbara.

LAURA
O que você quis dizer com isso hein! Bárbara
Você quer nos prejudicar é? Prejudicar sua própria família... O que é que você tem contra nós hein! Me diga Bárbara eu quero saber...

BARBARA
Olha aqui Laura você sim seria capaz de prejudicar a mim e minha família... De você eu espero qualquer coisa... Você nasceu numa família rica por parte da sua mamãe... Mais o sangue que corre aí nas suas veias é o sangue de uma família de quinta da desgraça do seu pai...

Antônia fala com autoridade.

ANTÔNIA
Chega... Chega (A BARBARA) você não tem vergonha Bárbara... (GRITA) Você merece é levar uma pisa e umas tapas na cara... Pra aprender

BARBARA
Venha dona Antônia... Venha... Eu esqueço que a senhora é minha avó...

ANTÔNIA
Sua pirralha você não é capaz... Quero vê se é capaz...

Laura ri e Antônia se aproxima de Bárbara desafiando-a dá um tapa no rosto de Bárbara que revida dando três tapas e empurrando-a, Antônia fica com olhos cheios de água, com raiva e passando a mão no rosto.

BARBARA
Isso é pra senhora aprender...

Luiza se levanta assustada.

LUIZA
(NERVOSA) Bárbara filha ela é sua avó... Você não pode fazer isso... Meu Deus filha você não podia ter feito isso...

Ficamos com a imagem de clima desagradável entre elas. Câmera abre.

CORTA PARA:

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FIM DO 1° CAPÍTULO

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UMA NOVELA DE
ADELMO CARNEIRO NETO
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Atualizado em: Seg 17 Maio 2010

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