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SOLTANDO O VERBO

SOLTANDO O VERBO

Peça em 01 ato

Autor: Francisco Rodrigues Júnior


MÚSICA ALEGRE DE CIRCO.

ENTRAM EM CENA CINCO PALAHAÇOS PULANDO E FAZENDO PIRUETAS OU GESTOS ENGRAÇADOS.

ABAIXA-SE A MÚSICA.


TIOUINHO: Eu sou Tiquinho, aquele seu amiguinho, nariz de focinho ...

BABÃO: Eu sou Babão, o palhacinho "bão, bão, bão, bão"...

FAROFA: Eu vim da Etiópia e, portanto, meu nome é Farofa ...

LOROTA: E por falar em farofa, sei fazer cambalhota e meu nome"é Lorota ...

FOFOCA: Tiquinho, Babão, Farofa, Lorota ... Então eu sou o Fofoca ...


AUMENTA-SE A MÚSICA, OS PALHAÇOS DANÇAM.

DESFAZ-SE A MÚSICA.


FAROFA: Senhores e senhoras!

BABÃO: Caldeirões e caçarolas!

FOFOCA: Iremos apresentar para vocês ...

LOROTA: Um teatro da hora ...

TIOUINHO: (Olha para o pulso sem relógio) sem hora, mas sugestivo ...

FAROFA: Uma peça incrível!

TODOS: SOLTANDO O VERBO!!!

BABÃO: E por falar em soltar o verbo, cadê ele?

FOFOCA: Ainda está na jaula ...

LOROTA: (Soltando uma gargalhada) Verbo a gente solta é toda hora. Bem, quer dizer, em todos os instantes da nossa vida. É através dele que praticamos as nossas ações, demonstramos os nossos estados e até admiramos os fenômenos.

TIOUINHO: Sem contar que o verbo é a sabedoria eterna, pois, biblicamente dizendo, ele é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, encarnada em Jesus Cristo ...

FAROFA: (Pulando de alegria): Hoje eu quero brincar, pular e divertir ...

FOFOCA: (Chorando) Oh, não, falaram mal de mim ...

BABÃO: (Triste): Estou com saudade do tio João ...

TIOUINHO: Hoje vai chover ou fazer sol?!

TODOS: Se chover e fazer sol é casamento de espanhol. ..

LOROTA: E vamos vivendo assim, soltando o verbo a cada segundinho.

FAROFA: Pois o verbo não serve apenas para conjugar ou indicar ação, estado e fenômeno. Ele é própria palavra ou vocábulo, veio do latim e era conhecido como verbu.

BABÃO: E em cada língua começou a surgir verbinho por verbinho, até formar um léxico direitinho ...

TIQUINHO: E o nosso verbo que veio do português, do português que veio do latim; do latim chamado de vulgar, eis o que temos para mostrar ...

OS PALHAÇOS SAEM DE CENA FECHANDO A CORTINA. ELES SE ATRAPAHAM, ESBARRAM-SE UNS NOS OUTROS. ENTRAM NOVAMENTE NO PALCO, ABRINDO A CORTINA. ELES SE ESCONDEM EM SEGUIDA NOS BASTIDORES.


A POETISA EM UM CAIXOTE DE MADEIRA, DECLAMA A POESIA DE CECÍLIA MEIRELES.

POETISA:

EU CANTO,

PORQUE O INSTANTE EXISTE

E A MINHA VIDA ESTÁ COMPLETA

NÃO SOU ALEGRE, NEM SOU TRISTE

SOU POETA.

IRMÃO DAS COISAS FUGIDIAS

NÃO SINTO GOZO E NEM TORMENTO

ATRAVESSO NOITES E DIAS

NO VENTO.

SE DESMORONO OU SE EDIFICO,

SE PERMANEÇO OU ME DESFAÇO,

-- NÃO SEI, NÃO SEI. NÃO SEI SE FICO OU PASSO.

SEI QUE CANTO. E A CANÇÃO É TUDO.

TEM SANGUE ETERNO E ASA RITMADA.

E UM DIA SEI QUE ESTAREI MUDO:

-MAS NADA.


A POETISA CONGELA-SE.

OS PALHAÇOS ENTRAM EM CENA.


FOFOCA: Este poema é MOTIVO, da poetisa Cecília Meireles.

LOROTA: Ela disse no poema que um dia ficaria muda ...

BABÃO: E ficou. Há mais de 30 anos que ela morreu.

TIQUINHO: Mas os seus poemas tomaram-se eternos ...


A POETISA SAI DE CENA.


FAROFA: Graças ao verbo e a escrita que garantiu a sua existência ...

FOFOCA: E por falar em escrita, porque não falaremos de poesias ...

LOROTA: Só poesias não, vamos falar dos gêneros literários ...

BABÃO:Eu falo do lírico ...

TIQUINHO: Eu do narrativo ...

FAROFA: E eu do dramático.

LOROTA: (Fazendo cara de choro): Eu que inventei falar de gêneros, não falo nada?

FOFOCA: Não fique triste Lorota, podemos ajudar a maçada, caso esqueçam de mencionar alguma coisa ...

LOROTA: (Faz cara de feliz) Então vamos completar, se precisar ...

OS QUATRO PALHAÇOS, EXCETO LOROTA: Se por acaso precisar ...

LOROTA: Gênero literário é o conjunto de características que permitem classificar uma obra literária em determinada categoria ...

FOFOCA: São três os gêneros literários ...

TIQUINHO: Épico ou narrativo ...

BABÃO: Lírico ...

FAROFA: E dramático!

LOROTA: Na teoria clássica, a mais antiga, que vigorou até o século XVIII admite-se a existência desses três gêneros fixos e imutáveis ...

FOFOCA: Esses gêneros diferem não só quanto à sua natureza, mas também quanto ao seu prestígio.

FAROFA: A comédia, por exemplo, era considerada menos nobre que a tragédia.

LOROTA: Na teoria moderna, reconhecem-se os mesmos gêneros fundamentais ...

BABÃO: Narrativo ou épico, lírico e dramático ...

TIQUINHO: Então, sendo assim, começo a falar, neste momento, sobre o gênero ÉPICO OU NARRATIVO. O gênero épico ou narrativo é constituído em prosa ou em verso. Em prosa podemos citar o romance ...

FOFOCA: De José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Machado de Assis, Eça de Queirós, Mário de Andrade, Raquel de Queirós ...

TIQUINHO: A novela ...

LOROTA: De Janete Clair, Dias Gomes, Valter Negrão, Benedito Rui Barbosa ...

TIQUINHO: O conto ...

FOFOCA: Aí vem Machado de Assis de novo, Clarice Lispector, Inácio de Loyola,

Guimarães Rosa, entre outros tantos...

TIQUINHO: E a crônica ..

LOROTA Alcântara Machado, João Luso, Rubem Braga, Millôr Femandes, Paulo Coelho ...

TIQUINHO: Em verso temos narrativas de assuntos diversos, inclusive a epopéia que é um poema narrativo que trata de fatos notáveis, grandiosos, extraordinários de um povo...

FOFOCA Como por exemplo "Os Lusíadas", de Luis Vaz de Camões.

TIQUINHO: No gênero narrativo predomina-se o mundo objetivo; o narrador, que é o emissor, conta a história em 18 ou 38 pessoa e há também as personagens, que são fundamentais, o tempo, que é di¬nâmico, o enredo, que é a ação, a descrição, onde se caracteriza a personagem e o espaço e a linguagem é verbal..

FOFOCA: O receptor é o leitor, que lê o texto isoladamente, onde quiser. ..

LOROTA: Até no banheiro ..

TIQUINHO: Sendo assim, na narrativa constituem elementos essenciais como NARRADOR, FOCO NARRATIVO, ENREDO, PERSONAGENS, ESPAÇO, TEMPO E CLÍMAX ...


OS PALHAÇOS SAEM DE CENA FECHANDO A CORTINA. ELES SE ATRAPALHAM, ESBARRAM-SE UNS NOS OUTROS ENTRAM NOVAMENTE NO PALCO, ABRINDO A CORTINA ELES SE ESCONDEM, EM SEGUIDA. NOS BASTIDORES.

ENTRA EM CENA O NARRADOR E OS PERSONAGENS.


NARRADOR: Era uma vez uma garota muito bonita, que vivia a brincar no jardim de sua casa. Um dia ela estava brincando com a sua bola nova, que ganhara no natal, quando, de repente, apareceu um menino de rua, todo maltrapilho e sujo que ficou por ali a vê-Ia brincar. Ela corria de um lado para o outro quicando a sua bola sem parar. Nem percebeu o garotinho, que já fazia planos para tomar lhe a bola e levá-la para os seus pobres irmãozinhos Foi o que aconteceu. A garota perdeu o controle da bola e esta veio parar direto nas mãos do menino. Ele a pegou e saiu correndo em disparada. A garota, sem saber o que fazer, pôs se a chorar desconsoladamente


OS PALHAÇOS RETORNAM AO PALCO. O NARRADOR E AS PERSONAGENS CONGELAM-SE EM CENA.


TIQUINHO: E como estamos falando em gênero narrativo.

LOROTA: Vocês acabaram de presenciar uma história narrada em terceira pessoa.

FOFOCA E o gênero narrativo é assim, valendo-se da fofoca e de tudo que você fala por aí...

BABÃO: Se você diz para alguém que cria uma galinha, daqui a pouco todos estarão sabendo que você tem em casa uma granja inteira...

LOROTA: Pois no gênero narrativo, quem conta um conto, aumenta um ponto!

TIQUINHO: Este gênero, também, nada mais é do que o EU, que senta com o TU, para falar D' ELE ...

BABÃO: De mim, não ...

BABÃO: Personagens, normalmente não existem, quando ocorrem, são apenas "pretexto". O tempo é estático e não há enredo, caso exista é apenas "pretexto". A linguagem é verbal e o leitor, ou receptor, lê isoladamente onde quiser

LOROTA: Até no banheiro•


OS PALHAÇOS SAEM DE CENA FECHANDO A CORTINA. ELES SE ATRAPALHAM, ESBARRAM-SE UNS NOS OUTROS. ENTRAM NOVAMENTE NO PALCO, ABRINDO A CORTINA. ELES SE ESCONDEM NOS BASTIDORES.

ENTRAM EM CENA A POETISA (Cecília Meireles) E OS RESPECTIVOS POETAS (POETA 1, Álvares de Azevedo; POETA 2, Manuel Bandeira e o POETA 3, Olavo Bilac


POETISA: (CECÍLIA MEIRELES)

Eu canto,

Porque o instante existe

E a minha vida está completa

Não sou alegre, nem sou triste

Sou poeta.


POETA 1 (ÁLVARES DE AZEVEDO)

"Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!

Não levo da existência uma saudade!

E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade'


POETA 2 (MANUEL BANDEIRA)

Vou-me embora para Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora para Parságada


POETA 3 (OLAVO BILAC)

Vivo há pouco, de púrpura sangrento,

Desmaia agora o acaso.

A noite apaga A derradeira luz do firmamento

Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.



OS PALHAÇOS RETORNAM AO PALCO. A POETISA E OS POETAS CONGELAM-SE EM CENA ATÉ OS PALHAÇOS ENTRAREM NO PALCO.


BABÃO: Estão aqui a plêiade da literatura brasileira, CecíÍia Meireles, Álvares de Azevedo, Manuel Bandeira e Olavo Bilac. Todos estes poetas expressaram seus lirismos, ou seja, suas emoções e sentimentos íntimos. Lirismo vem de lira, que era um instrumento musical de cordas...


FECHA-SE A CORTINA, SEM INTERROMPER O TEXTO.


LOROTA: Usado por todos os povos da Antiqüidade ...

FOFOCA: As poesias eram também, antigamente, chamadas de cantigas ...

BABÃO: Cantigas de amigo, de amor, de sátiras, escárnio ou mal dizer ...

FAROFA: E hoje também são cantadas. Aliás, a poesia nunca foi tão cantada como em nossos dias ..

LOROTA: Por cantores como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Roberto e Erasmo Carlos, entre outros milhões, todos capazes de nos expressar seus lirismos...

BABÃO: Cada poeta ou compositor nos mostra uma temática do seu tempo. Porque cada um tem o seu estilo individual e de época

TIQUINHO: EU canto; EU pulo; EU danço e.

LOROTA: EU brigo contigo ...

BABÃO: Quando o EU está acima de tudo estamos fazendo uso do gênero LÍRICO, que é a linguagem poética que se presta ao desabafo ..

LOROTA: EU mato ...

TIQUINHO: Não sejamos tão dramáticos, Lorota.

FAROFA: E por falar em dramático, este é também um gênero para ser falado ...

BABÃO: Já falei do lírico ...

LOROTA: É, ele já falou do lírico ...

FAROFA: Senhoras e senhores, respeitável público, vamos agora apresentar para vocês

TODOS: O gênero dramático ...

BABÃO: O gênero dramático não é próprio do teatro?

FAROFA: sim, por que?

SABÃO: Então o exemplo já foi dado. Teatro não é o que estamos fazendo?

LOROTA: Com este tanto de palhaço no palco, aqui está mais parecendo com um circo

TIQUINHO: Estamos fazendo o uso da METALlNGÜÍSTICA ..

BABÃO: Da meta o quê?

TIQUINHO: Da METALlNGÜÍSTICA, que é uma função da linguagem, onde o código explica um elemento do próprio código ...

BABÃO: Ai, ai, ai, o que é isso!

FAROFA: Iremos falar do gênero dramático, usando o gênero dramático, ou seja, iremos falar do teatro, usando o teatro ...

BABÃO: Então ocorrerá a meta linguagem ...

TIQUINHO: Isto mesmo. (Pausa) Agora vamos ao gênero ...

FAROFA: O gênero dramático se divide em tragédia ...

FOFOCA: Que é trágico, dramático, horripilante e faz a gente chorar ...

FAROFA: Comédia ...

FOFOCA: Que é cômico, engraçado e faz a gente rir ...

FAROFA: Tragicomédia ...

FOFOCA: Que faz a gente chorar e rir também ...

FAROFA: Drama ...

FOFOCA: Como exemplo temos as vidas dos santos, São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino e Jesus Cristo ...

FAROFA: Auto ...

FOFOCA: Peça que difunde a fé cristã, viabiliza divertir e moralizar o público, temos o Auto da Barca do Infemo, de Gil Vicente; Auto da Compadecida de Adriano Suassuna...

FAROFA: E a farsa ...

FOFOCA: Peças curtas de caráter cômico, extraído do cotidiano, temos como exemplo a Farsa de Inês Pereira, também do escritor humanista português Gil Vicente ...

FAROFA: No gênero dramático predomina-se do mundo objetivo, não há narrador, os atores encamam diretamente as personagens ...

BABÃO: As personagens são fundamentais e atuam diretamente encamados em atores, que se dialogam ...

TIQUINHO: O tempo é dinâmico e o enredo é fundamental...
LOROTA: A descrição é substituída pela rubrica, pelo cenário, roupas e iluminação no palco ... É texto, quando lido, e encenado quando apresentado no palco ...

FOFOCA: Na sua realização plena, o gênero dramático é uma mensagem que exige um espaço específico, um teatro e 'o receptor a recebe sempre em grupo ...

BABÃO: Mas pode ler uma peça de teatro isoladamente, onde quiser

LOROTA: Até no banheiro...

OS PALHAÇOS SAEM DE CENA FECHANDO A CORTINA. ELES SE ATRAPALHAM, ESBARRAM-SE UNS NOS OUTROS. ENTRAM NOVAMENTE NO PALCO, ABRINDO A CORTINA. ELES SE ESCONDEM, EM SEGUIDA, NOS BASTIDORES.

ATORES ENTRAM NO PALCO. A CENA É UM POUCO ENGRAÇADA, DEVIDO AO EXAGERO DA

ENCENAÇÃO DOS PERSONAGENS. MARIA E JOSÉ SÃO PORTUGUESES.


MARIA: Oh, por favor José, não me abandone, sou capaz de morrer ...

JOSÉ: Não morra Maria, por favor, a vida é assim mesmo ... Estou partindo para outra ..

MARIA: Você prefere a outra, não é mesmo?

.JOSÉ: Não tenho outra Maria, estou apenas querendo mudar de vida ... Resolvi, Maria, tomar-me um padre ..

MARIA: Seu covarde, depois de usar e me abusar, resolve tomar-se santo, refugiando-se para um convento ...

JOSÉ: Eu ouço uma Voz Santa chamar-me Maria ...

MARIA: Tu és um louco, um tresloucado!

JOSÉ: Eu escuto a Voz Santa, Maria, preciso fazer algo para ajudar a humanidade ...

MARIA: Eu sou a humanidade, José, por favor, fique comigo.

JOSÉ: Não posso, tenho que partir. A humanidade me aguarda para esta nova missão. Serei um apóstolo, salvador de almas .. Adeus, Maria. (Sai de cena)

MARIA: Volte aqui José, salve a minha alma, eu sou uma pecadora também .. Eu vou morrer, eu vou padecer nas trevas por sua causa, homem sem coração ...


FECHA-SE A CORTINA.

OS PALHAÇOS ENTRAM EM CENA.


FAROFA: A nossa língua portuguesa, falada no Brasil, deu-se início com o teatro, graças ao padre José de Anchieta, que catequizava os índios usando essa forma como recurso didático. Isso foi após 1530 e, até hoje, vivemos momentos fantásticos e divertidos nos palcos de todas as cidades do Brasil que se preocupam com esta importante cultura ....

FOFOCA: É nessa cultura, chamada teatral, que a maioria dos brasileiros soltam o verbo, isto é, criticam e reivindicam a consciência cultural, política social e econômica do País. É no palco, através da farsa, que o homem ganha a coragem de expressar aquilo que o povo sente...

BABÃO: O que o povo sofre, o que o povo gosta...

TIQUINHO: Foi graças ao grande escritor, Gil Vicente, em 1502, é que o teatro ganhou o corpo, ou seja a escrita, onde o verbo se tomou infinito ...

LOROTA: Infinito na literatura, que a temos no Brasil desde 1500, quando se deu o achamento ...

FOFOCA: E daí surgiu a nossa literatura, fazendo uso do verbo, que veio da última flor do lácio, trazida por PortugaL ..

FAROFA: QUINHENTISMO , BARROCO, ARCADISMO ..

TIQUINHO: ROMANTISMO, REALISMO, NATURALISMO ..

BABÃO: SIMBOLISMO, PRÉ-MODERNISMO E MODERNISMO.

FOFOCA; E que tanto ISMO ..

FAROFA: O ismo do verbalismo ...

TIQUINHO: Tudo que existe no mundo devemos ao verbo ...

LOROTA: Que é um manto qu,e cobre o texto ...

FAROFA: O texto que se toma santo ...

BABÃO: E como todo santo é eterno ..

TODOS: ENQUANTO VERBO, O TEXTO SERÁ ETERNO!


OS PALHAÇOS AJOELHAM-SE, TODOS OS ATORES ENTRAM NO PALCO PARA RECEBER O APLAUSO DO PÚBLICO.

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Atualizado em: Sex 29 Fev 2008

Comentários  

#10 grotti 25-09-2010 03:59
EU LI ESSE TEXTO NA COLEÇÃO "TEATRO DA JUVENTUDE" HÁ MUITOS ANOS!!!
É CLARO Q. É DO ZECARLOS DE ANDRADE!!!
ALIÁS, UM PLÁGIO MAL FEITO!!!
MUITAS CENAS RETIRADAS, CENAS MARAVILHOSAS Q. NÃO ESTÃO AÍ E OS NOMES DOS PERSONAGENS DE MUITO MAU GOSTO...
SINCERAMENTE...
#9 grotti 25-09-2010 03:59
EU LI ESSE TEXTO NA COLEÇÃO "TEATRO DA JUVENTUDE" HÁ MUITOS ANOS!!!
É CLARO Q. É DO ZECARLOS DE ANDRADE!!!
ALIÁS, UM PLÁGIO MAL FEITO!!!
MUITAS CENAS RETIRADAS, CENAS MARAVILHOSAS Q. NÃO ESTÃO AÍ E OS NOMES DOS PERSONAGENS DE MUITO MAU GOSTO...
SINCERAMENTE...
#8 grotti 25-09-2010 03:59
EU LI ESSE TEXTO NA COLEÇÃO "TEATRO DA JUVENTUDE" HÁ MUITOS ANOS!!!
É CLARO Q. É DO ZECARLOS DE ANDRADE!!!
ALIÁS, UM PLÁGIO MAL FEITO!!!
MUITAS CENAS RETIRADAS, CENAS MARAVILHOSAS Q. NÃO ESTÃO AÍ E OS NOMES DOS PERSONAGENS DE MUITO MAU GOSTO...
SINCERAMENTE...
#7 Zecarlos de Andrade 30-10-2008 12:37
Sim, este texto é meu...desde 1994, quando estreou no Teatro Popular do SESI de Piratininga.
Zecarlos de Andrade
#6 Zecarlos de Andrade 30-10-2008 12:37
Sim, este texto é meu...desde 1994, quando estreou no Teatro Popular do SESI de Piratininga.
Zecarlos de Andrade
#5 Zecarlos de Andrade 30-10-2008 12:37
Sim, este texto é meu...desde 1994, quando estreou no Teatro Popular do SESI de Piratininga.
Zecarlos de Andrade
#4 Zecarlos de Andrade 30-10-2008 12:35
Sim, naturalmente, este texto é meu, e o Francisco deve tê-lo encontrado na REvista Teatro da Juventude, N 4 e acreditou que fazendo algumas mudanças, ninguém notaria ou ficaria sabendo. Mas, puxa vida, Francisco, você ainda tem muito a aprender como plagiador, pois pelo menos o nome você poderia ter mudado... Cuidado! Atitudes como esta podem ter graves conseqüências!
Zecarlos de Andrade
#3 Lisa Camargo 09-08-2008 09:16
Essa peça não é de autoria do ZéCarlos Andrade?
#2 Lisa Camargo 09-08-2008 09:16
Essa peça não é de autoria do ZéCarlos Andrade?
#1 Lisa Camargo 09-08-2008 09:16
Essa peça não é de autoria do ZéCarlos Andrade?

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