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Entrosamento exterior em grave escala I (para dois atores)

Déloe: o acervo de más lembranças.

Rítue: o requiem.

 

CENA: o mar enrustido.

 

(Uma nuvem de cera paira no andar sísmico acima das erudições, enquanto as duas personagens patinam através de coreografias dementes. Suas roupas cozinham parte de seus corpos e defendem uma cumplicidade dismórfica.)

 

-Déloe-

Dentro do sol e do silêncio, a cal matutina os pés no limite da crença - jamais nos conhecerão.

 

-Rítue-

Métodos, querida insana; métodos, como sempre controlamos a nós mesmos.

 

(O sol cai ao redor das estacas gélidas, por onde o amor-antigo perpetuava em nomes comuns, rabiscados nos troncos de amor. Existe comoção ao redor da platéia, embora não a toque.)

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{Há, nesse trecho, a refeição encorpada na catarse, embora a esperança não os leve até o pesado pacote;}

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-Rítue- (sorrindo)

Somos nós. Nós, e nossos congelados pés.

 

-Déloe-

 Por dentro, como quisermos ou pudermos; o gélido-com-chuva é o ninho dos joelhos, e berram e calam o nobre esplendor!

 

(As mãos começam a ser soltas. O púbico agradece aos santos e o final se interrompe na rejeição.)

 

{Nada muito humilhante, enquanto os dois atores bebem e choram o atraso de seus aluguéis. A porta de um camarim cai, e o som da madeira é o teatro velho.}

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("Espantalhos em brasa!" - é o som final, alfinetado por uma maléfica soprano.)

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Atualizado em: Dom 23 Set 2012

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