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SUJEIRA DA GROSSA

SINOPSE:
Sujeira da grossa se trata de uma peça relatando a vida de uma família que todos são corruptos.
Como dizem “quem são dos seus não degeneram”.
Dizem que em toda família alguns são diferentes, mas essa foge a regra, eles são todos iguais sempre querendo se dar bem custe o que custar.
O Pai, o Avô, já foram políticos imagina a confusão que vem por ai, a mãe quer ser um dia à primeira dama da cidade.
Passando por dificuldades financeiras quer dar a volta por cima e se manter na alta sociedade.
Tentando de toda maneira manter o nível social, esta peça traz personagens hilários com muito humor, numa linguagem bem simples, e muito alto astral.
Relatando tudo que vivemos no dia a dia,SUJEIRA DA GROSSA, e uma peça bem desenvolvida no cotidiano de uma família que busca fora situações bem divertidas.
Humor musica, riso,SUJEIRA DA GROSSA, quer não só brincar com a imaginação, mas mostrar as coisas hilárias do nosso cotidiano.
 
 
PERSONAGENS
Targino Albuquerque: O Avô da família Albuquerque, com 70 anos já foi prefeito da cidade de Piratiba, nunca mais conseguiu se candidatar por vários processos na justiça referente a desvio de verbas principalmente da merenda escolar.
Ernesto Albuquerque: O Pai com 50 anos já tentou ser prefeito, vereador, mas nunca conseguiu por causa dos roubos que o seu pai cometeu no passado.
Osmira Albuquerque: A esposa de Ernesto, uma mulher sem vergonha que só pensa em voltar na alta sociedade.
Clotilde Albuquerque:A filha do Casal, e a que tem o pé no chão, até aonde parece, mas suas ideias não são muito bem trabalhadas.
Fumaça: Um morador de rua, que fica sempre ao lado do apartamento infernizando a família e acaba sendo envolvido no esquema politico.
Gininha:A empregada, que e dedicada à família, tem um caso com o fumaça.
Primeiro Ato
 
Inicio da peça abre as cortinas:
A família inteira está aguardando a Gininha colocar a comida na mesa. Logo saem todos correndo para cima de Gininha para conseguir o melhor pedaço do frango que eles roubaram na feira.
Gininha:Vocês estão loucos, não tem ideia que podem me derrubar e me machucar, bom apesar de que seria bom, pelo menos ficava afastada pelo INSS, iria receber meu salário já que faz tempo que vocês não pagam.
Targino: Por isso não se faz de regada eu posso te dar uma bengalada na cabeça resolveria isso em um minuto.
Osmira: Esquece esta ideia, faz tempo que não pagamos o carne dela.
Gininha: Meu Deus, o que vai ser de mim, bonita linda e trabalhando para esta família infeliz.
Clotilde: Não fique triste, sabe que sempre estou lutando a favor dos necessitados, posso ver se arranjo um cobertor para você.
Gininha: Eu não quero cobertor, eu tenho quem me esquenta.
Ernesto: Quem e o louco.
Targino: Deve ser algum morador de rua, tipo aquele fumaça.
(todos dão risada)
Gininha: Podem rir logo irei colocar todos na cadeia.
Osmira: Mas você e burra mesmo e vai morar aonde na rua.
Ernesto: Sim é logico, e o perfil dela.
Gininha: fiquem tranquilo só estou esperando, Fumaça arranjar um emprego e se inscrever no programa “Minha casa Minha Vida”.
Ernesto:Nossa o difícil vai ser ele arranjar um emprego.
Clotilde:Vocês são uns ingratos, fique tranquila Gininha vou preparar o Currículo do fumaça.
Gininha:Agradeço você e a única pessoa descente nesta casa, quer dizer nesta espelunca. Mas como estávamos conversando. Estou precisando mesmo e de dinheiro para saldar as minhas dividas.
Targino:Nossa se você conseguir me avisa aonde tem que vou buscar um pouco.
Ernesto:Papai o senhor fica com ironias, mas se não tivesse arrancado toda a verba da merenda escolar não estaríamos nesta situação.
Osmira:Não fale assim com seu pai. Ele até que foi generoso e deixou o dinheiro do pão para aquelas crianças “quer dizer monstrinhos”.
Gininha:Na verdade preciso pagar a luz e a agua do meu barraco.
Ernesto:Não entendi você mora aqui, e como tem um barraco.
Targino:Nossa que estranho, nunca vi ninguém pagar agua e luz neste local.
Clotilde:Não falem assim, a Gininha e uma pessoa honesta, mas também não entendi.
Targino:Quem mora lá então sua vadia.
Segundo Ato
 
Todos ficam olhando para a porta e entra fumaça
Fumaça:Sou eu quem mora lá e vou te arrebentar a cara seu velho ladrão e desta maneira que fala com um funcionário, que esta amparada pela CLT.
Osmira:Nossa como ele fala bonito.
Ernesto:Nossa papai se der um bom banho nele, daria um bom cabo eleitoral.
Clotilde:Esquece não temos tanta água assim ele precisa ficar uns três dias de molho com cândida e sabão em pó.
Osmira:Mas o feioso, o que quer dizer CLT.
Fumaça:Bom feioso e a sua mãe aquela porca, mas vou responder sua pergunta afinal de contas você e casada com um politico.
Ernesto:Esta me chamando de burro.
Fumaça:Pensa da maneira que quiser. Mas CLT quer dizer “Comissão da Liga dos Trabalhadores”.
Clotilde:Seu burro quer dizer,“ Consolidação das Leis Trabalhistas”.
Osmira:Palmas para minha filha, inteligente igual à mãe.
Targino:Bom vai parar de falar besteiras, temos que arrumar isso, somos uma família rica, não podemos ficar sem empregada.
Osmira:Concordo, afinal de contas ainda sou uma pessoa fina.
Ernesto:E como iremos fazer para pagar os atrasados de Gininha, esta ingrata.
Gininha:Ingrata eu, logo eu que sempre me dediquei à família, e nunca contei para a Dona Osmira que o Senhor tinha um caso com a Dona Doroteia do Apto 411.
Clotilde:Não acredito que horror mãe, a senhora não vai fazer nada.
Fumaça:Eu vou falar uma coisa. Moro na rua, mas me garanto nunca levei chifre.
Gininha:Jura, mas qual o segredo.
Targino:Nossa nunca ouvi tanta asneira, e logico que não tem segredo ele não consegue ninguém.
Fumaça:E que na verdade tenho pegada.
Gininha:Nossa, bom, mas vamos resolver o nosso assunto agora.
Targino:Apesar de estar afastado da politica, tenho tino para o negocio.
Gininha:Quer dizer o senhor e magico.
Osmira:Não entendi.
Gininha:É simples ele faz sumir as coisas.
Targino:Não e nada disso fiquem quietos acabei de ter uma ideia.
Fumaça:Por isso que esta fedendo.
Osmira:É você que esta fedendo.
Ernesto:Pai fala logo qual a ideia joga ela no ralo.
Targino:simples como dois e dois são cinco.
Fumaça:Nossa este e burro mesmo, e melhor morar na rua.
Ernesto:Gininha aluga seu barraco, como ela já mora aqui; esta tentando duas rendas.
Gininha:Como duas rendas o imbecil, se vocês não me pagam já faz mais de um ano.
Osmira:Tenho uma ideia melhor, podemos fazer do barraco nosso comitê eleitoral.
Todos:Até que enfim uma boa ideia.
Fumaça:Pior que não fedeu.
Osmira:Você não passa de um idiota.
Clotilde:Mas até agora não entendi, e como ficam as contas de Gininha.
Ernesto:E simples ela vem morar aqui e alugamos o barraco dela, e com o dinheiro usamos para financiar a nossa campanha. Se sobrar algum dinheiro repassamos para Gininha.
Fumaça:Quer dizer nada.
Gininha:Mas espera, não entendi. Então eu já moro aqui, vocês, vão usar meu barraco para alugar e fazer dinheiro.
Fumaça:Isso se chama Politica.
Clotilde:Isso tem outro nome lavagem de dinheiro.
Fumaça chama Gininha num canto. E todos ficam olhando desconfiado, no momento todos saem da sala.
Clotilde:Vamos deixar eles a sós.
Osmira:Tomara que não some nada.
Ernesto:Fica tranquila a única coisa que tem de valor esta comigo é a minha bengala.
 
Terceiro Ato (Final)
Fumaça:Você é Burra, eu tenho um plano.
Gininha:Fala qual e seu plano.
Fumaça:Primeiro me da um chamego, estou com saudades.
Gininha:Ate daria, mas você esta fedendo.
Fumaça:Bom e o seguinte você diz a eles que tem uma exigência a fazer.
Gininha:E qual seria.
 Fumaça:Você só aceita se caso eu vir morar aqui com vocês.
Gininha:E o que eu ganho com isso.
Fumaça:Sexo todas as noites.
Gininha:Se orienta homem, eu lá to pensando em sexo quero e dinheiro.
Fumaça:Deixa comigo, e só fazer a documentação para passar o barraco no nome deles.
Gininha:Barraco e onde mora sua mãe, não esculacha animal.
Todos voltam à sala.
Targino:E ai já terminou a conversa.
Osmira:Tomará que não tenham transado na minha sala.
Gininha:Bem seu Targino, eu até topo a parada, mas tem que ser tudo no papel.
Clotilde:Nossa como você e honesta.
Gininha:E de criação, obrigada.
Clotilde:O amor e lindo e cego, surdo, mudo, manco, realmente o amor e uma doença, me deixa sair de perto senão posso pegar.
Osmira:Não entendi filhota, o que pode pegar o amor ou a sujeira.
Clotilde:Os dois mamãe.
Targino:Tudo bem, se eles querem assim, sou uma pessoa honesta.
Todos dão risadas
Fumaça:Seu targino como anda seu problema no zoio.
Targino:Estou enxergando muito bem e consigo acertar sua cabeça.
Gininha:Não da na vista, vamos esquecer este assunto. Olha como ele anda.
Fumaça:Mas tem um problema, como iremos o fazer assinar, com a família aqui, ainda mais esta metida a inteligente. (Clotilde).
Ernesto:Espere tem um problema.
Gininha:Qual.
Ernesto:A documentação para a transição custa um valor considerável, e não tenho este valor no momento.
Clotilde:Papai faz tempo que o senhor não tem dinheiro, quer dizer não vê dinheiro nenhum.
Osmira:Isso e verdade ele pegou dois reais da minha bolsa.
Fumaça:Espera ai, vamos dar o barraco para vocês e ainda temos que pagar a documentação.
Targino:Quer dizer a Gininha, porque você não tem nem aonde cair morto.
Gininha:Calma seu Ernesto, muita calma nesta hora, fumaça você não vê que a sorte esta do nosso lado.
Fumaça:Na nossa vida nem existe a palavra sorte.
Gininha:Pensa pedimos para redigir o documento, isso eu tomo conta, agora você precisa dar um jeito de tirar estes vermes daqui.
Fumaça:Vai ser difícil, mas posso convidar eles para almoçar no um real.
Gininha:Ótima ideia.
Fumaça:Só preciso de cinco reais para pagar.
Gininha:Ta certo, não posso esperar nada de você mesmo.
Fumaça:Depois do almoço os levo para conhecer o barraco, meu amigo Tibúrcio disse que o morro vai ser tomado a tarde pelo trafico.
Gininha:Meu lindo você pensa em tudo.
Fumaça:Só preciso de trinta reais, para pagar a passagem.
Gininha:O que tudo isso.
Fumaça:Claro são duas conduções no valor de três reais cada uma sendo cinco pessoas, faz as contas.
Gininha:ela faz as contas e diz esta saindo caro demais, tomará que não de nada de errado.
 
 
Fumaça:Deixa comigo, tenho tudo na cabeça. Guando chegar ao morro o meu camarada o Tibúrcio, vai esperar nós esta ligada, ai ele vai mostrar o barraco para eles, enquanto isso dá um jeito de voltar com seu Targino.
(Fumaça leva todos para almoçar, e diz que vão levar eles para conhecer o barraco, não gostam muito da ideia. Gininha sai logo em seguida para preparar a documentação.).
Volta fumaça só com o Senhor Targino.
Gininha:Boas tarde já voltaram nossa cadê o resto do pessoal.
Targino:Isso esta cheirando mal sua vadia.
Fumaça:Não fala assim com o amor da minha vida seu velho babão.
Gininha:Calma, não fica brigando com ele, seu Targino tome seu remédio.
Targino:Nossa que remédio ruim. Tem rolo ai que eu sei.
Gininha:Seu Targino precisa assinar o documento, para passar o barraco no seu nome.
Targino assina o documento e eles comemoram bebem dança e dizem que se danem os otários iremos passar o apartamento em nosso nome.
Só que existe mais de um problema, Seu Targino desliga o som e diz.
Targino:Vocês dois são burros mesmo, esqueceram-se de mim e da risada.
Fumaça:Meu Deus que burrice.
Gininha:Começa a ficar com cara de choro e diz sabia que com você só da burrada.
Targino:Realmente e tem mais este apartamento não pode ser vendido porque este embargado pela receita federal.
Targino abraça os dois e fala liga para o seu amigo e pergunta se desocuparam o morro porque tem mais um morador que vai se mudar e cai na risada.
Fumaça:(Chorando) mas e eu e a Gininha.
Targino:Hora vocês vão morar na praça e a noite pode ir para um albergue da prefeitura, a Kombi passa recolhendo.(Cai na risada).
Gininha e fumaça chorando dizem.
E isso que da querer ser esperto em cima de político.
FIM
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Atualizado em: Qui 19 Out 2017

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