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Amanda

Amanda em uma caixinha de cristal coroada por um laço de cetim vermelho
cantando canções de amor incompreensíveis
Amanda na varanda dando adeus ao elfo que passa
e profetizando explosões atômicas
enquanto briga por um pouco de paz
Amanda calando a esquizofrenia terrena com suas tranças ao vento
Chorando não querer dizer o que ofende
Amanda amando a lua a pino em uma liturgia pagã
solfejando minúcias nos confins do mundo
navegando nuvens de paina e respirando a poeira cósmica que paira doce no ar
Revigorando a brisa lânguida de agosto
Amanda e seus adornos
entre rendas e penas seu sorriso etéreo
Amanda com seu violão pousado no dorso
violando leis de consumo
Amanda de vestido longo casando no astral
Represando os males celestiais em sua saia furta cor
roubando corações com seus cilios exóticos
Amanda desabrochando no inverno
Dedilhando acordes e balbuciando alomorfias inexatas
principia-se no amor e fenece no amar
conduz o rito do fogo com suas mãos elásticas
dilacerando as estrofes escuras de meus pensamentos
Amanda guardando-se enquanto fecho meu mais lindo livro de amor

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Atualizado em: Ter 28 Ago 2012

Comentários  

#3 AlmaColombina 29-08-2012 08:31
Obrigada! Obrigada pelo conselho! abrirei-o e deixarei as palavras fluírem... Paz e Lua
#2 Marlende 29-08-2012 07:43
Concordo com o colega acima, sempre temos algo a dizer, principalmente quando vem de dentro de nós...Belo Poema...Paarabéns !
#1 GeraldoJCostaJr 28-08-2012 21:24
Volte a abri-lo. Ele ainda tem muito a lhe dizer. E tenho certeza que você não hesitará em transformar isso em palavras.

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