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CAPÍTULO XIII

CAPÍTULO XIII

— MERDA! 
Colocou a mão sobre o braço. Havia uma bela queimadura lá, e provavelmente demoraria até curar. Ela precisaria recorrer até Harlan novamente para curar aquela queimadura... Se sobrevivesse.
O dragão da Chimera não a acertou em cheio por muito pouco. Mas conseguiu acertar uma tenda que havia em frente a uma loja de roupas de marca. 
Diablo tentou ao máximo arrastar a Chimera para longe da cidade, mas era quase uma tarefa impossível. Quanto mais a Chimera andava, mais estragos ela fazia. Ainda estava tentando atingir os limites da cidade, mas o monstro fazia questão de acordar a cidade inteira. Aquela tarefa estava ficando cada vez mais complicada.
Mas não se arrependera de ter mandado Sehedin e Isis embora — por mais que, naquele momento ela precisasse de ajuda, ela se sentia mais aliviada por saber que os dois estavam em um lugar seguro. Ou não tão seguro. Diablo acha que qualquer lugar onde Lúcifer esteja presente, não é tão seguro como os próprios demônios pensam.
Ela esgueirou-se até a beirada da parede do grande prédio onde estava encostada. A Chimera estava alucinada, procurando-a por todos os lados e batendo com a cauda de serpente em algumas paredes, causando arranhões e até mesmo rachaduras bem profundas.
Diablo olhou novamente para o braço queimado, onde a chama atravessara o tecido do capote e pegara em sua pele até a pouco tempo, intocada e pálida. Agora estava em negro puro, ardendo o diabo, e úmida por causa do sangue negro escorrendo pelas beiradas. Em volta, estava num contraste de vermelho com roxo.
— Que inferno — reclamou. Respirou fundo e ouviu o rugido do leão. Pode ver uma luz no prédio ao lado acendendo. — Que inferno! — repetiu, mas dessa vez sibilando. Ela foi até o meio da rua e assobiou. A Chimera voltou-se rapidamente para ela.
Deu um meio sorriso e assobiou novamente. Em seguida, saiu correndo, indo em direção aos limites da cidade. Por lá havia apenas rodovias e menos civilização. Qualquer carro que passasse por lá e visse um vislumbre da Chimera, pensaria que era alguma outra coisa e que fosse apenas coisa da sua cabeça e da velocidade do carro. 
Porém, a Chimera foi fazendo mais escândalo do que nunca. Rugia e soltava fogo, e principalmente soltava uns bééé. A cauda de serpente passava de raspão em algumas paredes de prédios, muros e janelas — principalmente nessas, fazia um som horrível para os ouvidos humanos. Diablo olhou de relance várias luzes sendo acesas nos prédios e se chutou mentalmente por fazer com que a Chimera faça tanto escândalo.


O seu celular vibrou dentro do capote. Ela quis se chutar mentalmente de novo. Atender ou não atender? As únicas pessoas que tinham seu número era Eloistier e Legna — era, ainda por cima, um celular que Eloistier havia arranjado para ela.

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Atualizado em: Seg 7 Mar 2011

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