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o Anel que guiava a caravana

            Em um pequeno comercio no meio da estrada, uma senhora observa ao longe o que parecia ser uma caravana. Ao aproximar-se do pequeno comercio, a senhora olha com curiosidade a caravana, de onde desce um senhor com uns 40 anos aproximadamente, que logo lhe dirige a palavra

            - Minha nobre senhora, me chamo Gonçalves, um rico fazendeiro que acompanho parte dos meus bens pra cidade a fim de depositá-lo. Infelizmente trouxemos pouca comida, mas vejo que a senhora possui a única propriedade em um grande raio de distancia. Dê-nos algo para comer e nos a recompensaremos.

            A senhora olhou de cima pra baixo o senhor de vestis estranhas e maquiagem na cara. Depois olhou pro que pareciam ser seus escravos – Só possuo uma pobre galinha que põe ovos para minha alimentação. Além disso, deve ser pouco para vocês.

            - Não se preocupe, eu pagarei bem; e com o dinheiro, a senhora poderá encomendar varias sacas de alimentos e também galinhas. Só não fazemos isso por não podermos esperar.

 A Senhora observou o lindo anel no dedo do senhor e logo se põe a falar: “dou-lhes a galinha e ainda a preparo, mas você me dará esse belo anel.

- Não posso! Peça outra coisa! Esse anel é precioso pra mim.

- O anel ou nada feito.

- Tudo bem, dou-lhe todos os meus bens na caravana, mas nada de anel.

Com um sorriso no rosto, a senhora disse: “o anel”

E o acordo foi feito; pelo anel, a senhora matou e preparou a galinha para os homens na caravana. Alimentados, a caravana seguiu viagem e a senhora se põe a contemplar o anel

No dia seguinte, a senhora acordou com o anel solto na cama e o dedo no qual ela tinha posto o anel, sumido. Passou o dia preocupada, mas voltou a usar o anel em outro dedo.

No dia seguinte, ela acordou com uma pontada no braço produzido por algum relevo; ao por a mão e observar o objeto, ela viu o seu anel. Rapidamente ela olhou sua mão e viu que o dedo que ela usava o anel tinha sumido. Pois o anel em outro dedo e logo se arrumou para a labuta. Esperando receber algum freguês que pudesse dar alguma resposta.

No mesmo dia, veio ao comercio uma caravana de ciganos. Enquanto alguns ciganos faziam a manutenção, a senhora afastou-se do comercio e foi ao encontro de um cigano bem mais velho, que estava sozinho num canto.

- Por favor, senhor cigano, quero lhe...

A senhora foi rapidamente interrompida pelo cigano que logo falou: “E mesmo assim a senhora está usando o anel. Não posso ajudá-la já que se trata de algo além da minha compreensão”.

Assustada, a senhora falou: “então, há nada a fazer?”.

- Claro que há. Mate-se e cuide para que façam enterrá-la com o anel.

A senhora ficou petrificada de medo e horror; não conseguia nem mexer nem falar; parecia ter sido levada pra outra realidade, onde apenas o Nada prevalece; não chegou nem a cobrar os serviços prestados à caravana de ciganos.

Esse foi o ultimo registro confiável sobre ela. Alguns comerciantes que chegam a passar pelo comercio da senhora, juram que a viram morta na cama, sem nenhum dedo na mão e aparentemente nenhuma ferida e com o anel solto na cama. Outros chegam a afirmar que a viram ser enterrada por uma caravana de ciganos, que segundo relatos, aconteceu no dia em que foi morta.

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Atualizado em: Dom 14 Set 2014

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