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onipresente

não assimilou boas maneiras acadêmicas mas agora ninguém o pressiona pela falta de estudo e se o diploma não o tornou conhecido no mainstream pelo menos lhe garantia cela especial em caso de necessidade e a paz que sempre almejou foi conquistada e perdida com a menina maluquinha do primeiro andar que um dia sentou-se sobre seu laptop que estava no sofá destruindo parte de sua vida porque ali estava um esboço do que seria para ele o que "por quem os sinos dobram" foi para Hemingway e com ela não acontece nada porque é apenas uma jovem dispersiva e inocente para quem o computador é uma máquina imbecilizante e lugar de escritos é no papel e ela ouvia Jim Croce com o pai e nunca mais alguém assim seria encontrado por ele que finalmente descobriu que a sua própria onipresença era o sentido da vida e também sua própria ruína e mais louco era poder se chamar de empresário ao invés de músico frustrado que vira jornalista porque vendia poramgaba com seu sócio de quem ninguém nunca esperou nada e seu produto se chamava "porangaba gaba hey" e se suas contas de luz eram pagas em dia a menina maluquinha nunca nunca nunca o largava e os rastros de destruição material que ela deixava acabavam por lembrá-lo que materialismo é algo tão estúpido quanto o nacionalismo e se sua capivara fosse puxada um dia ali se revelaria um homem cujas dores eram quase prazerosas porque sem elas a menina maluquinha seria apenas uma idiota mas no frigir dos ovos era mesmo uma torta referência de vida pois era a ruptura de sua tradição de buscar uma vida estável de homem de meia idade cuja inquietação no coração ainda persistia mas em seu bairro de origem ela era mais conhecida como fogo no cu e antes de produzir porangaba ele parecia um geezer butler cansado que tentou ser escritor.
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Atualizado em: Seg 14 Jan 2019

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