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MASCATE 3

     No interior de Minas Gerais tinha um pequeno arraial com o nome de Capitinga.  E por mais engraçado é que o mascate em suas andanças resolve ´por la morar uns tempos, e abre uma pequena venda. Vendiam cereais, pinga claro que não podia faltar.

     A noite à luz de lampiões jogavam truco. E a esposa do mascate fazia gostosos tiragostos. Durante a jogada, eram gritos e mais gritos. Depois de muito jogarem la pela madrugada resolviam ir dormir. Cada um montava em seu cavalo e iam.

     No outro dia a mesma rotina. So que durante o dia a conversa era outra, era do leite, das plantações. E o que mais gostavam de fazer eram comentários e contar os causos de assombração; só que o mascateera o mais medroso. Mas, não dizia a ninguém. Se durante a noite ouvisse barulho, quem levantava era sua esposa.

     Numa tarde de domingo o mascate com sua esposa receberam muita gente. Eles tinham uma menina de 3 anos. E nas idas e vindas para a cozinha e balcão, a esposa desligou da menina; esta muito sapeca, foi para o deposito onde o pai guardava os aperitivos da venda.

     E sentada em um canto viu uma garrafa de vinho, foi facil ela tirar a rolha e devagar foi bebendo o liquido. E devia estar muito gostoso, pois ela muito bebeu. Quando sua mãe deu a falta da minina, correu a sua procura; e a encontrou falando sozinha e rindo muito. A mãe ficou muito preocupada. Chamoou seu marido, mas ele também bebia umas e nem ligou.

     Quando foi bem mais tarde nada da menina melhorar. Todos tinham saído, o mascate fechou a venda, daí sua esposa pediu a ele para ver o que estava acontecendo. Quando percebeu que a menina tinha tomado uma grande quantidade de vinho. Ela pede a ele para ir na casa de uns vizinhos pedir umas folhas para fazer um chá. Ele meio la de tonto, arriou seu cavalo e foi; depois de um pouco andar, tinha uma porteira. Ele muito medroso, pois estava muito escuro, ele desce bem desconfiado e com medo. Quando desceu do cavalo, não é que a porteira abre sozinha! Ele todo apavorado não sabia se corria ou .montava no cavalo, até seu cabelo levantou, as pernas não paravam de tremer. Montou no cavalo e foi de volta para a casa feito um louco, até o fogo passou, mas, ele nem queria saber, pois estava apavorado.

     A criança, a mãe cuidava;  e ele com medo fazia até promessas.

     Mas, o melhor mesmo, foi no outro dia, contar aos amigos que a porteira abriu sozinha. Daí foram contar a ele que ela abria mesmo, ali havia morrido uma pessoa. E o mascate com todo medo foi para a cidade arrumar uma casa; pegou sua mulher, sua filha e foram embora.

     E de Capitinga ficou so lembranças, pois para o mascate nunca mais.

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Atualizado em: Ter 8 Maio 2012

Comentários  

#43 logansolo 29-05-2014 01:56
Tranquilo, como a vida no interior é, sem preocupações, senão com assombrações. A menina tomou o seu primeiro "porre" aos 3 anos de idade! Que coisa! Aqui na cidade, hoje, aos 3 anos a criança já está tomando a sua primeira caipirinha. :P
#42 Operariodasletras 21-05-2013 11:17
Eita... Moro em capital, mas pelo interior costuma-se contar muitas histórias incríveis. Parabéns.Abraço.
#41 PauloJose 19-03-2013 07:50
que lindo viver assim
devaneios solitários.
abraços.
#40 PauloJose 01-03-2013 16:06
gostei muito
é um refrigério!!!
estrelei.
#39 PauloJose 24-02-2013 08:43
lindo mini- contos, parabéns.
abraços.
#38 CHARIETH 28-01-2013 10:45
Já morei em sítio e escutávamos muitas estórias do sítio onde morei, nóis na verdade nunca constatamos nada desse tipo. Ainda bem!
Parabéns pelo texto e obrigado pela visita e o comentário, um abraço e até mais.
#37 PITER 19-01-2013 10:22
Tenho muito afinidade com contos assim!
Adorei..Abraço.
#36 Urano 25-11-2012 06:47
O que esperar , vindo de Capitinga ne Azara? Prazer odalisca, corajoso e folgado o teu mascate não?

Muito bom, abraços e obrigado pela visita, chegue sempre por aqui, te esperarei.
#35 AntonioMaria 15-11-2012 21:12
O medo não é real, ele é criado pela mente. Prazer conhecer as tuas letras.
#34 JanainaCruz 12-11-2012 13:52
Devaneios da vida, o mascate sumiu, levando com sigo um pouco da alegria que fazia reverberar no lugar.

O texto ficou perfeito, desenhou quadros em minha mente.

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