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UMA ESTORIA DE VIDA (continuação)

Em doze de setembro de mil novecentos e vinte e oito, nascia na cidade de São Salvador, capital do Estado da Bahia, uma criança que foi batizada com a graça de MARIA SOTERO DE MENEZES, filha de Regnardo Menezes e Maria Cecilia Sotero de Menezes, que duas décadas depois veio a ser minha mãe e de minhas duas irmãs.
Não posso relatar a vida de minha mãe entre o seu nascimento e o meu. Muito criança não pude perguntar a minha avó materna e nem curiosidade de perguntar aos meus tios com quem convivi como foi a vida de infância da  nossa mãe. Sei apenas poucos relatos feitos pela própria, mas a forma como fomos criados e educados, posso afirmar que sua infância foi com muita simplicidade, voltada para os ensinamentos religiosos, um profundo respeito pela palavra de DEUS, à Bíblia Sagrada, único livro de leitura diária que confiava e amava.
Descrevo alguns dados biográficos dessa mulher, que sem instrução escolar muito menos acadêmica, educou, dando-nos muito amor e carinho, renunciando a própria vida em prol dos seus três filhos, e acima de tudo ao grandioso amor que tinha pelo supremo Deus.
Em março de mil novecentos e quarenta e nove, casou-se com Evandro Gonçalves Martins, e com Ele, sobre a divina benção de Deus como Ela acreditava, teve três filhos; Paulo Cesar de Meneses Martins, Angélica Maria de Menezes Martins e Eliana de Menezes Martins.
Não convivemos por muito tempo com o nosso pai, não que o ele tenha falecido, mas, por ironia do destino, em mil novecentos e cinquenta e nove, veio a separar-se de minha mãe e de filhos, constituindo outra família. Então, como MARIA DE MENEZES MARTINS, lutando com todas as suas forças e com muita fé em um Deus todo poderoso, passou também a ser pai para os seus três filhos.
Relatar tudo do período de ausência do nosso pai, e como nossa mãe lutou e sobreviveu, por certo teria de escrever muitas e muitas páginas, mas em outros capítulos desses dados biográficos, irei narrar como a heroína Sra. Maria de Menezes Martins, lutou para nos educar, não apenas nos sagrados ensinamentos religiosos, mas nos preparando para vida como homem e mulheres, ensinando como enfrentar com dignidade as grandes dificuldades da vida.
Renunciando o direito de constituir outra família, nossa mãe queria e fez por onde seus três filhos pudesse cursar a universidade, ultimo passo do homem na vida estudantil, não significando que o curso universitário seja o fim de linha de quem estuda, mas seria dessa forma, a vitória de uma mulher mãe e pai que idealiza ver os filhos com uma profissão definida, aptos a viver de forma digna.
Não estudei o suficiente. Por vontade própria não a  cheguei a Faculdade de Direito, não por não ter dela o necessário e sim por opção própria. Ainda jovem, resolvi trocar o direito de estudar pelo direito de constituir família, no entanto, as minhas irmãs seguiram o caminho dos estudos e chegaram a faculdade.
 Angélica cursou Serviço Social e Eliana, venceu as barreias do vestibular e começou a fazer Licenciatura em Matemática, não concluindo também por iniciativa própria, mas aprendeu o suficiente para ingressar no mercado de trabalho e poder viver a sua vida profissional com honra e dignidade.
 Afirmo que ela, nossa mãe, tudo fez para nos dar uma educação perfeita, e o mais importante: ensinou-nos a respeitar e amar o nosso pai ate o dia que ele se foi para a eternidade. Jamais nos incentivou a rancores ou magoas. Nosso pai sempre foi respeitado como nosso pai. E olha que naquela época pais separados não tinham os respaldos judiciais de hoje nem os filhos tinham o apoio familiar de hoje.
Aqui nesse texto, eu deixo um pouco do inicio do que foi a vida de nossa mãe, que em vinte e cinco de junho de dois mil e dezessete, partiu para outro plano de morada, lugar que ela sempre acreditou ser uma terra feliz.
Como evangélica, desde criança, membro de um Igreja Batista, sempre gostou de cantar “Eu avisto uma terra Feliz, aonde irei para sempre morar, na mansão em um lindo país, que Jesus foi ao céu preparar”.  Ela sempre acreditou nessa morada como aprendeu e desenvolveu sua fé.  Essa e outras visões do amanhã também nos foram passadas na educação religiosa, fundamentada no texto bíblico que diz: “ensina ao menino o caminho no qual deve andar, pois ate o envelhecer não se desviara dele”.
Foi nesse caminho que ela viveu desde seu nascimento, que nos ensinou o e mostrou  a estrada que devíamos caminhar. Baseado no conhecimento e fé posso afirmar que Ela se foi, muito feliz como entoava no louvor acima citado.
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Intitulo esse texto “UMA HISTORIA DE VIDA”. Vou relatar alguns acontecimentos que  marcaram a estória de Maria de Menezes Martins, mãe de três filhos, avó de seis netos e cinco bisnetos.
Sei que outras mulheres tiveram e têm vida semelhante. Bom seria que todos os filhos pudessem relatar a historia de suas mães, assim como eu estou com satisfação e emoção, por partes, relatando a da minha e das minhas irmãs.
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Atualizado em: Sex 22 Set 2017

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