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RENDIÇÃO - capítulo III - A Semente

III - Marcos
Beth era de família abastada, mas não era dada a convenções, a famosa rebelde sem causa, e como nosso protagonista, usava tudo e a todos como degraus, para galgar a altura desejada. No fundo ela se importava apenas com uma coisa na vida, ter muito dinheiro para sustentar Marcos, um cafetão, que bebia e jogava todos os dias. Mal caráter de nascença, Marcos já acumulava alguns crimes, sendo roubos e homicídios, já estivera preso por vezes, ou seja, era muito conhecido nos meios policiais. Sujeito violento, espancava Beth com certa frequência, e esta por sua vez, sentia uma atração avassaladora por este lado sombrio de Marcos. 
Após mais um encontro tenso com Marcos, Beth lhe contou sobre a proposta de Arthur, e como não poderia de ser, os olhos de Marcos se arregalaram, vislumbrando a possibilidade de se dar bem até o fim de seus dias. Arquitetou um plano, para convencer Arthur a se casar com Beth, e lhe tornar a única herdeira de toda sua fortuna. Beth aceitou sem problemas ou escrúpulos, dizendo ainda que ele era arrogante, e merecia que alguém lhe colocasse um cabresto. 
Beth começou a seguir o plano de Marcos a risca, ambos eram muito fiéis aos seus propósitos, o que os tornavam ainda mais perigosos. Em pouco tempo a semente do casamento já florescera nos pensamentos de Arthur. 
Arthur começou a perseguir Sílvia, dizendo que queria o divórcio, e a mesma, triste mas conformada aceitara libertar seu amor. Tudo estava indo de acordo com o planejado por Arthur, até que o seu advogado, Dr Silva, lhe lembrou que na pressa de casar-se com Sílvia, ele não cuidou da maneira necessária, o assunto da divisão dos bens.
Possesso de raiva, atirou o copo de sua dose contra a parede e praguejou pela existência de Sílvia. Disse que resolveria o mais rápido esta situação.
No outro dia, foi ter uma conversa com Sílvia, sobre a divisão dos bens, e a mesma ainda dolorida com a separação, fez algumas exigências que lhe pareciam justas, uma casa, um carro e uma quantia de pensão por um período. Ela nem terminou de falar, Arthur envolto numa onda de fúria, apanhou um adorno de vidro que estava sobre a mesa e desferiu-lhe um golpe na cabeça, suficiente para derrubá-la. Sílvia caiu desacordada no chão, e Arthur sem se importar, continuou gritando palavras como, ladra, oportunista, golpista…
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Atualizado em: Ter 5 Jun 2018

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