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RENDIÇÃO - capítulo VI - Alguns passos

VI – Alguns passos
Arthur levantou a cabeça ainda perplexo, tudo aquilo não fazia sentido. Estava cansado, mas, mesmo assim, teve um flash back do último momento em sua poltrona, e admitiu pela primeira vez a possibilidade de estar morto. Mas não se sentia morto, não via diferença exceto o lado externo. Valter apareceu do nada e se foi da mesma maneira. Disse coisas estranhas, como estar preso a maldade praticada, mas, se isso for real, como posso reverter? Pensou.
Longo tempo se passou até que um dia Valter lhe apareceu novamente.
_ Ola Valter, pensei muito em você, eis que você me aparece?
_ Sim senhor, desta vez estou aqui por vossa vontade, Graças ao bom Deus, eu estou liberto, não pertenço mais a este lugar.
_ Como assim, com quem você falou, quem lhe autorizou sair?
Risos vieram de Valter e ele prosseguiu:
_ Achava que o Senhor fosse mais esperto, ainda não entendeu depois de todo este tempo.
_ Do que você está falando?
_ Não seja morada da raiva, só estou aqui, neste momento, porque o Senhor cedeu em seus pensamentos de alguma forma e sincronizou com meu ser.
_ Eu nunca ouvi tanta bobagem, cale esta boca e me diga logo o que devo fazer…
Neste instante Valter desapareceu diante dos seus olhos.
A solidão voltou, com ela os uivos e sussurros atrás daquelas grades.
Arthur já não concatenava as ideias, e começou a desistir de sentir qualquer coisa, encostou a cabeça numa pedra do chão e pela primeira vez, chorou.
Não sabia o que pensar, o choro era de rendição e adormeceu. Ao acordar, assustou-se com o que viu, estava livre, as grades se foram e ele acreditou na história de Valter, e assim começou a entender a funcionalidade daquele lugar. Mentalizou como muita propriedade Valter, concentrou-se e num passe de mágica avistou vindo em sua direção, Valter.
Ao chegar, e devido ao tempo em que passou encarcerado, Arthur foi em direção a Valter e com os olhos cheios d'água abraçou-o e pediu perdão. Como num passe de mágica, a escuridão total deixou de existir, era possível, ao forçar os olhos, enxergar ao longe um esboço de horizonte.
Neste instante, Valter disse:
_ Parabéns senhor Arthur. Conseguiu se libertar de uma das coisas que o prendia, mas isso foi apenas o começo.
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Atualizado em: Ter 5 Jun 2018

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