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Incertezas

Estou em transe, e neste momento viajo além de tudo e chego a um lugar que não sei distinguir se é dentro do meu mais íntimo ser ou um lugar realmente físico.
Sei perfeitamente quem me levou e para que, mas não sei dizer se conseguirei sair dele, pois para isso tenho que chegar ao fim, terei que tomar uma decisão.

Estou aqui por que mais uma vez não consigo decidir-me entre a razão e o coração.
A razão me oferece tudo que desejo e preciso, faz exatamente o que eu tanto quero, embora, às vezes, de uma forma exagerada...Por outro lado, o coração me deixa alegre, me faz rir e me proporciona momentos muito bons, não que a razão não me faça a mesma coisa, mas com o coração é de uma forma diferente, de um jeito que me envolve e me enfeitiça...não sei explicar.

Nesse momento tenho dois rumos a escolher, dois caminhos a seguir, duas estradas a percorrer. E nesse transe que me encontro me visualizo numa plataforma marítima, onde estão ancorados dois belos barcos, cada um com sua qualidade mais importante. E os apitos soam e as tripulações gritam: suba! suba!
De um lado, um barco modesto, simples mas de madeira de lei, bastante seguro que certamente me fará ficar bem tranquila durante toda a viagem, independente de vir qualquer tempestade ou qualquer contra-tempo pelo caminho poderei descansar que não correrei perigo algum, pois seu capitão é seguro e experiente.
E do outro lado, vejo um barco grande, bonito, com muitas distrações à bordo, que certamente me darão muita diversão durante toda a viagem. Entretanto, a madeira com a qual foi construída não me dá muita segurança, não conheço e por isso não consigo confiar, em outras ocasiões andei em barcos parecidos e tive problemas para retornar ao porto sã e salva. Receio que todas essas distrações não sejam suficientes para uma boa viagem, mas agora não há mais tempo para o barco se ajeitar.
Ao mesmo tempo que seria uma viagem muito cheia de diversão também não posso deixar de lado que mais cedo ou mais tarde turbulências surgirão e que precisarei contar com algo mais sólido e real para me garantir uma viagem tranquila.
Claro que no barco modesto também há a possibilidade de ser atingido por outros tipos de contra-tempos...e também há a possibilidade dessa madeira que vejo não ser autêntica realmente, ser apenas uma película que com o vento forte e o balanço das ondas podem acabar se deteriorando...ou não.

Eis aqui meu dilema: em que barco seguir em frente. E se não seguir com nenhum, ficar em terra firme mesmo...ou então ir com outro tipo de condução, como ônibus, avião.
A verdade, é que um dia terei que sair da terra firme, e independente da minha escolha, qualquer uma terá seus prós e contras...então, porque faço um dilema e me vejo numa situação alarmante como se não conseguisse controlar?

Queria não ter que tomar decisão alguma.
Queria não ter que pegar barco algum.
Queria não ter então outro barco para confundir-me o racicínio.
Queria poder nadar sozinha, mas existe muitos tubarões e a correnteza é forte demais, há tempestades no mar, e muitas outras coisas que não dá´pra passar sozinha, preciso de alguém.

Antes era mais fácil pois só nadava na praia, na beirinha.
Mas nadei longe de mais e cheguei ao mar de verdade, que é profundo e cheio de mistérios e de coisas boas e ruins também.

Eu sei o que preciso e o que quero: segurança para nadar tranquila e diversão para sentir prazer em fazer isso.
A questão é achar os dois num só lugar.
Receio que não há, seria utópico demais???(...)
Receio que por ora, tenho que tomar um decisão entre um e outro.
Renúncia, sacrifício, preço, escolha, perdas e ganhos.

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Atualizado em: Sex 20 Set 2013

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