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UMA CERTA TARDE DE ABRIL

O convite dos prezados amigos, Alyrio e Marta, conduziu-me ao Espaço Rajahmu onde ocorreria a primeira audição pública de uma palestra de Trigueirinho, gravada ao vivo. De fato, a programação concretizou-se no dia nove, e o tema 'Ler o Livro da Vida' confirmou, mais uma vez, o verdadeiro sentido do existir.

Transcorrida a quente manhã de sábado, o instante vespertino chegou agradável e com leves toques de chuva que favorece o acolhimento, solitário ou grupal. E foi o que sucedeu no salão do primeiro andar do Rajahmu.

O evento coordenado por Augusto César proporcionou momentos de silêncio, de paz e de atenção à fala cativante do criador de Figueira, espraiando sementes com sua comunicação em torno da vida. Mostrou, então, meios/circunstâncias – circundados, é óbvio, pela verdade - importantes ao desenvolvimento de uma consciência sempre atenta durante o transcorrer da existência terrena com vistas ao transcendental.

Na abertura, tranqüila e meiga, Junília (Eli) entoou um pequeno canto de caráter minimalista acompanhada pelas vozes da platéia. A repetição, algumas vezes, de 'Tornar-se um curador do próprio ser', com variação no ornamento melódico, algo bastante simples, produziu um bem-estar no ambiente.

Assim, estava preparado o tempo para a entrada do filósofo que se aproximou de todos nós através de uma gravação em fita cassete e que, diante da tecnologia dos CDs e DVDs, tinha um jeito quase que artesanal e, por que não dizer, nostálgico.

Aquela não era uma tarde de abril em Paris, mas, em Feira de Santana, no recanto do Mar da Tranqüilidade, distante do alvoroço das levadas elétricas e da multidão na passarela da paz (?) e, ao que parece, anunciantes da Micareta.

À margem, também, do falatório inútil, tão comum em casas pretensiosamente religiosas, nas praças e recintos públicos, por meio de palestras e pregações nas quais o EGO dos palradores é colocado acima e muito mais forte do que o conteúdo que se pretende passar. Distanciam-se da essência, muitas das vezes, à procura de benesses políticas e em torno da 'teologia do dinheiro'.

Trigueirinho, como outros missionários, ainda entre nós, Divaldo Franco, por exemplo, está certo ao insistir na busca de si mesmo, de mergulhar-se no âmago, e daí construir pontes para o outro, em movimentos de afeto, de tolerância, de respeito... Esses e outros valores imprescindíveis a uma sociedade que almeje a inclusão e não, o contrário.

Cantamos por uns instantes. Em seguida, quietos, calados, ouvimos mensagens de profundo teor espiritual.

No final, depois de um breve papo, de uma afetuosa saudação, saímos de mansinho, agraciados, também, pelas gotas de chuva de outono.

Foi bom estar no Rajahmu, rever amigos, absorver a alegria saltitante e ingênua da menina Jéssica, que resgatou certa criança.

“Quando a consciência do coração se abre, ela começa a nos esclarecer”. E mais: “Na simplicidade de nos alegrarmos com tudo o que nos é dado está uma chave de libertação”. Não está Trigueirinho com toda a razão? Até outro dia. Muita Luz.
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Atualizado em: Sáb 29 Nov 2008

Comentários  

#4 tania_martins 15-03-2010 21:40
Gostei.Parabéns!
#3 tania_martins 15-03-2010 21:40
Gostei.Parabéns!
#2 Abreu 02-02-2010 16:55
Em busca de paz, vale todo sacrifício.
+1 #1 Abreu 02-02-2010 16:55
Em busca de paz, vale todo sacrifício.

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