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Breve epístola a um antigo/novo amor.

Inicio-me na escrita dessa carta como tantas vezes fiz, nestes tantos anos que lhe amo.

Verdade é que minha contagem de tempo é parcialmente fictícia, delicadamente editada.

Porém, também é certo que de qualquer que fosse a forma, assim continuaria sendo,

pois indeterminada a metragem do nosso laço, cordas tão macias à pele; lembram seu toque.

Neste dia não somente elas me dão suporte, tenho nos pés correntes eternas, meu amor.

Não existem cadeados para tantas chaves. Não existem no mundo suficientes respostas.

As encontrei, certa vez, mas de fato apenas algumas entre minhas questões infecundas.

Suspiro-te, meu bem. Inspiro a tua vida que sempre me inspirou; teu ser, teu eu, tu.

Pra ti sou, por ti é minha partida, em tua absoluta homenagem fiz da minha existência

um vago e amador, fino enquanto intenção, um desordenado soneto sobre teus olhos.

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Atualizado em: Dom 23 Jan 2011

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