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Ouroboros

Percorria solitariamente o meio-fio riscado de branco, equilibrando-se, cambaleando e por fim sorrindo num movimento vacilante. Dente de leite, janelinha, primeiro beijo e a violência sofrida na voz, nos pelos, na mente caótica buscando uma base... Dinheiro! Dinheiro, prazer e distanciamento dos outros! Logo encontrou o que procurava, ou não? Errara. Quem acerta mesmo? Perde-se a fé, perde-se o rumo, perde-se cada princípio que ostentava a moralidade já escassa. Por fim, anda no mesmo riscado branco e incerto, faz curvas, até já dança cheio de júbilo e destreza, sempre procurando. Até que vê o horizonte. Como assim o horizonte? Corre, voraz, sedento... Há uma mão que o puxa decidida, firme, companheira. Sorri sem vacilar, e se vacila é amparado com urgência. Já pode se atirar, já pode querer voar. Ao fim, vê alguém bem novo ensaiando passinhos no risco branco que ainda continuava familiar, mas genuíno. O menino vira para trás para espiar quem viria aí, fica tonto com a rápida visão e cai. Encaram-se. O pequeno já vê dois e sorri. Sorri e espera, como se o presente fosse o bastante.

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Atualizado em: Seg 4 Fev 2013

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