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NA MASMORRA

sozinha1No fundo de uma masmorra,

Estou presa,

Distante em hectares de terras inglesas,

Tenho uma pequena janela, e por ela fico a namorar,

 

As colinas e os campos, pois ali sinto toda sua essência,

Mas ... trancada estou, e amordaçado está meu coração,

O único lugar onde posso ficar e em silêncio,

Não posso nenhum passo dar neste castelo de gelo,

 

As paredes escuras cobrem tantos desejos,

Me negam a sonhar, nesta masmorra de torturas,

Não posso nada fazer presa, sem direção, não sei onde estão meus passos,

Quando recebo as refeições, todas sobras...

 

Recebo um bilhete de amor por debaixo da porta,

A única coisa que posso ter, algumas palavras,

Meu ser se torna menor,

Aquele cubículo me atrofia,

 

Me nega a luz do sol,

Todos os dias sentada, fico no mesmo lugar

Sozinha, sem compania,

Esperando o seu amor, que me é proibido,

 

Um beijo seu queria tanto poder provar,

Quando me é lascivo, escorre o veneno,

E em pecado poderia morrer ( perecer ),

Vejo meu pássaro em um pequeno raminho,

 

Do seu galho me olha na minha pequena janela,

Vejo suas lágrimas, e suas asas que foram

Machucadas para não voar, para em

Meu recanto jamais cantar,

 

Ele sai do galho e desce da árvore,

Vira o príncipe e sobe em seu cavalo,

Mas não era para me salvar quando estive a esperar,

Foi cuidar do seu reino e de suas terras, e me deixou no mesmo lugar,

 

Masmorras tristes, castelos sombrios,

Casamentos consagrados, e tratados desde o ventre,

Já no berço tudo foi acertado, para garantir o poder,

Nas penumbras, escondidos, os bilhetes de amor que agora são raros,

 

Tantos atos sem mãos, sem o frigir de corpos colados,

E mais uma noite, em minha cama sozinha, e fria,

Com a pretensão de ser uma borboleta, fazendo seu balé no ar,

Procurando um jardim para com as flores se acasalar.

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Atualizado em: Seg 3 Maio 2010

Comentários  

#15 maker52 15-11-2012 10:12
sobre a reconstrução ou a derrubada do castelo, do templo, ou de um lugar sagrado, existe a esperança, mas não é no amanhã, a esperança é ao mesmo tempo boa e ruim, pois alimenta o amanhã . Mas existe algo que seja inexpugnável, a Fé, não é sobre ela que se reconstrói, é ela que reconstrói e move montanhas, move nossos pobres passos por esta vida, e sua poesia é uma reconstrução verdadeira de infinito saber, parabéns, como tudo que vc faz é maravilhosa. bj.
#14 Mariah 06-07-2011 09:54
Muito lindo!!!!!!!

bjkas
+1 #13 Abreu 20-06-2010 11:12
A extração da solidão em metáforas...
#12 Geraldocoelho 25-05-2010 00:49
:D Enquanto este príncipe não vem,enquanto estes sonhos não se realizam;continue "NA MASMORRA";que nós só temos a ganhar.
Por enquanto receba minhas 5 estrelas e destaque em meus favoritos;bjos e forte abraço pra você.
#11 seth 19-05-2010 10:34
texto forte,uma dramaticidade teatral,mergulho nas profundezas da alma,ao emergir com certeza a alma retorna renovada,deixando na "masmorra"o sentimento de prisão e ostentando uma vez mais o sentimento de liberdade e fé na vida.abraços,estrelas.
#10 PauloSiqueira 18-05-2010 04:16
Seus poemas são como enigmas para serem decifrados.
Às vezes nossa alma fica presa em masmorras que nós mesmos construímos.
Só nossos sonhos são livres e voão como pássaros tristes, pois sabem que são só sonhos.
Somos nossos próprios príncipes, mas não conseguimos nos salvar porque na vida temos muitas contas a pagar e outras coisas pra nos preocupar.
Acho que delirei um pouquinho, desculpe
Adoro seus poemas.
#9 katiadom 17-05-2010 18:48
:love: Do seu galho me olha na minha pequena janela,

Vejo suas lágrimas, e suas asas que foram

Machucadas para não voar, para em

Meu [censored] jamais cantar,



Ele sai do galho e desce da árvore,

Vira o príncipe e sobe em seu cavalo,

Mas não era para me salvar quando estive a esperar,

Foi cuidar do seu reino e de suas terras, e me deixou no mesmo lugar, :love:

Sei que você gosta quando se destaca o que mais toca em quem lê, por isso separei estas e posso te desejar que a borboleta encontre não só flores, mas também um novo príncipe para partilhar todo o amor que tem para dar.
Parabéns.
#8 Pamaro 14-05-2010 17:43
Belo poema, transbordando sentimentos. Paabéns!
#7 AJO 11-05-2010 18:30
Teus passos fincados em leivas, e tua dor sozinha, percebe a erva-daninha sugando-te as seivas... Sim, há uma dor e um fascínio por vencer a escada inversa do declínio... e pelo mundo dessa janela, renegas o infortúnio à luz do plenilúnio... e ainda que fosse negra noite, por látego e açoite, não queres a reluzência da faca e seus gumes... em paredes frias, com luz dos vagalumes, tua esperança irá amanhecer. Que espetáculo! Estavas longe escrevendo esse belo poema. Está perdoada. Hoje durmo feliz entre tuas estrelas e minha alegria. Adorei, Beijos AJO
#6 fernan 10-05-2010 11:14
Se liberte e vai a luta!

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