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Lágrimas doces à vista escura.

Quero que me dê seus olhos, flor.

Se não eles, seu olhar que geme, que grita,

Que rastreia-me pra se afugentar.

Farei a ele uma Ode, pra explicar meu amor à tua retina que ainda parece duvidar-me.

Farei uma canção usando seu nome, um auto-retrato com a tua belíssima face.

E todos os dias irei rever-te. Abrir meu peito com lâmina cega; presente da tua ausência.

E a ferrugem há de inflamar-me a dor da saudade ainda mais que a do corpo ensanguentado

pois dói demasiado a alma sem cortes.

A luz dessa lua se ri de minha figura que mirando-a chora ao ver nela tua face, flor.

Não prezo pelo valor das lágrimas, não me avexo ao frio toque dos sinos.

Não me importo que notem em mim o rosto molhado.

Mil pilhérias façam à minha sorte!

Eu, mesmo chorando, me alivio no amor que lhe tenho.

Meu pranto é doce porque doce é a tua lembrança.

E se à noite minha expressão é triste

É pra fazer-se ainda maior o sorriso

no dia em que lhe terei ao alcance dos meus olhos.


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Atualizado em: Sex 21 Jan 2011

Comentários  

#4 aliceloide 05-02-2011 23:41
abrir meu peito com lamina cega.
presente.
presente.

adorei.
#3 Abreu 01-02-2011 00:49
Viver, a esperançar o amor...
#2 amandaleal 23-01-2011 11:40
Muito bacana, gostei. Poeticamente interessante, porque o que tem de poesia chinfrim por aí né... Parabéns. :)
#1 Taquicardia 23-01-2011 00:05
Sempre se mostrando presente e atento, amigo. Tenha um bom final de semana! :)

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