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Solfejo

 Pense, creio que não lhe fará mal algum exercitar-se um pouco.

Talvez a aflição lhe agregue uma dose de tão doce vivacidade.

Procure na tua mente alguma razão para ser, para manter-se

Tenha cuidado ao ir tão longe, pois o seguro não cobre almas.

Então segure-se em mim, meu sopro. Não sorria se não quiser.

Lembre-se que fiz leito embaixo de tua cama, e de lá jamais saí.

Pense, Pense em mim. Memorize-nos, grave e dê ênfase ao "nós".

Me encontre em teus lampejos de consciência após o sono, após a morte.

Busque-me nos teus espelhos, nas tuas aspas.

Sinto-te assim; de uma ausência crua, torpe.

De lágrima seca, de marca de sangue.

Em diferentes ângulos e conotações.

Te respiro em frestas, me esvaio em súplicas, apiedando-me de mim.

Desci as escadas tão rápido que não vi seu nome no último degrau.

Ou no primeiro?

Não se renda; antes perder-se, pois há chance.

Faça o melhor, o que houver a fazer,

Mas guarde no bolso uma moeda para a vitrola,

Somos notas enarmônicas.

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Atualizado em: Ter 15 Mar 2011

Comentários  

#3 Breguedo 14-07-2012 18:29
Gostei do seu jeito de escrever, li outros poemas seu, mas foi este que me fez te dizer: muito bom!
#2 PauloJose 02-04-2012 01:57
UMA LIDA MELODIA COM HARMONIA!
ABRAÇOS.
#1 jrs49 18-03-2011 14:29
Li seu poema como notas musicais, tornou-se canção.
Parabéns.

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