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Trapos e Cinzas.

Ouvia-se claro o ruído das ratazanas vagando soltas

à beira da rua umedecida pela recente tempestade.

Árvores de tronco enegrecido viam-se calvas frente ao findo outono.

A paisagem mudara. As coisas mudaram.

Não mudara a alma das coisas, nem da paisagem.

A vida trocara de pele; agora as cinzas esfarelavam-se, sem formar esculturas.

Numa noite a fuga, a peste, a sombra. Talvez o tédio, a sina de uma noite fria.

Numa noite viu-se costas nuas, pés descalços, longos cachos ruivos

embalados pelo mesmo ritmo apressado daqueles passos,

Na mesma velocidade com que os metros passavam abaixo deles.

Numa manha a poça, a dor, a quase-morte.

Tantos metros percorridos não a levaram muito longe.

Numa tarde o fim, as veias, o tombo.

Numa noite o frio, a prece, a noite.

Noutra noite dessas...

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Atualizado em: Dom 20 Mar 2011

Comentários  

#5 jacosta 29-10-2011 22:26
Bom texto. Abraços.
#4 tania_martins 20-07-2011 00:14
Parabéns!
#3 ANTENA 17-06-2011 11:14
Muito original, uma outra pérola revelada aos atônitos!



abraço anarquista
#2 LucasMelo 09-05-2011 22:50
Nossa o texto descreve muito bem o cenário vivido.
Gostei mesmo Taqui : )
Estrelado!
#1 Renato_Poulicer 20-04-2011 12:11
Nossa gostei muito, estrelei

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