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Ócio

Ócio!O que me consome
São as horas vadias
A mente vazia
O pensamento ocioso
Isso me consome!

 

Quero um fiozinho só de inspiração
Ou um bom livro na mão
Uma xícara de café
E a janela bem aberta
Pra que eu olhe de vez em quando lá pra fora
E veja o pássaro, a libélula, a borboleta
Até quem sabe. um anjo!
Desde que tenha asas....

 

Eu quero esmiuçar aqueles versos
Que li no livro do”poeta do hediondo”
Até queimar meus neurônios
Ou minha cabeça explodir
Eu quero sim!

 

Eu quero qualquer coisa, leve ou abrasadora
Que me tire dessa estagnante mornice
Enquanto correm os minutos lá fora
E meu tempo aqui dentro é perdido

 

Quantos poemas! Quantos livros!
Quantas notícias novas nos jornais...
E eu não produzi nem um dístico!

 

Eu quero o sangue rubro que corre em minhas veias
Aquecendo a ponta dos meus dedos
E fazendo nascer neles letras, versos, poemas...

 

Só não quero ficar aqui
Envelhecendo, preguiçosa, a minha mente
Adoecendo o meu olhar
Deixando morrer dentro de mim
O que há de mais belo e verdadeiro
Esse meu jeito diferente de ver o mundo
E fazer dele a minha poesia ...
 

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Atualizado em: Sex 20 Abr 2012

Comentários  

#4 Marlende 04-07-2012 11:37
Fato ! concordo com os colegas acima, belissima inspiração te trouxe teu ócio...Parabéns !
#3 ANTENA 06-06-2012 15:42
Puxa, se de todo ócio brotasse uma criação tão adorável quanto esta, todos nós viveríamos enfurnados em nossos quartos escuros, entregues ao tédio e ao esquecimento. É para poucos, e tu és uma delas, elegante poetisa!

abraço anarquista
#2 xxx 05-06-2012 17:50
Ah amiga, este ócio lhe inspitou por demais! rs... Mas tens razão, temos que viver, viver...viver!
Bj
#1 Davi 28-05-2012 02:00
Não podemos estagnar. Gostei.

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