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Seguindo rastros

Seguindo rastros

Encontrei versos

De escritores e poetas

Os quais falam do amor.

 

Ao dar um passeio

na poesia de Adélia Prado,

encontrei toda singeleza

e simplicidade do amor.

 

-"Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.

Não me falou em amor.

Essa palavra de luxo.”

 

No caminho senti os versos nus

de Vinícius de Moraes.

Quis ficar ali,porém seus versos

tristes não me deixaram.

 

-"Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar(...)

(...)Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz"

 

Então segui outro caminho,
e lá na frente conheci o Neruda,
fiquei encantada com seus poemas,
mas senti tanta saudade do amor,
que resolvi seguir minha jornada.

 

-"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida..."

 

Foi quando beijei os versos
de Machado de Assis
que me apaixonei pela poesia.

 

-"Guarda estes versos que escrevi chorando
como um alívio a minha saudade, como um
dever do meu amor; e quando houver em ti
um eco de saudade, beija estes versos que
escrevi chorando."

 

Pensei que minha busca
havia chegado ao fim,
mas meus olhos se perderam
nas lindas palavras
de Cecília Meireles.

 

-"É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre."

 

Mais adiante encontrei
Mário Quintana,meu amigo
Ele me falou o quanto
"é bom morrer de amor
e continuar vivendo."

 

Entretanto,foi nos braços
de Fernando Pessoa
que quase morri de amor.

 

-"Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo,
se o que quero dizer-te é que te amo?"

 

Ainda seguindo outros passos
encontrei a Lispector e assim
como ela"Todos os dias, quando
acordo, vou correndo tirar a poeira
da  palavra amor..."

 

Mas foi na poesia de Drummond
que encontrei o amor sigiloso,
nu e perfeito.
o amor que chega tarde,
mas que dura para sempre.

 

-"Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda a razão ( e é raro).
Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie."
Carlos Drummond de Andrade

 

Ao longo da minha caminhada,
Encontrei o amor onde eu menos esperava.
E hoje...
"Ando de mãos dadas com 'Ele',não quero
perdê-lo de vista."
Andréa Costa

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Atualizado em: Qui 18 Jul 2013

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