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INVASÃO NOTURNA

A solidão adentrava em meu castelo

Corra! Fechem os portões!

Malditos soldados!

Ordenei que não a deixassem entrar

Já era noite, e de meu quarto pude vê-la entrando:

Vestia um manto negro sobre o veludo carmim

Seus passos eram rápidos e soberanos

Contudo, sua delicadeza me fascinava

Em meu aposento, junto a saudade e lembranças,

Um tolo poema interminado e um copo de vinho,

Pude ouvi-la correndo

Ridículo! Cadê os cachorros para morde-la?

Maldita! Maldita! Maldita!

Por que somente eu a percebi?

Se meus soldados estavam em alerta,

Meus cães em guarda!

Ela ultrapassou minha fortaleza!

Meu Deus, como pôde

Tal invasão me acontecer?

Em noite tão calma e impecável!

Logo uma vertigem deformou meus sentidos:

Deparei-me com ela já à meu lado!

Ninguém pode detê-la...

A solidão adentrou em meu castelo!

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Atualizado em: Qua 11 Dez 2013

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