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Pandora

Quero rever em minha aurora
na rua esticada como ventre de cobra morta
a dobrar-se na última curva avistada
de um soslaio e arrebentar-se contar a serra além.
Recolher os rastos na areia
da derradeira infância.
Ver os melões de são caetano
arreganhados de cio e sol
feito a mais oferecida boca vermelha
insossa de beijos comprados.
Caminhar nos roçados, saltando tocos
e descansar nos aceiros, a espreitar a mudança
fatigada de cupins e formigas irritadas.
a boca adivinhando curaus e pamonhas.
Enrolar a meninice em sonhos
No bornal improvisado da lembrança
E trazer comigo. De minha Caixa de Pandora
derramá-la toda sobre o homem desruralizado à foça
que me habita. A mim e à cidade!
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Atualizado em: Qui 15 Dez 2016

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