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PRAÇA DA CAPUNGA

Ó praça, o que vão fazer de você?
Você em cujo solo tantas e tantas brincaram,
correram, caíram e choraram quicar ate mesmo o governador,
que levado pelo avô, também fez de você um meio de lazer.
O que vão fazer de você?
Você que nos seus bancos acolheu tantos e tantos jovens
que paqueraram, namoraram e também como também os já noivos, 
igualmente a pombinhos românticos planejavam a construção de uma família,
e, na igreja à sua frente, felizes imaginavam caminharem ao altar sagrado, 
em busca da benção matrimonial.
Ó Praça, o que vão fazer de você?
Você que viu também os filhos desses jovens
correr, cair e lágrimas derramar por pequenas escoriações nos joelhos.
Você em cujos bancos tantas pessoas conversaram sobre as cenas
marcante de um filme romântico,
dos belos gols, ou dos mal carcados pelos árbitros de futebol, 
do famoso quarteto fanáutico, Nado, Bita, Nino e Lala.
Você, que em seu solo sentiu tantas raízes de árvores aprofundar, 
crescer, e de cujas folhas tanto oxigênio exalou,
hoje está condenada.
No lugar das raízes vegetais, fluirão gigantesca colunas de concreto
que sustentarão imensa pista, onde pesados veículos vai substituir o oxigênio das folhas,
pelo gás que poliu e causa doença.
Desaparecera o piso do romantismo, e surgira do da poluição,
no lugar de oxigênio, dióxido de carbono, fumaça de baseado etc.
No lugar de bancos, surgiram camas de papelão, feias por mendigos
usuário de drogas, que por certo, os arquitetos da sua destruição,
não edificaram nenhum abrigo para os acolher e os recuperar.
Ó praça da Capunga! Vai deixar de existir,
Deixará de ser a praça da paquera, do namoro, dos noivos que
Passeando panejam seu futuro, das discussões jogos ganhos e perdido no apito,
Dos filmes românticos, e do baixo índice do aumento dos aposentados.
Ó praça, essas e outras lembranças,
Por certo estarão nas fotos que eternizaram a sua imagem de quando era
Praça do romantismo!
Ó praça, Você ficara eternamente viva no meu álbum de viagem,
Pois no ultimo dia 31, seu ultimo ano de praça, toda iluminada, mostrando toda aquele mistura
De cores em suas árvores, na lente do meu celular gravei.
Ó `Praça da Capunga, fica então a certeza de que só nessas fotos,
Haverei de vê-la como Praça.
Obs: Escrevi esse poema em  Fevereiro de 2012,
Em frente a praça fica a Igreja Batista da Capunga.
Graças a Deus os politico não destruíram
E em outubro de 2017, retornei à cidade do Recife, e pude ver que a praça
continua sendo praça.
Era Governador do Estado de Pernambuco Roberto Campos, falecido quando candidato a Presidente.
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Atualizado em: Ter 26 Dez 2017

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