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Livro conto: Amor Capítulo 4 de 11

O novo lugar
A aula
     Abriu os olhos lentamente com medo da situação em que a fada o meteu, mas no fundo havia coragem. O feérico sessou e ainda era noite, porem a casa era iluminada por alguma coisa que provocava calor.
     -Olá filho seja bem vindo! Disseram o casal de idosos como recepção e a senhora perguntou: - Está com fome? Ou vai dormir, ainda não amanheceu.  Colocando um pedaço de pão sobre o que parecia ser uma cama, ela pareceu ter jogado um tijolo próximo a ele:
     -Isto é pão?! Jorge sabia que era, mas tinha lá suas duvidas e quando lhe ofereceram água esta estava meia marrom. –Estou nesta, nesta estou e nisto viverei! Agradeceu e comeu e bebeu se satisfazendo. Em seguida ouviu um comentário que achou estranho:
     -Não é lá das mordomias que você está acostumado... A senhora ia se explicando e Jorge ciente que estava num passado onde as coisas eram diferentes e difíceis de certa forma a interrompeu:
     -Tudo bem e já dormi o suficiente quando ainda em meu mundo, foi apenas como ter acordado mais cedo, bem cedinho! Um sorriso nos lábios e o velho comentou:
     -Nós já demos um pulinho no futuro, não é por acaso que fomos escolhidos, pessoas daqui não vivem tanto quanto nós estamos a viver, onde sua chegada é o inicio de nossa partida.
     -Lamento. Jorge se pegou na tristeza que carregava e logo a deixou:
     -Nós escolhemos assim, não é culpa sua é nosso destino.
     -Vocês parecem boas pessoas!
     Jorge caminhou até a janela e olhou para o horizonte, o sol iniciou seu nascer, o nascer do dia que chegava carregado de surpresas. Enquanto olhava a paisagem pensou:
     -A fada poderia arranjar avós com netas, daí eu escolheria uma, mas a fada parece que gosta de complicar. Então concluiu: - Já sei o que ela diria, que este é meu dever e ninguém mais poderia fazê-lo por mim. Abriu um sorriso corajoso e contemplou as montanhas de onde por trás o sol surgia.
     Jorge ficou a olhar tudo, cheio de curiosidade e se perguntou e a sua vó:
     -Como vou fazer para conhecer garotas neste lugar? A velha respondeu:
     -Hoje depois do almoço você vai à aula.
     -Aula de que? Enquanto Jorge olhava a velha pôr o que provavelmente eram roupas que ele pensava não saber vestir também a ouvia:
     -Nós vimos muita música em seu tempo e aqui nós temos, você vai conhecer as garotas do coral do vilarejo. Também conhecerá a todos para fazer amizades.
     diga o nome destas notas resposta do teste 002
     Chegando olhava de um a um parecendo os comer com os olhos ou acertá-los como um golpe. Pensava de uma certeza:
     -Eu não vou ficar por aqui muito tempo, pretendo ser rápido e preciso! Talvez deixando o leitor aliviado de um tedio medieval ele iria agir e nada mais.
     Olhando os instrumentos são diferentes o mais comum é semelhante a uma flauta ou é uma. Jorge se impressionou com a beleza natural das jovens, nada de cremes e condicionadores, eram belas. Tinham garotos também. Um veio lhe falar, estava a falar com uma das garotas, logo ser amigo dele o levaria a ela que era seu objetivo.
     -Olá novato... E continuou: - Você é o neto dos Velhinhos Encardidos?! Jorge ficou sem entender, se perguntando se sua tradução estava com defeito, se era possível estar e ouviu: - Os chamamos assim por serem muitíssimos velhos, mais que todos os outros. Isso deu uma ideia a Jorge, chamá-los como eles o fazem, cada um por um apelido, era feio apelidar os outros, mas era algo que serviria, pois Jorge demorava a decorar nomes e não passaria muito tempo ali para isto. Este que o dirigia a palavra Jorge apelidou de Nariz Redondo.
     -Eu vou tocar o que? Jorge perguntou após fazer sinal de sim com um meneio de cabeça em resposta a pergunta do Nariz Redondo. Uma das garotas se aprochegou dando uma sugestão:
     -Toca este, assim ajudo você novato a estudar... Ensino-te! Jorge gostou da ideia e a nomeou de Interesseira, não foi um nome muito bonito, mas foi o primeiro que lhe veio à mente, talvez invente de mudar depois. Mesmo ao saber os nomes de todos, ele iria continuar os apelidando em mente. Ao instrumento nomeou de flauta mesmo.
     Gostando da ideia da interesseira, Jorge sentou perto dela, deixando o Nariz Redondo meio de lado, porem este tinha o interesse pelo desconhecido, coisa que Jorge é, não se deixaria ficar para trás.
     A interesseira ia ensinando a Jorge que além do interesse de aprender tinha a segunda intenção:
     -Será que a levo? Claro que ela era opção de uma saída rápida e eficiente dali, ela era bonita, apesar de faltar um cremezinho no cabelo, ficaria gata no futuro aprendendo a usar produtos. Ele conheceu rapidamente a Riquinha, tinha uma pose e olhar que transmitia desdém, fazia qualquer um se sentir derrotado. Mas nestes tempos de fúria do mundo ela até que foi simpática.
     Jorge soprava a flauta e sorria depois do som que saia, a interesseira se postava brava e ria depois. Assim foi indo o primeiro dia de Jorge na época medieval.
Este é o final do Capítulo 4; seja em seguida o Capítulo 5.
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Atualizado em: Dom 1 Out 2017
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