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O Jogo da Morte:Véu negro

Capitulo 1

A noite escorria pelo céu e quando caia por inteira eu me sentia aliviado, porque a escuridão me alimentava, meu corpo se alinhava e era a ora perfeita para que o véu negro tomasse conta do meu corpo e atacasse,quem seria a próxima vitima,levando em consideração que o policial me deu muito trabalho, vou ter que ser cauteloso em minhas escolhas, hoje vou descansar, quem saiba eu me corte um pouco para saciar a cede que me toma por inteiro, e o cheiro do sangue, meu Deus que cheiro maravilhoso, o gosto e melhor ainda, ainda mais quando e de outra pessoa.

Subi até meu quarto e me tranquei no banheiro, sentei no chão, peguei a minha navalha preferida e comecei a me cortar, para muitos de vocês isso parece loucura, mas para mim era uma forma de me libertar, de eliminar todas as coisas ruins da minha alma. Minha alma? Eu acho que eu não a tinha mais ou nunca a tive, no lugar dela se estendia a podridão e a melancolia podendo até ter um pouco de compaixão, de repente senti o tempo parar, o banheiro ficou frio, o meu sangue escorria por todo o banheiro, e aquele cheiro que cheiro maravilhoso vinha até o meu nariz e se espalhava por toda a parte,eu me drogava com aquilo,e o véu negro com certeza curtia tudo aquilo e ficava a espreita lá no mo mundo inferior aguardando o dia que me teria para sempre.

Tudo voltou ao normal, levantei e liguei a torneira da banheira, deitei nela e aquela água quente tirava todo o sangue do meu corpo,por sorte não o lambi,quando terminei o banho,me arrumei ,fiz uns curativos e fui dormir.

No dia seguinte, acordei com o sol em meu rosto, já eram umas dez horas e eu ainda não tinha vontade de levantar, fiquei praticamente o dia todo na cama só levantei para ir ao banheiro,quando vi que o sol estava indo embora e que meu dia só começaria quando o véu preto tomasse conta dos meus pensamentos,tirei mais um cochilo e me arrependi por isso, mas prefiro não contar para vocês o porquê me arrependi.

Acordei assustado e com um aperto enorme em meu peito, levantei e fui ao banheiro, e senti que aquela noite seria a primeira de muitas outras em que o véu preto começaria a me arranhar por dentro, eu já não me sentia mais humano, eu já me via como um animal,quando ele me possuía,meus olhos mudavam e minha feição se transformava, não era eu, simplesmente comecei a me arrepender do que tinha feito com aquelas pessoas, mas já era tarde de mais, e como um sussurro em meu ouvido a morte disse, “eles mereceram”.

O ódio aumentou de uma for incontrolável, chegou a hora de matar, de sentir o cheiro do sangue junto com o grito de desespero e medo, e guardar no fundo da minha mente o olho de cada vitima que irei matar.

Eu acho que não sou psicopata ou qualquer coisa do tipo, mas eu sinto que existe um mal dentro de mim, que me faz pensar em coisas ruins o tempo todo, como relances passando sobre meus olhos, vejo rostos queimados, gritos desesperados e no final o cheiro da morte, sempre a morte, querendo me dar o beijo de misericórdia e me levar para o submundo e viver no possível sofrimento eternamente, será que eu mereço tudo isso, eu nasci para matar pessoas ou eu só tenho sede de sangue e de vingança, essas perguntas acabam me deixando cada vez mais perturbado e me da uma vontade de matar alguém, acho que hoje é a vez dela, a maldita que matou o meu lindo cobby, e depois o comeu, nojenta, desprezível, chegou a sua hora.

Coloquei meu traje preferido,liguei o carro,sintonizei na minha estação de radio e sai,era madrugada e a rua estava vazia,aquele silencio me alimentava,só de pensar que hoje aquela gorda nojenta morreria e que quando eu acordasse na minha cama pela manhã e ligasse a televisão,só teria noticias da morte daquela comedora animais.

Fui até a rua 13 parei o meu carro do outro lado da mesma,desliguei o radio e esperei o meu anjo perdido me ajudar,abri o vidro do carro e o cheiro do seu véu preto já pairava pelo ar,e La vinha a maldita,com dois animaizinhos mortos dentro do saco preto,desci do carro e fui em direção a ela,e disse:

-Boa noite senhora Germânia,meu carro quebrou e gostaria que a senhora me emprestasse o seu telefone.

No tom de arrogância ela me respondeu:

-você não tem celular moleque?

-deixei em casa estava sem bateria,eu poderia entrar e usar seu telefone?

Resistindo uns 10 minutos,enfim ela deixou,entre peguei o telefone,disquei qualquer número e fingi falar no telefone,a gorda foi para a cozinha e repearei que guardou o saco preto na geladeira,desliguei o telefone,agradeci e no tom mais arrogante ainda ela disse:

-quando sair bate aporta moleque.

Claro,bati a porta e não sai,andei pela casa como se meus pés não tocassem o chão, peguei uma faca de açougueiro que estava na cozinha e continuei a caminhar,mas tinha algo errado,a casa estava um silencio,só se ouvia os galhos da arvore ressecada batendo na janela da sala, de repente todas as luzes se apagaram,aquilo não me assustou,pois o véu preto estava comigo,logo em seguida a gorda deu um grito de horror e desespero:

-Sai da minha casa seu moleque ou eu te como igual comi o vira lata do seu cachorro.

Repetindo variadas vezes essa frase,que me machucou um pouco,as luzes voltaram e a cabeça do meu lindo cobby estava em cima da pia da cozinha,meu corpo estremeceu e quase desmaiei porem,uma voz sombria e maliciosa sussurrou em meus ouvidos:

 -você ainda não acabou com aquela nojenta,mande-a para mim e transformarei a podre alma dela em eternos sofrimentos.

andei pela casa novamente, e aquela vadia, ria tão alto que eu ficava cada vez mais furioso,de repente ela disse:

-Eu sei quem você é,Sei que você matou o policial e se com ele você teve um trabalho comigo será pior,porque e vou te matar e comerei todo o seu lindo corpo, até não sobrar nada pra contar sua sórdida história.

O véu negro me cobriu com seu manto,como se quisesse me proteger,no mesmo momento eu percebi que o único propósito de minha alma estar aqui,era para devolver ao fogo as demais almas que dela não deveriam ter saído,inclusive a minha,aquilo me chocou,pois em um determinado instante eu seria a caça e não o caçador,eu seria devorado e não o devorador,mas por enquanto eu tinha que matar aquela maldita mulher,e da minha condenada alma eu cuidarei mais tarde.

Olhei para a escada,e la estava ela,com um vestido de noiva ridículo,no começo não entendi nada,mas logo em seguida caiu a fixa,ela queria casar comigo e depois me matar,coitada daquela gorda inútil comedora de animais,quem iria para o forno seria ela e não eu.

Olhei para o relógio e já era cinco da manhã,meu tempo estava acabando,ou eu a matava agora ou ele me matava.

Subi as escadas com a faca de açougueiro nas mãos e ela estava lá,de pé implorando para não ser atirada nos braços da morte,mas já era tarde de mais,quando me dei por conta ela havia se jogado de uma altura de cinco metros.

O sol já aparecia no horizonte,sai pelos fundos,dei a volta pelo quarteirão,peguei meu carro e fui para a minha casa,nem me dei ao trabalho de me livrar daquele corpo imundo,pois tudo parecia um acidente e claro foi um acidente. 

Mais tarde ao ligar a televisão,variados jornais,mostravam a casa da gorda,legistas e policiais não paravam de entrar e sair pela porta da frente,cada um com um saco na mão,cada saco com um cachorro diferente e por fim saiu em uma maca a maldita;me surpreendi ao ver que ela ainda estava viva,como ela consegui? Meu corpo estremeceu pois o que mais me preocupava não era ela e sim o que a língua degustadora de cachorros poderia falar para a policia.

Mil visões passaram por minha mente... eu tinha que acabar com aquela alma podre, mas como?,talvez o véu negro pudesse me ajudar,mas ele ira querer algo em troca,mais uma alma condenada para sua coleção, mas quem!.

Mais tarde naquele mesmo dia,Fui até a casa de Michel,meu melhor amigo,quando éramos pequenos,matávamos os passarinhos que faziam ninhos em nossa arvore,sim nossa arvore,nos tínhamos uma arvore juntos.

Quando cheguei ,Michel não estava,sua avó cadeirante disse que ele havia ido ao mercado e gentilmente me convidou para entrar,aceitei:

-Michel sentiu muita sua falta,nunca esqueceu de você e ainda mata os pássaros que fazem ninhos na arvore de vocês dois.

-Eu também sinto falta dele,mas a vida nos direciona para caminhos diferentes e as vezes temos que escapar do passado.

Sem entender nada e me oferecendo um chá,ela concluiu:

-Michel chegou;

Quando me viu  a única reação foi me dar um soco na cara e claro foi merecido,porque eu sumi por anos,e agora eu estava ali de pé,bem no centro da sala dele.Logo em seguida me ajudou a levantar,me deu um abraço e falou:

-senti muito a sua falta,como anda a sua vida?

-Se eu te contar vou ter que te matar;

Dei uma risada sarcástica e o clima ficou estranho,Michel então riu e perguntei:

- E a sua vida como esta?

-minha mãe morreu a cinco anos,por conta de um câncer nos ossos,meu pai sumiu no mundo e minha avó ficou paraplégica ao cair da escada,bom como você pode ver minha vida esta um lixo.

-nossa Michel eu não sabia de nada disso,eu sinto muito;

Enfim mudando de assunto:

-O que te trais aqui meu amigo?

-Bom eu preciso da sua ajuda,lembra que você disse a oito anos atrás que você me devia uma?

-lembro sim

-então,chegou o dia de pagar a promessa.

-mas o que você quer exatamente?

-Bom,preciso que você me empreste o seu apartamento do centro,que esta abandonado a muito tempo.

-claro que empresto,mas para que?

-não me pergunte Michel,só me empreste por dois dias.

Como ele levava a nossa amizade a serio,não retrucou e disse:

-Aqui estão as chaves.

-obrigado amigo,daqui dois dias eu a devolvo.

Sai da casa de Michel,que ficou me olhando pela janela,entrei no carro e dirigindo pelas ruas do subúrbio daquela cidade, me veio uma lembrança, que havia ficado trancafiada a muito tempo em minha mente,vocês devem estar se perguntando,”Qual é a lembrança?” e eu digo Michel e eu já fomos namorados,mas não gosto de lembrar desta fase de minha vida,quando me dei por conta já havia parado em frente ao apartamento.subi as escadas,porque prédios antigos raramente tem elevador,entrei ,um cheiro podre pairava pelo ar,mendigos haviam invadido o locas a dois meses  e justo o apartamento de Michel serviu como banheiro,dei um jeito de arrumar todo o ambiente,levei umas três horas até que o parque de diversões estava pronto para o véu negro se divertir com a próxima vitima.

 

 

Capitulo 2

Uma hora da manhã e nada dele aparecer,aonde estava o véu negro,me senti tão sozinho,então foi ai que eu percebi que teria que fazer aquilo sem a sua presença,essa era a única forma dele me ajudar,provando que eu era um ser ruim e perverso.

Sai em busca de alguma alma podre e sofrida,entrei em meu carro e andei pela cidade,sim tive que beber um pouco para poder fazer algo tão terrível sem a presença do véu,eu não sou assim mas a minha alma é dele e não quero ser preso e nem morto,pelo menos por enquanto.

Ao virar uma esquina me deparei com um grupo de garotas lindas e com roupas curtas,”prostitutas”meu sangue ferveu,encostei o carro abaixei o vidro,as convidei para uma festa particular e disse que pagaria bem,todas aceitaram entraram no carro e fomos ao apartamento.

Quando chegamos ,ofereci bebidas(batizadas com soníferos) e todas aceitaram,liguei  o som e aprendi naquela noite que bebida em excesso  e um som descontrolado,levavam qualquer um a loucura,ao final da musica sweet dreams( regravada pelo Marilyn Maison ),as vadias já estavam deitadas no chão,desliguei a musica e puxando seus lindos corpos até o quarto imaginei o que iria fazer ,amarrei um por um em três cadeiras e claro era  hora do show.

Tirei a roupa das três,abri minha bolsa de ferramentas,sentei e esperei que elas acordassem,para a felicidade das três,cada uma delas iria escolher como queriam morrer,ou melhor para a felicidade da morte,porque para elas aquilo só seria um pesadelo.

A loira acordou primeiro,desesperada eu via o sofrimento e angustia em seus olhos,aquilo me satisfazia muito,mas posso confessar que fiquei com pena de ter deformado todo aquele lindo rosto,como ela não quis escolher a ferramenta, tive que escolher por ela,e claro eu escolhi o bisturi,essa morreu muito rápido,não tive nem tempo de desejar “boa” viajem .

Vocês podem estar se perguntando,porque este sádico maluco não virou um cirurgião plástico ou algo do tipo,e eu respondo,o que me movimenta é a dor e o medo e não a estética humana.

 

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Atualizado em: Seg 22 Dez 2014

Comentários  

#1 PauloJose 26-02-2015 20:24
SHOW!!! PARABÉNS

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