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Uma professora da Faculdade de Direito compartilhou, em sua rede social, uma manchete noticiando que alunos do ensino médio de uma escola pública, do Amazonas, recusaram-se a fazer um trabalho sobre a cultura afro-brasileira, alegando motivos religiosos. Expressei o meu ponto de vista, assim que li a matéria, para, logo em seguida, fazer os ajustes necessários e convertê-los neste texto opinativo.

Aqueles que estudam ou pretendem cursar Direito devem estar a par de que irão lidar, a todo o momento, com a dignidade humana. Tal tema é bastante discutido ainda no primeiro semestre do curso e adquire maior amplitude nos períodos posteriores por meio de disciplinas, como Direito Civil, Direito Penal, Direito Constitucional e, sobretudo, Direitos Humanos.

 O advento da Constituição Federal, em 1988, e as evoluções sociais, ocorridas durante a contemporaneidade, possibilitaram que uma parcela de grupos, então colocados à margem da sociedade, denominados de minorias (negros, homossexuais, portadores de limitações, presidiários e dentre outros) garantissem os seus direitos.

Em contrapartida, existem aqueles que declaradamente, ou não, se opõem às minorias por meio de argumentos desconexos e tacanhos que, além de serem similares aos pensamentos defendidos pelos fascistas, demonstram que a ignorância é o seu maior sustentáculo. Foi exatamente isso que aconteceu nessa escola pública do Amazonas. 

Esses alunos afirmaram que o trabalho fazia apologia à permissividade e, sobre essa justificativa, recusaram-se a ler obras como O GuaraniMacunaíma e Casa Grande & Senzala. Tamanho foi o rebuliço, que membros da OAB, do Ministério Público e de grupos LGBT debaterem sobre o ocorrido, objetivando orientar os estudantes.

Vale lembrar que esse é um de muitos casos de intolerância ao qual, diariamente, tomamos conhecimento e, somado aos demais, não chega a adquirir enormes proporções. E sendo assim, a questão não é saber a que ponto chegamos, mas sim aonde, desse jeito, vamos chegar?

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Atualizado em: Qui 23 Abr 2015

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