person_outline



search

Trivialidade

Um tempo de vozes caladas. Um tempo de gestos obtusos. Uma fileira de rostos caídos e sorrisos pálidos. A cidade tingida de neon, a falsidade do brilho destacando as ilusões notórias. Risadas metálicas saem vibrantes da sarjeta, narrando o mesmo jogo de todos os dias. O lodo cobrindo os pés e as paredes. A poeira soterrando os poros e os papéis. Somos o nosso pós guerra. A ferrugem que restou desse turbilhão de explosões de efemeridades. Um silêncio amargo com resíduos radioativos nos dá o brilho no olhar. Enquanto a ferrugem corrói nossos corpos e desliza pelas paredes desse cemitério ambulante, olho para o céu turbulento, enegrecendo e trovejando cada vez mais, e pergunto-me se lembrei de alimentar os peixes antes de sair. Mas nada disso importa quando a luz está apagada

Pin It
Atualizado em: Qui 30 Jan 2014

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222