person_outline



search
  • Artigos / Textos
  • Postado em

Divisão de Ensino Soldados que sonhavam ser pará-quedistas PART: 7

7
Descanso e conflitos

Todos os combatentes pára-quedistas da 1º CIA e do 26º que estavam em Ras beirut receberam dois conjuntos de uniformes completos novos e todo o pagamento atrasado e alguns dias de licença comparado ao serviço de ronda e sentinelas nas fronteiras o serviço de policiamento e limpeza das armas era o céu e um alivio sem contar que todos poderão colocar o sono em dia e ate mesmo se alimentar com comida quente ao invés de comer ração operacional e mais do que tudo poderão tomar um bom banho e corta o cabelo e fazer a barba, alguns aproveitaram para poder ir no posto medico ver a ferida e ate mesmo trocar os curativos alguns precisaram ficar internado por conta da ferida que estava infeccionada e precisava de um cuidado maior para não ser um problema maior para o combatente, depois de uma ou duas semanas eles eram liberados pelos médicos todo que foram internados por conta da infecção nas feridas não passava de duas semanas de internamento, todo que ficaram internados diziam que o hospital era um céu e que eram tratados como deuses todos os combatentes que estavam ali conversavam muito e falava do seus feitos em batalha e de quantos haviam matado em batalha e dos amigos que perderam em conflito com os terroristas, mais quando alguém dizia que era da divisão de ensino todos os reverenciavam principalmente os feridos das camas ao lado a divisão de ensino havia ganhado uma grande fama em toda Beirut pelos feitos que obtiveram desde o salto principalmente na operação de tomada de Saifi essa era que mais todos comentavam entres as divisões aliadas.
Todos ganhavam dia de licença nos fins de semana a maioria ia para Minet el Hosn ou Moussaitbeh para beber lá a bebida era mais farta e não era tão escassa como em Ras beirut aproveitavam também para tentar algum acesso a internet e para fazer alguma ligação para os familiares no Brasil, muitos não conseguiam mulheres as mulheres libanesas era muito fieis a sua fé então não insistíamos muito e não queríamos constrange-la e nem quebrar a tradição de sua cultura libanesa não sabíamos da conseqüência e do que poderia acontecer se isso fosse violado mais não estávamos disposto de querer saber do que poderia acontecer.
Em Moussaitbeh a bebida era farta em sua maioria havia vinho era raro encontra cerveja os moradores locais estavam tão felizes com nossa presença que pagava para nós alguma das vezes comida e bebida isso fez com que bebêssemos mais do que estávamos acostumado e acabássemos brigando entre nós nos bares ou brigando com os americanos e russos, uma das brigas acabou com o bar todo cadeiras foram arremessadas pela janela o QG abafo todo o caso na imprensa local e internacional todos que foram pegos e identificados depois no dia da briga pegaram duas semanas de detenção e uma semana de serviço no rancho.
Na semana seguinte em um dos dias de folga para Adail ele foi para Port para descansar e tomar um banho de praia e ler e responder todas as cartas com calma dos familiares dele que ele ainda não havia certa noite quando ele deitou na cama para dormir ele começou a se lembrar de tudo que passo ate ali e da forma que todos do regimento foram feridos e mortos, ele sempre tentava imaginar de como o Arthur e o Willian morreram sempre que podia ele rezava para que os dois não tivessem sofrido muito antes de morrer e que onde eles estivessem que eles estivessem bem e tenham descansando em paz, Adail sempre se lembrava das vezes que esteve segundos próximos da morte e das vezes que ele teve que acalmar os seus soldados antes do combate e incentivá-los a lutar todas as decisões que ele tomava ele agradecia a Deus todas as noites pelas decisões que ele tomou nenhuma delas coloco o regimento em risco e todas as operações foram muito bem sucedidas apesar dos problemas que teve. Não só ele sentia a cada combate mais todos nós também sentíamos o amadurecimento e a frieza que tomava conta de nós a cada combate esse processo de amadurecimento e frieza não aprendemos em nenhum treinamento ou instrução, esse processo era uma das conseqüências de se estar em uma guerra talvez seja meio clichê isso ou ate mesmo romanceado mais só estando em guerra para saber como funciona o processo rápido de amadurecimento e frieza talvez isso fizesse parte do jogo de sobrevivência em combate não poderíamos brincar em combate tínhamos que ser serio o tempo todo e agir rapidamente e sem erros uma mínima falha qualquer como resultado poderia custar as nossas vidas ou a vida de algum companheiro nosso toda vez que entravamos em combate nós rezávamos que todos nós voltássemos ilesos desse combate mais por ironia isso nunca aconteceu entre a 1º CIA e o 26º.
Depois da quarta semana em Ras beirut já estávamos enjoados de estar ali começávamos a sentir a falta da linha de frente e da ação não que o serviço de policiamento pudesse proporcionar alguma ação, mais na maioria das vezes a ação que tínhamos era separar brigas em bares ou ajudar algum morador local nada alem disso no final da quarta semana chegaram os novatos que nos chamamos de substitutos os soldados não tinham mais do que 22 anos depois de muito tempo a 1º CIA teve novamente o regimento arranca-toco e alfa isso nos deu um pouco de angustia e raiva a maioria deles não sabiam o que foi o regimento antes deles, eles não passaram pelo 26º e nem pelo treinamento em Sochi apenas pela AMAN e viram pro Líbano eles tentavam se misturar com os outros homens do regimento mais não dava certo então em sua maioria eles se fechavam entre eles e só se comunicavam entre eles só tínhamos contato com eles quando estávamos nos bares ou nos pequenos torneios de buraco e de truco que organizávamos nos bares e nos alojamentos no final daquela semana o primeiro tenente Marques foi transferido para o regimento arranca-toco para ser o subcomandante do regimento.
O regimento da divisão de ensino recebeu mais dois oficiais os dois tinham a patente de primeiro tenente eles se chamavam Paulo e Bernardo os dois eram recém formados da AMAN, Paulo era operador de morteiros e Bernardo operava metralhadoras calibre50 os dois eram rapazes tímidos quase não falava conosco e Adail avistou isso e deu um jeito nisso colocou os dois para coordenarem os exercícios do regimento em duas semanas de simples rapazes tímidos formados pela academia militar das agulhas negras se tornaram dois rapazes prontos para entrar em combate e saberem exatamente o que fazer.
No inicio do verão o regimento da divisão de ensino conseguiu um ótimo alojamento juntamente com o restante dos regimentos da companhia os oficiais ficaram numa casa que acabava de ser reformado próximo da costa de Ras beirut os soldados e praças ficaram num deposito nos fundos dessa casa onde havia uma serie de pequenos quartos onde era ocupado por quatro combatentes que se acomodavam confortavelmente, havia um fogão e radio para se entreterem e uma lavanderia improvisada onde eles podiam lavar seus uniformes e roupa intima o radio só passava uma transmissão russa que na maioria das vezes só passava noticiários russos sobre a guerra e pegava bem, depois de algumas semanas os soldados do esquadrão de comunicações conseguiram pegar sinal de uma transmissão dos terroristas embora a música era árabe e não pegava muito bem por conta da interferência ficaram muitos satisfeitos com aquilo pois era melhor do que nada e muito melhor que os noticiários russos e a pouca musica russa que passava as vezes os que não enjoava das musicas árabes ficavam na porta do alojamento dos oficiais para ouvir o radio e a musica deles muitas partidas de truco e buraco aconteciam ali. Alem do conforto dos alojamentos e do radio tinha também uma sala de cinema com três sessões semanais os filmes que passavam eram filmes de faroeste americano e filmes brasileiros todos eles eram filmes antigos que já vimos antes da guerra, conseguimos depois de uma semana montar um pequeno campo de futebol alem de ensinarmos as crianças jogarem a noite um pouco antes do jantar jogávamos contra o outro regimento ou contra a população local, com muito esforço de todos os praças conseguiram uma permissão do QG para organizarmos e fazer um pequeno campeonato de futebol entre as companhias aliadas.
Nos fins de semana quando estávamos em alguma área de manobra ou sob alerta para partir de volta para a linha de frente íamos para as praias em Port ou Moussaitbeh quando cansávamos das praias íamos um pouco mais para o interior em Zkak el Blat ou Minet el Hosn respirar o bom e velho ar do campo do interior e escrever cartas para nossos familiares e tentar ter acesso a algum telefone para poder ligar para nossos familiares. Mesmo com todo aquele conforto que tínhamos os treinamentos e exercícios ainda eram muito exigente parte do regimento que era composto pelos rapazes que nunca esteve em combate eles não estavam acostumados ainda então no começo eles tentavam acompanhar mais ficavam para trás nos diminuíamos o ritmo para que eles pudessem acompanhar nenhum deles desistia apesar do extremo cansaço que eles tinham de alguma forma isso só aumentava mais a força de vontade de querer estar ali e também uma motivação a mais, Adail notou a queda do ritmo do regimento ele pensou que toda a regalia e conforto que foram dados a eles diminuíssem o rendimento dos combatentes para voltar o que era Adail fez com que o regimento tivesse treinamento duas vezes ao dia na parte da manha e a noite algumas vezes ele emendava os treinamentos da noite com o da manhã virando a noite em marchas, não demorou muito para que os novatos se acostumassem com tudo aquilo e pudessem acompanhar igualmente os veteranos que já estavam lá a muito mais tempo do que eles borá eles nunca tiveram em um combate todas as historias que eles ouviram dos veteranos e algumas dicas os deixavam mais ansiosos do que já estavam e mais preparados para não cometerem erros.
Mesmo com os exercícios e toda a convivência que tínhamos com os novatos que chamávamos de substitutos ainda odiávamos um pouco eles muitos se achavam só de estar ali e poder andar por todo lado segurando um fuzil no ombro ou um revolver na cintura, muitos imaginavam se Torres ainda tivesse ali comandando eles ele saberia exatamente colocar os substitutos no lugar rapidamente mais logo lembrávamos da falha e da mesquinhez de Torres então imaginávamos que talvez não estaríamos vivos e o regimento da divisão de ensino será composta cem por cento de substitutos que teriam moral e seriam bem visto por algo que eles nem fizeram.
Mesmo com a nossa rigidez e o rigoroso treinamento para os substitutos aquilo era um céu de certa forma isso ajudava eles amadurecem mais e interagir um pouco mais com os veteranos mesmo que na maioria das vezes que eles falavam algum veterano os substitutos eram tratados com um pouco de grosseria mais nenhum pedido de ajuda que eles pediam aos veteranos foi recusado pelo menos dentro da divisão de ensino, apenas queríamos ensinar a eles a se virarem sozinhos ou aprenderem fazendo e agir rapidamente todos nós estávamos passando o verão Ras beirut ao invés de Saifi como era o esperado e o planejado e o que foi informado para todos nós antes de virmos para Ras beirut. Depois de algum tempo todo aquele conforto passou a nos incomodar um pouco enquanto ouvíamos rádio, tomávamos banhos quentes e tínhamos comida e cama quente todos nós sabíamos que havia fuzileiros navais não só brasileiros mais também russos, americanos, franceses, alemães, belgas e ingleses na linha de frente lutando arduamente dormindo em trincheiras tomando banho da chuva e do sereno e comendo rações e sofrendo baixas em alguma patrulha ou ate mesmo dentro de alguma trincheira isso de certa forma nos incomodava muito queríamos voltar para o combate não só para render eles mais também para dar suporte e ajudar no que fosse preciso e fazer o que tinha pra fazer, perguntávamos sempre ao Adail e ao Evandro quando íamos voltar para a linha de frente os dois davam a mesma resposta: -Em breve dentro de poucos dias.
Tínhamos a impressão que os dois escondia algo de nós e estava escondendo essa informação o Bruno estava um pouco mais familiarizado com os substitutos em especial o primeiro tenente Paulo depois de muito esforço ele conseguiu extrair a informação de Paulo, ele disse a Bruno que voltaríamos em breve mais não seria em Saifi talvez iríamos para a Siria ou para algum outro lugar do Líbano e que Rmeil e Ashrafieh foi tomada pelos aliados já faz alguns dias só que a por lá e uma pequena resistência do estado islâmico mais estão fracos devido a falta de comida e munição alguns ate se entregaram, talvez nosso salto seria em Tripoli ou em El Hermel para ajudar os ingleses e belgas na fronteira com a Síria.
Bruno não precisou guarda segredo na manhã seguinte a mesma informação começou a circular dentro do regimento arranca-toco e antes do almoço toda a 1º CIA e o 26º já estavam sabendo da informação, esses rumores de certa forma lógica eram ridículo mais era o que alimentava e deixava todos os substitutos empolgados durante os exercícios eles davam o melhor que podiam oferecer para que os oficiais e o QG vissem que eles estavam prontos para o combate e os mandassem logo para combater na linha frente em qualquer lugar do Líbano ou da Síria eles não queriam saber das conseqüências só queriam ir logo para o combate e atirar em terroristas. Um pouco ante da hora do almoço a primeira divisão aliada comandado pelo general alemão Haeckel rompeu o cerco inimigo em Baalbek e a segunda divisão comandada pelo general francês Laterguy rompeu o cerco nas primeiras horas da manhã em Bhamdum e Ghazzah e as forças aliadas ocuparam as zonas de salto antes que os pára-quedistas conseguissem terminar a tática e os planos para o salto. 
No dia seguinte a 1º CIA e o 26º foi alertado e orientado pelo QG de realizar o salto próximo de Ghazzah a missão era formar um cerco pra proteger as estradas que interligava Jubb Jannin e Bhamdun e interromper a movimentação dos terroristas e o fornecimento de suprimentos e bloquear todas as rotas de entrada e saída de fuga pelas estradas de Gazzah e Jubb Jannin, depois do almoço a 1ºCIA e o 26º foi levado de caminhão para o aeroporto de Port antes embarcarem nos KC-390 foi passado para os combatentes os últimos detalhes da operação os substitutos estavam nervosos e tensos alguns veteranos em especial Adail e Evandro tentava acalmar eles o maximo que podiam, o que mais preocupava todos eles era a possibilidade de morrer antes mesmo de se chegar no solo. Os substitutos notavam claramente que os veteranos não estavam nenhum pouco animado com o salto e muito menos animados para terminar logo a operação e voltar pra casa eles passava a impressão para os substitutos que não queria combater mais, mas a verdade e que todos os veteranos já sabiam que não seria uma simples operação e depois que terminar voltaria logo ainda levaria muito tempo pra todos nós começarmos a pensar na possibilidade de voltar todos nós não queríamos dizer isso aos substitutos queríamos deixar eles com o nervosismo e entusiasmo deles de fazer o primeiro salto em operação não queríamos acabar com a alegria deles, queríamos deixar que eles descobrissem isso sozinhos e proteger eles o maximo que desse a idade deles era igual a idade que tínhamos quando fomos voluntários e nos alistamos para ser pára-quedistas eles eram simples garotos que ainda estavam amadurecendo e aprendendo ser homens e a se virar como podia dentro de uma guerra e não em um campo de treinamento como nós aprendemos em Sochi e no Rio de Janeiro.
Quando estávamos nos preparando para subir no avião veio a noticia que os tanques russos comandada pelo general Ebenezer tinha acabado de tomar a região da zona de salto em Ghazzah e jubb Jannin e fechado todas as estradas o salto estava cancelado alguns veteranos comemoraram a noticia, todos os substitutos não gostaram da idéia de não saltar naquele dia eles ficaram um pouco desapontados mais quando se lembravam do fato de ainda estarem vivos isso animava um pouco eles e levantava um pouco a moral, a companhia toda foi levada de volta de caminhão para Ras beirut e ganhou o dia todo de folga mais não tinha permissão de sair de Ras beirut e ficaram sob alerta da possibilidade de saltar ainda naquele dia essa possibilidade de ainda poder saltar animo um pouco os substitutos que queriam saltar todos eles passaram o dia todo na expectativa de ainda pode saltar naquele dia, muitos nem desmontaram o equipamento e a mochila na expectativa do alerta ser dado e o salto ser realizando ainda naquele dia.
Na manha de sábado daquela semana todos os regimentos da 1º CIA e do 26º receberam um oficio do QG dizendo sobre o cancelamento da folga no domingo na parte da manha o motivo era que seria realizado uma cerimônia para homenagear todos os mortos em batalha desde o salto e rezar por aqueles que ainda estão no hospital e tem a esperança de sair vivo e voltar pra casa ou para a linha de frente junto com os sue companheiros e lutar pela paz, alguns se queixavam e reclamavam disso mais na manha de domingo todos que reclamaram foram os primeiros a estarem prontos para a cerimônia a 1º CIA e o 26º foram levados de ônibus para Moussaitbeh no local onde eles realizaram o salto após a homenagem prestada na costa de Moussaitbeh foi feito um culto ecumênico organizado pelo capitão Martinelli todos os combatentes ate aqueles que se diziam ateus participaram do culto e de toda a cerimônia religiosa, alguns depois da cerimônia procuraram o capitão para fazer perguntas e se confessarem toda a homenagem e cerimônia religiosa duro boa parte da manhã um pouco antes das 12h esse evento já estava finalizado mais para aqueles que depois da cerimônia procuraram o capitão se estendeu ate um pouco depois das 13h .
Na noite do inicio da semana seguinte a 1º CIA e o 26º recebeu a ordem para preparar as mochilas e o equipamento eles partiriam as 9 horas para saltar em Hasbayya do outro lado do Líbano, o objetivo era abrir caminho para o 1º exercito inglês em serviço em Marj e formar um cerco para evitar retaliações dos terrorista aquela noite foi muito tensa e longa as instruções sobre a operação duro quase que a noite toda, para todos os substitutos como sempre estavam animados e na expectativa de entrar em ação logo e poder saltar mais na manhã seguinte quando todos se preparavam para subir nos caminhões e ir em direção a Port para embarcar nos aviões um oficial do QG avisou todos nos utilizando um mega fone que o exercito francês juntamente com a divisão blindada americana havia entrado em Hasbayya e tomado a cidade com sucesso logo após o bombardeio feito pelos americanos a operação e o salto até a segunda ordem estava sendo cancelado mas era para as duas companhias ficarem em alerta e de prontidão durante o dia todo para caso houvesse necessidade de saltar urgentemente, mais uma vez os substitutos ficaram um pouco frustrados de não poderem saltar e os veteranos mais uma vez aliviados de não ter que saltar e se preocuparem com os substitutos e de concluir a missão.
Os exércitos aliados continuavam a avançar através do Líbano em direção a Síria o comando da 1º divisão aliada estavam muito felizes com o sucesso de todas as operações que realizaram até ali as melhores tropas estavam em combate, quem não ficou muito feliz com tudo aquilo foram os comandantes das divisões pára-quedistas do exercito aliado eles tentavam sempre colocar os pára-quedistas em alguma operação para mostrar e provar do que os pára-quedistas eram capazes de fazer em combate eles queriam aproveitar o momento e empregar os pára-quedistas em alguma operação de golpe decisivo e enfraquecer ainda mais os terroristas antes que eles pudessem se fortalecer e se recuperar das perdas em Brandun, Ghazzah, Jubb Jannin e Hasbayya feita a três semanas antes. Quando o coronel Fontelli juntamente com o general Thomas propôs que os pára-quedistas fossem empregados na ousada e perigosa operação de Jwayya e travessia de Blint Jubayl todos os comandantes das outras divisões que compunha a 1º divisão concordaram prontamente com a sugestão de Fontelli e Thomas e os comandantes das divisões pára-quedistas comemoram a escolha feita por eles.
A operação recebeu o nome de BANDEIRANTE o objetivo era fazer com que o III exercito mecanizado russo e o II exercito americano juntamente com a artilharia francesa vindo de Marj atravessasse Jwayya e Blint Jubayl seguindo em direção a Israel pelo norte pela estrada aberta pelos pára-quedistas brasileiros, que tomaria e abriria caminho para os tanques russos pelas estradas e pontes.
A divisão de ensino juntamente com o regimento arranca-toco foi orientada a se posicionar pelo lado sul de Jwayya os dois regimentos receberão o objetivo de conquistar Jwayya e abrir caminho pelas estradas e defender elas a qualquer custo, conforme os russos vinham avançando os dois regimentos deveriam avançar pelo sul em direção a fronteira com Israel para abrir caminho pela extremidade e tomar as pontes que poderiam servir de rota de fuga caso fosse preciso recuar sem destruir todas elas. Era um plano complicado e muito bem planejado o sucesso do plano dependeria de um fator muito decisivo a sincronia entre os regimentos e os ataques surpresa, se o plano ocorrer como planejado e pensado por todos, o resultado final seria o avanço das forças blindadas russa e das forças terrestres americana e francesa para a planície de Israel, lá eles se juntariam e seriam reforçados pelo exercito israelense e avançariam a todo vapor em direção a Síria e seria o fim da guerra em poucos dias. Se o plano falhasse o resultado seria o desperdício de custo que foi utilizado para essa operação alem de baixas nos regimentos da 1º CIA e do 26º essa operação foi adiada três vezes na semana para que fosse pensado e planejado tudo cautelosamente a inteligência e o QG não queriam que o plano desse errado, todos eles queriam que tudo desse certo para que a guerra acabasse mais rápido e todos pudessem estar em casa antes do natal todos os aliados estavam apostando fielmente na operação bandeirante.
Após duas longas semanas de treinamento e exercício árduo para essa operação a 1ºCIA e o 26º foram levados de ônibus para Port, todos os regimentos receberam as instruções sobre essa operação e da sua importância para todos os aliados disseram a todos nós que se a operação ocorresse como esperado por todos os aliados avançariam em direção a Israel onde se juntaria com o exercito israelense e invadiriam a Síria que resultaria no fim da guerra e todos os combatentes estariam em casa antes do natal. Diferente do salto em Beirut esse para os terroristas ser ia um ataque surpresa o fogo antiaérea da artilharia e as forças terrestres não era tão forte e municiada como os aliados mais os ataques por homem bombas era uma coisa preocupante pelos aliados e principalmente para os pára-quedistas.
Em Port todos estavam se preparando para partir ficamos prontos antes da hora que os oficiais estipulavam para os combatentes se aprontarem como não havia muito o que se fazer os comandantes de regimento nos deixaram livre para fazermos o que quisermos desde que nós não saímos do local onde estávamos, no aguardo da hora para embarcar nos KC-390 houve muito jogo de apostas em dinheiro entre os combatentes um dos soldados substitutos da xavante era jogador fanático de buraco e truco, para a vergonha de alguns veteranos ele chegou a ganhar mil e cem reais no truco e oitocentos e cinqüenta no buraco e Bruno e Hartmman que também eram fanáticos por jogos de cartas em especial o Buraco chegaram a ganhar mil reais cada um mais os dois perderam metade disso quando jogaram com o novato substituto da xavante, depois desse fato o substituto foi apelidado por todos os veteranos de menino prodígio.
Todos os veteranos conversavam entre si e tentavam dividir os substitutos em igualmente entre eles para que eles pudessem de alguma maneira cuidar deles em combate e ajudá-los com algo os veteranos estavam aprendendo a gostar dos novatos todos queriam que eles voltassem vivos dos combates mesmo que fossem em alguma maca mais queriam que eles ficassem vivos e pudessem fazer o mesmo com outros substitutos que viriam ao longo da guerra, mais se operação acabasse bem talvez eles não precisariam disso e não passaria por isso com os próximos substitutos pois a guerra acabaria logo e todos estariam em casa antes do natal.
fShare
0
Pin It
Atualizado em: Qui 31 Ago 2017
  • Nenhum comentário encontrado

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR
Fone: (41) 3342-5554
WhatsApp whatsapp (41) 99115-5222