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UMA MULHER - UMA SAGA

Eu vou lhes contar uma saga
De uma mulher aguerrida
Nascida no chão de terra batida
Não foi no Pará, mas, no Paranã.
Nos rincões das terras da Ilha de Porcelana.
Cresceu num tempo difícil
Candeeiros e lamparinas revelavam
As cores da tabatinga das paredes
Potes e bilhas guardavam o líquido da bica.
Bebia água, pura e cristalina.
Lambuzava-se a menina Celeste
Com as frutas da estação
Bacaba e açaí, carambola e pitombas.
Caju e mangas rosa.
Tudo madurinho, cheirando a mel.
À noite, Maria contava estrelas.
Do firmamento do Cruzeiro do Sul
Ouvia estórias
Que acusaram sua imaginação
Sonhos e mais sonhos se coloriam
Um dia, perdido na memória.
Apareceu aos olhos da donzela
Um galante cavalheiro
Sem brasão e sem cavalo
A menina se fez mulher
E fértil como a Mãe Terra
Povoou a Ilha dos Azulejos com rebentos
Que geraram tantos outros.
Ela, a nossa homenageada, voejou.
Por muitas terras do Brasil á fora
Foi passageira de Jorge Amado
De Josué Montello, de José de Alencar.
De Aluísio de Azevedo e muitos outros.
Fez-se líder comunitária,
Lá pras banda da Alemanha.
Era uma luta diária
Do Jardim Moranguinho fez referência
Que grande façanha.
A grande mãe soube polir
Seus rebentos
Na rígida moral e bons costumes
Sempre foi exemplo
Em todos os momentos.
Amigos e parentada
Hoje prestamos nossa homenagem
Recheada de simbolismos, carinho e agradecimento.
Nós, filhos dessa Grande Mulher.
Aqui deixamos registrado:
Maria Celeste Alves Amorim
Como é grande o nosso amor por você.
Do tamanho do infinito
Na intensidade do pulsar das veias dos nossos corações
Somos almas que brotaram de tua alma
Somos orgulhosos e felizes por isso
Obrigado, minha querida mãe.
Obrigado, nossa querida mãe.
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Atualizado em: Seg 11 Set 2017
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