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O ALFABETO DO VELHO OESTE - LETRA A

Caros Leitores - Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas: 1- O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches. 2- O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississippi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies. 3- E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na secunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objetivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1- Aquele de “fronteira”. 2- Aquele de “conquista” do West. De fato, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade cotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississippi e depois, foi até a costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação – O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse Database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do cotidiano em busca da sonhada sobrevivência - o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, já a partir de agora com a letra... 
 
 Abridor – (Inglês: Can Openers), nome sarcástico dado para as esporas.
Acampamento e a sua forma circular – Quando as tribos das planícies empenhavam-se em grandes caçadas, a cada etapa as mulheres índias preparavam grandes acampamentos com seus quinhentos metros de diâmetro. Muitas vezes juntos aos “tipis”, formava-se um grande circulo, do qual era formado por círculos menores; nos quais eram reunidos as famílias ou um clã político. Junto aos Dakotas, essa formação possuía o nome de “Conselho dos Sete Fogos”, reunindo dois grupos, um composto com quatro círculos e o outro com três. Os Omahas acampavam-se formando uma grande circunferência na qual se podiam reunir dez famílias. Ao menor barulho os cavalos eram reagrupados no centro. Quando os Kiowas, os Cheyennes e as outras tribos do Oeste reuniam-se para a Sun-dance (Dança do Sol), que era feia uma vez ao ano, acampavam-se num círculo maior que o normal, no qual cada divisão ocupava um lugar pré-estabelecido, segundo uma ordem regular. Todas as aberturas dos tipis eram voltadas para o leste. Quando invés os índios estavam em pé de guerra, os acampamentos eram montados sem uma organização precisa.
Águia – Como os antigos, os índios consideravam a águia o emblema da força e da coragem. Eles a temiam, algumas tribos a veneravam e outras eram terrivelmente supersticiosa a sua imagem. Os Hopis diziam que a águia era o Deus do céu, outros a viam como a encarnação do Pássaro Trovão. As extraordinárias faculdades da águia: sua visão ampla, o seu modo de voar muito em alto no céu, a sua longevidade, impressionava os índios a tal ponto que eles viam nela o símbolo da esperança e garantia de sucesso e na vitória. A maioria dos índios era convicta que a águia tivesse sido criada por um Ser Supremo que lhe avia dado uma beleza superior. A águia da cabeça branca transformou-se no emblema dos Estados Unidos da América, porém os índios preferiam aquela dourada, ou a águia das montanhas, que por um longo período dominava o West. A caça a águia era particularmente perigosa e podia ser feita somente por guerreiros inteligentes e espertos. Algumas tribos não hesitavam em escalar as montanhas altas, para capturá-la nos ninhos. As tribos das planícies recorriam a uma estratégia que requeria muita audácia e confiança em si. Um guerreiro escondia-se num buraco entre arbustos, no qual era colocado um pedaço de carne. Quando ela posava, para capturar a isca, as mãos do índio seguravam suas pernas. Esse tipo de caça dava início a cerimônias solenes. Quando o espanhol Coronado estava entre os índios dos pueblos, encontrou águias domesticadas. As penas da águia dourada eram muito apreciadas; serviam para a confecção de ornamentos para a guerra. Uma tira de couro com doze penas de águia valia mais que um poney das planícies e as mais cobiçadas eram as penas brancas com as pontas negras. Elas serviam para decorar o escalpo arrancado do inimigo, as crinas dos cavalos e os escudos. Um índio podia portar uma pena de águia somente quando houvesse matado um inimigo em combate e em algumas tribos, somente se tivesse desafiado seu inimigo. O número de penas correspondia ao número de inimigos mortos ou de combates enfrentados. Junto aos índios Chippeways, um guerreiro que houvesse escalpelado seu inimigo, tinha o direito a duas penas e se houvesse liberado um prisioneiro ferido, a cinco penas. Algumas tribos utilizavam para os sacrifícios as penugens, as penas das asas e dos rabos. Os Sioux faziam com elas, abanadores. As penas da águia eram ótimas para a feitura das flechas. Os ossos da águia serviam para fazer apitos, que eram usados durante as cerimônias e, sobretudo para a Sun-dance dos Cheyennes. As garras acreditavam que trazia sorte.       
Alce – Chamado também como Elk ou Moose, vivia nas florestas do Norte e o Waipiti das planícies era, para certas tribos, animais preciosos que forneciam alimento e o couro para vestirem-se. A sua carne era tratada como aquela do bisonte e a pele servia para a confecção de roupas e túnicas. Os dentes, com os quais esses animais cortavam grandes árvores, eram especiais para os índios; fixados na extremidade de um bastão, formava um arpão, enquanto que com uma empunhadura menor, transformava-se em pequenos utensílios, como por exemplo, um raspador. As peles foram por um longo período objeto de trocas entre índios, caçadores e comerciantes.   
 
Alfabeto Morse – Em 10 de maio de 1869, concluiriam os trabalhos da ferrovia do Pacífico, e aquelas do Oeste. O telégrafo, inventado por Samuel F. B. Morse (1791-1872), após ter assistido do navio inglês algumas experiências de eletricidade. É também o inventor do “Alfabeto Morse”.     
 
Alexander H. Stephens – Vice-presidente da Confederação. Velho amigo de Lincoln aceitou em 1861 o cargo, somente porque se sentia ligado por um senso de dever para com o próprio estado, a Geórgia. Defenderá intensamente a causa dos Sulistas até o fim do conflito, bem sabendo que a Confederação estava destinada a ceder à potência econômica do Norte. Até novembro de 1860 sempre se referiu contrário a Guerra de Secessão. A véspera do conflito tinha escrito, referindo-se a situação do Sul: “A gente parece enlouquecida. Parecem todos furiosos e frenéticos”. Em 1883 seria o governador da Geórgia, já inválido por uma queda.
Algonkian – Rochas da região do "Lago Superior" da América do Norte. Eram formações arqueozóicas e paleozóicas. A palavra é derivada da língua indígena da tribo, que vivia nessa região.   
 
Algonkin – Grupo lingüístico dos índios que pertenciam às tribos dos Cheyennes, Arapahoes, Atsinas, Piegan, Blackfeet, Blood, Chippewas e Crees do Oeste, e numeroso agricultores e grupos de caçadores do West até a costa Atlântica, como os Delaware e os Winnebagos, habitantes dos lagos. Esse grupo lingüístico de índios toma nome de uma pequena tribo Algonkiana, “Weskarini”. As tribos desse grupo eram espalhadas num território maior do que os demais grupos lingüísticos. A habitação típica dos Algonkin era oval e feita com cortiça di bétulas. As tribos de Virginia construíam casas alongadas e os Algonkins do norte, casas com troncos de árvores. Os Delawaren e os Chippewas usavam uma espécie de escritura simbólica, que eram desenhadas ou esculpidas nas partes interiores das cortiças. Os Algonkins orientais eram inteligentíssimos, altivos e corajosos; porém faltava a eles, como aos demais índios, o sentido de organização. Sob o comando dos caciques como: Pontiac, Tecumesh, Philip, Powhatan e Opechancanuogh, obtiveram muito, mas jamais o bastante para defenderem-se com sucesso, o desenfreado desejo de conquista dos brancos. Isso era devido em sua maioria à estrutura democrática de sua sociedade: contra a maioria não podia nunca ser tomada qualquer decisão. Somente os Algonkins da Virginia foram uma exceção sob o comando de Powhaan; resistiram contra os brancos até quando foram todos totalmente dizimados.  
 
Alkali – (latim: Haploeshes gregii. Inglês: Gregg Alkali Bush). Arbusto verde-claro que contém álcali, de 30/60 centímetros de altura, encontrado em terras secas, salinas e alcalinas. Os cowboys do Texas, Novo Mexico, Arizona, Oklahoma, Colorado e Kansas ficavam muitos atentos com esse arbusto, pois ele misturado à grama verde, provocava tremenda cólica aos animais. Por outro lado protegia-os da desidratação da pele durante as longas marchas pelo deserto.

Allan Pinkerton – O conhecido detetive americano de Chicago fundou uma das primeiras agências de investigações, que foi determinante na repressão do bandidismo após a Guerra de Secessão. Aliás, durante a guerra poucas pessoas do exército Nortista, conheciam a sua verdadeira identidade, sendo chamado simplesmente como “Major Allen”. Foi ele quem organizou o serviço secreto do exército de McClellan, porém em 1862 foi destituído do cargo. Foi acusado de não ter reconhecido a tempo a força militar do general Lee, induzindo em tal modo McClellan e sua armada de Potomac a uma excessiva precaução. Todavia atuou em numerosas ações, entre as quais; a descoberta de um complô dos Confederados que libertaria 8.000 prisioneiros Sulistas, ao sul de Chicago.

 
Allen-Pepperbox – Arma de fogo com seis canos, Segundo o sistema Cap & Ball. Os projéteis eram disparados muito rapidamente, caindo fora como a pimenta da pimenteira.
 
Allen & Wheelock - Revólver carregado pela culatra, de um só tiro, cano longo e octogonal, calibre 44-40.
 
Alley Theatre – Teatro folclórico em Houston, Texas, fundado em 1963 por Nina Vance com dois milhões de dólares, fornecidos pela Ford Fondation, fundação essa especializada sobre o cowboy texano. 
Allred, James V. – Governador do Texas reorganizou em 1935 as tropas dos Texas Rangers, com armas modernas, carros e equipamentos.
 
Allin, E. S. – Grande mestre armeiro da fábrica de armas Springfield Armory, que em 1865 resolveu o problema de utilizar velhos rifles de percussão Springfield com cartuchos inventando assim a chamada “Allin-Convertion”: encurtava o cano e inseria os cartuchos. Um compartimento especial fechava o cartucho que se encontrava no cano, e continha o percussor. Inicialmente os modelos Springfield 65 assim modificados eram ainda de calibre grande 58, que vinham reduzidos para 50 e 45. A Allin-Convertion ficou famosa no Oeste e identificou-se com o Springfield 45-70 (calibre dos cartuchos 45, carregado com pólvora para disparos de 70 grãos), porque muitas unidades empregadas nas batalhas contra os índios eram armadas com estas armas. Depois da batalha contra a Sétima Cavalaria em “Little Big Horn”, os índios encontraram muitos rifles Springfield, bloqueados pelos cartuchos detonados, porque a rapidez dos tiros tinha esquentado muito seus canos.  
 
Allison, Clay – Nasceu em 1850, no Tennessee, morreu em 1 de julho de 1887. Chegou ao oeste do Texas em Novo Mexico, com seus 20 anos, ornando-se cowboy e finalmente proprietário com seu irmão de um pequeno Ranch perto de Washita e o Cimarron River. Tinha um defeito em seu pé de nascença, porém ele superava essa desvantagem física, em sua rapidez em sacar e atirar, custando assim à vida de 15 pessoas. Corajoso e temerário ao ponto da loucura, mantinha consigo em consideração o rígido código de honra do West e onde quer que chegue com as boiadas (entre Montana e Rio grande do Norte), fazia-se obedecer e fazia justiça; isso queria dizer para todos aqueles que gostariam de tocara a sua propriedade e a sua honra. “Tê-lo como inimigo era como uma sentença de morte” escreveu em 1887 o jornal “Ford County Globe” e um de seus biógrafos, “Ladrões de cavalos ou de gado não viviam muito, perto de Allison. Onde os encontrava, os matava, sem perdão. Ele era alto 1,88 e com mãos adaptadas para quebrarem o pescoço de um touro, durante sua vida, não foi considerado como um fenômeno, mas como um homem muito corajoso, às vezes perigoso, e com um coração mais que honesto, que arriscava a vida em cada momento, para fazer respeitar a assim chamada justiça”. Disse o jornal Santa Fé Daily Mexican em 19 de julho de 1887. Somente após que a causadora urbanização e o código de honra dos cowboys do West, foram substituídos pelos parágrafos das leis, as gerações seguintes começaram a ver nesse homem, um terrível monstro. Nasceram sobre ele, grandes lendas; como a que ele tinha arrancado quatro dentes a um dentista, que teria arrancado um seu em perfeito estado. Ou que teria matado o xerife John Spear e o seu vice Charles Faber, porque teriam atirado e ferido um dos braços de seu irmão John, que fazia barulho na cidade. Outra dizia que cavalgou nu, portando somente seu par de botas, seu cinturão e um sombrero atirando pela cidade de Canadian, deixando seus habitantes puritanos, boquiabertos. Em 26 de fevereiro de 1860, Allison escrevia para a redação do Ford County Globe, no Kansas: “Nunca matei um homem sem motivos e nunca sem lhe dar a possibilidade de se defender. Quem diz o contrário, que venha aqui onde estou em Washita no Hemphill Country, Texas, falar comigo, ou mantenha a boca fechada”. Em 1 de julho de 1887 ele caia de sua charrete, acabando debaixo das rodas e morreu. Hollywood eternizou Clay Allison como xerife e Marshall.        

Altar – Um altar indígena podia ser feito com tudo, um crânio de animal, por exemplo, de bisonte, ou com algumas rochas, mas também com fontes d’água, grupos de árvores, alguns troncos de árvores petrificadas. Alguns altares eram muito complicados como, por exemplo, aqueles dos índios Hopi. Eram feitos com tecidos, cachimbos, peles de animais, guizos de cascavéis e penas. Podiam ser orientados para os pontos cardinais (quase sempre o Oeste, talvez pelo alçar do Sol). Existiam também altares com sentido prático; para as preces, para a chuva, para uma boa colheita, para uma caça farta, para a saúde, para a fecundação, ou para ter força contra o inimigo.    

American Horse – Cacique dos Ogalla Sioux, que combateu com Touro Sentado na guerra Sioux e foi morto em 29 de setembro de 1895 na batalha perto de Slim Buttes no Dakota do Sul. Foi um dos firmatários do tratado de paz, escrito pelo general Crook, em 1887 que reduzia pela metade as terras de seus companheiros. Muitos deles protestaram e contagiados pela notícia da morte do cacique Touro Sentado, reuniram-se e quiseram pegar em armas contra os brancos. Porém American Horse convenceu-os a respeitarem o tratado. Em 1891 fez parte de uma delegação da reserva de Pine Ridge em Washington e conseguiu obter condições de vida melhores para o seu povo.

Americanos – Já passou mais de um século de quando, por volta de 1730, os colonos ultrapassaram a “primeira fronteira”, constituída pela faixa costeira no Atlântico. Também a “segunda fronteira”, ultrapassaram os Montes Apalaches. Estamos em 1860. Esses colonizadores estabeleceram-se a Oeste da “terceira fronteira” aquela formada pelos vales do Ohio e do Mississippi. São pessoas de origens diversas e cujos acentos, recordam todas as línguas Européias. Três são as fases que distinguiram o avanço para o Oeste. Diante de todos estão os caçadores, munidos com armas e armadilhas. Gente audaz e irrequieta. Na segunda fase juntam-se homens que sabem usar também a enxada. Porém não são ainda autênticos agricultores, atacados a terra que começaram a trabalhar. Os homens decididos a estabelecerem-se definitivamente no local escolhido, chegam durante a terceira fase. Com eles chegam os comerciantes e profissionais, os homens políticos. Surgem assim os primeiros centros, que em breve transformam-se em cidades. John Crèvecoeur, um agricultor francês que vivenciou as várias fases do processo de colonização, escreveu em um volume intitulado: “Cartas de um agricultor americano”: “O que é o americano, esse homem novo? Ele é geralmente um Europeu ou um descendente direto de Europeus; dessa explicação, dessa estranha mistura de sangue que não é possível encontrar em outro País...posso mostrar uma família na qual o avô era inglês e a mãe holandesa; o filho casou-se com uma francesa e os quatro filhos nascidos desse casal, por sua vez casaram com quatro mulheres de nacionalidades diversas. Americano pode-se dizer, que deixados antigos preconceitos, conquistaram novas nascentes no modo de viver, que livremente escolheram durante suas vidas, obviamente após os índios nativos, os donos naturais e absolutos desse imenso País”. 

Amon Carter Museum – (of Western Art). Museu de Arte fundado por Amon G. Carter em 1861 no For Worth, Texas, era também fundador e editor do jornal “Forth Worth Star Telegramm”. Nas galerias desse museu estão quadros famosos e esculturas dos mais notáveis artistas do West, também os de Charles Marion Russel e Frederick Remington. Esse museu dispõe ainda de ricas coleções, quadros, estampas e fotografias da história pioneira do início do século XIX até nossos dias. Uma vasta coleção de microfilmes e fotos e uma biblioteca oferecem aos históricos a experiência única para estudar as origens da história dos pioneiros. Mostras especiais e programas para estudantes, conferências sobre expedições arqueológicas e novas teorias acadêmicas, completam o seu perfil.

Amoque – Ranch para animais de criação dos Maricopas, perto do Gila River, no sul do Arizona.

Anadarko – Agência governamental em território indígena do Oklahoma, que de 1880 e após providenciava o abastecimento dos sobreviventes Comanches, Kiowas e Wichitas. O primeiro homem a ajudar essa agência e alguns grupos armados, foi W. S. “Buffalo” King. Segundo o jornal de Oliver Nelson: “Era um homem alto de seis pés, pesando 152,20 quilos e com uma voz que fazia cair o chapéu da testa a qualquer um”.   
  
Andalusier – Raça de bovinos espanhóis, importadas em 1540 durante a procura das “sete cidades de ouro de Cibola”, na América do Norte, pelo conquistador espanhol Cabeza de Vaca e Vázquez de Coronado. Desta raça, originou-se a raça texana Longhorns.

Andersonville – O processo contra Wirz, um oficial de origem suíça, ex-diretor do campo de prisioneiros de Andersonville, acusado de “louca crueldade”, no confronto dos prisioneiros de guerra Unionistas, inicia em 21 de agosto de 1865. O doutor A. W. Barrows, um médico do exército Nortista, descreve como no inverno de 1864, no campo de Andersonville, setecentos homens foram mortos de frio, porque eram sem roupas. Depois, a mesma testemunha, narra sobre Wirz: “a cavalo, seguido por cães, inspecionava o campo todos os dias e advertia os prisioneiros que se um eles fugiria, faria morrer de fome cada danado yankee, por isso”. Yankee era o nome com o qual vinham chamados os americanos de sangue anglo-saxão. Assim os sulistas chamavam os nortistas. Barrows narra de horríveis torturas, de esqueletos viventes pendurados, fazendo com que somente as pontas dos pés tocassem por terra, de homens nus vagando pelo terreno congelado. Wirz afirma ser inocente. Nas ruas e em locais públicos e no Congresso, todos gritam incessantemente: “Enforquem Wirz!”. Condenado a morte, foi enforcado no mesmo local onde foram enforcados os assassinos de Lincoln. Quando Wirz apareceu no patíbulo, os espectadores espremidos ou sobre as cercas assobiam e dizem insultos. Os soldados que circundavam o patíbulo cantam uma canção que dizia: “Wirz, lembre-se de Andersonville...Wirz, lembre-se de Andersonville”. Um oficia lê em voz alta a condenação à morte, em 10 de novembro de 1865, depois, olhando para Wirz, diz que sente muito, mas que deve executar a ordem dada. “Conheço muito bem as ordens, senhor oficial e por tê-las sempre executadas, agora serei enforcado, grande ironia do destino, não acha?”. Respondeu serenamente o algoz de Andersonville.      
 
Andrew Carnegie – Esse nome significa o “trust” do aço e das ferrovias, feito humano. Escreveu o humorista Finley P. Dunne: “É um monstro horrível, produto da iniciativa iluminada dos homens que tanto fizeram para o progresso da nossa querida Terra”. Em 1900 Carnegie cedeu o seu “império” por 492 milhões de dólares. 

Andrew Johnson – O sucessor de Lincoln foi Andrew Johnson. Mesmo sendo natural do Sul, militou com os Nortistas. Falando para o público em Washington, tinha dito que se tivesse o poder, teria enforcado com prazer Jefferson Davis e todos os “diabólicos secessionistas”. Mas, eleito presidente, aceitou o perdão guerra aos soldados Sulistas e declara-se contrário a pena de morte para Jeferson Davis e para os outros grandes Sulistas. Durante sua gestão, houve as eleições no Sul para criar os novos governadores: o direito do voto era somente reservado aos brancos. Isso provoca uma ruptura com a ala radical do partido Republicano, tendo a sua frente Thaddeus Stevens, particularmente vingativo em relação aos ex-Confederados. Quando o Congresso reuniu-se em 4 de dezembro de 1865, os radicais não reconhecem os membros eleitos dos Estados Rebeldes e fundam um Comitê para a Reconstrução que propõe a Décima Quarta Emenda da Constituição, a fim de assegurar o direito da cidadania aos negros. Essa Emenda foi ratificada em 1868.     
 
Angel Food Cake – Bolo do cowboy que era preparado no Ranch somente em dias de festas. Composto com; 250 gramas de farinha de grãos e farinha de milho, 300 gramas de açúcar, 15 claras de ovos, 100 gramas de creme de leite, um pouco de sal, 1 colher pequena de baunilha, 2 colheres de açúcar caramelado e um pouco de canela.    
Annie Oakley – Foi por muitos anos uma artista, dos números mais sensacionais no circo fundado por Buffalo Bill. Era uma jovem do West, atiradora infalível, que conseguia acertar da distância de dez metros, uma pequena moeda de 50 centésimos, que um homem segurava entre o indicador e o polegar. Geralmente ela desafiava em suas apresentações os espectadores incrédulos e os vencia, sempre. Apesar dessa sua extraordinária habilidade masculina, era muito graciosa e casou-se.
 

Antrim, William H. – William H. Nasceu em 1 de dezembro de 1842, padrasto de Henry McCarthy, aliás, Henry Antrim, aliás, William H. Bonney, aliás, Billy the Kid. W. H. Antrim esposava em 1 de março de 1873 a mãe de Billy the Kid, Catherine McCarthy, na igreja presbiteriana de Santa Fé. De lá os Antrim com Joe e Henry McCarhy foram habitar em Silver City no Novo Mexico, onde o marido trabalhava de vez em quando e a sua esposa era costureira. Catherine Antrim morreu em 13 de agosto de 1875 por tuberculose e deixava seu marido bêbado que não queria mais sustentar seus enteados. O sensível Heny Antrim, com apenas 16 anos, sofreu mais que o irmão maior Joe, por causa da sua morte, uma das razões pela qual muito cedo, deixou o padrasto e começou a vagar sem metas pelo West. Mais tarde Billy the Kid diria: “Minha mãe, era uma mulher que se devia amar”.  


Apache Knuckleduster – Arma curiosa, uma combinação de arma de fogo portátil, punhal e punho de ferro, composta por um tambor para cinco balas, um punhal com cabo fixo e um punho de ferro dobrável; fechado podia-se muito bem levá-la no bolso e com um movimento só, tudo estava pronto; o tambor para disparar, o punhal para cortar e o punho de ferro abria-se ao mesmo tempo, entorno aos dedos do punho fechado. No West essa arma ficou de moda por um breve período de tempo e era levada por aventureiros, logo após desapareceu, pois o homem que a portava era considerado um ser desprezível. Somente quando desapareceu a figura do cowboy e surgiu de moda aquela do gangster, sobretudo na época da proibição de bebidas, elas novamente surgiram do esquecimento.   

Apache Pass – Cochis, como Geronimo, foi um grande cacique dos Apaches Chiricahuas. Quando os brancos quiseram prender a sua gente em uma reserva do Novo Mexico, ele se rebelou. Tendo sob o seu comando 200 guerreiros e disciplinados, conseguiu durante mais de dois meses enfrentar o exército Americano. Inteligente e habilidoso, Cochis não era contagiado pelo ódio contra os brancos, tanto que foi até amigo do tenente Thomas Jeffords, o qual, bem conhecendo o caráter do índio, tentou convencer o seu superior, o general Oliver Otis Howard, a recorrer através de meios pacíficos. Cochis foi acusado pelo tenente George Bascomb do Sétimo Regimento da Cavalaria de ter raptado o mestiço Mickey Free. O oficial obstinado partiu em procura do cacique dos Chiricahuas e armou uma emboscada em Apache Pass. Cochis conseguiu escapar, mas três de seus companheiros foram feito prisioneiros. Então ele capturou alguns colonizadores brancos e propôs uma troca. George Bascomb recusou: os Apaches mataram seus prisioneiros e os três índios capturados foram também mortos, pelo tenente. Apache Pass era um ponto estratégico de grande importância. Ele era atravessado pelas diligências da Butterfield Overland Stage Company, e caravanas em direção à Califórnia e pelos destacamentos militares. Após o caso Bascomb a situação piorou e tropas foram enviadas, não só para afastar os Apaches, mas também para impedir aos Sulistas de infiltrarem-se pela fronteira. Quanto aos índios, eles não faziam alguma diferença entre Nortistas e Sulistas; matavam todos os brancos que viam pela frente. Em 15 de julho de 1862, em Apache Pass, quinhentos guerreiros Chiricahuas e Mimbrenos prepararam uma emboscada a um Destacamento de Voluntários, comandados pelo general James Henry Carleton. Guiados por Cochis e Geronimo, os Apaches seguiram o plano determinado então, pelo velho cacique Mangas Coloradas; os militares foram pegos de surpresa e recebidos a tiros que vinham de todas as direções, enquanto que grandes rochas eram jogadas sobre eles, das encostas. Os brancos usaram dois pequenos canhões e se defenderam bravamente. Mangas Coloradas foi ferido, mas seus companheiros dominaram a façanha. Após esse incidente, foi construído um forte na entrada da passagem: o Forte Bowie.  

Apaches – “Apachu” = Inimigo, palavra para designar esses índios, atribuída aos índios Zunis, povo rival, que habitava as mesmas regiões deles. Tribo do grupo lingüístico dos Atapaski meridionais com as subtribos: Aravapai, Chiricahua, Cocotero, Coyottteros, Gileno, Jicarillas, Kiowas, Lipan, Mescalero, Mimbrenjos, Mogollons, Pinal, Pinaleno, San Carlos, Tonto e White Mountains. Habitavam, sobretudo nas estepes e nos desertos do sudoeste da América e eram os mais adaptáveis índios, que outras ao deserto. Ou seja, tinham condições de sobreviverem onde nem os animais podiam; por isso resistiram aos conquistadores espanhóis e as tropas americanas. Os Apaches eram nômades e caçadores, com uma cultura igual aquela dos homens da idade da pedra. Os Apaches foram os primeiros índios a montar em cavalos. Esse animal que vinha do Mexico espalhou-se pelas planícies onde os índios habitavam. Para eles o cavalo servia mais como alimento, do que como meio de transporte. Quando os Apaches obtiveram os cavalos e depois os rifles, transformaram-se terrivelmente perigosos e foram os adversários mais resistentes para os brancos, sendo conhecidos também como os temíveis: “Tigres do deserto”. O código de honra era desconhecido aos Apaches, pois viviam de caça e assaltos, combatendo com o método de emboscadas e arriscavam-se o menos possível. Não conheciam virtudes e conceitos de honra dos cavaleiros das pradarias e das estepes; eram hábeis, porém na confecção de cestos e tapetes. A ordem no interior da sua comunidade lingüística era democrática. Todos os guerreiros poderiam um dia tornar-se cacique. Naturalmente eram inimigos de todos que invadiam o seu território, combateram por 300 anos os espanhóis, mexicanos, texanos e americanos, matavam não somente os homens, mas mulheres e crianças, sempre com torturas horríveis. Sempre quando aumentava a perda de seus guerreiros, raptavam crianças brancas, como escravos, para depois inseri-las em suas fileiras de guerreiros. Os cowboys, que mostravam um grande respeito pela tribo dos Comanches e dos Sioux, eram mal vistos pelos Apaches, que os matavam sempre que podiam.  

Apaches del Perillo – Esse grupo de Apaches viveu por certo tempo, perto do Rio Grande do Norte, a sul do Novo Mexico e foi também chamado de “Apaches do cão pequeno” pelos espanhóis daquela região, porque um de seus cães, quando estavam sucumbindo pela falta de água, encontrou uma nascente e salvou os conquistadores espanhóis da morte por sede.

Apaches Gila – (Ginelos) – Subgrupo dos Apaches ocidentais, Arizona, alojados nas margens do Gila River e adeptos da agricultura, por ensinamentos do Dr. Michael Steck em 1858. Em 1862, após o inicio da Guerra Civil, os Gila tornaram-se hostis aos colonizadores, porque o Exército dos Estados Unidos tinha tirados seus soldados e abandonado o Correio Transcontinental (serviço de diligências).  Os “Arizona Volunteers” (Voluntários do Arizona), juntamente com os índios Pimas e os Marikopas, dispersaram os Gila, que acabaram por perder sua importância.  

Apaches Kiowa – “Gettackas”, na própria língua, “Nadi-isha-Dena” = Povo Principesco. Tribos dos Apaches da família lingüística dos Aapaski, que vieram do North Platte River, já por volta de 1680 dispunham de cavalos e juntamente com os Kiowas, retiraram-se diante aos Sioux e aos Cheyennes, emigrando para a faixa meridional da pradaria, onde se debateram com os valorosos guerreiros Comanches e foram obrigados assim por muitas décadas, sustentarem uma guerra sangrenta entre eles. Somente ao final do século XVIII, chegaram finalmente nas regiões de estepes do norte ocidental e setentrional do Texas, encontraram uma pacífica vivência com os Comanches. Em 1837 seus caciques “Hen-ton-te” (Mocassim de Ferro) e “A-ei-kenda” (Aquele que se arrende) e “Cet-ma-ni-ta” (Urso Urrane), concluíram a paz com os USA e estabeleceram perto da nascente do Arkansas e dos rios Canadian e Red. Como todas as tribos do Oeste meridional, eles não suportavam os Texanos. Ainda mais quando o Texas alistou-se nas fileiras da União e os Texanos, tornaram-se americanos (1846), recomeçaram as sangrentas agressões. Em 1867 os Kiowas e os Apaches-Kiowas firmaram um tratado de paz, perto de Medicine Lodge e declararam que estavam dispostos a ir para uma Reserva do Oklahoma. Mantendo estreita ligação com os Kiowas e os Comanches, eles participaram em todas suas agressões e guerras, até que em 1874 foram derrotados e foram deportados para a Reserva perto ao Fort Dill.      

Apaches Lipa – (Llaneros) – Tribo de Apaches sediada em Novo Mexico norte oriental, no Texas norte ocidental e sul ocidental, que no século XVI resultou da fusão de outras três tribos de Apaches: os Querecho, os Paloma e os Carlana, que podiam ser considerados os mais hábeis atiradores de flechas de todos os índios da América do Norte. Os homens se distinguiam por seus penteados: eles cortavam a metade esquerda da cabeça, acima da orelha, enquanto deixavam pendurados os cabelos do lado direito. Com o cacique Castro eles foram chacinados pelos Texanos, numa repressão que durou até após a Guerra Civil. Uma parte dos sobreviventes foi levada para a Reserva de Bosque-Redondo, em Novo Mexico oriental. Por volta de 1880 outros 350 índios foram presos na Reserva de Fort Stanton.

Aparejo – Termo espanhol usado pelos cowboys do sudoeste para indicar uma sela para carga.


Apetite Bill – Guarda noturno de rebanhos do SH-Ranch em Montana, famoso pelo West inteiro, por sua incrível fome. No verão de 1886, por exemplo, ele comeu 38 ovos fritos na manteiga com 2 quilos de bacon (toucinho defumado), um pão inteiro, 6 latas de feijão, 41 xícaras de café, 17 pedaços de torta doce e um litro de xarope Maple e quase foi atingido pelos tiros de rifle do cozinheiro da comitiva, porque ainda desejava 4 bistecas, pois ainda não estava satisfeito.  

Appalousa – Lewis e Clark encontraram durante a procura da passagem Norte Oeste, em 1805, junto aos índios Nez Percé de Palouse, alguns cavalos nas cores branca e bege, cujos pêlos eram cobertos por manchas ovais, negras, marrons e vermelho-marrons e outros tinham a parte anterior somente de uma cor e o resto com grandes manchas brancas. “A Palouse”. Possuir um Palouse era o sonho de consumo de cada cavaleiro, porque essa raça era muito nobre, inteligente, paciente e veloz. Em 500 A.C. esses cavalos na China eram de propriedade sagrada das grandes dinastias, após o imperador Wu ti. O encontraremos novamente na Arte da Pérsia do XIV século; da África passar certamente para a Espanha e de lá, para a América meridional e central e com os Conquistadores espanhóis, para a América setentrional. Os cowboys os chamavam geralmente de “Apple Lucy”, “Polka Dot” e “Leopard Blanket Hip”. Em 1887 o exército USA, tomou dos Nez Percé os seus territórios, dos estados de Oregon, Washington e Idaho, após uma brutal marcha de guerra e matou 800 cavalos Appalousa, de um total de 1.100. O resto se perdeu nas Montanhas Rochosas e foi exterminado em seguida pelos caçadores de cavalos Mustang. Ultimamente os criadores americanos de cavalos, deram início com o restante dos Appalousas sobreviventes, uma criação sempre mais consistente. 

Applebaum Barney W. – Comerciante muito conhecido no West, do qual se dizia que podia encontrar de tudo a pagamento; diamante de 1.000 dólares a grão de sal. Inicialmente na cidade de Abilene, agitou o comércio de bovinos. Depois Caldwell, Newton, Wichita, Great Bend, Dodge City, viram os negócios de Applebaum progredirem cada vez mais. Em 1880 estabeleceu-se definitivamente em St. Louis.

Applegate Jesse – Famoso guia da primeira caravana de carroções e gado, que foi em junho de 1843 partindo de Westport, Missouri, até o estado de Oregon, composta de 121 carroções, 1.000 pessoas, 698 reses, 296 cavalos e 973 bezerros.

Applejack Saloon – Cervejaria e cassino em Abilene, Kansas.

Árabe – A mais antiga e a mais pura raça de cavalos do mundo, que foi importada para a América em 1520 por Hernando Cortez, portanto são os antecessores do comumente chamado Cowpony. Os cowboys de hoje preferem esse cavalo de raça pura, conhecido também por “Stock Horse” e “Cuting Horse”.

Arame Farpado – Um grupo de cowboys a serviço de um grande pecuarista em Nebraska corta com grandes e específicas tesouras o arame farpado que delimitava a propriedade de um pequeno agricultor. Esse sistema de “alargar as pastagens” é proibido por lei, por isso esses homens executavam a tarefa mascarados. O arame farpado é o protagonista de uma sangrenta luta entre “os barões do gado”, que não admitem limitações aos pastos, e os agricultores, para os quais os animais estragam suas plantações. O arame farpado aparece em cena no West em 1874. O primeiro que o usa, em San Antonio no Texas, é um agricultor alemão. Os bovinos, não ainda não acostumados, jogam-se contra e ferem-se. No dia seguinte o agricultor recebe a seguinte e anônima intimidação por escrito: “Ou joga fora aquela inumana, cruel barreira, ou deixará a cidade, dentro de uma lata”. Os cowboys tinham uma canção: “Dizem que o céu seja uma terra livre para as pastagens. Mas existe o arame farpado. Repleto deles, lá embaixo, no inferno”. A expansão da agricultura è, todavia a senhora de tudo, e a lei tende a favorecê-la. Com o advento da mecanização e com o extraordinário aumento da população, entre 1860 e 1910 o número de fazendas sobem de dois milhões para seis. Em seguida os criadores também utilizam o arame farpado, em seus pastos. Em 1881 o coronel W. H. Day fecha a sua propriedade com 7.000 acres, no Texas, com o arame farpado. É o famoso “Pasto do arame vermelho”. Entram então em ação, os cowboys cortadores, e a luta é violenta. Um jornal de Chicago publica a notícia: “O inferno está furioso no Texas. Os cortadores talham 500 milhas de cerca”. Mas o arame farpado é destinado a ser o vencedor. Um cowboy escreveu em uma carta: “Quando vi uma máquina operando na produção do arame farpado e me disseram que ele teria muitas funções, voltei para casa e disse para meus homens que deixassem as tesouras. Entendi que o arame farpado havia vencido e que entre o arame farpado e as ferrovias. Os dias do cowboy estavam contados”.    

Araphoes – Talvez vindo da palavra “Tirapihu”, ou então “Larapihu” = Comerciante, tribo dos Algonkin, até o fim da metade do século XVIII eram agricultores em Minnesota e Cheyenne River, expulsos pelos Comanches, estabeleceram-se após uma longa marcha através o Horn River (1781/92), North Platte River (1793/1812), Arkansas River (1812/42) ao oriente de Saskatchewan e em Black Hill, como cavaleiros nômades. Lá essa tribo uniu-se aos Cheyennes e aos Sioux, contra a emigração branca e o exército dos USA. O agente índio Thomas Fitzpatrick escrevia em 1849: “A maior parte dos índios, que assaltaram as caravanas da Santa Fe Trail, era composta de Araphoes, os mais perigosos”. Para evitar esses ataques, em 1851 foi estipulado um tratado de paz, no qual o governo dos USA garantia aos Araphoes o seu território de caça e prometia que nenhuma caravana ou boiada o atravessariam mais. Naturalmente essa promessa não seria jamais cumprida. No tratado de 1860 os Araphoes declaravam-se prontos para se estabelecer perto do Arkansas River, como agricultores, se o governo fornecesse as sementes e material necessário. Porém após prometido, os brancos continuaram a ocupar o território designado, os Araphoes dirigiram-se para o Fort Lyon para protestar contra a ruptura desse tratado. Lá a maioria deles; homens, mulheres e crianças foram mortas em 29 de novembro de 1864, pelo exército USA. Aqueles que escaparam ao chamado “Sand Creek Massaker” foram para o norte e uniram-se aos Sioux, para organizarem uma sangrenta ação de guerrilha contra os brancos. Em 1869 a maior parte dos Araphoes vivia entre os Cheyennes e os Gros Ventres em Montana, transferindo-se (obrigada pelo exército dos USA) em 1870 para a Reserva Red Cloud Agency. Porque o abastecimento para os índios estava nas mãos de empregados brancos ávidos. Em 1874 houve uma sangrenta insurreição que terminaria em 1877 com a transferência dos Araphoes sobreviventes para o território índio de Oklahoma. Em 1930 viviam ainda 4.000 Araphoes nas reservas de Oklahoma (Blaine e Canadian County) e na Fremont County do Wyoming. Ainda hoje vale a lei de 1879 emitida pelo Congresso dos USA: “Nem os Cheyennes nem os Araphoes possuem qualquer direito legal sobre propriedades fundiárias”.    

Arbukcle Café – Ainda após a Guerra Civil Americana (186-1865), o café nos Estados Unidos existia no comércio somente como grãos crus. A dona de casa torrava-os em casa. Os irmãos Arbuckle, comerciantes de Pittsburg, Pennsylvania, iniciaram a empacotarem grãos de café já torrados ainda quente com uma mistura de açúcar e clara de ovo, conservando-os dessa maneira todo o aroma e pureza. O café Arbuckle tornou-se então indispensável para os cowboys como suas munições e whiskey. Um rancheiro de nome Chip G. McQuire definia a sua importância nesse provérbio: “O café Arbuckle” para nós, é tão importantes que não precisaria mais chamar esses malditos grãos de “café” e sim de “Arbuckles.” Os pequenos pacotes vermelhos iguais a saquinhos continham também um pedaço de balas de menta, que eram disputadas pelos cowboys quando o cozinheiro de caravanas prometia como prêmio para quem moesse o café. Um cozinheiro que pudesse escolher entre o carvão e o café durante a travessia do gado com a neve e gelo, preferia levar o café que o carvão, sempre.     

Arikaras – “Ari-ca-ri” = Chifre de Alce ou então Alce munido de chifre. Pertenciam a mesma família lingüística dos Caddo, chamados também de “Pawnees Brancos”, pelos franceses, nos primeiros anos da sua colonização. Habitavam no lado superior e médio do Missouri e foram muitos usados pelos americanos como “Scouts” por seu bom caráter. Assim entre os demais, também os Arokaras-Scouts faziam importantes serviços de espionagem a favor dos americanos nas batalhas do exército dos USA contra os Sioux. Isso talvez dependesse do fato que os “Pawnees Brancos” (primitivos e mal armados), nos anos precedentes a conquista do West por parte dos brancos, foram mortos por tribos vizinhas com armas francesas. O major Reno, que não conseguiu salvar o general Custer, da destruição total, dizia sobre seus espiões Arikaras: “São sem pretensões, fiéis e confiáveis, como cães de caça, bem treinados”.   

Arizona – Quadragésimo oitavo Estado Confederado dos USA. De 1540 a 1821 esse território sob o domínio Espanhol, pertence primeiramente à província de Sonora, depois ao Novo Mexico. Arizona era o nome da missão Saric, que administrava algumas minas de prata, muito produtivas. A palavra “Arizonac” deriva da língua indígena dos Papago (Ali= pequeno, Shonac = lugar da nascente). Em 1853 os USA adquiriram através do “Gadsen Purchase” o Novo Mexico e parte da província mexicana de Sonora, e em 23 de fevereiro de 1863 o governo declarava o Arizona como território politicamente independente, com Prescott como sua capital e sede do governador. Em 14 de fevereiro de 1912 o Arizona foi aceito na Confederação como o quadragésimo Estado com capital em Phoenix. O Arizona pertence aos estados desérticos dos USA com a mais baixa percentual de precipitações atmosféricas. O clima é quente e muito seco, por isso prevalecem estepes e desertos e somente as montanhas mais altas e úmidas são cobertas por bosques. A agricultura é possível graças à irrigação artificial, mas a criação de bovinos nos grandes vales começava a render muito bem em 1876 e até hoje são conservadas ao norte. Rico em minerais, já sob o domínio espanhol; em numerosas minas vinham extraído o cobre, zinco, chumbo, ouro e prata. Hoje o trabalho com o cobre, representa a indústria mais importante.

Arizona Home – Popular canção dos cowboys, com texto do médico Brewser Highley, que escreveu a canção em sua barcaça as margens do West Beaver Creek River, com a música de Daniel E. Kelley, um jovem camponês, um ex-corneteiro da Marinha. Publicada pela primeira vez em 21 de março de 1874 na revista “Kirwin Chief”, essa melodia, similar a um antigo canto religioso “Home for the Soul”, transformou-se por décadas uma das mais amadas canções de cavaleiros entre o Canadá e o México, mesmo com outros títulos: “Home where the Buffalo Roam”, “Colorado Home”, e “My Home in the West”. Um cowboy infeliz no curso dos anos inseriu ao texto original a seguinte estrofe: “Oh, give me a jail where I can get bail, If under the shining Sun. I’ll wake with the dawn, I’ll chase the wild fawn, I’ll ride with my saddle and gun”.

Arizona Rangers – Tropa da polícia militar, fundada em 21 de março de 1901, pelo governador do Arizona com a Lei número 74/1901. Era composta por um capitão (Cap Mossman) com um soldo de 120 dólares, um sargento (75 dólares) e 12 voluntários (55 dólares): tinham a missão de bloquear a fronteira Mexicana de Sonora e encontrar as quadrilhas de ladrões de gado. Disse o capitão durante o juramento de seus soldados: “Eu considero uma espécie de invasão armada, o fato que os bandidos mexicanos usem a Sulphur Spring’s Valley e a San Pedro Valley como estradas de passagem para seus furtos e homicídios. Se tivermos sorte cada um de nós terá que enfrentar uns 25 bandidos, cada. Por isso, disparem, disparem, disparem antes de fazer qualquer pergunta”. Em 23 de novembro de 1901 o capitão Cap Mossman estava ao pedestal da fôrca de Salomonville, perto do último bandido de fronteira ainda vivo e perguntou a ele (Augusto Chacon) se tinha ainda algo a dizer. O bandido respondeu: “Adios amigo! Você é pior que um puma”. E caiu enforcado, dentro do alçapão. Os sete Rangers sobreviventes, restituíram naquele mesmo dia, seus distintivos, e o capitulo “Arizona Rangers”, começava ali a pertencer ao passado.

Arkansas – Os índios o chamavam de “Rio do Povo que escorre para baixo”. 1 – Terceiro afluente da direita do Mississipi em ordem de grandeza. 2410 quilômetros de comprimento, esboçando pela cadeia Sawatch das Montanhas Rochosas e percorre a pradaria, num profundo vale. Era o rio do destino (River of Fate); de fato as boiadas deviam atravessá-lo durante suas marchas para o norte. Quase todos os bovinos que chegavam ali após o descongelamento da neve e dos meses chuvosos da primavera tardia, encontravam o rio assim caudaloso que na névoa da manhã, podia-se pensar que fosse um mar. E milhares de reses afogavam-se ao atravessar o Arkansas. Muitos pecuaristas iam à falência no giro de poucos dias e muitos cowboys perdiam tudo, pois a água tortuosa levava também os carroções. Muitos cowboys desapareceram com seus cavalos naquelas correntezas. 2 – Estado meridional do Middlewest, com uma extensão de 138.132 quilômetros, com pradarias (ricas em lagos e pântanos) que circundam os dois lados do Arkansas River, zonas montanhosas e com muitos bosques de Ozark e Wachita e as depressões ocidentais do Mississipi. O clima é moderadamente quente e úmido, 2/3 daquele local são pradarias sem árvores, 1/3 de bosques, as montanhas são ricas em bosques de quércias, de “Hickory” e pinhos. Sob o domínio dos franceses de 1685, os USA, compraram de Napoleão Bonaparte em 1803, juntamente com a Louisiana. Foi declarado e organizado como território em 1819, o Arkansas tornou-se o vigésimo quinto Estado membro dos USA em 15 de junho de 1836 com a capital em Little Rock.      


Arkansas Traveller – Populares canções de cowboys que o cozinheiro de caravanas o texano Lake Porter tocava com a gaita de boca: “Dinah Had a Wooden Leg” (Dinah tinha uma perna de madeira), e “The Walls of Jericho” (Os Muros de Jericó), durante os dias exaustivos de viagem, entre muita areia ou neve.  

Armas – Perneiras de couro pesadas de Chaparreras mexicanos, que protegiam as pernas do cavaleiro dos espinhos.

Armas de fogo Espanholas – Quando o revólver Colt revolucionou a Era das armas de fogo portáteis e as fábricas Americanas não podiam mais satisfazer o comércio mundial, pois suas armas possuíam um preço exorbitante, muitas pequenas fábricas na Espanha começaram a fabricar imitações desse modelo. Não possuindo a experiência necessária, suas armas funcionavam mal, porém eram vendidas pela metade do preço da original. Tom Lowery disse: “Qualquer homem inexperiente que pensasse em procurar armas a um preço baixo, arriscava ficar mutilado, já no primeiro tiro, quando essas armas “Made in Spain” explodiam em suas mãos”.

Armitas – (inglês: Small leg Armor). Chaps leves feitos com o couro macio de bezerro ou ovelha, usados, sobretudo em California. 

Arroyo – (espanhol: riacho). Pequeno riacho ou o seu leito seco. No sudoeste dos Estados Unidos grandes regiões eram sulcadas por inúmeros arroyos, que geralmente formavam profundos buracos com paredes íngremes. No leito desses arroyos encontrava-se água ocasionalmente, depois da chuva ou após o derretimento da neve. Lá onde se encontra camadas de barro, abaixo da terra seca, formam-se retenções de água, as quais os índios do deserto, escavam. Após um tempo curto a água surgia e podia ser usada. Também os cowboys conheciam essa importante reserva d’água escondidas nos arroyos, utilizando-as quando a água transportada terminava ou era pouca.

Assiniboines – palavra dos Chippewas: “Assi-nibo-in” = “Aquele que cozinha sobre as pedras”, pelos ingleses eram chamados de “Os Sioux das Rochas”. Pertenciam a família lingüística dos Sioux, falavam um dialeto e encontravam-se quase sempre em pé de guerra, de quando separados ainda nos tempos pré-históricos, eram partidos para o norte, indo com os Crees, assumindo suas vestes, tendas e usanças. George Catlin, o grande pintor dos índios célebres, escreveu: “São uma raça nobre e excelente, bons caçadores e possuem muitos cavalos, tornando-os nesse País de bisontes, homens ricos. Suas danças, de muitos tipos, são iguais aquelas dos Sioux”. A festa mais importante dos Assiniboines, a “Medicine Lodge”, chamada hoje erroneamente de a “Dança do Sol”, era preparada com muito esmero durante a primavera, para acontecer somente na metade de junho. Durante a cerimônia, que durava dois dias e duas noites, devia-se ficar em jejum. Cada dia rezava-se para o “Pássaro Trovão”, ou seja, o Deus da Chuva, agradecendo-o pelo sucesso do passado e pedia-se uma vida longa e sorte em guerras. Às vezes durante essa cerimônia, alguns pequenos animais eram curados pelos pajés. O último dia, antes que acabassem os cantos, que precedia o ato, pedia-se em alta voz que obtivessem muita chuva e um verão e outono produtivos, levando-se oferendas para o Pássaro Trovão. Se após a dança chegassem os trovões, os raios e a chuva, os índios sussurravam: “Escutem, o Pássaro Trovão e seus ajudantes estão vindo pegar nossas oferendas e pedidos”. Mais tarde faziam a “Dança do Cavalo”, durante a qual se pedia por tantos cavalos. Com canções rituais fumava-se o cachimbo das cerimônias em direção da terra, do sol e do Pássaro do Trovão. No século XX a “Dança da Grama”, que era dos Sioux, porém depois modificada, tinha também uma grande importância, para eles. O território dos Assiniboines estendia-se dos rios Saskatchewan e Assiniboine River no Canadá até o Milk e Missouri River em Montana. A metade da tribo hoje vive num território protegido entre Calgary e Banff em Alberta, Canadá e outra Meade nos USA, nas Reservas dos Fortes Belknap e Peck, em Montana.    

Association sela – Sela pesada, perto dos 34 quilos, construída pela fábrica de selas Hamley & Company, eram especiais para cansarem os cavalos selvagens durante os rodeios.

Assuti – Subtribo dos Nez Percé, que vivia perto do Assuti River em Idaho e participou em 1877 da guerra contra os Estados Unidos da América como aliados de “Joseph” cacique maior dos índios Nez Percé. 

Atakapans – Palavra dos Choctaw para designar “Canibais”, dialeto da família lingüística dos Caddo, que com as tribos Karankawas, Akokisas (Povo do Rio), Bidais (Pequeno Bosque de Arbustos), Patiris e Deadoses, viviam no sudoeste da Louisiana e nas costas do golfo do Texas até a nascente do Sabine River. Viviam da caça, favas e pesca e durante o domínio colonial espanhol, serviram aos franceses como intermediários para o armamento dos Lipan-Apaches e dos Comanches com armas francesas. Por portarem-se pacificamente com os espanhóis, e sendo muito primitivos, eram deixados em paz. Somente por volta de 1830 os texanos começaram logo após que alguém os denunciou como sendo canibais, a caçarem como se fossem coyotes. Simars de Bellise foi um das testemunhas das cenas de canibalismo: “Quando voltavam, jogavam o prisioneiro por terra. Um deles cortava a cabeça, outro os braços e alguns em pedaços o restante do corpo. Alguns deles comiam a gordura ainda crua e depois de duas horas sobravam somente ossos e tendões”. J. O. Deyer assim os descreveu: “Estatura pequena, cabeça grande e pele escura, com grandes orelhas, lábios salientes, zigomas largos, cabelos negros, sujos e com dentes podres”. Em 1922 viviam 96 descendentes dos sobreviventes, na Reserva Alabama Coushatta da Polk County do Texas.

Atapaski – Família lingüística indígena, uma das mais difundidas nos Estados Unidos da América. Estendendo-se do Alaska até o México, do Pacífico até a Baía do Hudson, do Rio Colorado até a embocadura do Rio Grande do norte no sul.

Atascosa – 1 - Afluente do Canadian River, no nordeste do Texas. 2 – Primeira estação postal e primeiro depósito armazém na embocadura do Atascosa Creek no Canadá, construído na primavera de 1878 por um comerciante que queria prover os caçadores de búfalos daquela região. Logo após, naquele mesmo local, foi fundada a cidade de Tascosa.

Atchison – 1 - Cidade fundada em 1854 no extremo nordeste do Kansas, nas margens ocidentais do Missouri River. Antes da Guerra Civil, foi sede do partido a favor dos escravos do Kansas, depois cidade comercial de notável importância e ronco ferroviário. 2 – Atchison, Topeka & Santa Fé Railroad, companhia ferroviária de Atchison, fundada em 24 de novembro de 1863, que pioneiramente construía uma linha ferroviária através o Kansas, do nordeste em direção ao sudeste passando por Topeka, Burlingame, Emporia, Newton (chegou em 1872), Dodge City (1872) até Santa Fé em Novo Mexico (16 de fevereiro de 1880). Por meio dessa linha ferroviária foram transportados, durante os anos da caça ao bisonte, mais de 20 milhões de peles e mais de 10 milhões de bovinos para o Oeste.       


Aten – Ira nasceu em 3 de setembro de 1862 no Cairo, Illinois, morreu em 5 de agosto de 1953. Cowboy, agricultor, fazendeiro, Texas Ranger, diretor de banco nos anos sucessivos, catador de algodão, xerife, Marshal, detetive. Por sua vida aventureira de Texas Ranger, merece realmente a glória, de Hollywood que sabe fazer tributos a seus heróis.  

Atlas Rifle – Rifle de um tiro, no qual o percursor serve ao mesmo tempo como obturador, construído pela Meriden Firearms & Co., em Connecticut.  

Atlatl – Objeto auxiliar para atirar uma lança. É composto de um bastão curto que em suas extremidades apresenta incisões ou pequenas cavidades, na qual se coloca a lança. O Atlatl permite, graças ao seu movimento de impulsão, lances muito longos.

Atsina – (palavra dos Blacckfoot: at-se-na = Povo Corajoso). Tribo Algonkin muito chegada aos Araphoes. Os brancos os chamavam durante a conquista do West de “Gros Ventres” (Barrigas grandes), não porque as tivessem, mas sim porque habitavam perto do Big Belly River (Rio Grande Barriga), que atualmente chama-se Sud-Saskatchewan. Eram aliados com os Araphoes e com os Pés Negros, caçadores nômades de bisontes e viviam nas Montanhas Rochosas setentrionais de Montana, onde se estabeleceram em 1870 juntos com os Akiras e Mandans, numa Reserva entre o Yellowstone e o Powder River. Eram amigos dos brancos sendo chamados pelo Exército Americano, como: Bons Índios. Em 1879, 1700 índios Atsina viviam ainda na Reserva Dakota e em 1937, 809 índios ainda em Oklahoma.

Automóvel a vapor – O automóvel a vapor é apresentado em New York no ano de 1860. Não é uma grande novidade para os americanos, que já em 1804 viram fumegando pelas estradas da Filadélfia algo similar, um estranho veículo construído e guiado por sue inventor de Newport, Oliver Evans. A máquina a vapor, substituindo a carroça, puxada por cavalos, não obteve muito sucesso naquela, mesmo conservando sua forma exterior. A tração a vapor nas ruas era naquele período quase que exclusivamente feita por veículos pesados, adotados para transporte coletivo, industrial e na agricultura. Em Cincinnati, Filadélfia e New York existiam vários carros a vapor para bombeiros. A mesma máquina, chegando aos locais de incêndio, servia para acionar as bombas d’água. Os Estados Unidos, respeito à Europa, se interessaram tardiamente ao automóvel. Era a opinião da maioria dos americanos, até 1900, afirmando que o cavalo seria insubstituível. Recuperaram drasticamente o tempo perdido com o evento do motor a gasolina. Henry Ford, o homem que criará a maior indústria, entre todas elas. Ford nasceu em 1863. Com o surgimento do automobilismo, será imposta a construção das estradas, que no momento eram ainda escassas.  

Averril James – Nasceu em 1860, ex-estudante de Filosofia na Cornell University, que em 1885 comprou um pedaço do território livre, que estava ao meio do território de criação de bovinos do Wyoming nas margens do Sweetwater River, e construiu um grande mercado para os novos colonos e cowboys dos Ranchs vizinhos. Os criadores de gado estavam furibundos pela política de colonização praticada pelo governo USA que tinha deixado livres os territórios para a colonização, justamente o local que por mais de 10 anos eles levavam suas boiadas. Perto de Averill, uma jovem senhora, Ella Watson, construiu a sua casa, e rapidamente ficou noiva dele, e divertia os cowboys com espetáculos de dança e canções; fazendo-se pagar geralmente com cabeças de gado, e ficou também conhecida como: “Cattle Kate”. Após o inverno 1886/7, muito rígido para os fazendeiros, começaram os contrastes entre os novos colonos, que cercavam suas propriedades, e os fazendeiros que preferiam os pastos livres. Esse contraste aumentou até degenerar-se em ações violentas que deveriam intimidar os colonos. O inteligente e eloqüente Jim Averill tornou-se porta-voz dos colonos e chamou a atenção geral sobre os métodos dos “patrões de bovinos”, com cartas para as redações de jornais e ao governo. Os criadores de gado então culparam Averill e Ella Watson “Cattle Kate” de roubo de gado. Quando A. J. Bothwell, criador mais importante, ameaçou fechar o seu território de pastos aos novos colonos, Averill através de um protesto em Washington, conseguiu obter que o grande proprietário renunciasse a esse seu intento. Em julho de 1889 chegaram os fazendeiros Bothwell, Tom Sun, John Durbin, R. M. Galbraith, Bud Connor, E. McLain e George B. Henderson, no comércio de Averill e lincharam sem hesitação Ella Watson e Jim Averill, perto do barranco de Pring Creek. Esse homicídio chocou o Wyoming e começou uma guerra declarada entre os grandes criadores de gado e os colonos, que passaria para a história como: A Guerra de Johnson County.     

Ayers Sarsaparilla – Pomada calmante e antibacteriana feita pelo farmacêutico John Ayers, que a ofereceu pela primeira vez no “Fort Smith Elevator”, em 15 de julho de 1887. A pomada continha um extrato concentrado da raiz da “Texas Sarsaparilla” (latim: Menispermum canadense), uma planta trepadeira que no ocidente chamava-se também como Yellow Sarsaparilla, Yellow Parilla, Canadian Moonseed, Vine maple, e no Canadá como Raisin de Couleur.

Azalea – (latim: Rhododendron oblongifolium, anche cenescens o serrulatum), em inglês Bush Azalea, Hammock Sweet Azálea, Pinxter Flower, Texas Azalea, Thicket Azalea, White Azalea, White-Bush Honeysuckle. Moita de vegetação com belas flores, encontradas em zonas rochosas. Das flores os Lipan Apaches e os Tonkawas extraiam uma seiva narcótica e venenosa. Típica dos estados de Arkansas, Florida, Norh Carolina, Louisiana, Tennessee e Texas. O cozinheiro dos cowboys usava-a para a salmoura dos alimentos. 
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Atualizado em: Sex 22 Set 2017
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